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Abstract
OBJETIVO: Correlacionar os achados citológicos da biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF) de lesões intra-oculares suspeitas de malignidade com a histopatologia obtida quando o tratamento de escolha foi enucleação ou ressecção da lesão tumoral. MÉTODOS: Análise retrospectiva de 51 pacientes submetidos à biópsia aspirativa com agulha fina com fins diagnósticos ou para correlação cito-histológica. Foram excluídos os casos com lesões não sólidas, tratamento conservador e biópsias guiadas por ultra-som. Após exclusões, 20 olhos de pacientes contendo lesões intra-oculares suspeitas de malignidade foram estudados, sendo 12 do sexo feminino, com idades entre 2 e 78 anos. Todas biópsias foram realizadas pela primeira autora sob observação direta (microscópio) ou indireta (oftalmoscopia binocular indireta). A rota escolhida foi transaquosa para os tumores de segmento anterior e transvítrea com acesso escleral para os tumores de segmento posterior, exceto os casos suspeitos de retinoblastoma, biopsiados com acesso pela periferia da córnea. Foram obtidas 2 amostras de áreas diferentes do tumor em todos os casos com agulha calibre 25. As amostras colhidas foram encaminhadas para processamento, fixação e coloração pelo método de Papanicolaou e hematoxilina-eosina. Os espécimens obtidos para histopatologia foram corados pela hematoxilina-eosina. RESULTADOS: Três casos eram tumores de segmento anterior (íris) e 17 de segmento posterior, sendo 3 retinoblastomas. Nove pacientes foram submetidos à biópsia aspirativa com agulha fina com fins diagnósticos e 11 para correlação cito-histológica após enucleação. Somente dois casos apresentaram quantidade insuficiente de material para diagnóstico e posteriormente revelaram ser um granuloma e um melanoma maligno de coróide. CONCLUSÕES: A biópsia aspirativa com agulha fina parece ser um método diagnóstico confiável baseado na correlação cito-histológica neste grupo de pacientes.
Keywords: Biópsia por agulha; Olho; Neoplasias da coróide; Neoplasias uveais; Melanoma; Retinoblastoma
Abstract
OBJETIVO: Determinar se a classificação citopatológica de tumores melanocíticos da úvea avaliados pela biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF) é um fator prognóstico significativo para óbito por metástases. Métodos: Análise retrospectiva de casos diagnosticados clinicamente como melanoma uveal e avaliados pela biópsia aspirativa com agulha fina entre 1980 e 2006. O evento principal analisado foi óbito por metástase. Associações entre variáveis clínicas à apresentação e classificação citopatológica foram avaliadas usando tabulação cruzada. Significância prognóstica da classificação citopatológica foi avaliada por análise de riscos proporcionais de Cox e Kaplan-Meier. RESULTADOS: Das 302 biópsias estudadas, 260 (86,1%) renderam um número suficiente de células para classificação citopatológica. Oitenta dos 260 pacientes que obtiveram um espécime suficiente (adequado) foram a óbito (P=0,021), 69 destes por melanoma uveal metastático. O tipo celular designado pela citopatologia apresentou forte associação com metástase/óbito por metástase nessa série (P=0,0048). Análise multivariada mostrou que a classificação citopatológica foi um fator prognóstico independente significativo para o óbito por metástase (P=0,0006). Nenhum dos 42 pacientes cujos tumores renderam um aspirado insuficiente (quando foram amostrados pelo menos 2 sítios) desenvolveu metástase e foi a óbito por metástase até o presente momento. CONCLUSÃO: Nessa série, a citopatologia dos espécimes obtidos pela biópsia aspirativa com agulha fina de melanomas uveais foi fortemente prognóstica para óbito por metástase. Os aspirados insuficientes (se duas ou mais áreas foram amostradas) provou ser um resultado prognóstico favorável (i.e., de não desenvolvimento de metástases).
