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Abstract
Objetivo: avaliar a freqüência de manifestações oculares observadas em pacientes soropositivos para HTLV-I no Rio de Janeiro. Métodos: O estudo abrangeu 17 pacientes portadores de TSP/HAM (paraparesia tropical espástica/ mielopatia associada ao HTLV-I) e 55 pacientes soropositivos para HTLV-I não portadores de TSP/HAM ou ATLL (leucemia/linfoma de células T do adulto). Resultados: Nos pacientes portadores de TSP/HAM foi observada a freqüência de 11,8% de uveíte anterior, 11,8% de vasculite retiniana e 5,9% de opacidade vítrea. No grupo de pacientes soropositivos para HTLV-I não portadores de TSP/HAM ou ATLL, observou-se a freqüência de 1,8% de vasculite retiniana e 1,8% de exsudato algodonoso. Conclusão: Concluiu-se que, em tais manifestações oculares, o HTLV-I deve ser considerado como um dos agentes etiológicos a serem pesquisados em áreas endêmicas como o Rio de Janeiro.
Keywords: HTLV-I; Uveíte; Vasculite retiniana; TSP/HAM
Abstract
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das uveítes atendidas no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ. Identificando o padrão de apresentação da inflamação intraocular a partir de critérios clínicos, anatômicos, etiológicos e demográficos.
Métodos: Estudo retrospectivo, com base em prontuários de 408 pacientes com doença ativa, atendidos no serviço de oftalmologia no período de março a outubro de 2018. Foram descritos a idade, sexo, acuidade visual no momento do diagnóstico, diagnóstico anatômico e etiológico, aspecto clínico, além dos principais sintomas relatados durante a anamnese.
Resultados: Dos 408 pacientes do estudo, 52% eram do sexo masculino e 48% do feminino. A idade média dos pacientes foi de 42 anos, a maioria (84%) entre 19 e 64 anos. Uveíte anterior foi observada em 37,75% dos pacientes, uveíte posterior em 49,75%, panuveíte em 4,66% e uveíte intermediária em 3,43%; apenas 18 pacientes (4,41%) apresentaram diagnóstico de esclerite. Dos 390 pacientes com classificação anatômica, a etiologia foi determinada em 76% deles, com os diagnósticos mais prevalentes sendo Toxoplasmose (35,4%), artrite idiopática juvenil (6,4%), espondilite anquilosante (5,9%) e sífilis (4,9%). ) A uveíte infecciosa correspondeu a 49,7% desses pacientes, enquanto 26,6% eram de origem não infecciosa. A uveíte anterior teve o maior número de casos classificados como idiopáticos (49,4%), enquanto a uveíte posterior teve a etiologia estabelecida em 94% das vezes. Os sintomas mais frequentes foram dor ocular (71,8%) e visão embaçada (56,8%).
Conclusões: O presente estudo confirmou a importância histórica da uveíte infecciosa em nossa população, principalmente a toxoplasmose ocular. As uveítes parecem não ter predileção por sexo, mas afetam principalmente jovens em idade ativa, gerando consequências sociais e econômicas. Apesar da evolução nos métodos diagnósticos, a uveíte idiopática continua sendo uma das principais causas. Estudos epidemiológicos apontam para diferentes padrões de uveíte nas populações, estes podem refletir características particulares de cada instituição.
Keywords: Uveíte/epidemiologia; Uveíte/etiologia; Uveíte/ diagnóstico; Toxoplasmose ocular; Hospital universitário; Brasil/epidemiologia
Abstract
PURPOSE: This study aimed to investigate the correlation between serum vitamin D levels and disease activity in patients with noninfectious uveitis.
METHODS: We conducted a prospective case-control study, assessing 51 patients with noninfectious uveitis, categorized into active (n=22) and inactive (n=29) groups, along with 51 healthy controls. Serum 25-hydroxy vitamin D [25(OH)D] levels were measured. The uveitis group also completed a questionnaire regarding sunlight exposure habits and vitamin D supplementation.
