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Abstract
OBJETIVO: Investigar a associação entre a presença de sintomas depressivos e a deficiência visual causada por catarata no paciente idoso. MÉTODOS: Vinte e três pacientes com catarata e acuidade visual inferior a 20/200 no melhor olho foram avaliados. As idades variavam de 60 a 93 anos. Antes da cirurgia de catarata e um mês após, os sintomas depressivos foram avaliados pela Escala de Depressão Geriátrica (EDG). RESULTADOS: A cirurgia melhorou a visão para 20/50, ou melhor, em todos os pacientes. Antes e após a cirurgia de catarata foram encontrados 11 (47,82%) e 10 (43,47%) indivíduos com escores indicativos de depressão respectivamente (p=1,0; teste de McNemar). Antes da cirurgia observamos o valor mediano da EDG de 5,0 e após a cirurgia a EDG apresentou o valor mediano de 4,0 (p = 0,012; Wilcoxon pareado). Neste período os sintomas indicativos de depressão diminuíram significativamente, de valores entre 3 a 8 pontos para valores entre 3 a 6 pontos. CONCLUSÕES: Sintomas depressivos são prevalentes e persistentes entre pacientes idosos, entretanto os níveis dos sintomas indicativos de depressão diminuem significativamente com a melhora da visão.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Depressão; Transtorno depressivo; Transtorno depressivo; Avaliação geriátrica; Escala de graduação psiquiátrica; Transtornos visuais; Atividades cotidianas; Idoso
Abstract
OBJETIVO: Descrever as alterações observadas na camada de fibras nervosas da retina de olhos portadores de neurorretinite subaguda unilateral difusa (DUSN) em fase crônica e compará-las aos valores obtidos em olhos normais pelo analisador de fibras nervosas da retina (GDx®). MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo caso-controle, no qual foram avaliadas a camada de fibras nervosas retiniana (CFNR) de 49 olhos portadores da doença em fase crônica examinados entre maio/97 e dezembro/01. Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa foram comparados estatisticamente com olhos normais contralaterais (Grupo Controle I) e com olhos de pacientes sem doença ocular (Grupo Controle II). RESULTADOS: Os olhos dos grupos Controle I e II tiveram maior freqüência do status "within normal limits". Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa tiveram maior freqüência relativa dos status "outside normal limits" e "borderline". Os grupos Controle I e II apresentaram valores absolutos diferentes do Grupo Doente em praticamente todos os parâmetros testados (p<0,05), as exceções foram o parâmetro "Symetry" em relação aos 2 grupos controles, e dos parâmetros "Average thickness" e "Superior integral" com relação ao Grupo Controle II. CONCLUSÃO: Os pacientes acometidos por neurorretinite subaguda unilateral difusa em fase crônica apresentaram diminuição da espessura da neurorretinite subaguda unilateral difusa demonstrada ao GDx®. As áreas da retina que contam com maior suporte vascular e maior quantidade de fibras nervosas apresentaram maior diminuição no retardo da luz medido pelo analisador de fibras nervosas.
Keywords: Eletrorretinografia; Potenciais evocados visuais; Neurite óptica; Retinite; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Lasers; Perimetria; Uveíte posterior
Abstract
OBJETIVO: O filme lacrimal pode ser alterado por medicações crônicas, que podem comprometer o equilíbrio responsável pela função da glândula lacrimal e da superfície ocular. O objetivo desse estudo foi determinar se o tratamento crônico com drogas antiglaucomatosas induz alterações no filme lacrimal e superfície ocular. MÉTODOS: Após o consentimento informado, 21 pacientes usando drogas antiglaucomatosas por mais de 8 meses e 20 voluntários com similar distribuição etária e por sexo, não usuários de medicação ocular ou sistêmica (grupo controle) foram incluídos. Os dados do desconforto ocular, coloração com fluoresceína e lissamina verde, tempo de ruptura do filme lacrimal e teste de Schirmer foram colhidos e analisados pelo teste t de Student. A citologia de impressão foi avaliada e comparada pelo teste de qui-quadrado. RESULTADOS: Pacientes usando cronicamente medicação antiglaucomatosa apresentaram ignificativamente maior coloração por fluoresceína (p=0,003), lissamina verde (p=0,02) e menor TRFL (p=0,001). Os outros parâmetros comparados, incluindo a citologia de impressão foram similares entre o grupo tratado e controle (p>0,05). CONCLUSÕES: Esse estudo demonstra que o filme lacrimal e a superfície ocular estão alterados em usuários de medicação antiglaucomatosa. Essas medicações apresentam em comum o cloreto de benzalcônio como conservante. Esforços para minimizar efeitos adversos do uso crônico de drogas antiglaucomatosas devem ser considerados.
