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Abstract
Objetivo: O eletrorretinograma de campo total (ERG) em pacientes não colaborativos e/ou com alterações palpebrais pode ser registrado com diferentes métodos de captação de respostas, dentre eles os eletrodos de pele. O objetivo deste estudo foi comparar o eletroretinograma obtido com eletrodos de pele e eletrodos de microfibra, determinando valores normativos para os parâmetros registrados com eletrodos de pele. Métodos: Cinquenta voluntários saudáveis (17-26 anos; média 20,63 ± 2,01) participaram deste estudo. Um eletrodo de cúpula de ouro foi aderido à pele na margem orbital inferior de um dos olhos escolhido ao acaso. No olho contralateral, um eletrodo de microfibra foi posicionado no saco conjuntival inferior. Eletrodos de cúpula de ouro foram posicionados na região lateral de cada olho para a formação da diferença de potencial com o eletrodo ativo. Dois eletrodos terra foram posicionados no lobo de cada orelha. O eletrorretinograma foi registrado de acordo com o protocolo da ISCEV (Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual), com o sistema VERIS 5.1.9 para aquisição e análise dos registros. Resultados: Os dois tipos de eletrodos apresentaram morfologias de onda similares. O tempo implícito das respostas foi comparável entre os dois tipos de eletrodo. Os registros feitos com eletrodo de pele quando comparados aos registros com eletrodos de microfibra mostraram reduções na amplitude das ondas, de 61,4% para resposta de bastonetes, 61,5% para resposta máxima, 46,2% para potenciais oscilatórios, 57,4% para resposta de cones, e 54,4% para flicker 30Hz. Baseado nestes resultados, foram determinados valores normativos para amplitude e tempo de implícito para ERGs obtidos com eletrodos de pele. Conclusões: ERGs registrados com eletrodos de pele apresentam respostas com amplitudes menores quando comparados aos registrados com eletrodos de microfibra. No entanto, usando valores normativos apropriados, os eletrodos de pele podem ser uma alternativa útil para populações especificas como pacientes não colaborativos e/ou com alterações palpebrais.
Keywords: Eletrorretinografia; Eletrodos; Pele; Pálpebras; Estudo comparativo
Abstract
Objetivos: Avaliar o perfil das consultas de emergência oftalmológicas durante os primeiros meses de quarentena por pandemia de covid-19 em um hospital oftalmológico de referência em São Paulo e compará-lo com o mesmo período do ano anterior.
Métodos: Os dados foram extraídos do serviço de emergência do Hospital Ophthal Especializado, São Paulo, Brasil. Todos os casos registrados entre 23 de março e 19 de maio de 2020 foram incluídos no estudo como Grupo 2020. Os casos registrados entre 23 de março e 19 de maio de 2019 foram incluídos no estudo como Grupo de 2019. Tabelas de frequência foram utilizadas para análises descritivas. Os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher foram aplicados para comparar variáveis categóricas entre os grupos.
Resultados: Observamos uma diminuição de 46,15% no número de casos durante a pandemia Covid-19 em 2020 quando comparado ao mesmo período sem pandemia em 2019. Foi observado um aumento significativo nos achados de pálpebra (+12,3%), córnea (+97,1%), retina (+173,1%), refração (+62,9%), glaucoma (+43,9%), esclera (+68,8%), trauma (+39,3%), herpes (+54,7%) e catarata (+549,9%) em 2020 quando comparado para 2019. Por outro lado, houve redução nos casos de conjuntivite (-33,4%), transtornos do aparelho lacrimal (-81,0%), iridociclite (-39,9%) e consultas pós-operatórias (-80,1%).
Conclusão: durante a fase inicial da pandemia Covid-19, foi observada uma redução drástica no número de pacientes que procuram o serviço de emergência ocular. Houve também uma mudança nos principais motivos para visitas com frequências mais altas de casos de alta gravidade como distúrbios da retina, distúrbios da córnea, glaucoma e trauma, e frequências mais baixas de condições transmissíveis como conjuntivite.
Keywords: COVID-19; Emergências; Isolamento Social; Oftalmologia; Quarentena.