RESULTS: Patients with inflammation-related uveitis exhibited low serum 25(OH)D levels in 68% of cases. The median 25(OH)D level in patients with active uveitis was 17.8 ng/mL (interquartile range [IQR], 15-21 ng/mL), significantly lower compared to the 31.7 ng/mL (IQR, 25-39 ng/mL) in patients with inactive uveitis (p<0.001) and the 27 ng/mL (IQR, 23-31 ng/mL) in the Control Group (p<0.001). Significantly, nearly all patients with uveitis taking vitamin D supplementation were in the Inactive Group (p<0.005). Moreover, reduced sunlight exposure was associated with active uveitis (p<0.003). Furthermore, patients with 25(OH)D levels below 20 ng/mL had ten times higher odds of developing active uveitis (p=0.001).
CONCLUSIONS: This study revealed a prevalent 25(OH)D deficiency among patients with noninfectious uveitis and suggested a link between low 25(OH)D levels and disease activity. To prevent future episodes of intraocular inflammation, vitamin D supplementation and controlled sunlight exposure could be viable options.
Keywords: Vitamin D; 25-hydroxyvitamin D; Uveitis; Vitamin D deficiency; Immunity; Eye/immunology
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o número, forma e topografia dos pontos de vazamento em pacientes com coriorretinopatia serosa central (CRSC). MÉTODOS: Foram avaliados exames de angiografia fluoresceínica realizados utilizando o sistema digital Imagenet e selecionados os casos com diagnóstico de CRSC. Foram excluídos os casos em remissão e os exames referentes a um mesmo episódio. O autor preencheu fichas contendo o número do prontuário, iniciais, sexo, idade, data do exame e características do ponto de vazamento (número, localização e tipo) dos casos selecionados. RESULTADOS: Foram incluídos 418 pacientes (455 olhos), com uma relação homem:mulher de 2,32:1, sendo que 91,15% dos pacientes apresentaram a doença unilateralmente e 8,85%, bilateralmente. A idade variou de 19 a 68 anos, com média de 43,04 anos. Dos 455 olhos acometidos, 88,35% apresentaram a forma típica de CRSC, enquanto 10,11% a descompensação do epitélio pigmentário da retina (DEPR) e 1,54% com descolamento isolado do epitélio pigmentário da retina (EPR). Entre os casos de CRSC típica, observaram-se 88,81% dos pontos de vazamento em "mancha de tinta" e 11,19% em "chaminé". O quadrante nasal superior foi o mais acometido, abrigando 46,01% dos pontos de vazamento, seguido pelo temporal superior (23,27%), nasal inferior (19,18%), temporal inferior (11,01%) e região subfoveal (0,53%). CONCLUSÕES: Na nossa casuística, a CRSC acometeu aproximadamente duas vezes mais homens que mulheres, na maior parte das vezes unilateralmente e em pacientes da 4ª década de vida. Cerca de 90% dos pacientes apresentaram a forma típica da doença, com 1 ou 2 pontos de vazamento em "mancha de tinta". O quadrante nasal superior foi o mais acometido. O descolamento isolado do EPR mostrou-se apresentação rara. Cerca de 10% dos pacientes apresentaram descompensação do EPR.
