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Abstract
RESUMOObjetivos:Avaliar a capacidade da tomografia ocular de coerência de domínio espectral Spectral Domain-Optical Coherence Tomography (SD-OCT) diagnosticar alterações maculares no pré e pós-operatório da cirurgia de catarata e a variação da espessura foveal central (CFT) de acordo com a idade, sexo, presença ou não de oftalmopatias associadas, pelo período de 6 meses após a cirurgia.Método:Estudo prospectivo com pacientes avaliados pela SD/FD-OCT no pré-operatório (dia da cirurgia) e 7, 30, 60, 90 e 180 dias após, no que se refere à EFC e presença de maculopatia.Resultados:Foram avaliados 98 olhos de 98 pacientes, 35 homens e 63 mulheres. O estudo mostrou a seguintes médias: idade = 71,4 anos, AV pré-operatória = 0,27, AV final = 0,73. Vinte-um olhos eram de pacientes com diabetes mellitus (DM), 10 apresentavam degeneração macular relacionada à idade (AMD), 3 com membrana epirretiniana e 4 tinham glaucoma. Sessenta olhos apresentavam-se normais, ou seja, sem outras oftalmopatias (NOO). Avaliando a EFC do grupo NOO observou-se uma CFT média no pré-operatório de 222 μm, que mostrou um aumento progressivo até o 60o dia de pós-operatório, quando atingiu média de 227,2 μm. Não foi observado edema macular cistóide do pseudofácicos. Ao comparar a diferença entre a CFT média de pacientes NOO e pacientes diabéticos, observou-se que os valores são significativos (p<0,001) a partir do 30º dia de pós-operatório. Quatro olhos apresentaram, pela oftalmoscopia, diagnóstico pré-operatório de DMRI. Após a realização do exame de OCT, horas antes da cirurgia, observou-se que mais 6 pacientes apresentavam AMD. Do total de 98 olhos, 10 tiveram o diagnóstico de maculopatia somente pelo exame de OCT. A oftalmoscopia binocular indireta (BIO) não foi capaz de detectar tais alterações.Conclusão:O OCT diagnosticou doenças maculares pré-operatórias em 21,4% dos pacientes, sendo mais efetivo que a BIO (11,2%). Mostrou um aumento progressivo da CFT em diabéticos até 180 dias de pós-operatório. Detectou que a CFT é maior em pacientes do sexo masculino, e que a CFT dos pacientes com mais de 70 anos é maior que em pacientes mais jovens.
Keywords: Extração de catarata; Fóvea central; Diabetes mellitus; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
RESUMOObjetivos:Avaliar e comparar as alterações topográficas da córnea após a vitrectomia via pars plana com o sistema transconjuntival sem suturas de 23 gauge (g) e 25 g e com o sistema tradicional de vitrectomia via pars plana 20 g.Método:Neste estudo prospectivo, as alterações topográficas da córnea foram avaliadas em 45 olhos de 45 pacientes, divididos em 3 grupos de acordo com o sistema de vitrectomia utilizado (20, 23 e 25 g). Todos os pacientes foram submetidos a topografia corneana computadorizada utilizando-se o topógrafo EyeSys System 3000 antes da cirurgia, e com 1 semana, 1 mês e 3 meses após a cirurgia.Resultados:No período pós-operatório, no grupo de vitrectomia 20 g, foram encontradas alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana estudados, com um aumento médio da curvatura de 0,98 ± 0,18 D (p<0,001) e 0,93 ± 0,21D (p<0,001) após uma semana, e um mês, respectivamente. Não se observou diferença estatisticamente significativa na visita realizada 3 meses após a cirurgia. Nos grupos 23 g e 25 g, não se observaram alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana em nenhum dos momentos analisados no pós-operatório.Conclusão:A vitrectomia transconjuntival sem suturas 23 g e 25 g não induziu alterações topográficas da córnea após a cirurgia, enquanto que a vitrectomia 20 g induziu alterações topográficas da córnea transitórias que retornaram aos níveis pré-operatórios três meses após a cirurgia.
Keywords: Retina; Vitrectomia; Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo
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