Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (1 )
:129-132
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000100024
Abstract
Neste artigo, os autores descrevem dois casos de síndrome de Charles Bonnet, definida como a percepção de alucinações visuais complexas em pacientes com déficit visual, tendo os pacientes a consciência da natureza irreal do fenômeno. Grande número de casos não é diagnosticado pela ausência do questionamento direto do médico. Em vista do transtorno emocional causado por esta doença, o reconhecimento dos seus sintomas é essencial no manejo destes pacientes.
Keywords: Oftalmopatias; Alucinações; Transtornos mentais; Demência; Baixa visão; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (5 )
:844-850
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000500021
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a relação entre alterações anatômicas (drusas duras, drusas moles, hiperpigmentação, neovasos, descolamento do epitélio pigmentado da retina, hipopigmentação e atrofia coriorretiniana) e a sensibilidade à luz em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI); analisar a sensibilidade macular em áreas com ausência de lesões anatômicas nos pacientes com DMRI comparando-as ao grupo de controles, para avaliar a existência ou não de lesão funcional em área sem lesão anatômica. MÉTODOS: Estudo comparativo, descritivo e analítico, de corte transversal. O grupo de casos foi formado por 31 indivíduos portadores de DMRI com idade entre 51 e 88 anos. O grupo de controles ficou composto por 31 indivíduos considerados "sadios", não portadores de DMRI com idade entre 61 e 80 anos. Os grupos foram pareados por sexo e idade. Realizou-se a perimetria macular estática, vermelho-vermelho, com o oftalmoscópio de rastreamento a laser (ORL). Os resultados da perimetria macular foram correlacionados à lesão anatômica identificada no local correspondente pelo laser infravermelho e fotografias coloridas. RESULTADOS: As áreas com neovasos ou atrofia apresentaram sensibilidade significantemente diferente em relação às áreas com ausência de lesões anatômicas nos pacientes com DMRI. Houve perda funcional significativa em áreas com ausência de lesões anatômicas nos pacientes com DMRI em relação ao grupo de controles. CONCLUSÕES: Áreas com neovasos ou atrofia podem ser fatores individuais de piora da sensibilidade macular localizada. Pode ocorrer perda funcional mesmo sem lesão anatômica aparente nos pacientes com DMRI.
Keywords: Perimetria; Oftalmoscópios; Degeneração macular; Neovascularização coroidal; Fatores etários
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (6 )
:874-877
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000600022
Abstract
Os autores descrevem um paciente portador de descolamento macular secundário à fosseta congênita do nervo óptico no olho direito, submetido à vitrectomia, drenagem do fluido sub-retiniano, perfluorcarbono, endolaser e gás perfluoropropano (C3F8). Foi retirada amostra do humor vítreo para análise comparativa com o fluido sub-retiniano. São apresentadas retinografia, tomografia de coerência óptica e ilustrações do procedimento cirúrgico. Após 6 meses da cirurgia, houve resolução do descolamento evidenciada por meio da tomografia de coerência óptica. A acuidade visual melhorou de 20/400 para 20/30. A técnica cirúrgica utilizada pode ter melhorado os resultados obtidos. Adicionalmente, a análise bioquímica qualitativa e comparativa do fluido sub-retiniano e do vítreo mostrou composição semelhante. Apesar das limitações técnicas, esta análise pode corroborar na fisiopatogênese da doença, sugerindo que o fluido sub-retiniano pode ser originado da cavidade vítrea na fosseta congênita de papila.
Keywords: Nervo óptico; Corpo vítreo; Vitrectomia; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos