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Abstract
Objetivo: Comparar a paquimetria corneana encontrada (PEn) com a esperada (PEs) 3 meses após a cirurgia de LASIK para correção de miopia. Métodos: 77 olhos de 39 pacientes míopes foram incluídos neste estudo. A cirurgia foi realizada utilizando-se o excimer laser Technolas 217 e o microcerátomo automático da Chiron. Paquimetria foi realizada em todos os olhos antes e 3 meses após o LASIK. PEs foi obtida subtraindo-se a profundidade de ablação realizada pelo laser, da paquimetria pré-operatória. Os pacientes foram divididos em 3 grupos: grupo A (55 olhos) com miopia variando de -1,00D a -5,75D; grupo B (14 olhos), de -6,00D a -10,00D e grupo C (8 olhos) acima de -10,00D. Resultados: Houve uma diminuição da média do equivalente esférico de -2,71D para 0,00 no grupo A, -8,18D para 0,00 no grupo B e de -11,4D para -1,06D no grupo C. As médias das PEs foram 468 mim, 370 mim e 382 mim para os grupos A,B e C, respectivamente. As médias das PEn foram de 491 mim, 431 mim e 427 mim nos grupos A, B e C, respectivamente. Em 70 olhos (90,9 %) a PEn foi superior a PEs, sendo esta diferença estatisticamente significativa (p=0,001). Conclusão: Apesar dos resultados mostrarem que a córnea encontrava-se mais espessa do que o esperado após a cirurgia de LASIK, não foi observada hipocorreção significativa. Após 3 meses a refração da maioria dos pacientes estava próxima da emetropia.
Keywords: Miopia; Ceractectomia fotorrefrativa por excimer laser; Córnea; Refração ocular
Abstract
OBJETIVO: Determinar a segurança, eficácia, previsibilidade e estabilidade da técnica "laser in situ keratomileusis" (LASIK), três anos após a cirurgia, para a correção de alta anisometropia em crianças, para as quais os tratamentos convencionais não obtiveram êxito. MÉTODOS: Nove olhos de nove pacientes, três meninos e 6 meninas, com idade média de 11,5 anos (variando de 8 a 15 anos), foram submetidos à técnica LASIK utilizando-se o excimer laser Chiron Technolas 217. O tempo mínimo de seguimento foi de 36 meses. RESULTADOS: Três anos após o LASIK, a acuidade visual sem correção (AVSC) melhorou pelo menos 5 linhas em todos os olhos; cinco olhos (55,5%) apresentavam AVSC de 20/50 ou melhor. Seis olhos (66,6%), apresentavam acuidade visual com correção (AVCC) de 20/50 ou melhor e cinco olhos (55,5%) ganharam pelo menos 1 linha na AVCC. Devido a ambliopia, nenhum olho apresentou AVSC de 20/20 ou melhor. A média do equivalente esférico pré-operatório foi reduzida de -7,66 (± 3,75) D para -1,02 (± 1,26) D e a do astigmatismo, de -3,11 (± 2,09) D para -0,75 (± 0,25) D. A maior anisometropia encontrada foi de 1,5 D. CONCLUSÕES: Após três anos de seguimento, a técnica LASIK parece ser opção segura e eficaz na correção de alta anisometropia em crianças entre 8 e 15 anos de idade, para os quais os tratamentos convencionais não obtiveram êxito. A progressão do erro refracional relacionada à idade não impediu o uso da correção visual adequada.
