Arq. Bras. Oftalmol. 2016;79 (4 )
:209-213
| DOI: 10.5935/0004-2749.20160061
Abstract
Objetivo: Investigar os efeitos da manobra de Valsalva (VM) sobre a morfologia do disco óptico, a espessura da coroide e parâmetros câmara anterior. Métodos: Estudo observacional, prospectivo incluiu 60 olhos de 60 indivíduos saudáveis. Os parâmetros da câmara anterior, incluindo da espessura central da córnea (CCT), profundidade da câmara anterior (ACD), ângulo da câmara anterior (ACA), volume de câmara anterior (ACV), diâmetro da pupila (PD), comprimento axial (AL), espessura da coroide subfoveal e peripapilar, parâmetros de disco óptico e pressão intraocular (IOP) foram medidos em repouso e durante VM. Resultados: A VM não apresentou influência significativa em AL, espessura da coroide subfoveal e peripapilar, área de disco óptico, área da rima neural, área da escavação, relação da área escavação-disco, a relação vertical escavação-disco, volume da rima neural, volume da escavação, medidas de volume cabeça do nervo (para todos; p >0,05). IOP e PD aumentaram significativamente durante VM (para ambos; p <0,001). A VM diminuiu os valores CCT, ACD, ACA e ACV significativamente (para todos; p <0,001). Além disso, o volume da escavação do nervo óptico diminuiu e a razão horizontal escavação-disco aumentou significativamente durante VM (para ambos; p <0,05). Conclusões: A VM pode causar alterações transitórias na pressão intraocular, na morfologia do disco óptico e em parâmetros câmara anterior.
Keywords: Manobra de Valsava; Disco óptico/anatomia & histologia; Coroide/anatomia & histologia; Pressão intraocular; Câmara anterior
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (2 )
:95-101
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180023
Abstract
Objetivo: Comparar a sensação de dor de pacientes durante a remoção do óleo de silicone sob anestesia tópica e retrobulbar, usando uma técnica via pars plana combinada.
Métodos: Os pacientes foram selecionados, de acordo com suas atitudes durante cirurgia vitreorretiniana prévia e exames oftalmológicos, e divididos em dois grupos: anestesia tópica e retrobulbar. Para a remoção passiva do óleo de silicone, utilizouse uma técnica combinada em ambos os grupos. A sensação de dor dos pacientes e o conforto do cirurgião foram classificados através de uma escala de dor durante cada etapa da cirurgia.
Resultados: Os grupos anestesia tópica e retrobulbar incluíram 36 e 33 pacientes, respectivamente. A sensação de dor durante a aplicação da anestesia foi significativamente maior no grupo retrobulbar (p<0,001). O grupo anestesia tópica sentiu mais dor durante a inserção do trocarte (p<0,001). Não houve diferença significativa entre os grupos em relação à sensação geral de dor e a complicações.
Conclusões: A sensação de dor é comparável entre a anestesia tópica e a retrobulbar durante a remoção de óleo de silicone. A combinação de anestesia tópica e uma técnica via pars plana é uma opção alternativa eficaz e segura para a cirurgia de remoção de óleo de silicone.
Keywords: Dor; Óleos de silicone; Anestésicos locais; Administração tópica; Cirurgia vitreorretiniana; Satisfação do paciente
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (4 )
:302-309
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180060
Abstract
Objetivo: A cirurgia de fixação escleral é um procedimento fundamental que depende da disponibilidade de métodos robustos e inovadores de fixação cirúrgica. No entanto, existe uma necessidade de inovação nas técnicas de fixação de sutura, particularmente para a implantação de lentes intraoculares.
Métodos: Concebemos e desenhamos uma técnica de fixação escleral utilizando um “nó esférico” para o encerramento da sutura em uma amostra retrospectiva de 108 pacientes com lente intraocular de fixação escleral (SF-IOL) primária (n=40) e secundária (n=68). Importante considerar que nossa técnica não exigiu procedimentos adicionais de aleta escleral ou de túnel. Observamos a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) pré e pós-operatória e as complicações pós-operatórias. Todos os dados foram analisados entre os grupos.
Resultados: A melhor acuidade visual corrigida média pré-operatória (logMAR) melhorou significativamente em ambos os grupos com a utilização da técnica de fixação do nó esférico (p<0,01). A extensão da melhora melhor acuidade visual corrigida e as complicações tardias, um mês após a cirurgia, não foram significativamente diferentes entre os grupos (p>0,05). Esses resultados clínicos foram, em geral, comparáveis aos publicados na literatura de oftalmologia.
Conclusão: Até onde sabemos, a técnica de fixação escleral de “nó esférico” é relatada pela primeira vez na literatura e representa um procedimento cirúrgico promissor, menos invasivo e simplificado para a fixação transescleral de SF-IOLs. Além disso, a técnica parece exibir eficácia e segurança comparáveis às técnicas de fixação escleral existentes. Sugerimos que a técnica do nó esférico receba mais atenção e avaliações clínicas no futuro.
Keywords: Esclera/cirurgia; Implante de lente intraocular; Afacia; Técnicas de sutura