Keywords: Doenças da coróide; Doenças da coróide; Incidência; Angiofluoresceinografia; Diagnóstico por imagem
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações oftalmológicas encontradas em pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico (LES), em acompanhamento ambulatorial. MÉTODOS: Foi realizado estudo descritivo transversal incluindo 70 pacientes com diagnóstico de LES baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia. Os pacientes foram analisados em relação ao sexo, idade, etnia, tempo de duração e presença da atividade da doença, uso de corticoesteróides e antimaláricos, presença de sintomas oftalmológicos e exame oftalmológico completo. RESULTADOS: 62 pacientes (88,6%) eram do sexo feminino, 43 pacientes (61,4%) de etnia branca. A idade média encontrada foi 43,9 anos e 57 pacientes (81,4%) apresentavam-se sem sinais de atividade da doença. Quarenta e seis pacientes (65,7%) apresentavam queixa oftalmológica. A síndrome do olho seco foi diagnosticada em 22 pacientes (31,4%), ao passo que catarata subcapsular posterior bilateral ocorreu em 15 pacientes (21,1%) e glaucoma em 2 pacientes (2,9%). No exame do fundo de olho, 8 pacientes (11,4%) apresentavam drusas coroidianas, 7 (10%) atrofia do epitélio pigmentário da retina macular, 2 (2,9%) escavação do disco óptico patológica, 2 (2,9%) tortuosidade vascular e cruzamentos patológicos, 1 (1,4%) cicatriz de coriorretinite macular e 1 (1,4%) seqüela de oclusão de ramo da veia central da retina. CONCLUSÃO: O LES é doença sistêmica que pode apresentar comprometimento oftalmológico, geralmente benigno em pacientes ambulatoriais. A síndrome do olho seco e a catarata foram as alterações oftalmológicas mais freqüentemente encontradas. Entretanto, a primeira parece estar mais relacionada ao LES em si, ao passo que a segunda possivelmente se relaciona ao uso crônico de corticoesteróides para o tratamento da doença. O uso de antimaláricos não é causa frequente de lesão oftalmológica, porém estudos mais específicos são necessários para avaliar o real impacto a longo prazo do uso destas medicações na qualidade visual dos pacientes. Nos pacientes com a doença sob controle, o dano oftalmógico parece estar estreitamente relacionado ao tratamento sistêmico utilizado, o que corrobora a importância da indicação de exame oftalmológico completo e de rotina mesmo nestes pacientes.
Keywords: Lupus eritematoso sistêmico; Ceratoconjuntivite seca; Antimaláricos; Corticosteróides; Catarata
Abstract
OBJETIVO: Determinar a relação entre o comprimento dos processos ciliares com a duração, localização e gravidade das uveítes. MÉTODOS: Foram analisados em estudo prospectivo, 58 indivíduos, incluindo pacientes com diferentes estágios de uveíte e indivíduos sem a doença (112 olhos, sendo 18 normais), no período de agosto de 2001 a agosto de 2002, no Departamento de Uveítes do Cole Eye Institute da Cleveland Clinic Foundation - Ohio - EUA. Todos os pacientes foram referidos para o exame de biomicroscopia ultra-sônica, pelo Departamento de Uveítes após exame oftalmológico de rotina. O aparelho modelo 840 (Zeiss-Humphrey) com transdutor de 50 MHz foi utilizado para análise dos processos ciliares sob anestesia tópica e técnica de imersão. RESULTADOS: Em relação à etiologia das uveítes, a de maior freqüência foi a idiopática (27,8%). As uveítes recorrentes, agressivas e difusas levaram ao significante dano nos processos ciliares. A maior perda significativa na medida dos processos ciliares foi encontrada no quadrante inferior e as maiores medidas foram encontradas em olhos normais e no quadrante temporal. CONCLUSÃO: A biomicroscopia ultra-sônica mostrou ser método útil para avaliar as alterações anatômicas encontradas nos processos ciliares dos pacientes com uveíte. De acordo com estes achados, podemos criar recomendações para futuros trabalhos, que nos ajudem a avaliar a necessidade destes pacientes vir a receber tratamento mais agressivo em qualquer sinal de inflamação, com o objetivo de prevenir futuro dano e eventual hipotonia.
Keywords: Corpo ciliar; Uveítes; Hipotensão ocular; Câmara anterior; Microscopia; Estudos prospectivos
Abstract
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é descrever o traçado eletrorretinográfico no gambá sul-americano (Didelphis aurita) obtido com estímulo cromático de comprimento de onda seletivo. O eletrorretinograma é o registro das variações de voltagem nas células retinianas, desencadeadas por estímulo luminoso. O eletrorretinograma representa a atividade elétrica combinada de diferentes células, e sofre variações dependendo da fisiologia retiniana e do método de exame. MÉTODOS: Foram registrados os eletrorretinogramas de seis animais em adaptação ao escuro utilizando filtros cromáticos Kodak Wratten®, e registrada a sensibilidade espectral para comprimentos de onda específicos nas faixas de cores do azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. RESULTADOS: Os resultados eletrorretinográficos mais consistentes foram obtidos quando o animal foi estimulado por faixas espectrais seletivas, ao invés de luz branca; e são consistentes com a curva de absorbância das opsinas descritas em fotorreceptores de marsupiais. Estudos prévios sugeriram a tricromacia dos marsupiais por microespectrofotometria de opsinas e imuno-histoquímica de retina. Esse fundamento morfológico não tinha demonstração fisiológica eletrorretinográfica, até este estudo. CONCLUSÃO: O gambá sul-americano tem se mostrado interessante como animal experimental no estudo comparativo da fisiologia visual em mamíferos, especialmente no estudo filogenético da visão cromática. Os marsupiais apresentam um modelo retiniano que superpõe os sistemas fotópico e escotópico; e o gênero Didelphis conserva características encontradas em fósseis do período pleoceno. Portanto, o sistema visual de um marsupial resgata características dos primórdios da evolução dos mamíferos, até o desenvolvimento dos padrões retinianos modernos.