Abstract
Objetivo: Avaliar o impacto do isolamento social devido à pandemia COVID-19 sobre o número de casos novos e abordagens terapêuticas.
Métodos: Estudo retrospectivo por revisões de prontuários de novos pacientes tratados antes da pandemia, de março de 2019 a setembro de 2019 (grupo pré-pandemia), e durante a pandemia, de março de 2020 a setembro de 2020 (grupo pandemia). Dados analisados incluíram idade, sexo, etnia, local de origem, diagnóstico clínico, tempo desde o encaminhamento e terapia proposta.
Resultados: Um total de 186 novos casos foram analisados, sendo 122 do grupo pré-Pandemia e 64 do grupo Pandemia, representando uma redução de 47,54%. Não houve alteração estatisticamente significativa quanto a sexo, raça, estado de origem, história do câncer, idade ou tempo de encaminhamento (p>0,05). Observou-se maior frequência de malignidades no grupo pandemia (68%) quando comparado com o grupo pré-pandemia (48,48%). Os tumores benignos foram os casos mais diagnosticados no grupo pré-pandemia (41,80%), enquanto no grupo pandemia o diagnóstico mais frequente foi o carcinoma de células escamosas de conjuntiva (31,25%). Houve tendência (p=0,097) de diminuição no número de cirurgias (-7,63%) e de aumento no tratamento tópico (+10,68%). Houve também uma tendência a diminuição de indicação cirúrgica em tumores benignos e diminuição dos retornos imediatos.
Conclusão: Nossos achados mostram uma diminuição significativa no número de novos casos encaminhados ao setor de Oncologia Ocular. Além disso, a pandemia levou a uma mudança na abordagem terapêutica com preferência a tratamentos não invasivos, a fim de evitar o uso de salas de cirurgia. Um aumento drástico de casos, talvez em estágios avançados, pode ser esperado como resultado da diminuição observada nos primeiros 6 meses de quarentena.
Keywords: Neoplasias oculares; COVID-19; Isolamento social; Quarentena
Abstract
Objetivo: Avaliar a estabilidade intraoperatória, segurança e eficácia dos 30 primeiros casos operados com um novo anel expansor de pupilas.
Métodos: Série de casos de 30 olhos de 29 pacientes submetidos a cirurgia de catarata com Anel de Canabrava (AJL Oftalmic, SPAIN). Trata-se do primeiro anel expansor de íris produzido com indentações não alinhadas entre as regiões superiores e inferiores. Devido a isso, apresenta altura vertical de 0,4 mm, diminuindo os riscos de toque endotelial. O diâmetro pupilar dos pacientes era menor que 5 mm. Os diâmetros verticais e horizontais foram avaliados antes, durante e um mês após a cirurgia.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 64 ± 11,8 (desvio padrão) anos. O anel permaneceu estável em todas as cirurgias, exceto uma. Todas as pupilas foram expandidas no intraoperatório para um diâmetro de 6,3 mm. Apesar de patologias pupilares pré-existentes, o diâmetro médio da pupila retornou a um tamanho próximo após 1 mês de cirurgia. Os tamanhos médios da pupila no pós-operatório e pré-operatório foram medidos em 4,41 e 3,77 mm, respectivamente (p<0,05). As complicações pós-operatórias ocorreram em 8 olhos: 1 reativação de toxoplasmose, 1 descolamento de retina, 1 ruptura de cápsula posterior, 1 opacificação da cápsula posterior, 4 sinéquias posteriores. Essas complicações ocorreram nos olhos com patologias traumáticas, infecciosas ou sinéquias pré-existentes.
Conclusão: O Anel de Canabrava parece efetivo na expansão e manutenção de pupilas pequenas submetidas à cirurgia de catarata. O aumento do diâmetro da pupila pós-operatória é clinicamente pouco relevante e provavelmente pode ser atribuído à patologias pré-existentes que afetam as inervações pupilares. Outros estudos em larga escala são necessários para suportar os achados do estudo.
Keywords: Extração de catarata; Miose; Pupila/fisiologia; Próteses e implantes; Expansão de tecido/instrumentação
Abstract
PURPOSE: This study evaluated macular thickness using spectral-domain optical coherence tomography in healthy participants from a population-based eye survey.