Keywords: Compostos de benzalcônio; Compostos de benzalcônico; Timolol; Timolol; Disco óptico; laucoma; Síndrome do olho seco; Indicadores e reagentes
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HISTÓRICO: Apesar dos esforços que vêm sendo realizados mais recentemente, a falta de córneas para transplantes ainda é uma realidade no Brasil, principalmente em algumas regiões. O Banco de Olhos do Hospital São Paulo tem como objetivo garantir a qualidade e conservação dos tecidos oculares humanos para disponibilizá-los para transplantes. A qualidade do tecido encontra-se diretamente ligada a todos os processos realizados pela equipe do banco de olhos, a partir da seleção dos doadores. OBJETIVO: Conhecer o perfil dos doadores de córneas do Banco de Olhos do Hospital São Paulo num período de dez anos. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de fichas de doadores, no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2005. RESULTADOS: Chegaram ao Banco de Olhos do Hospital São Paulo 3.624 córneas. A idade média dos doadores foi de 56,8 anos. A faixa etária com maior doação foi de 70-79 anos. A causa mortis mais freqüente foi doença cardiovascular, seguida por neoplasias, doenças respiratórias e trauma. O tempo "enucleação" foi em média de 3,8 horas e o tempo "preservação" foi em média de 3,6 horas. A maioria dos tecidos foi preservada em meios Optisol GS®. Os doadores jovens tiveram maior proporção de córneas consideradas de qualidade "Excelente" ou "Boa". CONCLUSÃO: Ao longo do período estudado de 10 anos, houve tendência de redução no recebimento de tecidos de outros bancos de olhos e progressivo aumento na captação e preservação de tecidos pela equipe do próprio Banco, com redução significativa no tempo de preservação dos tecidos. Os doadores foram, na maioria, do sexo masculino e as doenças cardiovasculares lideraram as causas de óbito. Apesar da maioria das córneas serem provenientes de doadores acima de 60 anos, o maior percentual de aproveitamento de córneas para transplantes ópticos foi de doadores jovens.
Keywords: Bancos de Olhos; Transplante de córnea; Endotélio da córnea; Transplante de tecidos; Doadores de tecidos
Abstract
Apresentamos um caso de tumor orbitário congênito de grande tamanho, ocorrendo em criança recém-nascida. A paciente foi submetida a exenteração da órbita e o diagnóstico anatomopatológico foi de teratoma cístico. Os aspectos clínico-patológicos desta rara doença são comentados.
Keywords: Neoplasias orbitárias; Teratoma; Teratoma; Teratoma; Teratoma; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar aspectos epidemiológicos dos traumas oculares num pronto-socorro de referência. MÉTODOS: O estudo teve dois grupos distintos de indivíduos: no primeiro (A) composto por vítimas de trauma ocular, em que 1.483 pacientes atendidos consecutivamente ao longo de 2003 tiveram os dados epidemiológicos analisados, e o segundo (B), em que 133 pacientes tiveram aspectos clínicos e fatores de risco e de proteção analisados consecutivamente por meio de questionário padrão, de 17 de maio a 28 de junho de 2004. RESULTADOS: No levantamento A, a maioria dos pacientes era do sexo masculino (1.314 ou 89%). Os traumas por corpos estranhos (CE) da superfície ocular foram os mais comuns, respondendo por 863 (58%) casos. O levantamento B mostrou que a proteção ocular foi usada em apenas 17% (22) dos pacientes. Os acidentes geralmente ocorreram no local de trabalho 70% (93), e o domicílio foi o segundo local de maior freqüência (22%). Ainda no levantamento B, 34% dos entrevistados tinham acidentes oculares prévios. CONCLUSÕES: O perfil dos pacientes vítimas de trauma ocular no presente estudo observou a maior ocorrência entre homens e de acidentes por corpos estranhos. O uso de proteção ocular ainda é incipiente e, por outro lado, a recorrência de trauma é considerável. Uma estratégia contínua junto à população, de forma preventiva e educativa com especial atenção ao ambiente de trabalho e doméstico, é necessária para reduzir a ocorrência de trauma ocular.
