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Abstract
Objetivo: Avaliar se existem diferenças em relação aos erros refracionais e parâmetros do segmento anterior entre pacientes com esquizofrenia e voluntários saudáveis. Métodos: Este estudo comparou 70 pacientes diagnosticados com esquizofrenia (48 homens) com um grupo controle de 60 pacientes, semelhantes em relação à idade, sexo, escolaridade e nível socioeconômico (35 homens). O exame do segmento anterior foi realizado com o sistema Scheimflug; os comprimentos axiais do olho e a espessura do cristalino foram avaliadas por meio de biometria óptica. Os seguintes testes foram aplicados ao grupo de pacientes psiquiátricos: Brief Psychiatric Rating Scale (BPRS), Scale for the Assessment of Negative Symptoms (SANS), e Scale for the Assessment of Positive Symptoms (SAPS). Resultados: Miopia leve foi detectada em ambos os grupos de esquizofrenia e de controle, sem diferença estatisticamente significativa (p>0,005). Volume de córnea (CV), volume da câmara anterior (ACV), profundidade da câmara anterior (ACD) e paquimetria central da córnea (CCT) apresentaram valores menores no grupo de esquizofrênicos e houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p=0,026, p=0,014, p=0,048 e p=0,005, respectivamente). A espessura do cristalino (LT) foi maior em esquizofrênicos e a diferença foi estatisticamente significativa (p=0,006). Foi encontrada uma correlação negativa estatisticamente significativa entre SAPS e os valores cilíndricos (p=0,008). O comprimento axial do olho, o valor do cilindro, o diâmetro pupilar, a ceratometria média e o ângulo da câmara anterior não revelaram nenhuma diferença estatística entre os grupos (p>0,05). Conclusões: Não foi detectada diferença estatisticamente significativa em relação aos transtornos de refração entre os esquizofrênicos e o grupo controle, enquanto algumas diferenças nos parâmetros de câmara anterior estavam presentes. Estes resultados demonstram que esquizofrénicos podem apresentar diferenças clínicas e estruturais do olho.
Keywords: Esquizofrenia; Erros de refração/complicações; Segmento anterior do olho/patologia; Biometria
Abstract
Objetivo: Avaliar a espessura central da córnea (CCT), o volume de córnea (CV), e a superfície corneana anterior e posterior utilizando sistema de imagem Scheimpflug em pacientes com diagnóstico de síndrome do disco inclinado (TDS). Métodos: O grupo de estudo (grupo 1) e o grupo controle (grupo 2) consistiu de 35 olhos de 35 pacientes pareados por idade, sexo e refração em cada grupo. Todos os casos foram submetidos a um exame oftalmológico completo incluindo refração sob cicloplegia, medida do comprimento axial ocular e avaliação por Scheimpflug. Resultados: A idade média foi de 34,68 ± 15,48 anos no grupo 1 e 34.11 ± 12,01 anos no grupo 2 (p=0,864). A distribuição por sexo foi de 18 homens e 17 mulheres do grupo 1 e 16 homens e 19 mulheres no grupo 2 (p=0,618). Todos os indivíduos eram caucasianos. O equivalente esférico foi 3,62 ± 1,75 D no Grupo 1 e 3,69 ± 1,51 D no Grupo 2 (p=0,850). Não houve diferença significativa entre os dois grupos para idade, sexo, raça e equivalente esférico. Não houve diferença significativa entre os dois grupos para o valor médio ceratométrico e CV3 (o volume da córnea na central 3 mm) (p=0,232, p=0,172, respectivamente). Houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos para CCT, CV5, CV7 (volume de córnea na região central 5 e 7 mm, respectivamente) e CV total (p=0,008, p=0,003, p=0,023 e p=0,019, respectivamente). Os valores do grupo de estudo foram menores do que o grupo controle para todos os parâmetros. Houve também diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos nos parâmetros elevação anterior da córnea (p<0,05). Os valores médios do grupo 1 foram maiores do que o grupo 2. Não houve diferença entre os dois grupos para os dois parâmetros referentes à elevação posterior da córnea (p<0,05). Conclusões: Nosso estudo mostrou que os olhos com TDS apresentam CCT mais fina, menor volume da córnea e alterações na curvatura corneana anterior quando comparados aos olhos normais.
Keywords: Topografia da córnea; Córnea/patologia; Disco óptico/anormalidades; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: Definir mais detalhadamente as características clínicas específicas de pacientes com síndrome de Brown e avaliar os resultados da tenectomia do músculo oblíquo superior no manejo cirúrgico da síndrome de Brown.
MÉTODOS: Prontuários de 45 pacientes com síndrome de Brown foram analisados retrospectivamente. Onze pacientes submetidos à tenectomia do músculo oblíquo superior devido a postura anormal da cabeça ou a hipotropia e um paciente submetido ao alongamento bilateral do tendão do oblíquo superior com uma faixa de silicone devido a postura anormal da cabeça. Neste último paciente, a faixa de silicone foi removida no terceiro mês pós-operatório devido à ausência de melhora na postura anormal da cabeça e à limitação da elevação em adução. Quatro pacientes submeteram-se simultaneamente à cirurgia do músculo reto horizontal.