Keywords: Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Miopia; Astigmatismo; Resultado do tratamento; Adolescência; Criança
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações que ocorrem na sensibilidade corneana e secreção lacrimal após a cirurgia de "laser in situ keratomileusis" (LASIK). MÉTODOS: Foram examinados 38 olhos de 19 pacientes, 9 homens e 10 mulheres submetidos à cirurgia de LASIK para correção de miopia com equivalente esférico médio de -3,79 D (± 1,29 D). A sensibilidade corneana foi medida com o estesiômetro de Cochet-Bonnet, na região central da córnea. A secreção lacrimal foi avaliada pelos testes de Schirmer I, secreção basal, medida do tempo de rotura do filme lacrimal, e sintomatologia apresentada. Os exames foram realizados antes e após 7, 30, 90, 180 e 270 dias da cirurgia ou até que os níveis pré-operatórios fossem atingidos. RESULTADOS: Antes da cirurgia, o valor mediano da sensibilidade tátil corneana foi de 60,0 mm (variando de 50 a 60 mm); o teste de Schirmer I apresentou mediana de 21,5 mm (variando de 10 a 30 mm); o teste de secreção basal obteve mediana de 11,5 mm (variando de 6 a 20 mm); o tempo de rotura do filme lacrimal alcançou mediana de 16,0 segundos (variando de 8 a 22 segundos). Todos os pacientes recuperaram seus valores pré-operatórios de sensibilidade corneana e secreção lacrimal entre 90 e 180 dias após a cirurgia. Durante os 9 meses de seguimento, 5 pacientes (10 olhos) não apresentaram qualquer sintoma relacionado a olho seco. CONCLUSÃO: Após a cirurgia de LASIK a sensibilidade corneana e a secreção lacrimal podem ficar reduzidos por até 6 meses. Neste período, 73,6% dos pacientes apresentaram sintomas de olho seco. Estudos futuros são necessários para avaliar os efeitos destas alterações sobre a fisiologia corneana.
Keywords: Miopia; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Complicações pós-operatórias; Síndromes do olho seco; Lagrimas; Córnea
Abstract
OBJETIVO: Comparar os resultados obtidos pelas técnicas de "laser in situ keratomileusis" (LASIK) e "photorefractive keratectomy" (PRK) na correção de miopia e astigmatismo em olhos previamente submetidos à cirurgia de descolamento de retina (DR) com "buckle" escleral. MÉTODOS: Vinte e cinco olhos de 22 pacientes com alterações refracionais significativas após a cirurgia de DR foram submetidos à cirurgia refrativa. Em 14 olhos de 13 pacientes foi realizado LASIK e em 11 olhos de 9 pacientes, PRK. O intervalo mínimo entre a cirurgia de DR e a cirurgia refrativa foi de 12 meses. O tempo de seguimento foi de, pelo menos, 12 meses. RESULTADOS: Doze meses após a cirurgia, a média do equivalente esférico (EE) no grupo submetido ao LASIK diminuiu de -6,49 D antes da cirurgia para -0,17 D e a média do cilindro de -1,10 D para -0,23 D. A média do EE no grupo submetido ao PRK foi reduzida de -5,35 D para +0,02 D e a média do cilindro, de -1,38 D para -0,54D. Em ambos os grupos, 11 olhos apresentaram melhora da acuidade visual sem correção de pelo menos 4 linhas. CONCLUSÃO: Tanto o LASIK quanto o PRK foram seguros e eficazes para a correção do erro refracional induzido após a cirurgia de DR. Nossos resultados não apresentaram diferenças significativas entre os procedimentos. Estudos posteriores envolvendo maior amostragem e seguimento mais prolongado contribuirão para melhor avaliação da cirurgia refrativa em pacientes submetidos à cirurgia com "buckle" escleral.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Deslocamento retiniano; Miopia; Astigmatismo; Adulto
Abstract
OBJETIVO: Estudo prospectivo foi realizado para comparar as alterações refracionais encontradas após três diferentes tipos de cirurgia com explante escleral. MÉTODOS: Cem olhos de 100 pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com o tipo de cerclagem retiniana realizada: Grupo 1, cerclagem simples (42 pacientes); Grupo 2, cerclagem associada a vitrectomia (30 pacientes); Grupo 3, cerclagem associado a implante escleral segmentar (28 pacientes). Exames refracionais foram realizados antes e após 1, 3 e 6 meses da cirurgia. RESULTADOS: A indução de astigmatismo foi maior no Grupo 3. Alterações no equivalente esférico e no diâmetro ântero-posterior foram significantes nos 3 grupos após a cirurgia. Nenhuma diferença estaticamente significativa foi encontrada nas alterações induzidas pela cirurgia entre os grupos 1 e 2, em nenhum momento após a cirurgia. CONCLUSÃO: Os três tipos de retinopexia causam alteração refracional. Existe correlação entre a associação de segmentos à cerclagem e a intensidade da alteração refracional induzida.
