Arq. Bras. Oftalmol. 2016;79 (3 )
:155-158
| DOI: 10.5935/0004-2749.20160047
Abstract
Objetivos: Avaliar a espessura de coroide pré-tratamento e após 6 meses da injeção intravítrea de anti-fator de crescimento vascular endotelial (anti-VEGF) em pacientes com edema macular diabético (EMD), utilizando a tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT). Métodos: Análise retrospectiva, com revisão de prontuários, foi realizada para identificação de pacientes submetidos a tratamento com injeções intravítreas de anti-VEGF, no regime pro re nata, para tratamento de EMD. As medidas da espessura de coroide pré-tratamento foi comparada com as medidas após acompanhamento de 6 meses. Resultados: Trinta e nove olhos de 39 pacientes (15 femininos, 24 masculinos) foram incluídos, com idade média de 62,43 ± 8,7 anos (variando de 44-79 anos). Trinta e três olhos foram tratados com ranibizumab e 18 com bevacizumab. O número médio de injeções de anti-VEGF foi 2,28 ± 1,27 (variando de 1-5). A medida média pré-tratamento da espessura de coroide nasal, subfoveal e temporal foi 234,10 ± 8,63 µm, 246,89 ± 8,94 µm e 238,12± 8,20 µm, respectivamente. Após acompanhamento de 6 meses as medidas médias da espessura de coroide foram 210,46 ± 8,00 µm, 215,66 ± 8,29 µm e 212,43 ± 8,14 µm. A diferença entre as medidas médias pré e pós tratamento foi estatisticamente significante (p=0,0327) em todos os pontos medidos. Conclusão: Após um período de 6 meses, o uso de injeções intravítreas de anti-VEGF foi associado com diminuição significante da espessura de coroide nos pacientes com EMD. O significado clínico de uma coroide mais fina nos pacientes com EMD é desconhecido mas pode causar eventos adversos a longo prazo para função da coroide e retina, representando uma área para futura investigações.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Coroide; Injeções intravítreas; Retinopatia diabética; Tomografia de coerência óptica
Arq. Bras. Oftalmol. 2019;82 (3 )
:225-232
| DOI: 10.5935/0004-2749.20190043
Abstract
OBJETIVO: Estudar a eficácia e segurança dos tratamentos com ranibizumabe e bevacizumabe para a degeneração macular relacionada à idade exsudativa.
MÉTODOS: Ensaio clínico paralelo randomizado foi conduzido para comparar a eficácia e segurança de três regimes (bevacizumabe a cada mês, bevacizumabe a cada 2 semanas e ranibizumabe todos os meses), seguidos por retratamentos conforme necessidade, durante 1 ano, em indivíduos previamente não tratados com degeneração macular relacionada à idade. O desfecho primário foi alteração na acuidade visual e na espessura macular central após um ano de seguimento. Os indivíduos foram designados aleatoriamente para um dos 3 grupos em uma proporção de 1:1:1, e os investigadores e examinadores foram mascarados para os resultados da randomização.
RESULTADOS: Foram incluídos 15 pacientes em cada grupo. Após um ano de seguimento, encontramos melhorias estatisticamente significativas na acuidade visual e na redução da espessura macular central em todos os grupos. No entanto, não encontramos diferenças estatisticamente significativas entre os 3 grupos.
CONCLUSÕES: O seguimento quinzenal foi eficaz e não encontramos diferenças significativas na eficácia ou segurança entre os tratamentos com bevacizumabe e ranibizumabe.
Keywords: Degeneração macular; Retina; Bevacizumabe; Ranibizumabe; Ensaio clínico