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Abstract
Objetivo: Avaliar a segurança e a eficácia da injeção intracameral de 0,05 mL de moxifloxacina em pacientes que realizaram facoemulsificação e implante de lente intraocular. Métodos: Estudo retrospectivo envolvendo pacientes submetidos a facoemulsificação e implante de lente intraocular entre janeiro de 2009 a dezembro de 2013. Os pacientes foram divididos em dois grupos. O grupo A seguiu o protocolo padrão de prevenção de endoftalmite e o grupo B seguiu o mesmo protocolo associado à injeção intracameral de 0,05 mL de cloridrato de moxifloxacino a 5,45 mg/mL, imediatamente após o implante de lentes intra-oculares (LIO). Resultados: Foram avaliados registros clínicos de 7.195 olhos de 3.751 pacientes (mediana de idade de 67,8 ± 8,96, faixa de 48-83 anos, 53,8% de mulheres). O grupo A incluiu 3.515 olhos de 1.838 pacientes e o grupo B incluiu 3.680 olhos de 1.913 pacientes. A incidência de endoftalmite no grupo A foi de 0,22% (8:3.515 olhos) e no grupo B de 0,03% (1:3.680 olhos, p=0,0198, teste exato de Fischer). Não foi observada toxicidade ou inflamação relacionada com o uso de moxifloxacino intracameral. Conclusões: Houve uma proporção 7,3 vezes menor de endoftalmite no grupo que recebeu injeção de moxifloxacino. Este estudo fornece mais evidências que o moxifloxacino intracameral é um antibiótico profilático intracameral eficaz.
Keywords: Endoftalmite; Catarata; Facoemulsificação; Antibacterianos; Injeções; Antibioticoprofilaxia
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados da destreza da microcirurgia de duas avaliações sequenciais de treinamento usando a tecnologia de realidade virtual.
Métodos: Estudo transversal multicêntrico em que todos os candidatos que foram aceitos como residentes de primeiro ano em uma de seis instituições de ensino de oftalmologia. Os residentes foram submetidos a duas séries idênticas de testes de destreza padronizados e reprodutíveis usando equipamento de realidade virtual (Eyesi®): “sequência 1” e “sequência 2”. Cada sequência consistiu em 5 níveis de dificuldade que foram avaliados usando um sistema de pontuação proprietário. Os dados foram testados quanto à normalidade utilizando o teste de Shapiro-Wilk. As diferenças entre os testes nas sequências 1 e 2 foram avaliadas com o teste de Wilcoxon signed-rank.
Resultados: Os dados não seguiram uma distribuição normal. Houve melhora da sequência 1 em todos os testes (todos os valores de p<0,05). A soma de todas as pontuações (pontuação total) melhorou da sequência 1 (mediana= 152,50) para a sequência 2 (mediana= 256,00; p<0.001). Não houve correlação entre os valores da sequência delta e as pontuações médias.
Conclusão: Duas avaliações sequenciais de treinamento utilizando a tecnologia de realidade virtual mostraram melhora relevante nas quantificações da destreza da microcirurgia. Essas informações devem ser consideradas se abordagens de realidade virtual forem utilizadas para fins de teste, pois a experiência prévia pode levar a melhores resultados.
Keywords: Destreza motora; Realidade virtual; Competência clínica; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/educação
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