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Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos dos análogos da prostaglandina (PGAs) no fluxo sanguíneo da artéria oftálmica em coelhos. Métodos: Cinquenta e cinco coelhos da raça Nova Zelândia clinicamente saudáveis foram divididos em seis grupos para tratamento com formulação tópica de diferentes APGs (bimatoprosta BAK, tafluprosta BAK-free, travoprosta BAK, travoprosta POLYQUAD e latanoprosta BAK) e formulações contendo apenas o conservante cloreto de benzalcônio (BAK). Foi realizada ultrassonografia com Doppler antes e após os tratamentos. Os valores do pico da velocidade sistólica (PSV) e da velocidade diastólica final foram obtidos e o índice de resistência (RI) foi então calculado. A análise estatística foi realizada para comparar as diferenças entre cada droga no pré e pós-tratamento, além das diferenças no pós-tratamento entre as drogas. Resultados: Estes colírios PGAs não afetaram o PSV. A bimatoprosta com o conservante BAK, travoprosta com o conservante POLYQUAD e latanoprosta com o conservante BAK não alteraram o RI. Já o tratamento com tafluprosta sem conservante (BAK-free) e travoprosta com o conservante BAK promoveram redução similar dos valores do RI. Não houve diferença significativa na comparação entre valores pré e pós-tratamento quando BAK foi administrado isoladamente. Conclusão: Os PGAs tafluprosta BAK-free e travoprosta BAK melhoraram o fluxo sanguíneo na artéria oftálmica em coelhos da raça Nova Zelândia sugerindo que estes medicamentos possam contribuir na prevenção da progressão do glaucoma.
Keywords: Doppler colorido; Hemodinâmica orbital; Glaucoma; Oryctolagus cuniculus
Abstract
Objetivo: A instilação crônica de cloreto de benzalcônio, um conservante, tem efeitos inflamatórios na superfície ocular. No entanto, a adição do agente anti-inflamatório ciclosporina a um protocolo terapêutico pode atenuar esses efeitos. Este estudo comparou os efeitos tóxicos de uma solução de cloreto de benzalcônio a 0,1% e o possível efeito protetor de ciclosporina a 0,05% quando aplicado topicamente à conjuntiva de coelho.
Métodos: Quinze coelhos fêmeas brancos da raça Nova Zelândia, pareados por idade e peso, foram categorizados em três grupos e tratados por 30 dias consecutivos. Os grupos 1, 2 e 3 - receberam cloreto de benzalcônio 0,1% a cada 24h, ciclosporina a 0,005% a cada 6h e ambos os tratamentos, respectivamente. Em cada coelho, o olho esquerdo foi submetido a tratamento e o olho direito foi controle. Os coelhos foram submetidos à eutanásia após o experimento. Células caliciformes e vasos sanguíneos foram então enumerados em tecidos conjuntivais corados com ácido periódico-Schiff e hematoxilina-eosina, respectivamente. As diferenças entre os olhos tratados e não tratados e entre os grupos foram comparadas usando o teste t e análise de variância.
Resultados: O tratamento com cloreto de benzalcônio, com e sem ciclosporina, reduziu significativamente (p≤0,05) o número de células caliciformes nos olhos tratados em comparação com os olhos controle correspondentes. Alternativamente, a adição de ciclosporina ao cloreto de benzalcônio não impediu a perda de células caliciformes conjuntivais, e foi observada uma redução significativa no número de células caliciformes. O aumento significativo induzido pelo cloreto de benzalcônio no número de novos vasos sanguíneos foi significativamente mitigado pela adição da ciclosporina.
Conclusão: Este estudo demonstrou a magnitude da lesão conjuntival resultante da instilação crônica de cloreto de benzalcônio. Embora a ciclosporina não tenha atenuado os efeitos nas células caliciformes, sua adição minimizou a angiogênese inflamatória induzida pelo cloreto de benzalcônio.
Keywords: Cloreto de benzalcônio; Ciclosporina; Células caliciformes; Vasos sanguíneos; Conjuntiva
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