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Abstract
OBJETIVO: Os autores relatam um caso de paciente com síndrome mascarada como primeira manifestação de adenocarcinoma pulmonar. MÉTODOS: Paciente de 57 anos com história clínica de embaçamento visual unilateral (olho direito) de seis meses de evolução e diagnóstico inicial de uveíte recidivante com tratamento à base de corticóide tópico. Referida por permanência dos sintomas mesmo com tratamento. Ao exame ocular apresentava hiperemia conjuntival com injeção ciliar moderada e lesão peripapilar na coróide. Solicitados os exames complementares. RESULTADOS: A paciente foi diagnosticada com adenocarcinoma pulmonar (lesão primária). As alterações em fundo de olho foram sugestivas de lesões metastáticas na coróide. CONCLUSÕES: A incidência das metástases uveais varia de 0,7 a 12% dos pacientes com tumores pulmonares. O tratamento depende de características como tamanho da lesão, número de metástases, acuidade visual, bilateralidade e estado geral do paciente. O envolvimento ocular pode ser a primeira manifestação clínica de adenocarcinoma pulmonar, conforme observado neste caso.
Keywords: Uveíte; Neoplasias pulmonares; Adenocarcinoma; Neoplasias da coróide; Metástase neoplásica; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características e evolução clínica de pacientes com retinite por citomegalovírus relacionada à AIDS após o advento da terapia antirretroviral potente. MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos prontuários de 30 pacientes consecutivos (44 olhos) com AIDS e retinite por citomegalovírus ativa recém-diagnosticada, atendidos entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007. RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 34,8 anos, 18 pacientes (60,0%) eram do sexo masculino e a mediana do tempo de diagnóstico de AIDS era 90 meses. Dezenove pacientes (63,3%) apresentavam evidência de falência da terapia antirretroviral potente e a mediana da contagem de linfócitos T CD4+ era 12,5 células/µl. A acuidade visual inicial era melhor ou igual a 20/40 em 27 olhos (61,4%). A retinite acometia a Zona 1 em 13 olhos (39,5%). Apesar da terapia antirretinite por citomegalovírus específica, 16 olhos (36,4%) apresentaram recidiva da retinite e 10 olhos (22,7%) perderam pelo menos três linhas de visão. Quando comparado aos de pacientes com boa resposta à terapia antirretroviral potente, olhos de pacientes com falência à terapia antirretroviral potente apresentaram mais recidiva da retinite (p=0,03) e perda de pelo menos três linhas de visão (p=0,03). CONCLUSÃO: Os pacientes nesta série são essencialmente homens jovens com longo tempo de diagnóstico de AIDS, má resposta à terapia antirretroviral potente e com um perfil imunológico semelhante ao encontrado antes do advento da terapia antirretroviral potente. Estes achados têm implicações no manejo da doença e confirmam a importância da triagem periódica e racional após o diagnóstico de AIDS.
Keywords: Citomegalovírus; Retinite; Síndrome de imunodeficiência adquirida; Terapia antirretroviral de alta atividade; Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS; Uveíte posterior; Infecções oculares; Infecções por HIV
Abstract
OBJETIVO: Uveíte é a maior causa de doença ocular que afeta o trato uveal, e ocasionalmente a esclera, cornea e o nervo óptico. Esta doença é a maior causa de morbidade ocular e cegueira em pacientes imunocompetentes e imunossuprimidos. Neste trabalho nós analisamos a sensiblidade e especificidade do PCR em tempo real para detectar agentes etiológicos no sangue, plasma, humor vítreo e aquoso, e comparamos com a hipótese diagnóstica. MÉTODOS: Vinte e sete pacientes (13 homens) foram estudados e o método de PCR em tempo real foi usado para detectar o vírus da herpes simples 1 (HSV-1), vírus da herpes simples 2 (HSV-2), vírus varicella zoster (VZV), citomegalovírus (CMV), Mycobacterium tuberculosis (TB) e Toxoplama gondii (Toxo) no humor aquoso e vítreo, além do sangue e plasma. RESULTADOS: Nossos resultados mostraram a presença de Toxo, CMV, VZV ou HSV-2 em 19,2% das amostras de humor aquoso, e em 30% das amostras de humor vítreo. Nas amostras de plasma e sangue somente CMV foi detectado (11,1% e 3,7%, respectivamente). CONCLUSÃO: PCR em tempo real foi capaz de detectar e confirmar a hipótese diagnóstica em uveíte. Nossos dados confirmam que o humor vítreo é a melhor fonte para diagnóstico molecular de uveíte infecciosa, porém o humor aquoso também foi uma fonte importante de detecção, além de ser mais fácil de se obter.
