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Abstract
OBJETIVOS: Verificar a aderência bacteriana a lentes intra-oculares de silicone e de polimetilmetacrilato como possível fator de risco no desenvolvimento de endoftalmite pós-operatória, utilizando-se um modelo in vitro com três microrganismos potencialmente patogênicos. MÉTODOS: As análises foram realizadas com cepas de Staphylococcus aureus ATCC 29213, Staphylococcus epidermidis (amostra clínica) e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853 incluindo a determinação de curvas de crescimento, testes para verificação de produção de cápsula, avaliação da hidrofobicidade, testes de aderência a diferentes materiais, microscopia óptica, microscopia eletrônica de varredura e microscopia de força atômica. RESULTADOS: A produção de cápsula e a aderência das três diferentes cepas não mostraram qualquer relação com a quantidade de microrganismos; em relação às lentes intra-oculares de polimetilmetacrilato e de silicone, não houve diferença estatisticamente significativa na aderência de S. aureus e S. epidermidis; P. aeruginosa foi o microrganismo mais aderente a ambos os materiais. A microscopia eletrônica de varredura confirmou estes achados em relação à aderência, ao peso que a microscopia de força atômica evidenciou a produção de biofilme pelas cepas de S. aureus, S. epidermidis e P. aeruginosa. CONCLUSÕES: Constatou-se, in vitro, que os materiais analisados não diferiram com relação à taxa de aderência bacteriana, porém, P. aeruginosa apresentou maior eficiência de adesão entre as bactérias testadas. Todas as cepas produziram biofilme. Silicone foi o material mais hidrofóbico, quando comparado ao polimetilmetacrilato.
Keywords: Aderência bacteriana; Lentes intra-oculares; Polimetilmetacrilato; Silicones; Pseudomonas; Infecções estafilocócicas
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a incidência de positividade de culturas de halos doadores córneo-esclerais preservados em Optisol GS, identificar os patógenos envolvidos, a sensibilidade dos mesmos à gentamicina e a ocorrência de infecções em olhos receptores. MÉTODOS: Foram analisadas retrospectivamente 163 culturas de halos córneo-esclerais cujos botões corneanos foram utilizados em transplantes de córnea no Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre janeiro de 2001 e janeiro de 2003. Os halos foram divididos em dois segmentos, metade inoculada em meio Sabouroud e a outra metade em tioglicolato, com posterior semeadura em ágar-sangue, ágar-chocoloate e meio de MacConkey, conforme necessidade para identificação dos patógenos. Os prontuários dos pacientes receptores foram revisados. RESULTADOS: Dos 163 halos analisados, 11 apresentaram culturas positivas, correspondendo a 6,7% do total. Destes, quatro foram por Staphylococcus epidermidis, um por Staphylococcus aureus, um por Serratia sp, um por Pseudomonas aeruginosa e os outros quatro por diferentes subtipos de Candida (dois por Candida sp, um por Candida albicans e um por Candida parapapilosis). No antibiograma, todas as bactérias apresentaram-se resistentes à gentamicina. Nenhum olho que recebeu córnea com cultura positiva apresentou infecção após a cirurgia. CONCLUSÕES: Baixos índices de positividade de cultura de halos utilizados em transplantes de córnea no Hospital de Clínicas de Porto Alegre foram encontrados. Os patógenos mais freqüentemente identificados não apresentam boa cobertura pelos antimicrobianos presentes nos meios de preservação. A cultura de halos corneanos é recomendada para auxílio no tratamento de possível infecção ocular pós-cirúrgica.
Keywords: Ceratoplastia penetrante; Infecção de ferida operatória; Endoftalmite; Preservação de órgãos; Soluções para preservação de órgãos; Gentamicinas; Banco de olhos; Córnea; Antimicóticos
Abstract
Objetivo: Este estudo comparou o colírio de soro autólogo manipulado com metilcelulose a 0,5% com solução salina 0,9%. Critérios subjetivos de melhora dos sintomas e critérios clínicos objetivos para resposta à terapia foram avaliados.
Métodos: Este estudo prospectivo longitudinal envolveu 23 pacientes (42 olhos) com defeitos epiteliais persistentes ou doença de olho seco grave refratária à terapia convencional que usavam colírio de soro autólogo 20% preparado com metilcelulose por mais de 6 meses e iniciaram soro autólogo diluído em solução salina 0,9%. Os grupos controle e intervenção consistiam dos mesmos pacientes sob tratamentos alternados. Os critérios subjetivos para o alívio dos sintomas foram avaliados usando o Salisbury Eye Evaluation Questionnaire. Os critérios objetivos foram avaliados por meio de exame em lâmpada de fenda incluindo: tempo de ruptura da lágrima, coloração da córnea com fluoresceína, teste de Schirmer, coloração com rosa bengala e altura do menisco lacrimal. Esses critérios foram avaliados antes da troca do diluente e após 30, 90 e 180 dias.
Resultados: Um total de 42 olhos foram analisados antes e após 6 meses usando soro autólogo diluído com solução salina 0,9%. Nenhuma diferença significativa foi encontrada nos critérios subjetivos, tempo de ruptura da lágrima, menisco lacrimal, coloração com fluoresceína ou rosa bengala. Os resultados dos testes de Schirmer pioraram significativamente
em 30 e 90 dias (p=0,008). Não foram observadas complicações ou efeitos adversos.
Conclusões: Este estudo reforça o uso do colírio de soro autólogo 20% como um tratamento de sucesso para a doença do olho seco grave resistente à terapia convencional.
O soro autólogo diluído em solução salina a 0,9% não foi inferior à formulação de metilcelulose.
Keywords: Síndromes do olho seco; Ceratoconjuntivite seca; Síndrome de Sjögren; Solução salina; Soluções oftálmicas; Metilcelulose
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