METHODS: The Brazilian Amazon Region Eye Survey was a population-based study assessing the prevalence and causes of visual impairment, blindness, and ocular diseases in adults aged ≥45 years from urban and rural areas of Parintins. A subgroup was selected based on inclusion criteria for both eyes: best-corrected visual acuity ≥20/32, normal eye examination results, and no prior ocular surgery. Scans were performed using the iVue optical coherence tomography device. Measurements were taken from the nine subfields defined by the Early Treatment Diabetic Retinopathy Study, examining the full retina as well as the inner and outer retinal layers. Associations of retinal thickness with age and sex were also analyzed. Statistical significance was set at p≤0.05.
RESULTS: In total, 70 healthy participants (25 males), aged 45–65 years (mean=52 ± 5), were included. Mean central foveal thickness was 248.71 ± 18.73 μm. A significant age-related reduction in macular thickness was observed, particularly in the inner superior parafovea (p=0.036), nasal perifovea (p=0.001), superior perifovea (p=0.028), outer layer of inferior parafovea (p=0.049), and the inferior perifovea of the full retina (p=0.029). Males showed significantly greater thickness in the outer layer, especially in the outer parafovea (p=0.004) and perifovea (p<0.0001).
CONCLUSIONS: This study established normative macular thickness values for healthy older adults in the Brazilian Amazon region using spectral-domain optical coherence tomography. Age and sex were found to significantly influence macular thickness and should be considered when interpreting measurements. These data will support future studies of retinal diseases in this population.
Keywords: Retinal diseases/diagnosis; Macula lutea/pathology; Macular degeneration/diagnosis; Diabetic retinopathy/diagnosis; Vision, low; Vision tests; Tomography, optical coherence/methods; Young adult; Cross-sectional studies; Brazil/epidemiology
Abstract
PURPOSE: This pilot study evaluated the diagnostic accuracy of a deep learning model for detecting pterygium in anterior segment photographs taken using smartphones in the Brazilian Amazon. The model’s performance was benchmarked against assessments made by experienced ophthalmologists, considered the clinical gold standard.
METHODS: In this cross-sectional study, 38 participants (76 eyes) from Barcelos, Brazil, were enrolled. Trained nonmedical health workers captured high-resolution anterior segment images using smartphones. These images were analyzed using a deep learning model based on the MobileNet-V2 convolutional neural network. Diagnostic metrics–including sensitivity, specificity, accuracy, positive predictive value, negative predictive value, and area under the receiver operating characteristic curve–were calculated and compared with the ophthalmologists’ evaluations.
RESULTS: The deep learning model achieved a sensitivity of 91.43%, specificity of 90.24%, positive predictive value of 88.46%, negative predictive value of 92.79%, and an area under the curve of 0.91. Logistic regression revealed no statistically significant association between pterygium and demographic variables such as age or gender.
CONCLUSIONS: The deep learning model demonstrated high diagnostic performance in identifying pterygium in a remote Amazonian population. These preliminary findings support the potential use of artificial intelligence–based tools to facilitate early detection and screening in underserved regions, thereby enhancing access to ophthalmic care.
Keywords: Pterygium/diagnostic imaging; Smartphone; Diagnostic techniques, ophthalmological; Deep learning; Telemedicine; Artificial intelligence; Cross-sectional studies; Brazil/epidemiology
Abstract
OBJETIVO: Estudar os dados epidemiológicos, resultados laboratoriais e fatores de risco associados às ceratites infecciosas.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo das amostras de cultura de córnea em pacientes com ceratites infecciosas entre Janeiro/2010 a Dezembro/2019. Os resultados foram analisados de acordo com o diagnóstico etiológico de infecção bacteriana, fúngica ou parasitária e correlacionado com os fatores de risco relacionados.
RESULTADOS: Quatro mil, oitocentas e dez amostras corneanas de 4047 pacientes (média de idade de 47,79 ± 20,68 anos; homens em sua maioria (53,7%) foram incluídas.
