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Abstract
Objetivo: A síndrome de pseudo-exfoliação tem sido associada ao comprometimento da função do coração e dos vasos sanguíneos. Foi realizado um estudo para investigar o papel do sistema renina-angiotensina na etiopatogenia da síndrome de pseudo-exfoliação.
Métodos: Os sujeitos foram 14 pacientes com síndrome de pseudo-exfoliação e 14 controles saudáveis submetidos à extração de catarata. Amostras pré-operatórias de 5 ml de sangue venoso periférico e humor aquoso perioperatório foram coletadas dos pacientes em ambos os grupos. Os níveis de renina no plasma e humor aquoso foram analisados pelo método imunorradiométrico e os níveis de angiotensina II foram analisados por radioimunoensaio. O SPSS versão 16.0 foi utilizado para análises estatísticas. Considerou-se o valor de p<0,05 para indicar uma diferença estatisticamente significativa.
Resultados: A média de idade dos pacientes nos grupos pseudo-exfoliação e controle foi de 71,7 ± 7,1 e 67,4 ± 9,3 anos, respectivamente (p=0,140). O nível médio de renina no humor aquoso foi de 7,73 pg / ml (4,15-21) no grupo controle e 11,95 pg/ml (3,75-18,54) no grupo pseudo-exfoliação (p=0,022). Não houve diferenças entre os dois grupos de renina plasmática, angiotensina II plasmática ou nos níveis de angiotensina II em humor aquoso. As correlações entre os níveis de renina no plasma e no humor aquoso e entre os níveis de angiotensina II no plasma e humor foram examinadas separadamente para cada grupo; n]ao foram observadas correlações significativas no grupo pseudo-exfoliação (r=-0,440, p=0,115; r=-0,414, p=0,142) ou no grupo controle (r=-0,232, p=0,425; r=0,482, p=0,081).
Conclusão: Os níveis de renina no humor aquoso são mais elevados na síndrome de pseudo-exfoliação. Os resultados indicam um provável papel do sistema renina-angiotensina na síndrome de pseudo-exfoliação. Novos estudos com maior número de casos são necessários para esclarecer a associação precisa do sistema renina-angiotensina com a etiopatogenia da síndrome de pseudo-exfoliação.
Keywords: Síndrome de exfoliação/etiologia; Sistema reninaangiotensina; Receptor tipo 2 de angiotensina; Doenças vasculares periféricas
Abstract
Objetivo: Examinar a eficácia da ceratectomia fototerapêutica para o tratamento de patologias variáveis que apresentarem opacidades anteriores da córnea, e avaliar a distribuição das indicações de ceratectomia fototerapêutica nos últimos 10 anos.
Métodos: Foram revisados retrospectivamente os prontuários de 276 pacientes, com 334 olhos tratados com ceratectomia fototerapêutica entre março de 2010 e o ano de 2020. As etiologias dos pacientes submetidos à ceratectomia fototerapêutica foram anotadas e suas alterações foram examinadas. Os resultados refrativos e de acuidade visual antes e após a operação foram registrados e analisados de acordo com a etiologia.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 40,7 ± 16,2 anos (faixa: 19-84). O tempo médio de acompanhamento foi de 25,5 ± 19,1 meses (faixa: 3-96). A ceratectomia fototerapêutica foi aplicada com mais frequência para distrofias estromais corneanas (44%, 151 olhos de 111 pacientes); entre as distrofias corneanas como um todo, a distrofia granular foi a indicação terapêutica mais comum desse procedimento. Ao contrário de outras indicações, nos últimos 10 anos houve um aumento na aplicação de ceratectomia fototerapêutica em casos de opacidade subepitelial persistente causada por conjuntivite adenoviral. Houve um aumento significativo na acuidade visual em todos os grupos, exceto para o grupo com defeito epitelial recorrente (p<0,05). A maior melhora na acuidade visual foi detectada em casos de distrofia estromal, no subgrupo das distrofias granulares.
Conclusão: Apesar das mudanças nas tendências de indicação, a ceratectomia fototerapêutica continua sendo uma abordagem terapêutica eficaz e confiável para tratar lesões da córnea anterior.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Opacidade da córnea; Lesões da córnea; Distrofias da córnea; Fototerapia.
Abstract
Objetivo: Procurou-se comparar o humor aquoso estado oxidante total, a capacidade antioxidante total, e os níveis de interleucina-6 e do fator de crescimento endotelial vascular entre pacientes com retinopatia diabética e em indivíduos controles, e correlacionar esses níveis com o status da retinopatia diabética.
Métodos: Pacientes submetidos à cirurgia de catarata foram incluídos. O primeiro grupo (grupo controle) foi composto por pacientes sem diabetes; o segundo grupo inclui pacientes diabéticos sem retinopatia; o terceiro grupo inclui pacientes com retinopatia diabética não proliferativa; e o quarto grupo inclui pacientes com retinopatia diabética proliferativa. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo antes da cirurgia de catarata. Antes da cirurgia, amostras de humor aquoso foram obtidas e armazenadas a -80ºC. A capacidade antioxidante total, o estado oxidante total e os níveis de interleucina-6 e fator de crescimento endotelial vascular foram investigados nessas amostras e correlacionados com o status da retinopatia diabética.