Keywords: Reação em cadeia da polimerase; Uveíte; Uveíte; Uveíte; Infecções oculares virais; Humor aquoso; Corpo vítreo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados anatômicos e funcionais da vitrectomia via pars plana 25-gauge transconjuntival sem sutura em pacientes com uveítes. MÉTODOS: Realizou-se vitrectomia em 20 olhos com vitreíte residual secundária a uveíte infecciosa e não infecciosa. Os pacientes foram avaliados uma semana antes e após a cirurgia, no primeiro dia, 1ª, 4ª e 12ª semana. Acuidade visual (AV), pressão intraocular, células e "flare" na câmara anterior e "haze" vítreo foram medidos. RESULTADOS: A AV média melhorou de 2,06 ± 0,94 logMAR antes da cirurgia para 0,58 ± 0,46 logMAR na 12ª semana (p<0,05). Nenhum caso necessitou de conversão para instrumentos de 20-gauge ou realização de sutura e não foram observadas complicações intraoperatórias. Hipotonia transitória foi observada em três olhos. Um paciente com retinocoroidite por toxoplasmose teve recidiva durante o acompanhamento. CONCLUSÃO: Vitrectomia 25-gauge provou sua eficácia na remoção do vítreo opacificado e na melhora da AV em pacientes com vitreíte residual secundária a uveítes, com mínima inflamação pós-operatória e complicações.
Keywords: Vitrectomia; Uveítes; Corpo vítreo; Infecções oculares
Abstract
RESUMOObjetivo:Reportar os resultados clínicos do tratamento local da retinocoroidite toxoplásmica com injeções intravítreas de clindamicina e dexametasona.Métodos:População do estudo: 16 olhos (16 pacientes) com retinocoroidite toxoplásmica ativa sem comprometimento da mácula e da área juxtapapilar, tratados com injeções intravítreas de clindamicina (1 mg) e dexametasona (1 mg) sem terapia sistêmica anti-toxoplásmica ou anti-inflamatória concomitante. Procedimento de observação: A melhor acuidade visual corrigida (BCVA) foi medida através da tabela ETDRS. A BCVA e as características clínicas da retinocoroidite foram avaliadas na qualificação, primeiro, terceiro, sexto e 12º mês. Medidas do resultado principal: resolução da retinocoroidite e mudanças na BCVA.Resultados:O controle da retinocoroidite toxoplásmica foi atingido em todos os casos com um intervalo médio de 2,48 ± 1,03 semanas (intervalo de 2 a 6 semanas). Uma única injeção intravítrea de clindamicina e dexametasona foi aplicada em 12 pacientes, e quatro pacientes precisaram de duas injeções durante o seguimento. Quatorze olhos (87,5%) melhoraram ≥ 2 linhas ETDRS de BCVA, a BCVA ficou estável em 2 olhos (12,5%) e nenhum paciente apresentou diminuição da acuidade visual no final do seguimento. Não foram observados eventos adversos sistêmicos ou oculares.Conclusão:O tratamento local com injeções intravítreas de clindamicina e dexametasona sem terapia sistêmica concomitante esteve associado com a resolução da retinocoroidite toxoplásmica em pacientes sem comprometimento macular ou juxtapapilar. A clindamicina e dexametasona intravítrea representam um tratamento promissor em pacientes com intolerância, contraindicação ou resposta inadequada a medicação oral.
Keywords: Coriorretinite/quimioterapia; Toxoplasmose ocular; Injeções intravítreas; Clindamicina/administração & dosagem; Dexametasona /administração & dosagem
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