Keywords: Descolamento retiniano; Recurvamento da esclera; Refração ocular; Biometria
Abstract
OBJETIVO: Determinar os resultados visuais após dez anos de seguimento da ceratectomia fototerapêutica (PTK) com excimer laser para erosões recorrentes de córnea. MÉTODOS: Vinte e seis olhos de 23 pacientes portadores de erosões recorrentes de córnea foram tratados com PTK entre 1996 e 2000 no Instituto de Olhos de Goiânia, Brasil. Nenhum olho havia respondido às terapias convencionais. Dados pré-operatórios e pós-operatórios referentes à melhor acuidade visual corrigida (MAVC), equivalente esférico (EE), alívio dos sintomas, incidência de recorrência e complicações oriundas do tratamento a laser, foram analisadas. A média de duração dos sintomas antes do PTK foi de 18 meses (variando entre 8 a 36 meses). O epitélio da córnea foi debridado e a ablação realizada a uma profundidade de 5 µm e diâmetro de 7 a 9 mm, usando o excimer laser Technolas 217C Plano Scan. O seguimento médio foi de 12 anos (variando entre 10 e 14 anos). RESULTADOS: No último exame, 15 olhos (57,69%) estavam livres dos sintomas. Cinco olhos (19,2%) apresentavam sintomas, discretos e ocasionais, de irritação e fotofobia ao levantar. Recorrência de erosões dolorosas ocorreu em 6 olhos (23,07%), o que necessitou de retratamento com PTK. Vinte e quatro olhos mantiveram ou melhoraram sua MAVC, enquanto que 2 olhos perderam 1 linha de visão pela tabela de Snellen. Onze olhos (42,3%) mantiveram o mesmo EE e os outros (57,69%) apresentaram alterações inferiores a +/-0,75 dioptrias (D). Nenhuma complicação significativa foi observada durante o período de seguimento. CONCLUSÕES: Os dados de 10 anos mostram que o PTK é uma opção segura, rápida, eficaz e pouco invasiva para o tratamento de erosões recorrentes de córnea em pacientes que não respondem bem às terapias convencionais.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Doenças da córnea; Cirurgia da córnea a laser; Lasers de excimer
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações da espessura mínima da córnea durante e após o cross-linking do colágeno corneano com radiação ultravioleta A e solução hipo-osmolar de riboflavina em córneas finas. MÉTODOS: Dezoito olhos de 18 pacientes foram incluídos neste estudo. Após a remoção do epitélio, solução iso-osmolar de riboflavina 0,1% foi instilada a cada 3 minutos por 30 minutos. Solução hipo-osmolar de riboflavina 0,1% foi então aplicada a cada 20 segundos por 5 minutos ou até que a espessura mínima da córnea atingisse 400 µm. Irradiação UVA foi feita durante 30 minutos. Durante a irradiação, riboflavina iso-osmolar 0,1% foi aplicada a cada 5 minutos. Paquimetria ultrassônica foi realizada no ponto mais fino da córnea antes da cirurgia, após a remoção do epitélio, após a instilação de riboflavina iso-osmolar, após a instilação de riboflavina hipo-osmolar, após a irradiação com UVA e após 1, 6 e 12 meses do tratamento. RESULTADOS: Antes da cirurgia, a espessura mínima da córnea era de 380 ± 11 µm. Após a remoção do epitélio, este valor foi reduzido para 341 ± 11 µm e após 30 minutos de riboflavina iso-osmolar, caiu para 330 ± 7,6 µm. Após a riboflavina hipo-osmolar, a espessura mínima da córnea aumentou para 418 ± 11 µm. Após a irradiação com UVA, era de 384 ± 10 µm. Após 1, 6 e 12 meses do tratamento este valor era de 372 ± 10, 381 ± 12,7 e 379 ± 15 µm, respectivamente. Não foram observadas complicações no intra ou no pós-operatório precoce ou tardio. CONCLUSÕES: A solução de riboflavina hipo-osmolar 0,1% parece ser eficaz para edemaciar córnea finas. Este efeito é transitório e de curta duração. A espessura da córnea deveria ser monitorada durante todo o procedimento. Maior número de casos e seguimento prolongado são necessários para tirarmos conclusões quanto à segurança.