RESULTADOS: Houve predominância de sexo feminino, olho direito, forma congênita, acometimento unilateral, padrão em “A” e um tipo de postura anormal da cabeça combinando queixo elevado e inclinação da cabeça. A forma bilateral foi vista apenas em pacientes do sexo feminino. Foi constatada ambliopia em 2 pacientes. Dentre os pacientes acima de 5 anos de idade, 40% tinham estereopsia reduzida. Postura anormal da cabeça estava presente em 60% dos pacientes. Mais da metade dos pacientes foi diagnosticada com um desvio vertical, horizontal ou ambos. O procedimento de tenectomia eliminou a postura anormal da cabeça em todos os pacientes e melhorou significativamente a limitação média da elevação em adução e a hipotropia (p=0,001 e p=0,012). Dois pacientes desenvolveram hiperação do músculo oblíquo inferior no olho operado. Resolução completa ocorreu espontaneamente em 2 pacientes.
CONCLUSÕES: O quadro clínico dos pacientes com síndrome de Brown no nosso estudo é bastante consistente com os relatos iniciais na literatura. Este estudo mostrou a eficácia da tenectomia do oblíquo superior, com menor hipercorreção no tratamento cirúrgico da síndrome de Brown.
Keywords: Adução; Elevação; Hipotropia; Resolução; Tendão
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o momento apropriado para implante de anel de tensão capsular em casos de fraqueza zonular devida à síndrome pseudoesfoliativa.
MÉTODOS: Este foi um estudo prospectivo e comparativo realizado no Departamento de Oftalmologia da Universidade İnönü. Foram incluídos 43 pacientes, sendo 16 no grupo 1 e 27 no grupo 2. O grupo 1 era composto de pacientes que se submeteram ao implante precoce do anel de tensão capsular, enquanto no grupo 2 os pacientes tiveram implante tardio. Foram incluídos pacientes com síndrome pseudoesfoliativa submetidos à cirurgia de facoemulsificação e ao implante de lente intraocular na câmara posterior e anel de tensão capsular. Em cada olho, foram avaliadas as complicações intraoperatórias e as dificuldades tanto com a implantação do anel de tensão capsular quanto com a remoção do córtex.
RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre os grupos quanto à dificuldade de implante do anel de tensão capsular (p=0,124). Ao se comparar as remoções do córtex, observou-se diferença significativa entre os grupos (p=0,003). Complicações intraoperatórias foram observadas em 3 pacientes do grupo 1 e 11 pacientes do grupo 2; porém, não houve diferença significativa entre os grupos (p=0,18). No grupo 2, observaram-se flutuações da cápsula posterior em 8 pacientes (29,5%), com ruptura da cápsula posterior em dois deles.
CONCLUSÕES: A remoção do córtex é mais difícil no implante precoce do anel de tensão capsular e flutuações da cápsula posterior podem causar problemas no implante tardio do anel de tensão capsular. O cirurgião deve ponderar a relação risco/benefício do implante precoce e tardio ao avaliar o momento ideal para implante de anel de tensão capsular.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Anel de tensão capsular
Abstract
PURPOSE: To evaluate the effect of using a single iris retractor, affixed to the anterior capsulorhexis at the 12 o'clock position, on the ease of capsular tension ring implantation.
METHODS: This prospective comparative study comprised 37 patients with zonular weakness attributed to pseudoexfoliation syndrome who underwent capsular tension ring implantation during cataract surgery. In Group 1, a single iris retractor was inserted into the anterior capsulorhexis at the 12 o'clock position. Group 2 did not receive this intervention. Zonular weakness was graded on a scale of 1–5, and the subjective difficulty of capsular tension ring implantation was categorized as easy, medium, or difficult.
RESULTS: Group 1 and 2 comprised 20 and 17 patients, respectively. There were no significant differences between the groups in age, sex distribution, and presence of glaucoma (p=0.53, p=0.28, and p=1.00, respectively). The mean zonular weakness score was significantly higher in Group 1 (3.35 ± 0.45) than in Group 2 (2.71 ± 0.59; p=0.02). Capsular tension ring implantation was significantly easier in the iris retractor group (p<0.001).
CONCLUSIONS: Placement of a single iris retractor attached to the anterior capsulorhexis at the 12 o'clock position may facilitate easier capsular tension ring implantation, even in patients with greater zonular weakness. This technique could reduce the risk of capsular tension ring displacement into the iridocorneal angle or ciliary sulcus.
Keywords: Capsular tension ring; Cataract; Iris hook; Pseudoexfoliation syndrome; Zonular weakness; Cataract extraction; Phacoemulsification; Capsulorhexis.
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