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Abstract
Objetivo: Comparar a flora conjuntival, do saco lacrimal e nasal com o tempo de normalização após dacriocistorrinostomia (DCR) externa (EX-), endoscópica (EN-) e transcanalicular a laser de multi diodo (TC-) para correlacionar a positividade da cultura com o sucesso cirúrgico, assim como identificar a sensibilidade aos antibióticos em amostras de saco lacrimal. Métodos: Neste estudo prospectivo, 90 pacientes com obstrução do canal nasolacrimal adquirida primária foram incluídos e divididos em grupos EX-DCR (n=32), EN-DCR (n=28) e TC-DCR (n=30). Culturas e antibiogramas conjuntivais, nasais e do saco lacrimal foram analisados. Resultados: Staphylococcus coagulase-negativo (CNS) foi o organismo predominante isolado no pré-operatório (conjuntiva e nariz), no transoperatório (saco lacrimal) e pós-operatório (conjuntiva), nos 3 grupos. Taxas de positividade de cultura da conjuntiva pré- e pós-operatórias nos três grupos foram semelhantes (p>0,05). A diferença nas taxas de crescimento do saco lacrimal dos três grupos foi estatisticamente significativa (p=0,001). CNS e S. aureus foram mais sensíveis a linezolida, teicoplanina, a tigeciclina, vancomicina e mupirocina. O tempo de normalização conjuntival foi semelhante nos três grupos (p>0,05). Não houve relação estatisticamente significativa entre as taxas de sucesso anatômicas e funcionais e a positividade da cultura conjuntival e de saco lacrimal pré-operatória (p>0,05). Conclusões: Pacientes submetidos a EX-DCR, EN-DCR, e TC-DCR apresentaram positividades de cultura conjuntival semelhantes no pré-operatório e na 1a semana pós-operatória. Houve uma redução significativa na taxa de crescimento das culturas da conjuntiva pós-operatórias. O organismo mais comumente isolado foi o CNS. A taxa de crescimento de bactérias a partir do saco lacrimal foi significativamente maior no grupo PT-DCR. O crescimento bacteriano da conjuntiva no pré-operatório e de amostras do saco lacrimal no transoperatório não se relacionaram com o sucesso da DCR.
Keywords: Conjuntiva; Dacriocistorinostomia; Ducto nasolacrimal; Testes de sensibilidade microbiana; Lasers semicondutores
Abstract
Objetivos: Comparar os parâmetros do segmento anterior de casos de síndrome de pseudo-esfoliação, de glaucoma pseudo-esfoliação e de indivíduos normais.
Métodos: O presente estudo prospectivo comparativo controlado incluiu 150 olhos de 150 pacientes. Os pacientes foram divididos em três grupos: grupo síndrome de pseudo-esfoliação, grupo glaucoma pseudo-esfoliação e grupo controle (50 em cada grupo). O comprimento axial, a espessura corneana central, a profundidade aquosa, a profundidade da câmara anterior, a espessura da lente, os valores de ceratometria K1 e K2 e as medidas branco a branco, obtidas por biometria óptica, foram comparados entre os grupos.
Resultados: As idades médias dos indivíduos do grupo síndrome de pseudo-esfoliação, glaucoma pseudo-esfoliação e controle foram 62,18 ± 6,21, 61,80 ± 6,62 e 59,40 ± 6,89 anos, respectivamente. Entre os grupos, não houve diferenças estatisticamente significativas quanto às idades e ao gênero dos pacientes (p>0,05, para todos). A espessura da córnea central média foi significativamente mais espessa, a profundidade média aquosa e a profundidade da câmara anterior foram significativamente mais profundas e a espessura média da lente foi significativamente mais fina no grupo controle do que nos grupos síndrome de pseudo-esfoliação e glaucoma pseudo-esfoliação (p<0,05, para todos). As comparações por pares do grupo síndrome de pseudo-esfoliação e do grupo glaucoma pseudo-esfoliação (p<0,05, para todos). As comparações por pares do grupo síndrome de pseudo-esfoliação e do grupo glaucoma pseudo-esfoliação não revelaram diferenças significativas entre esses dois grupos quanto à espessura corneana central, à profundidade aquosa, à profundidade da câmara anterior e aos valores de espessura da lente (p>0,017, para cada um).
Conclusões: Os casos de glaucoma pseudo-esfoliação e de síndrome de pseudo-esfoliação apresentaram lente mais espessa, menor profundidade aquosa, menor profundidade da câmara anterior e espessura corneana central mais fina do que os indivíduos normais. No entanto, nenhum dos parâmetros do segmento anterior foi diferente entre os indivíduos do grupo síndrome de pseudo-esfoliação e do grupo glaucoma pseudo-esfoliação.
