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Abstract
OBJETIVO: Determinar o efeito da toxina botulínica no filme lacrimal em pacientes com distonia facial. MÉTODOS: Foram incluídos 24 pacientes portadores de blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial que receberam aplicação de toxina botulínica tipo A que foram submetidos à propedêutica do filme lacrimal previamente à aplicação e após, com 7 e 30 dias. RESULTADOS: Houve diminuição das queixas de olho seco trinta dias após a aplicação, entretanto, o tempo de ruptura do filme lacrimal e o teste de Schirmer não demonstraram variação significativa entre os períodos pré-tratamento e 1 mês da aplicação. Em relação ao teste de coloração com rosa bengala, todos os olhos que coraram no pré-tratamento, melhoraram na última avaliação. CONCLUSÃO: A injeção de toxina botulínica pode aliviar as queixas de olho seco nos pacientes com distonia facial pela provável ação de inibição do orbicular na sua função de bomba lacrimal.
Keywords: Drenagem; Espasmo hemifacial; Piscadela; Rosa Bengala; Toxina botulínica tipo A; Distonia
Abstract
OBJETIVOS:Avaliar as indicações, os resultados e as complicações observadas nos pacientes submetidos ao implante de peso de ouro para correção do lagoftalmo paralítico. MÉTODOS: Vinte prontuários de pacientes com lagoftalmo secundário à paralisia facial de diversas etiologias, que foram submetidos à colocação do implante de ouro na pálpebra superior do lado afetado, foram examinados retrospectivamente. RESULTADOS: A causa mais freqüente de lagoftalmo paralítico foi pós-cirurgia de neurinoma do acústico (40%). Complicações precoces e tardias ocorreram em 40% dos implantes colocados. Quatro pacientes (20%) apresentaram reação inflamatória local nos primeiros meses de pós-operatório. Dois pacientes (10%) apresentaram afinamento da pele e do músculo orbicular sobre o peso de ouro, após 4 e 7 anos do implante, respectivamente. Um paciente (5%) apresentou deslocamento do peso de ouro após 3 anos de sua colocação e outro paciente (5%), extrusão do peso de ouro tardiamente, após 10 anos do implante. CONCLUSÕES: Nesta série, foi alto o índice de complicações com o implante de ouro (40%). As complicações foram divididas em precoces, possivelmente relacionadas à impureza do material, e complicações tardias, devido à evolução do quadro da paralisia facial que apresenta diminuição do tônus muscular.
Keywords: Ouro; Implante de prótese; Paralisia facial; Doenças palpebrais; Complicações pós-operatórias; Humano; Masculino; Feminino; Adulto; Meia-idade
Abstract
A granulomatose de Wegener é descrita como uma tríade de lesões: granuloma necrosante do trato respiratório, vasculite disseminada e glomerulonefrite. Pode ocorrer de maneira sistêmica ou localizada. O envolvimento ocular e orbitário é comum em ambas as formas da doença, estando presente em 50% dos casos. O exame anatomopatológico e o c-ANCA+ foram fundamentais no diagnóstico efetivo da granulomatose de Wegener a despeito do envolvimento sistêmico nos casos apresentados.
Keywords: Granulomatose de Wegener; Granulomatose de Wegener; Vasculite; Anticorpos anticitoplasma de neutrófilos; Granuloma de células plasmáticas orbital; Imunossupressores; Relatos de casos
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OBJETIVO: Apresentar dados morfométricos da fenda palpebral, antes e após a aplicação da toxina botulínica tipo A em pacientes com retração palpebral na fase aguda da orbitopatia distireoidiana. MÉTODOS: Estudo prospectivo com 12 indivíduos submetidos à aplicação de 5 UI/0,1 ml de toxina botulínica tipo A em uma das pálpebras superiores. O seguimento mínimo foi de 6 meses. A avaliação palpebral foi registrada por meio de captação de imagens com uma câmera filmadora de vídeo conectada a um microcomputador. RESULTADOS: As medidas da fenda palpebral vertical, distância da margem palpebral superior reflexo, área total da fenda palpebral e função do músculo levantador da pálpebra superior, apresentaram diminuição após a aplicação da droga. Houve diminuição, nos olhos tratados, da diferença entre a área lateral e a área medial da fenda palpebral. A distância margem palpebral inferior reflexo não mostrou alterações. No olho contralateral, houve aumento das medidas (fenda palpebral vertical, distância margem palpebral superior reflexo, área total da fenda palpebral) até 2 semanas após a aplicação. CONCLUSÕES: Estes resultados mostram uma melhora da retração e do contorno palpebral superior, sem alterar o posicionamento da pálpebra inferior.
