Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (2 )
:73-75
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150020
Abstract
Objetivos: Identificar as causas e os resultados da vitrectomia via pars plana (VPP) em pacientes submetidos à cirurgia de facoemulsificação com complicação intraoperatória, analisando se o tempo cirúrgico entre a facoemulsificação e a VPP interfere na melhor acuidade visual corrigida final. Métodos: Estudo analítico descritivo e retrospectivo realizado no Hospital de Olhos do Paraná em 2013. Os dados foram coletados de prontuários de 38 pacientes que foram submetidos à cirurgia de facoemulsificação complicada e que também precisaram de VPP. Resultados: A complicação intraoperatória mais frequente na cirurgia de facoemulsificação, nos pacientes estudados, foi à ruptura de cápsula posterior, que ocorreu em 35 pacientes (92,10%), seguido de desinserção zonular em 3 pacientes (7,89%). Em 28 pacientes (73,68%) foram encontrados restos corticais, que foram removidos durante a VPP. Em 12 pacientes (31,57%) foi realizado o reposicionamento da lente intraocular. A cirurgia de VPP foi realizada no mesmo dia da facoemulsificação em 1 paciente (2,63%), dentro de 7 dias em 15 pacientes (39,47%), entre 1 semana e 1 mês em 13 pacientes (34,21%) e após 1 mês da facoemulsificação em 9 pacientes (23,68%). Conclusão: O presente estudo encontrou dados semelhantes aos descritos na literatura mundial, que afirmam que as principais complicações da facoemulsificação são a ruptura de cápsula posterior e desinserção zonular; e que a acuidade visual final melhora, em aproximadamente metade dos casos, mesmo após ocorrer complicações na cirurgia de catarata moderna, quando instituído tratamento complementar adequado.
Keywords: Facoemulsificação/complicações; Vitrectomia/métodos; Extração de catarata
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (5 )
:283-285
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150075
Abstract
RESUMOObjetivos:Avaliar e comparar as alterações topográficas da córnea após a vitrectomia via pars plana com o sistema transconjuntival sem suturas de 23 gauge (g) e 25 g e com o sistema tradicional de vitrectomia via pars plana 20 g.Método:Neste estudo prospectivo, as alterações topográficas da córnea foram avaliadas em 45 olhos de 45 pacientes, divididos em 3 grupos de acordo com o sistema de vitrectomia utilizado (20, 23 e 25 g). Todos os pacientes foram submetidos a topografia corneana computadorizada utilizando-se o topógrafo EyeSys System 3000 antes da cirurgia, e com 1 semana, 1 mês e 3 meses após a cirurgia.Resultados:No período pós-operatório, no grupo de vitrectomia 20 g, foram encontradas alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana estudados, com um aumento médio da curvatura de 0,98 ± 0,18 D (p<0,001) e 0,93 ± 0,21D (p<0,001) após uma semana, e um mês, respectivamente. Não se observou diferença estatisticamente significativa na visita realizada 3 meses após a cirurgia. Nos grupos 23 g e 25 g, não se observaram alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana em nenhum dos momentos analisados no pós-operatório.Conclusão:A vitrectomia transconjuntival sem suturas 23 g e 25 g não induziu alterações topográficas da córnea após a cirurgia, enquanto que a vitrectomia 20 g induziu alterações topográficas da córnea transitórias que retornaram aos níveis pré-operatórios três meses após a cirurgia.
Keywords: Retina; Vitrectomia; Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (2 )
:120-124
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180027
Abstract
Objetivos: Avaliar se as concentrações séricas da lectina ligante de manose da via das lectinas do sistema complemento estão associadas à degeneração macular relacionada à idade.
Métodos: Pacientes com degeneração macular relacionada à idade a controles pareados realizaram exame oftalmológico completo e imagens de tomografia de coerência óptica. As concentrações de lectina ligante de manose foram aferidas em amostras de sangue pelo método "time-resolved Immunofluorometric assay".
Resultados: Um total de 136 indivíduos foram avaliados incluindo 68 com degeneração macular relacionada à idade (34 exsudativa e 34 não-exsudativa) e 68 controles. Concentrações medianas de lectina ligante de ma-nose foram 608 ng/mL (30-3,415 ng/mL) nos casos e 739 ng/mL (30-6,039 ng/mL) nos controles, não havendo diferença entre os grupos. Comparando degeneração macular relacionada a idade exsudativa (mediana de lectina ligante de manose 476 ng/mL; 30-3,415 ng/mL) e não-exsudativa (692 ng/mL; 30-2,587 ng/mL) também não apresentaram diferença.
Conclusões: Concentrações séricas de lectina ligante de manose não estão relacionadas à degeneração macular relacionada a idade ou às formas exsudativa e não-exsudativa.
Keywords: Degeneração macular relacionada à idade; Drusas; Imunoregulação; Lectina de ligação a manose; Inflamação; Retina