Keywords: Emergências; Corpos estranhos no olho; Traumatismos oculares; Serviços médicos de emergência; Serviço hospitalar de emergência; Acidentes de trabalho; Oftalmopatias
Abstract
O diabetes mellitus e sua associação clínica com olho seco e doença da superfície ocular estão se tornando um problema freqüente e muitas vezes complicado em oftalmologia. Os dados epidemiológicos mostram que o número de casos deve crescer acompanhando a tendência de aumento da incidência da doença. Esse trabalho revê seus aspectos clínicos e funcionais. As observações indicam que as lesões metabólicas, neuropáticas e vasculares levam a um processo inflamatório e degeneração funcional. Os mecanismos fisiopatológicos incluem hiperglicemia, acúmulo de produtos finais de glicosilação avançada, estresse oxidativo e inflamação mediada pelas vias de sinalização do NF-kB. Os tratamentos potenciais sugeridos por essas observações incluiriam antioxidantes, antiinflamatórios, secretagogos e/ou agentes anabólicos com efeitos miméticos ao da insulina.
Keywords: Síndrome do olho seco; Diabetes mellitus; Estresse oxidativo; Modelos animais; Lágrimas
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OBJETIVO: Considerando que a não-adesão ao tratamento do glaucoma é um dos fatores de risco para a sua progressão, o objetivo do presente trabalho foi coletar informações sobre: 1) conhecimento e sentimentos dos pacientes sobre a doença; 2) a não-fidelidade ao tratamento e fatores relacionados; e 3) eventual influência da doença no estilo de vida participantes. MÉTODOS: Foram realizadas entrevistas, utilizando questionário semiestruturado, com 50 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto. A análise das respostas foi feita utilizando a técnica do ''Discurso do Sujeito Coletivo'' (DSC) (qualitativa/quantitativa). RESULTADOS: Trinta e oito por cento dos pacientes não se consideraram bem informados sobre o glaucoma. A porcentagem de pacientes que declararam nãofidelidade ao tratamento foi de 20%. Os principais fatores relacionados foram: efeitos colaterais dos medicamentos (24%); falta de informação sobre a doença (22%); dificuldade de comunicação com o médico (14%); dificuldades na administração do tratamento (14%); falta de recursos financeiros para adquirir medicamentos (10%); atitudes e crenças (10%). Dezoito por cento dos participantes afirmaram que a doença alterou a qualidade de vida. CONCLUSÃO: Na população estudada, os fatores relacionados à não-adesão ao tratamento de glaucoma, abrangem desde o desconhecimento do que é a doença até atitudes, valores e crenças. Na sua maioria, podem causar a progressão da doença. A influência desses fatores pode ser diminuída com medidas educacionais, intervenções sobre comportamentos e atitudes, melhora da relação médico-paciente e suprimento de medicamentos.
Keywords: Glaucoma; Atitude frente a saúde; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Cooperação do paciente; Relações médico-paciente; Anti-hipertensivos; Soluções oftálmicas
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OBJETIVO: Avaliar as mudanças terapêuticas, dadas por decisão médica, relativas ao tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto em um centro de referência e a possível relação entre a persistência do tratamento e progressão da doença em casos controlados com medicação. MÉTODOS: Uma revisão de prontuários foi realizada em 65 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto encaminhados a um hospital terciário Os seguintes dados clínicos foram analisados: primeira medicação instituída, persistência com o tratamento inicial, melhor acuidade visual corrigida, índice ''desvio médio'' do campo visual, relação escavação/disco óptico e pressão intraocular. Os pacientes foram classificados em quatro categorias, a fim de se verificar a evolução clínica. RESULTADOS: A média do número de visitas/ano foi de 4,4 ± 3,5 e o período de seguimento foi de 40,7 ± 22,8 meses. A média de tempo persistência foi de 12,9 ± 13,9 meses. Em seis e doze meses, respectivamente, 39,1% e 62,5% dos pacientes tinham interrompido o regime terapêutico inicialmente previsto, principalmente pela adição (42%) ou mudança (26%) do esquema terapêutico. Treze pacientes (21%) evoluíram para uma pior categoria de glaucoma primário de ângulo aberto, no entanto, apesar desta tendência, nenhuma correlação significativa foi encontrada entre baixa persistência e agravamento do glaucoma primário de ângulo aberto. CONCLUSÕES: As taxas de persistência com o esquema terapêutico inicial foram baixas, quando medidas através das mudanças observadas por decisões médicas, durante o curso do tratamento. Uma melhor decisão terapêutica inicial é crítica, a fim de poder se oferecer um tratamento mais estável e eficaz para o glaucoma primário de ângulo aberto.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intraocular; Cegueira; Atitude frente a saúde; Comunicação; Cooperação do paciente; Relações médico-paciente; Avanço da doença