Keywords: Segmento anterior do olho; Córnea; Lentes; Glaucoma; Síndrome de exfoliação
Abstract
Objetivo: Determinar as características clínicas e a distribuição sazonal dos pacientes admitidos no departamento de emergências oculares de um centro terciário de cuidados oftalmológicos.
Métodos: Um total de 27.120 pacientes, admitidos no pronto atendimento ocular entre novembro de 2013 e novembro de 2014, foram incluídos neste estudo prospectivo. Idade, gênero, causa da admissão, diagnóstico e relatórios completos dos exames oculares dos pacientes foram registrados e exames de raios X e de ultrassonografia foram realizados quando necessários.
Resultados: A idade média do paciente foi de 32,83 ± 17,62 anos (intervalo, 0-95). O número de homens era quase duas vezes maior que o número de mulheres, com 18.808 (69,4%) do sexo masculino e 8.312 (30,6%) do sexo feminino. Os diagnósticos incluíram conjuntivite viral (7.859 pacientes, 29,0%), corpo estranho corneano (5.286 pacientes, 19,5%), conjuntivite bacteriana (3.892 pacientes, 14,4%), abrasões corneanas (2.306 pacientes, 8,5%) e conjuntivite alérgica (1.433 pacientes, 5,3%) (Tabela 1). Outros diagnósticos freqüentes incluíram hemorragia subconjuntival, queratopatia fotográfica, lesões oculares químicas e lesões oculares penetrantes e contundentes. A conjuntivite alérgica, o trauma ocular e o corpo estranho da córnea foram mais frequentes na primavera, enquanto que a queratite e lesões oculares químicas foram mais comuns no inverno (teste qui-quadrado). Os motivos mais comuns para a admissão na sala de emergência, em ordem de frequência, foram conjuntivite viral, corpo estranho da córnea, conjuntivite bacteriana e abrasões da córnea.
Conclusão: Este é o primeiro estudo prospectivo de longa duração avaliando as causas e a distribuição sazonal de todos os casos de admissão em um pronto atendimento oftalmológico para pacientes em idade adulta ou pediátrica. A frequência das causas de encaminhamento ao pronto atendimento pode variar em função da estação do ano.
Keywords: Conjuntivite; Corpos estranhos no olho; Serviço hospitalar de emergência; Estações do ano; Traumatismos oculares; Lesões da córnea
Abstract
Objetivos: Avaliar a densidade capilar peripapilar radial de pacientes com e sem infecção por Helicobacter pylori (H. pylori) por meio de angiotomografia de coerência óptica.
Métodos: Cinquenta e dois olhos de 52 pacientes com infecção por H. pylori (Grupo 1) e 38 olhos de 38 pacientes sem infecções por H. pylori (Grupo 2) foram incluídos neste estudo prospectivo e transversal. A densidade capilar peripapilar radial (%) e a espessura da camada de fibra nervosa retiniana (μm) em 4 setores iguais e 2 hemisférios iguais foram calculados automaticamente na região peripapilar por angiotomografia de coerência óptica. Os parâmetros da cabeça do nervo óptico dos pacientes também foram avaliados.
Resultados: Os grupos foram semelhantes em relação aos parâmetros: idade, sexo e cabeça do nervo óptico. As densidades capilares peripapilares radiais no hemisfério superior, hemisfério inferior, quadrante superior e quadrante inferior foram significativamente menores no Grupo 1 do que no Grupo 2 (p=0,039, p=0,03, p=0,028 e p=0,017 respectivamente). As densidades capilares peripapilares radiais, tanto no hemisfério superior quanto no quadrante superior, foram correlacionadas positivamente com a espessura da camada de fibra nervosa da retina do hemisfério superior (p<0,001 e p<0,001). As densidades capilares peripapilares radiais no hemisfério inferior e no quadrante inferior foram positivamente correlacionadas com a espessura da camada do nervo retiniano do hemisfério inferior (p<0,001 e p<0,001). A espessura da camada da fibra nervosa retiniana nos quadrantes nasal e temporal diminuiu significativamente no Grupo 1 quando comparado ao Grupo 2 (p=0,013 e p=0,022), e esses valores foram positivamente correlacionados com as densidades capilares peripapilares radiais correspondentes nos quadrantes nasal e temporal (p=0,002 e p=0,022).
Conclusão: A diminuição das densidades capilares peripapilares radiais nos olhos de indivíduos positivos para H. pylori sugere que H. pylori pode desempenhar um papel na etiopatogenia do glaucoma.
Keywords: Glaucoma; Helicobacter pylori; Tomografia de coerência óptica; Densidade capilar; Espessura da camada de fibras nervosas da retina; Nervo óptico/patologia; Fibras nervosas/ patologia
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