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Abstract
OBJETIVO: Analisar o uso do implante biointegrável Medpor™ em cirurgias de evisceração, enucleação ou implantação secundária em cavidades anoftálmicas. MÉTODOS: Em 61 cirurgias foi utilizado o implante orbitário Medpor™ . Em 18 casos de evisceração, não houve necessidade do revestimento do implante. Em 12 cirurgias de enucleação e implantação secundária o material utilizado para revestir o implante foi duramater homóloga. Nas demais 31 cirurgias, o revestimento foi de material autólogo (esclera, derme, músculo orbicular ou cartilagem auricular), utilizando-se a técnica de "solidéu", recobrindo apenas a superfície anterior do Medpor ™ . RESULTADOS: Os pacientes foram operados no período de janeiro/1998 a dezembro/2004, com tempo de seguimento médio de 30 meses. Em todos os casos houve aceitação do implante, permitindo boa adaptação da prótese. Em dois pacientes ocorreu exposição tardia do implante: o primeiro caso foi corrigido pelo reposicionamento do implante na cavidade, e no segundo caso a exposição foi coberta com um retalho de tarso. CONCLUSÕES: Na nossa experiência o implante Medpor ™ apresenta boa aceitação com taxa de exposição pequena do mesmo (apenas 2 casos), nenhum caso de infecção ou migração, e boa adaptação da prótese em todos os pacientes. O uso de tecido autólogo para revestir a superfície anterior do implante elimina o risco inerente ao uso de tecidos homólogos.
Keywords: Enucleação ocular; Evisceração do olho; Implantes orbitários; Polietileno; Anoftalmia
Abstract
OBJETIVO: Analisar a taxa de sucesso e complicações em pacientes com obstrução lacrimal, submetidos à entubação bicanalicular na cirurgia de dacriocistorrinostomia externa (DCR-Ex). MÉTODOS: Foram analisados os dados dos pacientes operados no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. A entubação lacrimal foi realizada com tubo de silicone, removido após oito semanas. O sucesso da cirurgia foi considerado nos casos de pacientes sem epífora ou secreção ocular no pós-operatório, com boa passagem de fluido para a narina ou orofaringe. As complicações relacionadas com o tubo de silicone foram agrupadas em uma tabela. RESULTADOS: Os pacientes foram operados no período de abril de 2002 a julho de 2006, com tempo de seguimento médio de três meses. Do total de 65 olhos obteve-se uma taxa de sucesso de 89,2%. Sete pacientes apresentaram epífora no pós-operatório, dos quais 5 foram reoperados. Em 7 olhos houve extrusão do silicone com menos de 15 dias de pós-operatório, e neste grupo 1 paciente necessitou de reoperação. Seis olhos apresentaram complicações com o silicone: prolapso do tubo (4 casos), formação de granuloma na cavidade nasal (1 caso) e aderência dos pontos lacrimais (1 caso). COCLUSÕES: Este grupo de pacientes apresentou taxa elevada de sucesso (89,2%) com a cirurgia de DCR-Ex associada à entubação bicanalicular. A entubação intra-operatória com tubo de silicone não é isenta de complicações.
Keywords: Dacriocistorinostomia; Obstrução dos ductos lacrimais; Intubação; Osteotomia; Dacriocistite; Elastômeros de silicone
Abstract
OBJETIVOS: Descrever uma técnica cirúrgica utilizada em grupo de pacientes orientais para formar uma prega na pálpebra superior, associada ou não à cirurgia de blefaroplastia, e rever os principais fatores para se atingir um resultado estético satisfatório. MÉTODOS: Foi feito estudo retrospectivo de 12 prontuários de pacientes submetidos à cirurgia para a confecção de uma prega palpebral durante o período de abril/2004 a abril/2007. A técnica cirúrgica consistiu na remoção do excesso de pele e gordura retro-septal quando presentes, e colocação de suturas cutâneas ao nível do epitarso para formar uma prega palpebral. Uma segunda cirurgia foi feita em dois pacientes para melhora na simetria da prega palpebral. RESULTADOS: Todos os pacientes demonstraram satisfação com o resultado final, notando-se pálpebras simétricas e com aspecto natural. CONCLUSÃO: A técnica cirúrgica utilizada neste grupo de pacientes para formação de prega palpebral apresentou resultados estéticos bons em todos os casos.
Keywords: Blefaroplastia; Pálpebras; Grupo com ancestrais do continente asiático; Cirurgia plástica; Japão
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