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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a capacidade do Ocular Response Analyzer (ORA; Reichert Ophthalmic Instruments, Buffalo, NY) em discriminar olhos com ceratocone de olhos normais e comparar parâmetros derivados da pressão dos parâmetros derivados da forma da curva. MÉTODOS:Estudo comparativo retrospectivo série de casos que incluiu 112 pacientes com olhos normais e 41 pacientes com ceratocone bilateral. Um olho de cada indivíduo foi randomicamente selecionado para análise. O diagnóstico de ceratocone foi baseado em exame clínico, incluindo topografia de Plácido e tomografia Scheimpflug. Informação do melhor waveform score foi extraída do software do ORA. Histerese corneana (CH), fator de resistência corneana (CRF), pressão intraocular correlacionada com Goldman (IOPg), pressão intraocular compensada pela córnea (IOPcc) e 37 novos parâmetros derivados da forma da curva do sinal do ORA foram analisados. Diferenças nas distribuições dos grupos foram avaliadas pelo teste Mann-Whitney. Curvas ROC foram calculadas. RESULTADOS: Diferenças estatisticamente significantes foram encontradas entre os olhos normais e ceratocones em todos os parâmetros (p<0,05) salvo IOPcc e W1. A área sob a curva ROC (AUROC) foi maior que 0.85 em 11 parâmetros, incluindo CH (0,852) a CRF (0,895). Os parâmetros relacionados com a área sob o pico da forma de onda durante a segunda e primeira aplanação (p2area e p1area) obtiveram as melhores performances, com AUROCs de 0,939 e 0,929, respectivamente. Os valores de AUROCs do fator de resistência corneana, p2area e p1area foram significativamente maiores que os valores de histerese corneana. CONCLUSÃO: Existem diferenças significantes nas medidas biomecânicas entre olhos normais e com ceratocone. Comparados com os parâmetros derivados da pressão, histerese corneana e fator de resistência corneana, os parâmetros derivados da forma da curva proporcionaram melhor identificação dos ceratocones.
Keywords: Córnea; Ceratocone; Doenças da córnea; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Software; Biomecânica
Abstract
OBJETIVO: Estudar a resposta de deformação de três lentes de contato com estruturas conhecidas, que serviram como modelos de córnea, recorrendo à imagem de Scheimpflug de alta velocidade. MÉTODOS: Três lentes de contato hidrófilas foram montadas em uma câmara de água selada com pressão ajustável: TAN-G5X (41% hidroxietilmetacrilato/glycolmethacrylate, 550µm de espessura), TAN-40 (hidroxietilmetacrilato 62%, 525 µm de espessura) e TAN-58 (42% metilmetacrilato, 258 µm de espessura). Cada modelo foi testado cinco vezes sob pressões diferentes (5, 15, 25, 35 e 45 mmHg), recorrendo a um tonómetro de não-contato acoplado a uma câmara de Scheimpflug de alta velocidade. Cento e quarenta imagens de Scheimpflug foram capturadas em cada medição. A amplitude de deformação foi determinada como o maior deslocamento do ápice no momento de maior concavidade do modelo testado. RESULTADOS: Em cada nível de pressão, a amplitude de deformação foi estatisticamente diferente para cada lente testada (p<0,001, ANOVA). Cada lente teve amplitude de deformação diferente sob distintos níveis de pressão (p<0,001; Bonferroni teste post-hoc). A lente mais espessa e com menos polímero (TAN-G5X) apresentou maior deformação (comportamento menos rígido) do que aquela que era mais fina mas com mais polímero (TAN-40), quando testadas sob a mesma pressão. A lente mais fina e com menos polímero (TAN-58) apresentou uma menor amplitude de deformação (comportamento mais rígido) sob pressões mais elevadas, em comparação com as lentes mais grossas e com mais polímero (TAN-40 e TAN-G5X) em pressões mais baixas. CONCLUSÕES: A imagem de Scheimpflug de alta velocidade permite uma avaliação biomecânica através da medição da amplitude de deformação dos modelos de córnea. O comportamento biomecânico foi mais influenciado pela composição do que pela espessura da lente. A pressão da câmara apresentou um impacto significativo sobre a amplitude de deformação de cada lente.
Keywords: Córnea; Topografia da córnea; Biomecância; Tonometria ocular; Pressão
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