Showing of 1 until 5 from 5 result(s)
Search for: Flávia S. Villas Boas
Abstract
Relato do caso de um paciente com diagnóstico de glaucoma primário de ângulo aberto, que foi submetida a esclerectomia profunda em olho direito, com sucesso. No pós-operatório de 3 meses, o procedimento cirúrgico foi avaliado com biomicroscopia ultra-sônica (UBM) utilizando-se dois equipamentos distintos (UBM 840-Zeiss; UBM-VUMAX-Sonomed) com transdutores de 50 MHz. O método diagnóstico com biomicroscopia ultra-sônica pode ser usado como método não invasivo para avaliar a arquitetura interna ocular na topografia da esclerectomia profunda. Permite identificar as estruturas do segmento anterior, sua relação anatômica, bem como a membrana trabéculo-Descemet íntegra e o espaço intra-escleral. Biomicroscopia ultra-sônica demonstrou utilidade na avaliação pós-operatória do procedimento cirúrgico.
Keywords: Microscopia; Ultra-sonografia; Esclera; Glaucoma de ângulo aberto; Esclerostomia; Período pós-operatorio; Humanos; Feminino; Idoso; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a flutuação das medidas da pressão intraocular obtidas pela tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico e pela tonometria de não-contato com compensação corneana durante o período ambulatorial, em participantes com glaucoma e saudáveis. Esse estudo também correlacionou as flutuações da pressão intraocular com as flutuações da histerese corneana, espessura corneana central, média da curvatura corneana central e amplitude de pulso ocular. MÉTODOS: Um total de 12 controles (24 olhos) e 21 pacientes com glaucoma de ângulo aberto (38 olhos) foram selecionados. A pressão intraocular medida pela tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico e tonometria de não-contato com compensação corneana, amplitude de pulso ocular, a curvatura central e espessura corneanas, a histerese corneana e o fator de resistência foram medidos em intervalos de 2 horas, entre 9 AM e 5 PM. RESULTADOS: A pressão intraocular flutuou significativamente durante o dia em indivíduos controles e com glaucoma em todos os tonômetros (P<0,001). Não houve variação estatisticamente significante na média da curvatura corneana central (P=0,048 em controles; P=0,04 em glaucomatosos) ou na histerese no período pesquisado (P=0,12 em controles; P=0,36 em glaucomatosos). A amplitude de pulso ocular mostrou uma flutuação diurna significativa em ambos os grupos (P<0,001). Houve uma correlação significante entre a pressão intraocular medida pela tonometria de contorno dinâmico e a amplitude de pulso ocular (P<0,001). CONCLUSÃO: Houve uma flutuação significante da pressão intraocular ao longo do período ambulatorial nas medidas realizadas pela tonometria de aplanação de Goldmann, tonometria de contorno dinâmico, e tonometria de não-contato com compensação corneana em indivíduos normais e com glaucoma. A pressão intraocular variou independente da variação da histerese, espessura e curvatura central corneanas. Entretanto, houve correlação significante entre a amplitude de pulso ocular e as medidas de pressão intraocular realizadas pela tonometria de contorno dinâmico.
Keywords: Pressão intraocular; Córnea; Topografia da córnea; Glaucoma; Tonometria ocular; Ritmo circadiano
Abstract
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência e gravidade das complicações oculares em pacientes com mucopolissacaridoses (MPS). MÉTODOS: Vinte e nove pacientes com diagnóstico de mucopolissacaridoses foram estudados. Foram avaliados: idade, sexo, acuidade visual, presença de estrabismo, erros refrativos, exame de fundo de olho, pressão intraocular, espessura corneal central e ultrassonografia ocular. RESULTADOS: Foram avaliados três pacientes com MPS I (12%), 11 pacientes com MPS II (37,9%), um paciente com MPS III (3,4%) e 14 pacientes com MPS VI (48,3%). A média de idade foi de 9,5 anos (DP 5,5). Observou-se hipermetropia em 88,5% (23 pacientes) e astigmatismo em 51,7% (15 pacientes). A média da acuidade visual corrigida foi de 0,45 logMAR (DP 0,68). A média do equivalente esférico foi +3,57 D (DP 2,46) e da pressão intraocular foi 17 mmHg (DP 3,9). Os achados mais comuns foram: espessamento palpebral 24,1% (7 pacientes); opacidade da córnea, 55,2% dos casos (16 pacientes); atrofia do nervo óptico, 23,1% (6 pacientes); dobras radiais na retina 24% (7 pacientes). O fundo de olho não foi examinado em 3 pacientes devido à opacidade de córnea. A média da espessura do complexo esclera-retina-coroide (ERC) medida por ultrassom foi de 1,78 mm (DP 0,51). CONCLUSÃO: Os achados oftalmológicos mais proeminentes foram espessamento palpebral, diminuição da acuidade visual, hipermetropia moderada, opacidade da córnea, dobras radiais na retina perimacular e atrofia do nervo óptico.