Keywords: Ceratocone; Colágeno; Riboflavina; Terapia ultravioleta; Reagentes para ligações cruzadas; Paquimetria da córnea
Abstract
Objetivo: Avaliar as alterações da sensibilidade corneana após cross-linking (CXL) da córnea em pacientes com ceratocone progressivo em estágio inicial. Métodos: Trinta e oito olhos de 19 pacientes (11 mulheres, 8 homens) foram incluídos em um estudo clínico prospectivo, não randomizado. A média de idade dos pacientes era de 22 anos (variação, 18-26 anos). Os critérios de inclusão foram ceratocone progressivo bilateral em estágio inicial, córnea transparente e espessura da córnea ≥440 µm usando o estesiômetro de Cochet-Bonnet, mediu-se a sensibilidade da córnea no pré-operatório, após 7 dias, e uma vez por mês até a recuperação dos níveis pré-operatórios. Foram considerados normais, valores de sensibilidade corneana superiores a 40 mm. Resultados: A sensibilidade da córnea retornou gradualmente aos níveis pré-operatórios em todos os olhos tratados. A média de sensibilidade corneana central foi de 52,2, 24,0, 38,2, 42,5, 50,0 e 52,5 mm, antes da cirurgia, aos 7 dias, e em 1, 2, 3 e 4 meses após a cirurgia, respectivamente. Níveis normais de sensibilidade, mas não os níveis pré-operatórios basais, foram observados dois meses após a cirurgia. Níveis pré-operatórios foram observados três meses após a cirurgia. Conclusão: Nossos resultados sugerem que após CXL para ceratocone progressivo em estágio inicial, a sensibilidade corneana permanece diminuída por até 3 meses.
Keywords: Ceratocone/terapia; Colágeno/efeitos de radiação; Riboflavina/uso terapêutico; Terapia ultravioleta; Reagentes para ligações cruzadas; Sensibilidade da córnea
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar os resultados do implante de anel intraestromal de córnea para correção de ectasia pós-cirurgia refrativa.Métodos:Quarenta e um olhos de 25 pacientes, 13 homens e 12 mulheres, com ectasia pós-cirurgia refrativa (PRK ou LASIK) foram incluídos em um estudo não randomizado, retrospectivo e observacional. A média de idade no momento do implante do anel é de 28,66 anos. Em todos os olhos, o túnel corneano foi criado através da dissecção mecânica da córnea. Os resultados avaliaram acuidade visual sem correção (AVSC) e acuidade visual com correção (AVCC), refração, ceratometria e topografia corneana computadorizada. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a cirurgia refrativa. Grupo A: PRK, Grupo B: LASIK.Resultados:A média do astigmatismo pré-operatório foi reduzida de -1,88 D para -0,84 D no grupo A (P=0,096) e de -3,18 D para -1,77 D no grupo B (P=0,000). A média do astigmatismo ceratométrico foi reduzida de -2,58 D para -1,66 D no grupo A (P=0,010) e de -4,80 para -2,78 D no grupo B (P=0,000). A média do componente esférico foi reduzida de -2,97 D para -2,05 D no grupo A (P=0,065) e de -3,31 D para -2,42 D no grupo B (P=0,014). Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi observada entre os grupos, quando se comparou os resultados do pré e pós-operatório. Não ocorreram complicações intra ou pós-operatórias.Conclusão:O implante de anel intraestromal de córnea é uma boa opção para o tratamento de ectasia pós-cirurgia refrativa, tendo resultado na redução significativa do astigmatismo refracional e melhora da acuidade visual com correção.
Keywords: Córnea/cirurgia; Doenças da córnea; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Dilatação patológica; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Prótese e implantes
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