Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (6 )
:967-970
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000600015
Abstract
OBJETIVO: Estudar os resultados da técnica de Carlson-Jampolsky em 31 pacientes com paralisia de VI nervo. MÉTODOS: Foram avaliados 23 casos unilaterais e 8 bilaterais. A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos unilaterais foi de 56.8 DP ± 24 DP (30 DP a 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14 ± 17.9 meses (3 a 72). A média da esotropia pré-operatória em posição primária nos casos bilaterais foi de 74.5 DP ± 20.7 DP (45 DP to 100 DP), o seguimento dos pacientes após a cirurgia foi de 14.7 ± 15.7 meses (4 a 47). RESULTADOS: Entre os pacientes do grupo unilateral, 18 casos tiveram bons resultados, sem necessitar de reoperação. Entre 5 pacientes que foram reoperados (2 subcorreções e 3 supercorreções), 2 tiveram que usar óculos com adição de prismas. Entre os casos bilaterais, 2 casos foram reoperados (1 subcorreção e 1 supercorreção), o paciente que estava subcorrigido manteve após a segunda cirurgia esotropia de 13 DP, e também teve que usar correção óptica com a adição de prisma. CONCLUSÕES: A técnica de Carlson-Jampolsky foi eficaz para tratar pacientes com paralisia de VI nervo. O número de reoperações foi baixo, e entre os reoperados, apenas 3 não apresentaram bons resultados.
Keywords: Oftalmoplegia; Estrabismo; Esotropia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Nervo abducente; Músculos oculomotores; Complicações pós-operatórias
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (3 )
:171-174
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000300005
Abstract
OBJETIVO: Analisar os resultados das reoperações nas esotropias congênita e essencial adquirida não acomodativa. MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 393 prontuários de pacientes com diagnóstico de esotropia (91 esotropias congênitas e 302 adquiridas) no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, operados entre os anos de 2000 e 2004. RESULTADOS: No grupo dos portadores de esotropia congênita, 9 pacientes foram reoperados (9,9%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (3,3%), supercorreções (2,2%), anisotropia (V) (1,1%), hipotropia (1,1%) e divergências visuais dissociadas (2,2%). No grupo dos portadores de esotropia essencial adquirida não acomodativa 31 pacientes foram reoperados (10,3%). As indicações para a nova intervenção foram: subcorreções (n=6,6%), supercorreções (n=2%) e hipertropias (n=1,7%). CONCLUSÕES: A porcentagem de reoperação nos casos de esotropia congênita e essencial adquirida não acomodativa foram 9,9% e 10,2% respectivamente, com predominância de subcorreções nas indicações para a realização de nova cirurgia. A presença de ambliopia e desvios maiores que 50∆ na esotropia essencial adquirida não acomodativa (EEANA) foram os mais importantes fatores para maus resultados.
Keywords: Esotropia; Esotropia; Músculos oculomotores; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Visão binocular; Reoperação
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (1 )
:71-76
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000100016
Abstract
Os novos tratamentos para a forma seca da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e da atrofia geográfica têm sido baseados em duas estratégias que abordam componentes envolvidos nos mecanismos fisiopatológicos da doença: prevenção da perda de fotorreceptores e células do epitélio pigmentado da retina (indução de neuroproteção, diminuição do dano oxidativo e modificação do ciclo visual) e supressão da inflamação. As drogas neuroprotetoras visam evitar a apoptose das células retinianas, como o fator neurotrófico ciliar, o tartarato de brimonidina, a tandosporina e anticorpos antiamiloide β. A redução do dano oxidativo e a complementação de micronutrientes essenciais são os objetivos da fórmula AREDS. Os modificadores do ciclo visual reduzem a atividade dos fotorreceptores e o acúmulo de fluoróforos tóxicos e lipofuscina na retina. Olhos com a forma seca da degeneração macular relacionada à idade apresentam inflamação crônica e os novos tratamentos incluem corticosteroides e inibidores do sistema complemento. Neste artigo, revisamos o estágio atual do tratamento da forma seca da degeneração macular relacionada à idade que provavelmente será feito através da combinação de drogas que agem em diferentes componentes envolvidos no aparecimento e na progressão da degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Degeneração macular; Retina; Epitélio pigmentado da retina; Inflamação; Ativação do complemento
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (2 )
:143-147
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000200016
Abstract
A inflamação ocular é uma das principais causas de perda visual e cegueira. As uveítes constituem um grupo complexo e heterogêneo de doenças caracterizadas por inflamação dos tecidos intraoculares. O olho pode ser o único órgão envolvido ou a uveíte pode ser parte de uma doença sistêmica. A etiologia é desconhecida em um número significativo de casos, que são considerados idiopáticos. Modelos animais têm sido desenvolvidos para estudar a fisiopatogênese da uveíte autoimune devido às dificuldades na obtenção de tecidos de olhos humanos inflamados para experimentos. Na maioria desses modelos, que simulam as uveítes autoimunes em humanos, a uveíte é induzida com proteínas específicas de fotorreceptores (antígeno-S, proteína ligadora de retinoide do interfotoreceptor, rodopsina, recoverina e fosducina). Antígenos não retinianos, como proteínas associadas à melanina e proteína básica de mielina, são também bons indutores de uveíte em animais. Entender os mecanismos básicos e a patogênese dessas doenças oculares é essencial para o desenvolvimento de novas formas de tratamento das uveítes autoimunes e de novos agentes terapêuticos. Nesta revisão serão abordados os principais modelos experimentais utilizados para o estudo de doenças inflamatórias oculares autoimunes.
Keywords: Modelos animais; Uveítes; Doenças autoimunes; Inflamação
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (6 )
:423-426
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000600011
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a viabilidade celular de S. aureus in vitro após a exposição de riboflavina (B2) e luz ultravioleta A (UVA). MÉTODOS: Amostras de S. aureus colocadas em uma placa de 96 poços (em triplicata) foram expostas a riboflavina 0,1% (B2) e luz ultravioleta (comprimento de onda de 365 nm) poder de 3 mW/cm², 8 mm de diâmetro, por 30 minutos. Grupos controles foram também preparados em triplicata: controle branco, somente luz ultravioleta A, somente riboflavina e controle morto. A viabilidade bacteriana foi analisada usando microscópio de fluorescência. Para investigar a ocorrência de micro-organismos "viáveis porem não cultiváveis" a viabilidade celular foi avaliada utilizando-se placas de meio de cultivo bacteriano. Analise estatística foi realizada utilizando-se os valores obtidos em triplicata de cada grupo experimental. RESULTADOS: Nenhuma diferença foi observada entre o grupo tratamento e os grupos controle (p=1). CONCLUSÃO: A combinação riboflavina 0,1% e luz ultravioleta 365 nm de comprimento de onda não demonstrou atividade antimicrobiana contra S. aureus oxacilina sensível.
Keywords: Ceratite; Riboflavin; Úlcera da córnea; Staphylococcus aureus; Raios ultravioleta; Reagentes para ligações cruzadas