Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (4 )
:575-578
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000400022
Abstract
OBJETIVO: Investigar as possíveis alterações no potencial visual evocado em portadores de hanseníase. MÉTODOS: Foram realizados exames de potencial visual evocado em 13 portadores de hanseníase, cinco da forma multibacilar e oito da paucibacilar, no momento do diagnóstico da doença. O grupo controle foi formado por 15 indivíduos saudáveis, sem hanseníase. RESULTADOS: Os valores das latências variaram de 102,0 a 120,5 ms, com média 110,1±5,7 ms. Na forma multibacilar, os valores variaram de 109,0 a 120,0 ms, média 111,1±5,4 ms. Na paucibacilar, de 102,0 a 120,5 ms, com média de 109,5±6,1 ms. Os valores das latências foram significantemente maiores nos pacientes com hanseníase (p<0,0001), mesmo se forem comparadas, separadamente, as formas multibacilar e paucibacilar. Não houve, porém, diferença significante quando se compararam os grupos pauci e multibacilar. CONCLUSÃO: Os valores das latências foram significantemente maiores nos pacientes com hanseníase, sendo recomendável a realização de PVE nesses pacientes, como forma de investigar precocemente suas complicações, bem como prevenir seus danos.
Keywords: Hanseníase; Potenciais evocados visuais; Electrofisiologia
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (4 )
:549-551
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000400023
Abstract
O lúpus discóide caracteriza-se por lesões limitadas à pele, eritematosas e recobertas por escamas brancas aderentes, que aparecem mais nas áreas expostas ao sol. Relatamos um caso de uma paciente feminina de 26 anos, com ardência e hiperemia dos olhos há meses, em tratamento de blefarite sem melhora. Apresentava ao exame lesões palpebrais ulceradas, que através do exame de imunofluorescência direta foram diagnosticadas como lúpus discóide. Diante de lesões palpebrais crônicas refratárias a tratamento clínico, mesmo na ausência de alterações nos exames complementares, deve-se realizar a biópsia incisional para elucidação do caso, e se necessário, o exame de imunofluorescência direta.
Keywords: Lúpus eritematoso discóide; Pálpebras; Blefarite; Imunofluorescência; Úlcera cutânea
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (2 )
:182-185
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000200017
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar os achados da tomografia de coerência óptica em três casos de neurorretinite subaguda difusa unilateral (DUSN). MÉTODOS: Os pacientes com diagnóstico confirmado de neurorretinite subaguda difusa unilateral realizaram seguimento pré e pós-tratamento por meio da tomografia de coerência óptica, Stratus® OCT. RESULTADOS: Os achados marcantes da tomografia de coerência óptica foram a atrofia das camadas de fibras nervosas da retina e edema da retina localizado em áreas nas quais a larva esteve. Em dois pacientes pôde-se localizar a larva no espaço sub-retiniano por meio da tomografia de coerência óptica, que se traduziu por pequena área densa (hiperrefletividade). As larvas foram fotocoaguladas a laser e os achados da tomografia de coerência óptica após o tratamento demonstrou melhora do edema, afinamento das camadas de fibras nervosas e hiperrefletividade no local da aplicação do laser. CONCLUSÃO: Os principais achados na tomografia de coerência óptica foram a atrofia difusa das camadas de fibras nervosas e o edema localizado nas áreas afetadas pela larva. A tomografia de coerência óptica pode ser usado para diferenciar neurorretinite subaguda difusa unilateral de doenças que a simulam, como retinite punteada externa, que não manifesta alterações das camadas de fibras nervosas.
Keywords: Retinite; Neurite óptica; Nervo óptico; Infecções oculares parasitárias; Terapia a laser; Atrofia óptica; Retina; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (5 )
:464-466
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000500016
Abstract
Achados clinicopatológicos de um paciente de 44 anos, branco, do sexo masculino, que apresentava coloboma bilateral congênito de retina e coróide e que, posteriormente, desenvolveu um grande melanoma da coróide no seu olho de melhor visão. O olho contendo o tumor maligno foi enucleado e os achados histopatológicos confirmaram o diagnóstico clínico de melanoma de coróide, neste caso do tipo celular epitelióide.
Keywords: Coloboma; Anormalidades do olho; Melanoma; Neoplasias da coróide; Relatos de casos