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Abstract
OBJETIVO: Avaliar se a espessura central da córnea pode influenciar na gravidade de defeitos de campo visual no glaucoma em pacientes com pressão intra-ocular controlada ambulatorialmente. MÉTODOS: Estudo transversal de 85 olhos de 85 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto em tratamento e com níveis pressóricos inferiores a 19 mmHg. Os pacientes foram divididos em três grupos de acordo com os critérios de gravidade de defeito de campo visual de Anderson. Os grupos eram compostos de 30 olhos com defeito leve de campo visual, 28 olhos com defeito moderado e 27 olhos com defeito grave. Foram avaliadas e comparadas a pressão intra-ocular e a espessura central da córnea entre os três grupos. RESULTADOS: A espessura central da córnea foi significativamente menor no grupo grave (média de 513 ± 26 µm) comparado aos grupos leve (média de 535 ± 35 µm) e moderado (média de 533 ± 30 µm) (p = 0,0182). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as pressões intra-oculares dos três grupos (p = 0,0851). O grupo grave apresentou média de idade e número de medicações estatisticamente maior quando comparado aos outros grupos. CONCLUSÃO: Os nossos resultados sugerem relação entre a espessura corneana e a gravidade do glaucoma e que a medida da espessura central da córnea deve ser levada em consideração na estimativa da pressão-alvo no tratamento do glaucoma. Os pacientes com defeito grave de campo visual apresentaram córneas mais finas que os pacientes com defeito leve ou moderado.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Córnea; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Campos visuais; Tonometria ocular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar e correlacionar os picos e a flutuação da pressão intra-ocular verificados na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica com os picos e a flutuação verificados na curva diária de pressão intra-ocular. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 77 olhos de 77 pacientes divididos em três grupos compostos por 31 olhos de 31 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, 26 olhos de 26 pacientes com glaucoma de pressão normal e 20 olhos normais de 20 indivíduos. RESULTADOS: Houve correlação significativa entre os picos de pressão obtidos na curva diária de pressão intra-ocular e os picos de pressão verificados na curva ambulatorial, no teste de sobrecarga hídrica e na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica. O procedimento em que os picos de pressão apresentaram maior correlação com os picos da curva diária de pressão intra-ocular foi a curva ambulatorial (r²= 0,81), embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa com os coeficientes de correlação verificados nos outros métodos. A correlação entre a flutuação da pressão intra-ocular obtida na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica e a flutuação da pressão verificada na curva diária de pressão intra-ocular apresentou uma fraca associação (r²= 0,21). CONCLUSÃO: A associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica não se mostrou eficaz para predizer os picos e a flutuação da curva diária de pressão intra-ocular. A curva ambulatorial e o teste de sobrecarga hídrica, devem ser analisados separadamente. O procedimento mais eficaz em prever o pico e a flutuação da pressão da curva diária de pressão intra-ocular foi a curva ambulatorial.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Tonometria ocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar achados ultrassonográficos nas três principais formas de apresentação da toxocaríase ocular (granulomas de periferia e polo posterior e endoftalmite crônica), em pacientes com diagnóstico confirmado de toxocaríase ocular. MÉTODOS: Foram analisados no estudo 11 pacientes (11 olhos), de forma prospectiva, com diagnóstico de toxocaríase forma ativa, com teste ELISA positivo. Os pacientes foram submetidos ao exame de ultrassonografia ocular (transdutor 10 MHz, técnica de contato). RESULTADOS: Na série de 11 pacientes, com idade média de 7,9 anos (variando de 2 a 17 anos), 73% homens, referiram contato prévio com cães (91%), e com solo (50%), sem referência à perversão do apetite. Na avaliação dos olhos comprometidos (11 olhos), o exame oftalmológico revelou a seguinte distribuição das três formas de toxocaríase ocular: 7 (63,6%), granuloma de polo posterior; 1 (9,1%), endoftalmite crônica; 2 (18,2%), granuloma periférico; e 1 (9,1%), quadro associado de granuloma de polo posterior e endoftalmite crônica. Acuidade visual comprometida: sem percepção luminosa (3 olhos, 27,3%); visão de vultos (4 olhos, 36,4%); contar dedos a 10 cm (1 olho, 9,1%); 20/200 (1 olho, 9,1%); 20/70 (1 olho, 9,1%); indeterminado (1 olho, 9,1%). Sorologia para Toxocara canis foi positiva (teste ELISA) em 100% dos casos. Oftalmoscopia foi difícil ou impossível em 64% dos casos devido à opacidade de meios. Características ultrassonográficas observadas: membranas vítreas com retina aplicada (100%); lesões de parede (granulomas) com refletividade alta (80%) ou média (20%). CONCLUSÃO: O achado ultrassonográfico mais consistente no olho portador de toxocaríase foi a presença de massa retiniana de alta refletividade, localizada no polo posterior ou periferia, que pode ser calcificada, e que apresenta como principal característica a aderência de membranas vítreas. Em combinação com a história, exame clínico e sorologia, a ultrassonografia pode ajudar no diagnóstico da toxocaríase ocular, principalmente nos casos com opacidade de meios.
