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Abstract
OBJETIVOS: Relatar os resultados de vitrectomia via pars plana com utilização de perfluocarbono líquido (Perfluoroctano-Ophtalmos®), como tamponante vítreo-retiniano de curta duração, no pós-operatório de portadores de descolamento de retina, por ruptura gigante. MÉTODOS: Estudaram-se dez desses pacientes. Todos os casos eram complicados por vitreorretinopatia proliferativa grau B ou pior com rupturas que variavam em extensão de 90º a 210º. O perfluorocarbono líquido foi introduzido, por via pars plana, com o volume necessário para ultrapassar o limite posterior da ruptura, permanecendo no pós-operatório por cinco dias, estando os pacientes em decúbito dorsal. Após esse período submetiam-se a segunda intervenção para troca do perfluorocarbono líquido para gás ou óleo de silicone. RESULTADOS: Após período de acompanhamento médio de 16,2 ± 12,4 meses (2 a 43 meses), 80% das retinas estavam aplicadas, sendo necessária a repetição desta técnica em 1 caso (10%) caso e em 2 casos (20%) não houve reaplicação da retina por vitreorretinopatia avançada. Houve melhora da acuidade visual em 5 casos (50%). CONCLUSÃO: Observaram-se bons resultados quanto à aplicação da retina (80%) e melhora da acuidade visual (50%) quando do uso do perfluorocarbono líquido como tamponante vitreorretiniano de curta duração no pós-operatório de cirurgias de descolamento de retina por rupturas gigantes.
Keywords: Descolamento da retina; Doenças retinianas; Lágrimas; Vitreorretinopatia proliferativa; Fluorocarbonetos; Vitrectomia
Abstract
OBJETIVO: Apresentar os resultados visuais em portadores de ceratocone após ceratoplastia penetrante autóloga ipsilateral rotacional (CPAIR) associada à ressecção de 0,5 mm de crescente corneana inferior. Métodos: Estudo prospectivo, longitudinal, tipo série de casos, analisando os resultados visuais de seis pacientes, com diagnóstico de ceratocone, submetidos a CPAIR por meio de duas trepanações, coincidentes superiormente e com diferença de 0,5 mm inferiormente. Após ressecção da cunha resultante das duas trepanações inferiores, o disco corneano foi rotado de 180º e suturado com 24 pontos diametralmente opostos. Os pacientes foram acompanhados por um período médio de 12,6 meses. RESULTADOS: Ao comparar os dados do 1º ano de pós-operatório aos do pré-operatório, observou-se melhora significante nas medianas de: AVL corrigida (p=0,04) e valor ceratométrico máximo (p=0,04). Para o equivalente esférico (p=0,25) e o astigmatismo topográfico (p=0,67), a melhora não foi significante. CONCLUSÃO: A CPAIR associada à ressecção de 0,5 mm na porção inferior corneana, no primeiro ano de pós-operatório, apresentou-se eficaz em melhorar a acuidade visual e o valor ceratométrico máximo topográfico. Este procedimento apresenta vantagens em eliminar a necessidade de tecido doador e a rejeição.
Keywords: Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Resultado de tratamento; Transplante autólogo; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: O objetivo do estudo foi determinar se a mitomicina C (MMC) altera o aparecimento dos leucócitos polimorfonucleares (PMN) no estroma corneano após abrasão epitelial central, utilizando olhos de camundongo como modelo. MÉTODOS: Vinte camundongos foram submetidos à abrasão epitelial em córnea central utilizando etanol a 20%. Após a lesão, o olho direito recebeu MMC a 0,02% por 1 minuto, enquanto o olho esquerdo recebeu solução salina. Os animais foram sacrificados em 1, 2, 5 e 14 dias após a cirurgia e a córnea foi preparada para histologia. A distribuição dos PMN foi analisada e digitalizada em imagens microscópicas. A divisão celular na córnea foi detectada pela imuno-histoquímica da bromodeoxirudina (BrdU), injetada intraperitonialmente duas horas antes dos animais serem secrificados. RESULTADOS: A lesão epitelial gerou infiltração de PMN no estroma da córnea. A análise da distribuição dos PMNs revelou que não houve diferença estatisticamente significante entre os olhos tratados e não tratados com MMC, em todos os tempos estudados. O estudo com BrdU mostrou que a MMC quando utilizada a 0,02% por um minuto bloqueou completamente a proliferação de ceratócitos. CONCLUSÃO: O tratamento com MMC, que é utilizada comumente na prática clínica, inibe a proliferação dos ceratócitos durante a cicatrização corneana, porém quando utilizada a 0,02% por um minuto, não altera a infiltração dos PMNs dentro do estroma corneano após lesão epitelial em córneas de camundongos.
Keywords: Mitomicina C; Mitomicina C; Leucócito; Córnea; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Modelos animais
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