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Olho seco é uma doença multifatorial das lágrimas e da superfície ocular que resulta em desconforto, distúrbios visuais e instabilidade do filme lacrimal. É uma desordem comum que afeta principalmente adultos e mulheres e que pode causar impacto na qualidade de vida comparável a enxaqueca, dispnéia e insuficiência renal crônica, dependendo dos sintomas ou complicações que a acompanham. Novos conceitos com relação à fisiopatologia, classificação e tratamento têm sido apresentados e devem ser conhecidos pelos oftalmologistas pela sua larga aplicação no dia-a-dia. Estima-se que haja 100 medicações diferentes em uso para olho seco atualmente, além de outros métodos de tratamento, sendo necessário se estabelecer o que é realmente seguro e eficaz. Este texto faz uma revisão sobre etiopatogênese e tratamento da síndrome do Olho Seco.
Keywords: Síndrome do olho seco; Ceratoconjuntivite sicca; Doenças da córnea
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Objetivos: Quando a visão de um olho está preservada (visão monocular) e há alto risco, baixo prognóstico e/ou recursos limitados para a cirurgia do olho contralateral, não é claro se o beneficio da binocularidade supera o da reorientação para visão monocular. O objetivo é quantificar o impacto da qualidade de visão referida entre a condição binocular e monocular e, nesse último caso, entre congênita e adquirida. Métodos: Pacientes com acuidade visual (AV) com AV>0,5 em cada olho foram submetidos ao questionário estruturado de 14 perguntas (VF-14), onde a pontuação de 0 a 100 indica o nível de satisfação do paciente com sua visão, variando de baixo a alto respectivamente. Dados epidemiológicos e pontuações dos quatro grupos foram registrados e submetidos à análise estatística. Resultados: A entrevista pelo VF-14 com 56 indivíduos revelou que a pontuação mais alta foi similar entre os controles e os portadores de visão monocular congênita, e níveis intermediários e baixos foram obtidos por indivíduos com visão monocular adquirida e cegos bilaterais, respectivamente (p<0,001). As atividades mais difíceis para os indivíduos com visão monocular adquirida foram identificar letras pequenas, reconhecer pessoas, distinguir sinais de trânsito e assistir TV. Conclusão: O estudo confirmou que a perda da visão tem impacto desfavorável no desempenho referido das atividades sendo maior na visão monocular adquirida do que na congênita. Os dados sugerem que medidas de reabilitação devem ser consideradas para melhorar a qualidade da visão em doenças intratáveis ou de alto risco ou de baixo prognóstico.
Keywords: Visão monocular; Baixa visão; Cegueira; Acuidade visual; Qualidade de vida; Visão binocular; Questionários
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OBJETIVO: Os objetivos deste estudo foram os seguintes: 1) mostrar epidemiologia da ceratite microbiana (CM) no sudeste do Brasil, 2) para comparar as diferenças epidemiológicas entre ceratites fúngicas (CF) e bacterianas (CB) e 3) avaliar a frequência com que os oftalmologistas distinguem com precisão ceratite fúngica de ceratite bacteriana baseado no diagnóstico clínico. MÉTODOS: Uma análise retrospectiva de todas as ceratites microbianas diagnosticadas clinicamente apresentando entre outubro de 2003 e setembro de 2006 foi realizada. As características demográficas, relativas ocular e de laboratório, e informações aos fatores de risco e evolução clínica foram registrados. RESULTADOS: Dentre 118 pacientes consecutivos com diagnóstico clínico de ceratite microbiana, a taxa de cultura positiva foi de 61%. Os patógenos predominantes de bactérias e fungos isolados foram S. epidermidis e Fusarium spp. O trauma de córnea foi mais frequente entre os casos de ceratite fúngica do que ceratite bacteriana (p<0,0001). A coexistência de doenças sistêmicas, doenças oculares e cirurgia ocular prévia foram mais frequentes entre os casos de ceratite bacteriana (p=0,001, p=0,001, p=0,004, respectivamente). Os seguintes achados clínicos foram mais frequentes em ceratite bacteriana: hipópio, vascularização periférica da córnea superficial e área de ulceração >20 mm² (p<0,05). O diagnóstico foi corretamente estimado em 81,6% dos casos de CB e em 48,1% dos casos de CF. CONCLUSÃO: A presunção clínica do agente da ceratite microbiana é possível baseada em dados clínicos e epidemiológicos, mas é mais difícil para infecção fúngica. Assim, esses dados não podem ser a única base para o diagnóstico de suspeita de ceratite microbiana, mas a suspeita clínica orientada com base nesses dados pode ser benéfica para orientar o tratamento antimicrobiano e terapia precoce.
