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Abstract
Objetivo: Avaliar se o tempo de intervalo entre o diagnóstico do diabetes mellitus (DM) tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho está relacionado com a gravidade da retinopatia diabética (RD). Métodos: Inquérito realizado em 105 pacientes portadores de DM tipo 2 que foram referenciados para avaliação oftalmológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Resultados: Quanto à classificação da RD, dos 105 pacientes, 15 (14,28%) não apresentavam sinais de RD e 90 (85,72%) demonstraram presença de sinais de RD ao exame de fundo de olho. Somente 15,23% dos pacientes avaliados foram examinados no primeiro ano do diagnóstico de DM. Sessenta pacientes foram submetidos à laserterapia, 46,66% relataram mal controle do DM. Quando examinados em até 5 anos de diagnóstico de DM, 36 (34,30%), pacientes, 58,33% não apresentaram sinais ou demonstravam sinais de RD grau leve e 22,20% RD proliferativa. Trinta pacientes receberam exame oftalmológico superior a 11 anos do diagnóstico de DM, 21,62% não apresentavam sinais de RD e 59,46% classificados com RD proliferativa. Conclusão: Este estudo demonstrou significância estatística na relação entre o intervalo de tempo do diagnóstico do DM tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho com a gravidade de RD.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito de uma única injeção intravítrea de bevacizumabe na função visual, sensibilidade ao contraste, em olhos com edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano. MÉTODOS: Dezessete olhos de 17 pacientes com edema macular unilateral causado por oclusão de ramo venoso retiniano foram tratados com uma única injeção intravítrea de bevacizumabe. Pacientes previamente foram submetidos a exame ocular completo, sensibilidade ao contraste, variável de maior interesse, melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica e foram reavaliados no 1º e 3º mês de seguimento. RESULTADOS: O teste de sensibilidade ao contraste demonstrou melhora significante nas frequências espaciais 3, 6, 12 e 18 ciclos/grau (c/g) no primeiro mês de seguimento e na frequência espacial 12 c/g após o 3º mês de tratamento. A média da acuidade visual melhorou de 0,77 no pré-tratamento para 0,61 logMAR no 1º mês de seguimento (P=0,0001), com piora ao final do 3º mês, 0,75 logMAR. A média da espessura foveal central (552 ± 150 µm) reduziu significantemente no 1º (322 ± 127 µm, P=0,0001) e 3º (439 ± 179 µm, P=0,01) mês de seguimento. CONCLUSÃO: No edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano, uma única injeção intravítrea de bevacizumabe melhora a sensibilidade ao contraste, acuidade visual e reduz a espessura foveal central após 1 mês de tratamento. Após 3 meses de seguimento, ainda é possível observar benefício com o tratamento, como foi evidenciado pela sensibilidade ao contraste e a medida da espessura foveal central à tomografia de coerência óptica.
Keywords: Edema Macular; Oclusão da veia retiniana; Sensibilidade de contraste; Tomografia de coerência óptica; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Anticorpos monoclonais; Acuidade visual; Injeções
Abstract
Objetivo: Comparar o desempenho óptico e resultado visual entre duas lentes multifocais difrativas: AMO Tecnis® ZMB00 e AcrySof® ReSTOR® SN6AD1. Métodos: O estudo prospectivo, comparativo não randomizado incluiu avaliação de 74 olhos em 37 pacientes com indicação de facectomia e candidatos a implante de lente multifocal. Critérios de exclusão foram: presença de outras doenças oculares; cirurgia ocular prévia; alta miopia axial; astigmatismo cornenano maior que 1,00 D cilíndrica; complicações intraoperatórias ou pós-operatórias. A avaliação oftalmológica contou com medida da acuidade visual para longe corrigida (CDVA) e não corrigida (UDVA), intermediária (DCIVA) e curta distância (DCNVA) com melhor correção óptica para longe; teste de sensibilidade ao contraste; análise de frente de onda e curva visual de Defocus. Resultados: A UDVA foi de 0,09 logMAR para o grupo SN6AD1 e 0,08 logMAR para o grupo ZMB00; com correção foi de 0,04 logMAR para SN6AD1 e 0,02 para o grupo ZMB00 (p>0,05). O grupo SN6AD1 obteve valor de 0,04 logMAR e o grupo ZMB00 de 0,09 logMAR para DCNVA (p<0,05) e DCIVA de 0,17 logMAR para SN6AD1 e 0,54 logMAR para ZMB00 (p=0,000). Houve melhora do equivalente esférico e da UDVA em ambos os grupos (p<0,05). Em condições fotópicas, o grupo SN6AD1 teve melhor sensibilidade ao contraste em baixas frequências sem ofuscamento (p<0,05), contudo grupo ZMB00 obteve melhor sensibilidade em altas frequências (p<0,05) com ofuscamento. As lentes SN6AD1 e ZMB00 obtiveram comportamento semelhantes para visão intermediária na curva de Defocus, porém, o grupo ZMB00 mostrou menor distância de leitura que o grupo SN6AD1. Não houve diferença com significância estatística relacionada à aberrometria na comparação dos dois grupos. Conclusão: As duas lentes promoveram melhor qualidade de visão para longe e perto e comportamento semelhante para visão intermediária. O grupo ZMB00 exibiu melhores resultados para sensibilidade ao contraste em condições fotópicas em alta frequência espacial e SN6AD1 em baixa frequência espacial.
Keywords: Lentes intraoculares; Sensibilidades de contraste; Aberrometria; Acuidade visual
Abstract
Objetivos: Avaliar a sensibilidade ao contraste em pacientes virgens de tratamento com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco, submetidos a panfotocoagulação retiniana com injeções intravítreas de ranibizumabe versus panfotocoagulação isolada.
Métodos: Sessenta olhos de 30 pacientes foram randomizados em dois grupos: um submetido a panfotocoagulação com injeções de ranibizumabe (grupo estudo), e o outro submetimedo a panfotocoagulação isolada (grupo controle). Todos olhos foram tratados em 3 sessões de laser, seguindo recomendação do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS). Avaliação da sensibilidade ao contraste foi realizada sob condições fotópicas (85 cd/m2) com tabela Visual Contrast Test Sensitivity 6500, permitindo avaliação de cinco frequências espaciais medidas com redes senoidais: 1.5, 3.0, 6.0, 12.0 e 18.0 ciclos por grau de ângulo visual (cpd). Foram realizadas medidas dos limiares de sensibilidade ao contraste intra e entre grupos na visita inicial, no 1º, 3º, e 6º mês de seguimento.
Resultados: Cinquenta e oito olhos, 28 do grupo estudo e 30 do grupo controle, atingiram o término do estudo. Análise comparativa da SC entre os grupos mostrou diferença estatisticamente significante, nas baixas frequências espaciais, no 1º mês em 1.5 cpd (p=0,001) e 3.0 cpd (p=0,04), no 3º mês em 1.5 cpd (p=0,016) e no 6º mês em 3.0 cpd (p=0,026) a favor do grupo estudo.
Conclusão: O tratamento com panfotocoagulação associada a injeção de ranibizumabe parece causar menos danos a sensibilidade ao contraste quando comparada com panfotocoagulação isolada em olhos com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco. Dessa forma, os resultados apresentados podem justificar a associação do ranibizumabe à panfotocoagulação nestes pacientes.
Keywords: Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Ranibizumab; Bevacizumab; Sensibilidade de contraste; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Injeção intravítrea.
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