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Abstract
OBJETIVO: Detectar possíveis sinais de maculopatia hipotônica subclínica por meio da OCT III em pacientes submetidos à cirurgia filtrante. MÉTODOS: Pacientes que realizaram procedimento cirúrgico filtrante com pressão intra-ocular menor que 9 mmHg submeteram-se ao exame OCT III. RESULTADOS: Sete (87,50%) pacientes apresentaram diagnóstico prévio de glaucoma crônico simples e 1 (12,50%) de glaucoma agudo de ângulo fechado. Apenas duas pacientes (25,00%) apresentaram maculopatia hipotônica detectada pela OCT III. CONCLUSÃO: A OCT III parece ser um bom método diagnóstico de maculopatia hipotônica subclínica em pacientes submetidos à cirurgia filtrante convencional.
Keywords: Hipotensão ocular; Cirurgia filtrante; Tomografia de coerência óptica; Trabeculectomia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência da ação antimicrobiana das soluções multiuso para desinfecção de lentes de contato hidrofílicas. MÉTODOS: Duas soluções multiuso denominadas solução A (poliquaternário-1 a 0,001% e miristamidopropil dimetilamina a 0,0005%) e solução B (poliaminopropil biguanida a 0,0001%) foram testadas em lentes de contato hidrofílicas contaminadas com Pseudomonas aeruginosa (ATCC27583), Staphylococcus epidermidis (ATCC1226), Klebsiella pneumoniae (ATCC13883), Staphylococcus aureus (ATCC25923) e Candida albicans (ATCC 10231) para verificar a quantidade de redução do crescimento dos microrganismos após o enxágue com as soluções. Foram seguidas as instruções preconizadas pelos fabricantes. RESULTADOS: Houve redução de 90% do crescimento de Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus aureus e Candida albicans. Não houve crescimento de Klebsiella pneumoniae. CONCLUSÃO: As soluções testadas neste trabalho mostraram redução do número de microrganismos testados.
Keywords: Lentes de contato hidrofílicas; Conjuntiva; Soluções; Pseudomonas aeruginosa; Staphylococcus epidermidis; Stapylococcus aureus; Klebsiella pneumoniae; Candida albicans; Desinfecção; Ceratite; Keratitis
Abstract
OBJETIVOS: Estudar a habilidade diagnóstica do tomógrafo retiniano de Heidelberg (HRT II), GDx analisador de fibras nervosas (GDx), perimetria azul-amarelo (SWAP), tecnologia de frequência duplicada (FDT) isoladamente e em conjunto no diagnóstico do glaucoma. MÉTODOS: Sessenta glaucomatosos e 60 pacientes normais foram submetidos a exames de HRT II, GDx, SWAP e FDT. HRT foi considerado alterado quando pelo menos uma região do anel neurorretiniano esteve fora dos limites da normalidade, conforme a análise de regressão de Moorfields. GDx alterado foi definido quando pelo menos um índice foi considerado pelo programa do equipamento como fora dos limites normais, excluindo-se o índice simetria, ou ainda quando no gráfico "the deviation from normal graph" apareceu um quadrante com significância abaixo de 5%. O FDT foi considerado anormal quando pelo menos uma região testada apresentou-se com defeito severo ou com a presença de dois defeitos moderados contíguos. Para o SWAP foram adotados os critérios de anormalidade propostos por Anderson. Análise de regressão logística foi realizada. RESULTADOS: Quando foram estudadas as tecnologias isoladamente, a análise de regressão logística apresentou melhores índices de razão das chances para glaucoma com exames positivos para o HRT (22,49), seguido pelo SWAP (21,71). FDT (3,97) e GDx (2,73). Quando se associaram exames positivos de diferentes tecnologias, as razões das chances aumentaram. Nos casos com exames de HRT, FDT e SWAP fora dos limites normais, a razão das chances foi de 252,6 e com HRT, SWAP e GDx alterados, 173,1. Quando associamos exames positivos de diferentes tecnologias, a razão das chances dos pacientes serem glaucomatosos aumentou consideravelmente, chegando a 689,7 com todos os exames fora dos limites normais, o que ocorreu em 26 pacientes deste estudo. CONCLUSÕES: A análise de regressão logística confirmou que a presença de exames alterados de HRT ou SWAP apresentam as maiores razões das chances de glaucoma. A associação de exames alterados aumentou a razão das chances, principalmente, quando o HRT e o SWAP estavam fora dos limites normais.
Keywords: Glaucoma; Polarimetria de varredura a laser; Perimetria; Oftalmoscopia
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados a longo prazo da técnica cirúrgica modificada de enxerto interlamelar de mucosa oral usando cola de fibrina para o tratamento de triquíase.
Métodos: Um estudo prospectivo foi realizado no Departamento de Óculo-plástica do Complexo Hospital Ouro Verde. Pacientes com triquíase recorrente sem entrópio, que não responderam à terapia convencional, foram submetidos à cirurgia com separação intermarginal das lamelas das pálpebras e inserção de enxerto de mucosa oral usando cola de fibrina, substituindo a sutura. Pacientes foram avaliados 1 dia, 7 dias, 1 mês, 6 meses e 4 anos após a cirurgia. A aderência do enxerto, resolução dos sintomas, satisfação estética, satisfação geral do paciente e recorrência de triquíase foram avaliados aos 6 meses e aos 4 anos.
Resultados: Quinze pacientes (total de 19 olhos) foram incluídos, dos quais 10 (66.7%) eram do sexo feminino e 5 (33.3%) do sexo masculino. A média de idade foi 75.4 ± 10.5 anos (intervalo 54-98 anos). Triquíase adquirida foi a principal causa, da qual 12 pacientes apresentaram blefarite crônica (86.7%), 2 pacientes com causa indeterminada (13.3%) e 1 paciente com triquíase tracomatosa (6.7%). A maioria dos casos envolveu apenas um segmento da pálpebra (89.4%) e com ≤5 cílios (84.2%; triquíase menor). Nenhuma reação adversa foi reportada com o uso da cola de fibrina e nenhum caso necessitou de sutura após inserção do enxerto. Aos 6 meses, não houve nenhuma falha de enxerto, 17 olhos de 13 pacientes (89.4%) apresentaram boa aderência de enxerto, 2 olhos de 2 pacientes (10.5%) mostraram aderência parcial do enxerto e 2 olhos de 1 paciente (10.5%) apresentaram recorrência da triquíase. Aos 4 anos, não houve nenhuma falha de enxerto, 3 olhos de 3 pacientes tiveram perda de seguimento e 2 olhos de 2 pacientes (14.2%) apresentaram recorrência da triquíase. A taxa de sucesso acumulativa após 4 anos foi de 78.9%.
Conclusão: A cirurgia modificada de enxerto interlamelar de mucosa oral usando cola de fibrina mostrou uma boa taxa de sucesso a longo prazo. Esta técnica reduz o tempo cirúrgico, facilita a inserção de enxertos menores e, portanto, deve ser considerada em triquíase menor sem entrópio resistente ao tratamento convencional.
Keywords: Triquíase; Cirurgia interlamelar; Cirurgia de Van Millingen; Cola de fibrina; Cola biológica; Enxerto de mucosa oral
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