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Abstract
Objetivo: Avaliar a relação entre o volume do buraco macular (MHV) e a espessura macular central pós-operatória (CMT) por meio da tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT). Método: Trinta e três olhos de 30 pacientes com buracos maculares idiopáticos de espessura total grandes, com ou sem tração vitreorretiniana, que foram submetidos a intervenção cirúrgica foram incluídos neste estudo transversal. O exame oftalmológico completo, incluindo SD-OCT foi realizado nas visitas pré e pós-operatórias de todos os participantes. MHV foi medido a partir da imagem de SD-OCT pré-operatória que capturou a imagem mais larga da secção transversal do buraco. Após a análise distribuição nomral da população do estudo ter sido realizada com o teste Kolmogorov-Smirnov, os testes de qui-quadrado, t de Student, Mann-Whitney U e teste de correlação de Pearson foram utilizados para as estatísticas. Resultados: As médias pré-operatórias da melhor acuidade visual corrigida (BCVA) e MHV foram 0,99 ± 0,36 logMAR (variação de 0,3-2,0) e 0,139 ± 0,076 mm3 (variação de 0,004-0,318). O seguimento médio foi de 16,3 ± 14,3 meses (variação de 3-50). Não foram encontradas correlações estatísticas entre MHV e BCVA pós-operatória (p=0,588), bem como MHV e recorrência da doença (p=0,544). Uma fraca correlação negativa estava presente entre MHV e pontuações finais CMT (p=0,04, r=-0,383). Conclusões: Maior MHV foi fracamente relacionado com CMT mais baixo, no pós-operatório.
Keywords: Perfurações retinianas/cirurgia; Tomografia de coerência óptica; Vitrectomia; Macula lutea; Período pós-operatório
Abstract
Objetivo: Este estudo foi realizado para avaliar a relação entre a interrupção da junção segmento interno/segmento externo (IS/OS), espessura macular e grau de membrana epirretiniana (ERM), com a melhor acuidade visual corrigida (BCVA), e a relação entre a interrupção da junção IS/OS com a severidade da ERM. Métodos: Cinquenta e quatro olhos de 54 pacientes com diferentes graus de ERM foram avaliados retrospectivamente. ERMs foram classificadas, de acordo com as estrias de retina e a distorção dos vasos, em 3 grupos: grupo 1 foram membranas visíveis sem estrias retinianas ou distorção dos vasos, grupo 2 membranas com estrias maculares discretas a moderadas ou retificação dos vasos, e grupo 3 membranas com estrias moderadas a graves e retificação vascular. A correlação da BCVA com a idade, espessura central da retina, severidade da ERM e interrupção da junção IS/OS foram avaliadas. A relação de interrupção da junção IS/OS, a espessura macular central e acuidade visual com a severidade da ERM também foram avaliadas. Resultados: Vinte e nove olhos (53,7%) apresentavam interrupção da junção IS/OS. A BCVA foi diferente entre ERMs grupo 1 e grupo 2 (p=0,038), a diferença entre o grupos 2 e 3 não foi estatisticamente significativa (p=0,070). A espessura macular central foi estatisticamente maior no grupo 2, quando comparado ao grupo 1 (p=0,031) e maior no grupo 3 quando comparado ao grupo 2 (p=0,033). A diferença entre o grupo 1 e grupo 2 em relação à interrupção da junção IS/OS foi estatisticamente significativa (p=0,000), ao passo que a diferença entre o grupo 2 e do grupo 3 não foi estatisticamente significativa (p=0,310). Conclusões: As junções IS/OS parecem estar interrompidas nos estágios iniciais da ERM. O grau 3 de ERM têm uma maior incidência significativa de interrupção da junção IS/OS.
Keywords: Membrana epirretiniana; Segmento ınterno das células fotorreceptoras da retina; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Avaliar se as características da tomografia de coerência óptica de domínio espectral dos espaços cistoides intraretinianos prevêem resultados visuais em pacientes que recebem terapia de injeção intravítrea com fator de crescimento endotelial antivascular (bevacizumab 1,25 mg/0,05 ml) para edema macular cistoide diabético.
Métodos: A relação entre as propriedades dos espaços cistoides antes da injeção e os resultados anatômicos e funcionais após a injeção foi investigada em pacientes que receberam três injeções intravítreas para edema macular cistoide. A melhor acuidade visual corrigida para a melhora funcional e a espessura do subcampo central para a melhora anatômica foram avaliadas. Além disso, foi avaliada a relação da localização dos espaços cistoides com a integridade dos fotorreceptores e camadas internas da retina.
Resultados: Em 36 olhos de 36 pacientes, a melhor acuidade visual corrigida foi significativamente aprimorada (p=0,002), e a espessura média do subcampo central foi diminuída após injeções (p=0,003). O aprimoramento da melhor acuidade visual corrigida foi limitado nos olhos com cistos na camada nuclear externa (p=0,045). A reflexividade intracística foi maior nos olhos que falharam na melhor acuidade visual corrigida do que nos olhos com resultados visuais bem-sucedidos (p=0,028). A zona elipsoide interrompida esteve presente em 13 (59,0%) de 22 olhos com cistos na camada nuclear externa, e em apenas 1 de 14 olhos (7,1%) sem cistos na camada nuclear externa (p=0,009). A desorganização das camadas internas da retina esteve presente em 15 dos 22 olhos (68,1%) com cistos na camada nuclear externa, enquanto apenas 2 em 14 olhos (14,2%) sem cistos na camada nuclear externa tiveram desorganização das camadas internas da retina (p=0,013).
Conclusão: Características dos espaços cistoides intrarretinianos podem prever prognóstico em pacientes com edema macular cistoide diabético e ganho visual pode ser limitado nos olhos com cistos na camada nuclear externa.
Keywords: Diabetes Mellitus; Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica; Espaços cistoides intrarretinianos; Acuidade visual.
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