Keywords: Infecções oculares bacterianas; Infecções oculares bacterianas; Infecções oculares bacterianas; Infecções oculares fúngicas; Infecções oculares fúngicas; Infecções oculares fúngicas; Fatores de risco
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OBJETIVO: Descrever os procedimentos utilizados no desenvolvimento de Protocolos Clínicos e de Regulação, para equipes de atenção primária à saúde, voltados à condução dos cenários clínicos mais comuns de dificuldade visual observados na região sudeste do Brasil. MÉTODOS: Realizou-se a revisão retrospectiva de 1.333 guias de encaminhamento advindas de todos os profissionais da atenção primária da cidade de Ribeirão Preto, durante um período de 30 dias. As principais categorias diagnósticas oftalmológicas foram avaliadas nessas guias de referência. O processo de desenvolvimento dos Protocolos Clínicos e de Regulação ocorreu na sequência e envolveu a cooperação científica entre a universidade e o sistema de saúde, sob a forma de oficinas com médicos da atenção primária e membros da equipe do sistema de regulação, composto por gestores de saúde, oftalmologistas, além de professores de oftalmologia e medicina social. RESULTADOS: A dificuldade visual foi escolhida como tema central, uma vez que representou 43,6% dos encaminhamentos oftalmológicos advindos de serviços de atenção primária de Ribeirão Preto. Os Protocolos Clínicos e de Regulação desenvolvidos envolveram diferentes procedimentos diagnósticos e terapêuticos que podem ser executados na atenção primária e outros níveis ou contextos de cuidados à saúde. As intervenções clínicas e de encaminhamento mais relevantes foram expressas como algoritmos, a fim de facilitar a utilização do protocolo pelos profissionais da saúde. CONCLUSÕES: Os Protocolos Clínicos e de Regulação poderão representar uma ferramenta útil para os sistemas de saúde que contam com acesso universal, bem como para as redes de cuidados de saúde baseadas na atenção primária e nos sistemas de regulação. A implementação de Protocolos Clínicos e de Regulação poderá minimizar a disparidade entre as necessidades dos pacientes com dificuldade visual e as formas de condução de casos oftalmológicos, resultando em uma rede de saúde mais eficiente.
Keywords: Transtornos da visão; Assistência à saúde; Saúde Pública; Serviços de Saúde; Atenção primária à saúde; Sistema de saúde; Protocolos clínicos
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OBJETIVO: Determinar a incidência de contaminação com o vírus Piry entre os instrumentos cirúrgicos e acessórios usados durante cirurgias sequenciais de facoemulsificação. MÉTODOS: Um modelo experimental foi realizado com quatro olhos de porcos que foram contaminados com o vírus Piry e quatro olhos de porcos não contaminados. A facoemulsificação foi realizada alternando um olho contaminado para outro olho não contaminado. Entre as cirurgias, os campos de operação, luvas, bisturi, pinças, agulhas, seringas, pontas e bolsa coletora foram trocados, mantendo somente a caneta e os sistemas de irrigação e aspiração do facoemulsificador. RESULTADOS: No saco coletor, três amostras de olhos contaminados (3/4) foram positivos, e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) também foram positivos; na ponta do facoemulsificador, uma amostra dos olhos contaminados (1/4) e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) apresentaram resultados positivos. No sistema de irrigação, uma amostra de um olho não contaminado (1/4) foi positivo, e no sistema de aspiração, duas amostras de olhos contaminados (2/4) e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) foram positivos. Nas luvas, as amostras foram positivos em dois olhos não contaminados (2/4) e duas amostras de olhos contaminados (2/4). Nas amostras de bisturi, três olhos contaminados (3/4) e nenhum dos olhos não contaminados (0/4) foram positivos e, finalmente, duas amostras da câmara anterior dos olhos não contaminados (2/4) reunidos após a cirurgia foram positivos. CONCLUSÕES: Em dois olhos não contaminados, a presença de material genético foi detectado após a cirurgia de facoemulsificação, demonstrando que a transmissão do material genético do vírus Piry ocorreu em algum ponto durante a cirurgia para estes olhos não contaminados, quando a caneta de facoemulsificação e o sistema de irrigação e aspiração foram reutilizados entre as cirurgias.