Keywords: Percepção de cores; Retina; Eletrorretinografia; Opsina
Abstract
OBJETIVO: Avaliar e correlacionar os picos e a flutuação da pressão intra-ocular verificados na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica com os picos e a flutuação verificados na curva diária de pressão intra-ocular. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 77 olhos de 77 pacientes divididos em três grupos compostos por 31 olhos de 31 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, 26 olhos de 26 pacientes com glaucoma de pressão normal e 20 olhos normais de 20 indivíduos. RESULTADOS: Houve correlação significativa entre os picos de pressão obtidos na curva diária de pressão intra-ocular e os picos de pressão verificados na curva ambulatorial, no teste de sobrecarga hídrica e na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica. O procedimento em que os picos de pressão apresentaram maior correlação com os picos da curva diária de pressão intra-ocular foi a curva ambulatorial (r²= 0,81), embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa com os coeficientes de correlação verificados nos outros métodos. A correlação entre a flutuação da pressão intra-ocular obtida na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica e a flutuação da pressão verificada na curva diária de pressão intra-ocular apresentou uma fraca associação (r²= 0,21). CONCLUSÃO: A associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica não se mostrou eficaz para predizer os picos e a flutuação da curva diária de pressão intra-ocular. A curva ambulatorial e o teste de sobrecarga hídrica, devem ser analisados separadamente. O procedimento mais eficaz em prever o pico e a flutuação da pressão da curva diária de pressão intra-ocular foi a curva ambulatorial.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Tonometria ocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes portadores de uveítes infecciosas e não infecciosas avaliados no setor de uveíte do serviço de oftalmologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ, por meio da aplicação do questionário NEI-VFQ-25, de modo a esclarecer melhor a importância do diagnóstico e tratamento das uveítes, assim como suas conseqüências na função visual e social dos pacientes. MÉTODOS: Estudo prospectivo composto de 30 pacientes com uveítes que foram divididos em dois grupos conforme a etiologia, infecciosa e não infecciosa, tendo sido aplicado duas vezes em cada paciente o questionário NEI-VFQ-25 que avalia a qualidade de vida relacionada à saúde geral e visual. RESULTADOS: A toxoplasmose foi a principal causa de uveíte infecciosa, enquanto a não infecciosa foi a síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada. Quanto à qualidade de vida, a saúde geral é melhor no grupo de causa infecciosa, sendo que a saúde ocular é regular nos dois grupos. Apesar do déficit visual não provocar grandes distúrbios e restrições sociais, ambos os grupos apresentam comprometimento emocional importante, sendo que no grupo de causa não infecciosa, esse comprometimento gera grau maior de dependência para a realização de tarefas do cotidiano. CONCLUSÃO: A maior dependência social e na realização de atividades do dia-a-dia no grupo de uveítes de causa não infecciosas, se explica pelo modo crônico e recidivante dessas afecções, o que leva à qualidade de vida inferior se comparada ao outro grupo.