Keywords: Mucopolissacaridose; Mucopolissacaridose; Beta-galactosidase; Opacidade da córnea; Oftalmopatias; Esclera; Iris; Córnea; Atrofia óptica; Nervo óptico; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Testar a hipótese de que a doença de Chagas predispõe a alterações no nervo óptico e camada de fibras nervosas peripapilar.
Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 41 pacientes diagnosticados com doença de Chagas e 41 controles, pareados por sexo e idade. Os pacientes foram submetidos a exames oftalmológicos, incluindo medida da pressão intraocular, avaliação do nervo óptico e camada de fibras nervosas através de retinografia, tomografia de coerência óptica e perimetria automatizada padrão.
Resultados: Todos os pacientes com doença de Chagas apresentavam estudo cardiológico recente; 15 pacientes (36,6%) apresentavam insuficiência cardíaca; 14 (34,1%) forma cardíaca sem disfunção de ventrículo esquerdo e 12 (29,3%), forma indeterminada. Alterações do nervo óptico/camada de fibras nervosas foram observadas em 24 pacientes (58,5%) do grupo com doença de Chagas e 07 controles (17,1%)
(p≤0,01). Dentre estas, palidez do nervo óptico, alterações do nervo óptico sugestivas de glaucoma, entalhe, hemorragia peripapilar e defeito da camada de fibras localizado foram detectados. As alterações foram mais proeminentes nos pacientes com doença de Chagas e insuficiência cardíaca (11 pacientes) embora também ocorressem naqueles com doença de Chagas sem disfunção de ventrículo esquerdo (7 pacientes) e com forma indeterminada (6 pacientes). A tomografia de coerência óptica mostrou que a média da espessura da camada de fibras nervosas da retina mediu 89 ± 9,7 µm), e a média da espessura da camada de fibras nervosas superior e inferior mediu 109 ± 17,5 e 113 ± 16,8 µm, respectivamente, foi menor em pacientes com doença de Chagas. Nos controles, esses valores foram de 94 ± 10,6 µm (p=0,02); 117 ± 18,1 (p=0,04) e 122 ± 18,4 µm (p=0,03).
Conclusão: Alterações do nervo óptico/camada de fibras nervosas da retina foram mais prevalentes nos pacientes com doença de Chagas.
Keywords: Doença de Chagas, Oftalmopatias; Nervo óptico; Insuficiência cardíaca
Abstract
PURPOSE: This study aims to describe the technique, feasibility, efficacy, and safety of 360° trabeculotomy ab externo with double access for the treatment of congenital glaucoma.
METHODS: This paper provides a detailed description of the 360° trabeculotomy ab externo with double access used to treat pediatric glaucoma. The postoperative outcomes of six eyes from six patients who underwent this procedure for primary and secondary congenital glaucoma are also reported.
RESULTS: Six eyes from six patients were included in this study. The median age of the patients at the time of surgery was 1.25 yr (range: 0.27-5.41 yr). The mean preoperative intraocular pressure was 25 ± 5.87 mmHg (range: 18-35 mmHg). At baseline, the mean number of hypotensive eye drop medications used was 2 ± 0.63. Postoperatively, the mean intraocular pressure decreased to 10 ± 2.20 mmHg (range: 9-14 mmHg), and none of the patients required hypotensive eye drops. The most common postoperative complication was hyphema, observed in one case on the first postoperative day; however, it resolved within 7 days.
CONCLUSIONS: The 360° trabeculotomy ab externo with double access is a valuable addition to the surgical options for pediatric glaucoma. This technique facilitates a complete 360° ab externo opening of the trabecular meshwork while enhancing surgical safety.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma/congenital; Trabeculectomy; Intraocular pressure; Ophthalmic solutions; Trabecular meshwork; Child
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000