Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (2 )
:337-340
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000200027
Abstract
Os autores apresentam um caso de síndrome de Dubowitz em criança de 7 anos de idade, diagnosticada por meio de exame genético-clínico, demonstrando manifestações nos mais variados sistemas, incluindo alterações oftalmológicas como: epicanto e exotropia com pequeno componente vertical incomitante associado e discreta variação alfabética em A. Discute-se a importância do oftalmologista no diagnóstico e encaminhamento precoces de pacientes com esta síndrome e propõe-se uma forma mais adequada de acompanhamento desses pacientes.
Keywords: Oftalmopatias; Anormalidades múltiplas; Aberrações cromossômicas; Transtornos do crescimento; Síndrome; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (4 )
:665-667
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000400020
Abstract
Os autores apresentam um caso de síndrome de Noonan em criança de 14 anos de idade, diagnosticada por meio de exame genético-clínico, demonstrando alterações oftalmológicas como hipertelorismo, alterações da fenda palpebral, hipotropia direita com pequena anisotropia em V, nistagmo, ptose palpebral bilateral e ambliopia do olho direito. Discute-se a importância do oftalmologista para esta síndrome e a necessidade do acompanhamento por equipe médica multidisciplinar.
Keywords: Síndrome de Noonan; Oftalmopatias; Relato de caso; Criança; Adolescente
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (3 )
:427-429
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000300027
Abstract
O prolapso de gordura orbitária é entidade benigna incomum que pode causar defeitos estéticos. Os autores apresentam uma paciente de 63 anos com prolapso de gordura orbitária temporal bilateral associado a pterígio medial bilateral, ressaltando aspectos clínicos e cirúrgicos. Discute-se a importância do diagnóstico clínico e de imagem, além da comprovação histopatológica da lesão.
Keywords: Tecido adiposo; Doenças orbitárias; Prolapso; Doenças orbitárias; Pterígio; Relatos de casos [Tipo de publicação]
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (1 )
:47-56
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000100010
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar a viabilidade da cirurgia monocular no tratamento das esotropias de grande ângulo, praticando-se amplos recuos do reto medial (6 a 10 mm) e grandes ressecções do reto lateral (8 a 10 mm). MÉTODOS: Foram operados, com anestesia geral e sem reajustes per ou pósoperatórios, 46 pacientes com esotropias de 50δ ou mais, relativamente comitantes. Os métodos utilizados para refratometria, medida da acuidade visual e do ângulo de desvio, foram os, tradicionalmente, utilizados em estrabologia. No pós-operatório, além das medidas na posição primária do olhar, foi feita uma avaliação da motilidade do olho operado, em adução e em abdução. RESULTADOS: Foram considerados quatro grupos de estudo, correspondendo a quatro períodos de tempo: uma semana, seis meses, dois anos e quatro a sete anos. Os resultados para o ângulo de desvio pós-cirúrgico foram compatíveis com os da literatura em geral e mantiveram-se estáveis ao longo do tempo. A motilidade do olho operado apresentou pequena limitação em adução e nenhuma em abdução, contrariando o encontrado na literatura estrabológica. Comparando os resultados de adultos com os de crianças e de amblíopes com não amblíopes, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre eles. CONCLUSÃO:Em face dos resultados encontrados, entende-se ser possível afirmar que a cirurgia monocular de recuo-ressecção pode ser considerada opção viável para o tratamento das esotropias de grande ângulo, tanto para adultos quanto para crianças, bem como para amblíopes e não amblíopes.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Músculos oculomotores; Erros de refração
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (4 )
:379-383
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000400018
Abstract
As primitivas cirurgias de estrabismo, as miotomias e as tenotomias, eram feitas, simplesmente, seccionando-se o músculo ou o seu tendão, sem nenhuma sutura. Estas cirurgias eram feitas, geralmente, em um só olho, tanto em pequenos como em grandes desvios e os resultados eram pouco previsíveis. Jameson, em 1922, propôs uma nova técnica cirúrgica, usando suturas e fixando, na esclera, o músculo seccionado, tornando a cirurgia mais previsível. Para as esotropias, praticou recuos de, no máximo, 5 mm para o reto medial, o que se tornou uma regra para os demais cirurgiões que o sucederam, sendo impossível, a partir daí, a correção de esotropias de grande ângulo com cirurgia monocular. Rodriguez-Vásquez, em 1974, superou o parâmetro de 5 mm, propondo amplos recuos dos retos mediais (6 a 9 mm) para o tratamento da síndrome de Ciancia, com bons resultados. Os autores revisaram a literatura, ano a ano, objetivando comparar os vários trabalhos e, com isso, concluíram que a cirurgia monocular de recuo-ressecção pode constituir uma opção viável para o tratamento cirúrgico das esotropias de grande ângulo.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Esotropia; Músculos oculomotores; Acuidade visual; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos