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Abstract
Objetivo: Avaliar a precisão da propedêutica do filme lacrimal e propor um algoritmo para o diagnóstico da doença do olho seco em indivíduos infectados com Vírus linfotrópico de células-T humanas tipo 1.
Métodos: Noventa e seis pacientes infectados com o vírus linfotrópico de células T humana tipo 1 foram incluídos no estudo. Para avaliar sintomatologia, os pacientes responderam o questionário Índice para Doenças da Superfície Ocular. A fim de avaliar a qualidade do filme lacrimal, os pacientes foram submetidos ao teste de ruptura do filme lacrimal, teste de Schirmer I e coloração com Rosa Bengala. A doença do olho seco foi diagnosticada quando, pelo menos, dois dos testes ruptura do filme lacrimal, teste de Schirmer I e coloração com Rosa Bengala) eram anormais. Foram determinados sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo e acurácia do questionário e de cada teste sozinho e combinados em paralelo e em série.
Resultados: O teste de ruptura do filme lacrimal foi o mais sensível (98%) e o teste de Schirmer I foi o mais específico (100%). A maior acurácia foi encontrada no teste de coloração com Rosa Bengala (88,64%), enquanto sintomas avaliados usando o questionário Índice para Doenças da Superfície Ocular teve a menor acurácia geral (62,65%). O teste de ruptura do filme lacrimal, teste de Schirmer I e Questionário de Doença da Superfície Ocular quando combinados em paralelo mostraram um aumento da sensibilidade e uma diminuição na especificidade de todos os testes. Por outro lado, combinados em série, teste de ruptura do filme lacrimal, Schirmer I e questionário Índice para Doenças da Superfície Ocular tiveram um aumento na especificidade e sensibilidade diminuída.
Conclusão: Este estudo apontou a necessidade de utilizar mais do que um teste para avaliar a qualidade do filme lacrimal, bem como utilizar um questionário de sintomas como parte do algoritmo de diagnóstico para doença do olho seco.
Keywords: Ceratoconjuntivite seca; Vírus 1 linfotrópico T humano; Síndromes do olho seco/diagnóstico
Abstract
OBJETIVO: Descrever alterações microvasculares na mácula em diabéticos do tipo 2 sem retinopatia diabética e pacientes saudáveis, e correlacionar achados com perfil clínico nos diabéticos.
MÉTODOS: Foram incluídos 60 olhos de 30 diabéticos e 30 pacientes saudáveis. Diabéticos realizaram fundoscopia, retinografia® (CR2; Canon Inc., New York, New York, USA) e angiografia fluoresceínica® (TRC-50DXC; Topcon Inc., Tokyo, Japan) para descartar a presença de retinopatia. Os 60 pacientes realizaram a angiografia por tomografia de coerência óptica® (RTVue XR, Avanti, Optovue, Fremont, CA, USA) (área macular: 6 x 6 mm2) e foram analisados densidade vascular total, foveal e parafoveal no plexo capilar superficial e plexo capilar profundo, espessura foveal, espessura parafoveal, área da zona avascular da fóvea no plexo capilar superficial e área de fluxo da coriocapilar. Resultados da angiografia por tomografia de coerência óptica foram comparados entre os 2 grupos e correlacionados com acuidade visual, tempo de diabetes, controle glicêmico, perfil lipídico e função renal nos diabéticos.
RESULTADOS: Observou-se aumento mínimo da área de fluxo da coriocapilar nos diabéticos, média das áreas foi de 22,3 ± 4,6 mm² no grupo controle e 22,6 ± 3,9 mm² em diabéticos (p=0,017). Não foi observada diferença estatisticamente significante entre outras variáveis da angiografia por tomografia de coerência óptica analisadas nos dois grupos. Hemoglobina glicosilada e glicemia de jejum apresentaram correlação negativa estatisticamente significante com densidade vascular foveal de ambos os plexos e a glicemia de jejum se correlacionou positivamente com área de fluxo da coriocapilar (p=0,034). Outros dados clínicos avaliados não apresentaram correlação com achados da angiografia por tomografia de coerência óptica.
CONCLUSÃO: Resultados sugerem que a angiografia por tomografia de coerência óptica pode não ser a melhor ferramenta na detecção de alterações pré-clínicas em diabéticos, não substituindo o exame clínico, e corroboram a ideia de que o controle glicêmico deve ser o principal parâmetro clínico a ser considerado na triagem da retinopatia. Estudos com amostras maiores são necessários para confirmar os achados.
Keywords: Angiografia; Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Diagnóatico por imagem; Tomografia de coerência óptica
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