Keywords: Neoplasias da coróide; Melanoma; Citodiagnóstico; Melanoma; Biopsia por agulha fina; Neoplasias uveais
Abstract
Uma menina de 4 anos com retinoblastoma (RB) bilateral, não-familiar foi encaminhada após enucleação OE e tumor ativo OD refratário a múltiplas terapias (quimioterapia endovenosa, laser/crioterapia e braquiterapia com I-125). Semeadura vitrea OD, inicialmente controlada por inúmeras sessões de Quimioterapia Intra-Arterial Oftálmica (QIAO) e quimioterapia periocular, recorreu em seguida. Paciente recebeu injeções intravítreas de Melphalan obtendo controle tumoral apesar do desenvolvimento concomitante de ceratopatia, sinéquias pupilares, catarata, necrose do fórnice inferior e gordura periorbitária adjacente, todos secundários aos tratamentos usados. Implantes repetidos de membrana amniótica e tarsorrafias foram realizadas para melhora sintomatológica. Apesar de estar livre de tumor por 6 meses, a baixa visibilidade do fundo e complicações terapêuticas nos levaram a considerar enucleação que foi descartada pelos pais. Após recente ressonância magnética nuclear (RMN) negativa, a catarata foi removida. Foi então detectada recorrência tumoral. O olho foi enucleado há 12 meses e ela se recuperou bem da cirurgia. Enquanto a oncologia ocular embarca em tratamentos para preservar em retinoblastoma, é importante considerar os efeitos cumulativos e impacto associado desses tratamentos, e a possibilidade de fracasso.
Keywords: Retinoblastoma/quimioterapia; Retinoblastoma/cirurgia; Melfalan/administração & dosagem; Corpo vítreo/patologia; Injeções intravítreas; Neoplasias da retina/cirurgia; Enucleação ocular; Humanos; Feminino; Criança; Relatos de casos
Abstract
Objetivo: Avaliar incidência, possível correlação da biópsia aspirativa com agulha fina trans-escleral e manejo da necrose escleral em pacientes com melanoma da úvea posterior tratados com placa de Iodo-125 (PLACA) avaliados pela biópsia aspirativa com agulha fina trans-escleral.
Métodos: Revisão retrospectiva de melanoma da úvea posterior tratados com placa de Iodo-125 entre 07/2006 e 07/2013 em uma única instituição acadêmica. Pacientes diagnosticados consecutivamente com melanoma da úvea posterior durante o intervalo desse estudo cuja margem anterior está no equador ou anterior ao mesmo e foram avaliados pela biópsia aspirativa com agulha fina trans-escleral antes do tratamento com PLACA foram incluídos. O principal desfecho avaliado foi desenvolvimento de necrose escleral e o desfecho secundário foi o manejo dessa complicação. Análise estatística incluiu computação de variáveis descritivas convencionais; tabulação e teste do Chi-quadrado de fatores potencialmente relacionados com o desenvolvimento de necrose escleral e sumarização do manejo dessa complicação. A incidência de necrose escleral foi calculada usando o método de Kaplan-Meier.
Resultados: Durante o período de 7 anos desse estudo, 87 melanomas da úvea posterior foram avaliados pela biópsia aspirativa com agulha fina trans-escleral e tratados com placa. A mediana do maior diâmetro basal tumoral foi 13,3 mm e a mediana da espessura foi 6,8 mm. Oito pacientes (9,2%) desenvolveram necrose escleral durante o período de acompanhamento. Tumores mais espessos (> 6,5 mm) foram mais propensos a desenvolver necrose escleral (n=7) que tumores mais finos (p=0,05). O intervalo mediano entre PLACA e a detecção da necrose escleral foi 19,1 meses. Probabilidade cumulativa de desenvolvimento de necrose escleral foi 6,2% em 6 meses e 14,3% em 24 meses permanecendo estável subsequentemente. Em tumores espessos, a probabilidade de necrose escleral foi 23,5% em 45,4 meses. Cinco pacientes foram manejados com enxerto escleral (62,5%), 3 foram observados (37,5%). Um paciente foi enucleado após 2 enxertos esclerais com necrose escleral recidivada. Tempo de seguimento médio dos pacientes com necrose escleral foi 34,5 meses.
Conclusões: Tumores espessos pareceram mais propensos a desenvolver necrose escleral após PLACA e biópsia aspirativa com agulha fina trans-escleral para melanoma da úvea posterior. Apesar de observação para necrose escleral limitada ser suficiente, enxerto de esclera é uma alternativa viável para preservação ocular em necrose escleral extensa.
Keywords: Melanoma; Neoplasias uveais; Radioisótopos de iodo; Braquiterapia; Necrose; Esclera; Biopsia por agulha fina
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