Resultados: Este estudo analisou 86 pares de olhos de 86 pacientes. Todos os grupos foram estatisticamente semelhantes em idade e sexo, mas a capacidade antioxidante total foi menor em pacientes com retinopatia diabética proliferativa. Além disso, o estado oxidante total e os níveis de fator de crescimento endotelial vascular e interleucina-6 estavam ligeiramente aumentados de acordo com o status da retinopatia.
Conclusão: O estresse oxidativo, a interleucina-6 e o fator de crescimento endotelial vascular no humor aquoso parecem desempenhar papel importante na patogênese da retinopatia diabética, especialmente no tipo proliferativo.
Keywords: Retinopatia diabética; Estresse oxidativo; Interleucina- 6; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Humor Aquoso
Abstract
Objetivo: Avaliar a utilidade da autofluorescência do fundo de olho de pacientes diabéticos sem retinopatia para investigar lesões precoces na retina.
Métodos: Imagens de autofluorescência do fundo de olho de pacientes com diabetes mellitus do tipo 2 sem retinopatia (grupo diabético) e indivíduos saudáveis pareados por idade e sexo (grupo controle) foram registrados com uma câmera retiniana digital midriática CX-1 após exames oftalmológicos detalhados. O software MATLAB 2013a foi usado para medir a intensidade média do pixel e a largura média da curva da mácula e fóvea.
Resultados: Cinquenta e seis olhos de 28 pacientes, como o grupo diabético, e 54 olhos de 27 indivíduos saudáveis, como grupo controle, foram incluídos neste estudo. O índice médio de agregação foi de 168,32 ± 37,18 unidades de escala de cinza (gsu) no grupo diabético e em 152,27 ± 30,39 gsu no grupo controle (p= 0,014). O valor médio da intensidade de pixel na fóvea foi de 150,87 ± 35,83 gsu no grupo diabético e de 141,51 ± 31,10 gsu no grupo controle (p=0,060). O valor médio da largura da curva foi estatisticamente maior no grupo diabético do que no grupo controle (71,7 ± 9,2 vs. 59,4 ± 8,6 gsu, respectivamente; p= 0,03).
Conclusão: A análise por imagens de autofluorescência de fundo de olho revelou que pacientes diabéticos sem retinopatia apresentam alterações significativas de fluorescência. Portanto, uma técnica de imagem não invasiva, como a autofluorescência de fundo de olho, pode ser valiosa para a avaliação da retina de pacientes diabéticos sem retinopatia.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Imagem óptica; Fundo de olho
Abstract
Objetivo: Investigar sintomas oculares subjetivos e medir a secreção lacrimal objetivamente em pacientes com diagnóstico confirmado da doença coronavírus 2019 (COVID-19).
Métodos: Vinte e quatro pacientes que sobreviveram à infecção pela COVID-19 e 27 controles saudáveis foram incluídos neste estudo transversal prospectivo. Citologia de impressão da conjuntiva, teste de Schirmer, tempo de separação do filme lacrimal, pontuações de coloração da córnea foram aplicados a todos os participantes.
Resultados: Concluiu-se que não houve diferença significativa em relação ao gênero e idade média entre os dois grupos (p=0,484 e p=0,599, respectivamente). A análise dos resultados da citologia de impressão da conjuntiva revelou que a densidade das células do cálice diminuiu, enquanto os linfócitos e neutrófilos aumentaram nos pacientes do grupo COVID-19 quando comparados com os do grupo controle. Quando a classificação de Nelson foi aplicada às amostras de citologia de impressão da conjuntiva, determinou-se que 25% dos pacientes do grupo COVID-19 e 14,8% dos pacientes do grupo controle apresentaram alterações consistentes com grau 2 ou superior. O tempo médio de separação do filme lacrimal, teste de Schirmer e os resultados das pontuações de coloração da córnea foram determinados, diferindo entre o grupo COVID-19 e o grupo controle (p=0,02, p<0,001, and p=0,003, respectivamente).
Conclusões: As análises realizadas neste estudo revelaram as alterações conjuntivais patológicas de pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19 e mostraram que é possível que alterações patológicas da superfície ocular ocorram mesmo no final da infecção pela COVID-19, sem a ocorrência de manifestações oculares clínicas significativas.
Keywords: Infecções por coronavirus; COVID-19; SARS-CoV-2; Manifestações oculares; Lágrimas.
Abstract
Staphylococcus hominis (S. hominis) é um estafilococo coagulase-negativo e uma causa pouco frequente de endoftalmite. Devido à sua capacidade de produzir biofilme, especialmente em pacientes diabéticos, cepas dessa bactéria podem adquirir resistência a antibióticos. Este relato apresenta dois casos de endoftalmite por S. hominis: um de endoftalmite aguda após injeção intravítrea de bevacizumabe e outro de endoftalmite crônica após trauma ocular penetrante não diagnosticado. Embora existam apenas quatro casos de endoftalmite por S. hominis publicados na literatura, até onde sabemos não houve nenhum caso publicado anteriormente após bevacizumabe intravítreo.
Keywords: Endoftalmite; Infecção ocular bacteriana; Staphylococcus hominis/isolamento & purificação; Bevacizumab; Injeção intravítrea; Humanos; Relato de caso.
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