Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (6 )
:788-792
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000600004
Abstract
OBJETIVOS: Comparar o desempenho visual e a análise de frente de onda entre as lentes intra-oculares (LIOs) multifocal difrativa Tecnis® ZM900 asférica e AcrySof® Restor® esférica SN60D3. MÉTODOS: Trata-se de estudo prospectivo comparativo que incluiu 78 olhos de 39 pacientes. A avaliação oftalmológica contou com medida da acuidade visual para longe, intermediária e curta distância, sem correção e com a melhor correção óptica, teste de sensibilidade ao contraste e análise de frente de onda por meio do aberrômetro OPD-Scan. RESULTADOS: Acuidade visual para longe e para perto sem correção óptica e análise de aberrometria foram estatisticamente semelhantes em relação a ambas as LIOs; já a visão intermediária e a sensibilidade ao contraste em condições fotópicas revelaram diferença estatisticamente significante entre as duas lentes a favor da Tecnis ZM900. CONCLUSÃO: Ambas as lentes intra-oculares promoveram excelente visão para longe e para perto em situações de alto contraste. A LIO Tecnis multifocal necessita de menos luminosidade para visão em situações de alto contraste, apresenta menos aberrações ópticas e melhor visão intermediária que a LIO ResTor.
Keywords: Lentes intra-oculares; Sensibilidades de contraste; Visão; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (3 )
:266-270
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000300011
Abstract
Objetivo: Traçar o perfil dos pacientes portadores de baixa visão atendidos no serviço de visão subnormal do Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira (IBOPC). Métodos: Realizou-se um estudo transversal no qual foram revisados 82 prontuários de pacientes com baixa visão, atendidos pelo Serviço Único de Saúde (SUS) no primeiro ano do departamento de Visão Subnormal do Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira em 2004. Os dados analisados foram: sexo, faixa etária, etiologia, acuidade visual inicial e final (pós-refração) para longe e perto, com e sem auxílio óptico e recurso óptico indicado. Resultados: Dos 82 pacientes avaliados, 11 (13,4%) foram excluídos do trabalho por não apresentarem visão subnormal. Dos 71 pacientes restantes, 32 (45%) eram menores de 20 anos. Quanto ao sexo, não houve diferença estatisticamente significante (51% eram mulheres e 49% eram homens). A etiologia mais frequente em crianças e adolescentes foi o glaucoma congênito (15,6%). Em pacientes de 20 a 39 anos prevaleceu a toxoplasmose ocular (21,1%). Entre os pacientes de 40 a 59 anos, a retinose pigmentar foi a patologia mais frequente (19%). Nos idosos, o glaucoma foi a patologia mais encontrada (40%). Trinta e três pacientes (40,2%) tinham acuidade visual entre 20/60 e 20/160. O sistema telescópico foi o único auxílio óptico indicado para longe (44%) e os óculos foram os mais indicados para perto (54,5%). Conclusão: Existe uma alta prevalência de baixa visão em crianças e adolescentes em países em desenvolvimento como o Brasil. Desta forma o oftalmologista precisa criar programas preventivos, melhorar as condições de atendimento e atentar para o diagnóstico precoce e o tratamento destes pacientes.
Keywords: Baixa visão; Baixa visão; Baixa visão; Visão; Acuidade visual; Cegueira