Keywords: Doença de Graves; Toxina botulínica tipo A; Músculos oculomotores; Doenças palpebrais
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OBJETIVOS: A dacriocistorrinostomia externa é classicamente realizada por meio de incisão cutânea nasal. Há poucos relatos sobre a incisão transpalpebral, posicionada no sulco infraciliar da pálpebra inferior. O presente estudo tem por objetivo relatar os aspectos cosméticos e funcionais utilizando a técnica transpalpebral. MÉTODOS: Série de casos, intervencional e prospectivo. Foram incluídos 25 pacientes consecutivos (17 mulheres) com idades variando de 3 a 85 anos (média ± dp= 44,84 ± 23,67), que apresentavam dacriocistite crônica. A dacriocistorrinostomia foi unilateral em 24 casos e bilateral em 1 caso. A incisão transpalpebral foi posicionada no sulco infraciliar medial, com extensão de 10 a 15 mm. Foram realizadas fotografias digitais do canto interno (Nikon D70S, lente macro, resolução de 3008 x 2000 pixels) nos tempos pós-operatórios 1, 3 e 6 meses. A visibilidade da cicatriz foi avaliada por 3 observadores (oftalmologista, cirurgião plástico e cirurgião de cabeça e pescoço) utilizando a seguinte escala: 1= imperceptível, 2= minimamente visível, 3= moderadamente visível, 4= muito visível. RESULTADOS: A DCR foi realizada sem dificuldades e com sucesso funcional em 90,48% dos casos. A pontuação média para visibilidade da cicatriz foi de 2,19 (1º mês), 1,65 (3º mês) e 1,44 (6º mês). Houve 3 casos de ectrópio leve do ponto lacrimal que foram tratados conservadoramente. Um paciente apresentou piscar espontâneo incompleto, com resolução no primeiro mês de pós-operatório. CONCLUSÃO: A incisão transpalpebral é uma excelente via de acesso para realização da dacriocistorrinostomia. A cicatriz é pouco visível desde o primeiro mês após a cirurgia, mesmo em pacientes mais jovens. Os resultados funcionais são semelhantes ao das outras técnicas. Em pacientes mais idosos é necessário avaliação cuidadosa da frouxidão palpebral a fim de evitar a indução de ectrópio lacrimal.
Keywords: Dacriocistorrinostomia; Pálpebras; Cicatriz; Aparelho lacrimal; Humanos
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Objetivo: Quantificar e comparar o efeito da instilação do colírio de fenilefrina 10% com o levantamento manual da pálpebra superior contralateral de pacientes com ptose palpebral bilateral involucional. Métodos: Estudo clínico e prospectivo de pacientes com ptose palpebral bilateral involucional submetidos a dois testes: 1) elevação manual da pálpebra mais ptótica e observação do efeito da intervenção na pálpebra contralateral; e 2) a instilação de duas gotas de colírio de fenilefrina 10% no olho mais ptótico e observação do efeito da intervenção na pálpebra contralateral. Os pacientes foram filmados antes e 5, 10 e 15 minutos após a instilação. Os resultados foram analisados estatisticamente com o modelo linear de efeitos mistos. Resultados: O estudo incluiu 27 pacientes com idade entre 52-82 anos (68,51 ± 8,21), 24 dos quais eram do sexo feminino (88,88%). Em olhos submetidos a instilação do colírio, os valores da DMR1 (distância marginal reflexo) aumentaram da linha de base (1,21 ± 0,60 mm) até os 10 min, em seguida, manteve-se estatisticamente estável até 15 min (2,42 ± 0,90 mm). Diferenças significativas foram observadas nos olhos contralaterais, independentemente do levantamento manual da pálpebra (1,51 ± 0,53 mm - 1,63 ± 0,56 milímetros) e da instilação do colírio de fenilefrina 10% (1,38 ± 0,54 mm - 1,63 ± 0,56 mm), p=0,02 e p<0,01 respectivamente. Conclusões: Em todos os olhos, a instilação do colírio de fenilefrina 10% mostrou um aumento gradual do valor de distância marginal reflexo até os 10 min. Nos olhos contralaterais houve diminuição do valor de distância marginal reflexo, independentemente do teste realizado, porém as mudanças que ocorrem na posição da pálpebra contralateral, durante o teste da elevação manual, são muito pequenas e difíceis de serem detectadas no exame clínico convencional. Enquanto isso, o teste de colírio de fenilefrina 10% produziu mudanças substanciais nos valores distância marginal reflexo nos olhos tratados e contralateral, o que indica a eficiência clínica e estatística.
Keywords: Blefaroptose; Pálpebras/inervação; Fenilefrina; Soluções oftálmicas; Remoção; Leis de cura em homeopatia
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