A prevalência de infecções por bactéria, fungo e Acanthamoeba foram de 69.80%, 7,31%, and 3,51%, respectivamente. A maioria das bactérias mais frequentemente isoladas foram Staphylococcus coagulase-negativo (CoNS) (45,14%), S. aureus (10,02%), Pseudomonas spp. (8,80%), e Corynebacterium spp. (6,21%). Dentre CoNS, o principal agente foi S. epidermidis (n=665). Nas ceratites fúngicas, Fusarium spp. (35,42%) e Candida parapsilosis (16,07%) foram os agentes mais comuns entre os filamentosos e leveduriformes, respectivamente. O uso de lentes de contato foi associado à cultura positiva para Acanthamoeba spp. (OR=19,04; p<0,001) e Pseudomonas spp (OR=3,20; p<0,001). Trauma ocular prévio foi associado a culturas positivas para fungo (OR=1,80; p=0,007), e idade avançada foi associada a culturas positivas para bactéria (OR=1,76; p=0,001).
CONCLUSÕES: Nossos achados demonstraram uma maior positividade para bactérias em amostras de cultura corneana. Dentre estas, CoNS foi mais frequentemente identificado, sendo S. epidermidis o principal agente. Nas ceratites fúngicas, Fusarium spp. Foi o mais comumente isolado. O risco de positividade para Acanthamoeba spp. e Pseudomonas spp. foi maior em usuários de lentes de contato. Trauma ocular aumentou o risco de cultura positiva para fungo, ao passo que idade mais avançada aumentou o risco de infecção bacteriana.
Keywords: Úlcera da córnea/epidemiologia; Úlcera da córnea/microbiologia; Ceratite; Infecções oculares
Abstract
PURPOSE: To describe cellular alterations detected by impression cytology of the ocular surface in patients with xeroderma pigmentosum. The secondary objective was to assess the reliability of impression cytology in diagnosing ocular surface squamous neoplasia.
METHODS: Patients with xeroderma pigmentosum underwent a single-day complete ophthalmological examination and impression cytology for ocular surface evaluation using 13 mm diameter mixed cellulose esters membrane filters and combined staining with Periodic Acid Schiff, Hematoxylin and Eosin, and Papanicolaou stains followed by microscopic analysis. The cytological findings were correlated with the clinical diagnosis. The impression cytology findings at baseline and one-year follow-up were correlated with the clinical course (no tumor, treated tumor, residual tumor recurrent tumor, new tumor).
RESULTS: Of the 42 patients examined, impression cytology was performed in 62 eyes of 34 participants (65% females). The mean age of patients was 29.6 ± 17 years (range 7-62). Fifteen eyes had a clinical diagnosis of ocular surface squamous neoplasia. Impression cytology showed goblet cells (47, 75%), inflammatory cells (12, 19%), keratinization (5, 8%), and squamous metaplasia (30, 48%). Impression cytology was positive for atypical cells in 18 patients (12 with and 6 without ocular surface squamous neoplasia). The sensitivity, specificity, positive predictive value, and negative predictive value of impression cytology (at baseline) for diagnosis of ocular surface squamous neoplasia were 80%, 87%, 67%, and 93%, respectively, using clinical diagnosis of ocular surface squamous neoplasia as the reference standard.
CONCLUSION: Impression cytology has a moderate positive predictive value for the diagnosis of ocular surface squamous neoplasia in patients with xeroderma pigmentosum. However, the lack of detection of atypical cells on impression cytology has a high negative predictive value for ocular surface squamous neoplasia. Integration of impression cytology in the long-term management of high-risk patients, such as patients with xeroderma pigmentosum, can avoid unnecessary diagnostic biopsies.