Keywords: Facoemulsificação; Reutilização de equipamento; Arbovírus; Contaminação de equipamentos
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OBJETIVOS: Determinar a frequência de cegueira e investigar a relação entre os fatores de risco, com base nas características clínicas e no desenvolvimento da cegueira, em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) tratados por mais de 15 anos. MÉTODOS: Realizou-se a revisão dos prontuários (estudo retrospectivo, observacional) de 403 pacientes referidos a um hospital de nível terciário, todos com diagnóstico de glaucoma primário de ângulo aberto feito em 1974 ou posteriormente, e tratados por no mínimo 15 anos. Cegueira atribuível ao glaucoma foi definida com base na acuidade visual e/ou exames de campo visual. Variáveis consideradas possíveis fatores de risco para cegueira (uni ou bilateral) foram avaliados usando odds ratio (OR), intervalo de confiança (IC95%) e análises uni e multivariadas. RESULTADOS: Trinta e um pacientes ficaram cegos [13/53 (24,5%) - um olho cego e 18/53 (34%) - cegueira bilateral] durante o período de seguimento (19,5 ± 4,6 anos, variando de 15 a 31 anos). Estatística multivariada com análise de regressão mostrou que persistência com a terapia inicial ≤6 meses está significantemente associada com cegueira, unilateral (OR: 8,4; 95% IC: 1,3-56,4) e bilateral (OR: 7,2; 95% IC: 1,3-39,6). Outros potenciais fatores como raça, idade, gênero ou número de medicações não estiveram associados com cegueira. CONCLUSÃO: Cegueira por glaucoma primário de ângulo aberto não foi incomum na população de pacientes tratados e seguidos por um longo período. As taxas de persistência com a terapia inicial, medidas pela decisão médica de mudar o tratamento, foram baixas. Persistência ≤6 meses foi estatisticamente associada com o desenvolvimento de cegueira uni ou bilateral por glaucoma.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Cegueira; Disco óptico; Glaucoma de ângulo aberto; Acuidade visual; Fatores de risco
Abstract
Diversos estudos têm demostrado que o contato ocular com poluentes ambientais afeta a composição do filme lacrimal e de estruturas da superfície ocular. Tais efeitos são mediados pela ligação de agentes ambientais com receptores na superfície ocular, levando a ativação de mediadores pró inflamatórios. Esta revisão propõe uma avaliação das evidências publicadas, que associam fatores ambientais as doenças de superfície ocular e ao olho seco. O leitor compreenderá que é possível inferir olho seco ambiental como uma entidade singular dentro do contexto da doença olho seco, diretamente causado pela exposição a poluentes e/ou condições climáticas adversas. Serão descritos os indicadores e achados clínicos, assim como o diagnóstico diferencial das fases aguda e crônica. A avaliação de relatos clínicos e observações epidemiológicas demonstra uma forte associação entre olho seco e fatores ambientais. O conhecimento sobre parâmetros internacionais e ferramentas de monitorização das condições ambientais no mundo, permite identificar localidades e populações mais suceptívies ao olho seco ambiental e pode auxiliar na identificação de indivíduos acometidos e grupos predispostos. E desta forma, melhorar o entendimento e tratamento dessa condição, diminuir os fatores associados, sua frequência e progressão.
Keywords: Síndromes do olho seco; Doenças do aparelho lacrimal; Doença ambiental; Poluentes ambientais/efeitos adversos
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