Keywords: Qualidade de vida; Saúde ocular; Questionários; Uveítes; Infecções oculares
Abstract
OBJETIVO: Correlacionar a espessura corneana central com o comprimento axial ocular nos portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, com glaucoma primário de fechamento angular e indivíduos com olhos normais. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 94 olhos de 94 pacientes, divididos em três grupos compostos por 33 olhos de 33 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, 30 olhos de 30 pacientes com glaucoma primário de fechamento angular e 31 olhos normais de 31 indivíduos. A espessura corneana e o comprimento axial do olho foram obtidos pela paquimetria ultrassônica e ecobiometria, respectivamente. RESULTADOS: A média da espessura corneana central foi de 535,1 mm no glaucoma primário de fechamento angular; 520,6 mm no glaucoma primário de ângulo aberto e 519,2 mm nos olhos normais (p=0,18). A média do comprimento axial do globo ocular nos portadores de glaucoma primário de fechamento angular foi de 22,16 mm e nos grupos com glaucoma primário de ângulo aberto e olhos normais foram de 22,68 mm e 22,64 mm, respectivamente (p=0,13). Não houve correlação significativa entre a espessura corneana central e comprimento axial do globo ocular nos grupos com glaucoma primário de fechamento angular (r=-0,085; p=0,65), glaucoma primário de ângulo aberto (r=-0,070; p=0,69) e olhos normais (r=-0,120; p=0,52). CONCLUSÃO: Os resultados deste trabalho sugerem não haver correlação entre a espessura corneana central e o comprimento axial do globo ocular nos portadores de glaucoma e indivíduos com olhos normais.
Keywords: Córnea; Glaucoma de ângulo fechado; Glaucoma de ângulo aberto; Campos visuais
Abstract
OBJETIVO: Mensurar, utilizando o analisador de espessura retiniana, valores de média de espessura foveal e média de espessura perifoveal de pacientes portadores de retinopatia diabética não proliferativa leve com ausência de edema macular clinicamente detectável (classificados pelo estudo ETDRS), comparando-os com os de indivíduos normais. MÉTODOS: Estudo retrospectivo analítico observacional, caso-controle sobre uma amostra de 79 olhos (39 acometidos e 40 controles). A amostra foi selecionada dentro dos exames já realizados no Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos (CBCO) (de 1999 a 2003) arquivados no analisador de espessura retiniana (RTA). O grupo controle foi selecionado segundo critérios específicos. O grupo acometido foi constituído de acordo com os critérios de inclusão e exclusão da pesquisa. Os resultados encontrados foram submetidos a testes estatísticos para validação. RESULTADOS: No grupo controle, os valores encontrados para média de espessura foveal foram em torno de (média=147,4 micra ± desvio padrão de 15,4 micra) e média de espessura perifoveal em torno de (média=193,8 micra ± desvio padrão de 24,6 micra). Os pacientes com retinopatia diabética não proliferativa leve apresentaram espessura foveal em torno de (média= 198,9 micra ± desvio padrão de 48,3 micra) e espessura perifoveal em torno de (média de 194,2 micra ± desvio padrão de 26,4 micra). CONCLUSÃO: Foi observado um aumento da média de espessura foveal em pacientes diabéticos que ainda não apresentam sinais clínicos de edema macular, comprovado através de testes estatísticos. Os resultados estão de acordo com os valores encontrados na literatura.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Retina; Mácula lutea; Fóvea central; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: O objetivo principal desta série de casos foi obter dados eletrorretinográficos em indivíduos portadores de síndrome falcêmica. O objetivo secundário foi identificar alterações oculares, sua frequência e o estágio de evolução. MÉTODOS: Foram avaliados 90 portadores de doença falciforme, com idade entre 8 e 75 anos, submetidos a exame oftalmológico completo, mapeamento de retina, retinografia, angiografia fluoresceínica e eletrorretinografia. Eletrorretinogramas com amplitude da onda b inferior a 400 mW foram considerados subnormais. Foi realizado estudo de prevalência, utilizando o teste do Chi-quadrado, sendo P<0,001. RESULTADOS: O eletrorretinograma se mostrou subnormal em 27 (30%) dos 90 pacientes, mas destes, apenas 4 (4,4%) apresentavam retinopatia proliferativa. O sinal da vírgula em 95% dos indivíduos, a tortuosidade vascular retiniana em 36,6% e o "black sunburst" em 24,4% foram as alterações mais encontradas. CONCLUSÃO: Não foi observada correlação entre a doença falciforme e alterações eletrorretinográficas, como descrito em outros estudos. Por outro lado, os achados oculares corroboram pesquisas anteriores.
Keywords: Doença da hemoglobina SC; Retina; Doenças retinianas; Vasos retinianos; Eletrorretinografia
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