Keywords: Xeroderma pigmentosum; Eye neoplasms; Conjunctiva/cytology; Cornea/cytology; Cytological techniques
Abstract
To assess Meibomian gland dysfunction using meibography in patients with xeroderma pigmentosum and correlate with ocular surface changes. This cross-sectional study evaluated patients with xeroderma pigmentosum. All patients underwent a comprehensive and standardized interview. The best-corrected visual acuity of each eye was determined. Detailed ophthalmic examination was conducted, including biomicroscopy examination of the ocular surface, Schirmer test type I, and meibography, and fundus examination was also performed when possible. Meibomian gland dysfunction was assessed by non-contact meibography using Oculus Keratograph® 5M (OCULUS Inc., Arlington, WA, USA). Saliva samples were collected using the Oragene DNA Self-collection kit (DNA Genotek Inc., Ottawa, Canada), and DNA was extracted as recommended by the manufacturer. Factors associated with abnormal meiboscores were assessed using generalized estimating equation models. A total of 42 participants were enrolled, and 27 patients underwent meibography. The meiboscore was abnormal in the upper eyelid in 8 (29.6%) patients and in the lower eyelid in 17 (62.9%). The likelihood of having abnormal meiboscores in the lower eyelid was 16.3 times greater than that in the upper eyelid.In the final multivariate model, age (p=0.001), mutation profile (p=0.006), and presence of ocular surface malignant tumor (OSMT) (p=0.014) remained significant for abnormal meiboscores. For a 1-year increase in age, the likelihood of abnormal meiboscores increased by 12%. Eyes with OSMT were 58.8 times more likely to have abnormal meiboscores than eyes without ocular surface malignant tumor.In the final model, age, xeroderma pigmentosum profile, previous cancer, and clinical alterations on the eyelid correlated with a meiboscore of ≥2.Meibomian gland dysfunction was common in patients with xeroderma pigmentosum, mainly in the lower eyelid. The severity of Meibomian gland dysfunction increases with age and is associated with severe eyelid changes.
Keywords: Meibomian glands/pathology; Meibomian glands/ diagnostic imaging; Photography; Xeroderma pigmentosum; Eyelid diseases/diagnostic imaging; Dry eye syndromes; DNA repair; Humans; Case report
Abstract
Tumores sebáceos da conjuntiva e carúncula são condições raras, sendo mais encontrados nas pálpebras. O adenoma sebáceo é responsável por 1% das lesões carunculares e ainda menos frequente nas lesões da conjuntiva. Esse diagnóstico é de suma importância pois quase 50% desses pacientes podem ser diagnosticados com a Síndrome de Muir-Torre, uma condição autossômica dominante rara que é caracterizada pela presença de ao menos um tumor de pele sebáceo e uma neoplasia visceral (gastrointestinal, câncer geniturinário e de mama). O estudo tem como objetivo relatar 3 casos de adenoma sebáceo com diferentes apresentações, que foram submetidos a biópsia excisional e estudo imuno-histoquímico. O diagnóstico desses tumores deve levantar suspeitas e aconselhar a investigação clínica para descartar outras neoplasias, principalmente porque em até 41% dos casos esse pode ser o primeiro sinal da Síndrome de Muir-Torre.
Keywords: Neoplasia das glândula sebácea; Adenocarcinoma; Neoplasia da túnica conjuntiva; Síndrome de Muir-Torre; Imuno-Histoquímica; Biopsia; Humanos; Relato de caso
Abstract
Relato de caso de paciente 56 anos, sexo masculino, com histórico de vitrectomia via pars plana por descolamento de retina em olho direito e posterior implante de dispositivo de drenagem por glaucoma secundário. Dois anos após o procedimento foi encaminhado ao serviço por baixa de acuidade visual (AV) de 20/200 (1.00 LogMAR). À fundoscopia, observou-se uma elevação amelanótica temporal no equador com hipótese diagnóstica de melanoma de coroide amelanótico. O exame de ultrassom mostrou implante de dispositivo de drenagem justabulbar temporal superior com comunicação transescleral para espaço subcoroidal (fístula), sugerindo bolsão focal de descolamento de coroide em equador temporal superior simulando melanoma de coroide amelanótico. O paciente foi abordado cirurgicamente devido membrana epirretiniana com nova vitrectomia via pars plana para peeling de membrana limitante interna, sem repercussões no local da fístula, evoluindo bem com acuidade visual de 20/70 (0.55 LogMAR). Ao nosso conhecimento, este é o primeiro caso relatado nessa condição.
Keywords: Descolamento retiniano; Desprendimento da retina; Glaucoma; Implantes para drenagem de glaucoma; Neoplasias da coroide; Melanoma; Angiofluoresceínografia; Dexametasona; Humanos; Relatos de casos.
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