Keywords: Toxocaríase; Toxocaríase; Toxocaríase; Ultrassonografia ocular; Granuloma; Uveíte; ELISA; Infecções oculares parasitárias; Toxocara; Doenças retinianas; Doenças retinianas
Abstract
Objetivo: Avaliar os achados da ultrassonografia na toxoplasmose ocular ativa.
Métodos: Quarenta e sete olhos com toxoplasmose ocular ativa em 47 pacientes foram submetidos à ultrassonografia ocular pela técnica transpalpebral (transdutor de 10 MHz) e fundo de olho. Os prontuários médicos foram revistos retrospectivamente.
Resultados: A ultrassonografia ocular revelou vitreíte, descolamento vítreo posterior, espessamento da parede da retina e descolamento de retina não regmatogênico em 47 (100%), 36 [76,6%; parcial em 12 (25,5%) e total em 23 (48,9%)], 12 (25,5%) e 5 olhos (10,6%). Trinta e cinco dos 36 olhos com descolamento vítreo posterior (97,2%) exibiram espessamento hialoide posterior; além disso, a adesão à lesão exsudativa e vitreosquise foi observada em 4 (11,1%) e 12 (25,5%), respectivamente. A ultrassonografia detectou a localização do foco exsudativo em 12 olhos (25,5%).
Conclusão: A ultrassonografia é útil na detecção de importantes achados intra-oculares de toxoplasmose ocular aguda que podem ser prejudicados pela opacidade medial ou sinéquia posterior.
Keywords: Toxoplasmose ocular/diagnóstico por imagem; Uveíte; Descolamento de vítreo
Abstract
O Prêmio Nobel é a principal honraria do mundo para avanços científicos em medicina e outras áreas. Fundada por Alfred Nobel, os prêmios são concedidos anualmente desde 1901. Revisamos a literatura sobre pessoas que ganharam ou competiram por esse prêmio em assuntos relacionados à visão e oftalmologia. Os tópicos foram divididos em fisiologia da visão, métodos diagnósticos e terapêuticos, mecanismo de doenças e variados. Allvar Gullstrand não é o único oftalmologista a ganhar um Nobel, porém é o único a recebê-lo por contribuições na oftalmologia. Outros oftalmologistas foram nomeados: Hjalmar Schiötz (tonometro), Karl Koller (anestesia tópica) e Jules Gonin (descolamento da retina). Outros cientistas ganharam o prêmio com pesquisas relacionadas à visão: Ragnar Granit, Haldan Hartline e George Wald (química e fisiologia da visão); David Hubel e Torsten Wiesel (processamento no sistema visual). Peter Medawar é a única pessoa que nasceu no Brasil a ganhar o prêmio.
Keywords: Prêmio Nobel; Oftalmologia; Visão; Laureados; Fisiologia
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