Showing of 1 until 20 from 23 result(s)
Search for: Keila M. M. Carvalho
Abstract
O caso descrito apresentava uma hipotropia pouco severa com acuidade visual normal e binocularidade em infra-versão; além de uma hipotonia muscular generalizada, ao contrário da severa hipotropia e ambliopia encontrada nessa afecção. O procedimento cirúrgico levou estes fatos em consideração, tendo-se optado por um retrocesso pequeno do reto inferior para que se corrigisse o torcicolo sem interferir na posição de leitura. Os resultados pós-operatórios foram satisfatórios.
Keywords: Fibrose congênita de reto inferior; Ambliopia; Hipotonia muscular generalizada
Abstract
Objetivo: 1) Verificar a auto-avaliação do preparo e a necessidade de orientações entre professores do sistema regular de ensino, para atuarem junto a alunos portadores de visão subnormal; 2) Obter informações para subsidiar treinamento de professores do sistema regular de ensino na área da deficiência visual. Métodos: Realizou-se levantamento entre professores do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais da cidade de Campinas/SP, que atuavam com alunos portadores de visão subnormal em 1999. Foram incluídas neste estudo 11 escolas municipais e 9 escolas estaduais, respectivamente 79,0% e 90,0% das unidades existentes. Foi utilizado questionário auto-aplicável como instrumento de coleta de dados. Resultados: A amostra foi composta por 50 professores. O tempo médio de magistério foi de 20 anos. A maioria (94,0%) não relatou formação específica na área da deficiência visual. Somente 18 (36,0%) professores declararam ter recebido informações/orientações para atuar com seus alunos portadores de visão subnormal, embora todos tivessem manifestado o desejo de receber informações. Entre as informações solicitadas, destacaram-se: ampliação de materiais (66,0%), desempenho visual (50,0%), doença ocular (50,0%), acuidade visual/campo visual (46,0%). Conclusão: Os professores do ensino regular referiram pouco ou nenhum preparo para atuar com alunos deficientes visuais; a maioria dos professores não recebeu informações para lidar com o aluno portador de visão subnormal, mas manifestou desejo de recebê-las.
Keywords: Baixa visão; Baixa visão; Serviços de saúde escolar; Relações interpessoais; Baixo rendimento escolar; Saúde do escolar; Professor
Abstract
Objetivos: Ambliopia é o defeito visual mais comum em crianças e por mais de 250 anos a terapia oclusiva vem sendo o melhor tratamento. Sendo assim, propusemo-nos a determinar os fatores que influenciam no sucesso do tratamento da ambliopia por terapia oclusiva em nosso meio. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo com 169 crianças amblíopes atendidas no Ambulatório de Ambliopia do Hospital de Clínicas da UNICAMP, Campinas (SP), entre janeiro de 1996 e maio de 1998. A população atendida foi classificada quanto ao sexo, idade de início do tratamento por faixa etária (3 grupos), olho afetado, tipo de ambliopia (estrabísmica, anisometrópica, por deprivação, associação de dois tipos), tempo de seguimento, gravidade da ambliopia (leve, moderada, grave), adesão ao tratamento (regular, irregular) e resposta obtida (cura, melhora, sem cura). Resultados: A adesão ao tratamento não diferiu entre as faixas etárias (p=0,68) e não foi influenciada pela gravidade da ambliopia (p=0,82). Dos pacientes estudados 52,67% curaram-se, 19,52% melhoraram e 27,81% não obtiveram cura. Os pacientes com adesão regular tiveram índice de cura significativamente maior do que os pacientes com adesão irregular (p=0,0009). O resultado do tratamento não dependeu da idade de início do mesmo (p=0,39) e da gravidade da ambliopia (p=0,30). Conclusão: Concluímos, assim, que, no nosso grupo de estudo, a adesão é o principal fator prognóstico no sucesso da terapia oclusiva.
Keywords: Ambliopia; Prognósticos; Estrabismo; Curativos oclusivos; Cooperação do paciente
Abstract
Objetivo: O presente trabalho pretendeu identificar as principais reações de crianças em face de cirurgia de estrabismo resultantes de sua imediata e recente indicação em consulta médica. Métodos: Pesquisa - Ação. Resultados: Ansiedade e medo foram os mais importantes sentimentos encontrados. Parecem ser sustentados por conceitos parciais formados sobre cirurgia a partir do estágio de desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. Motivação própria ou pessoal para a cirurgia somente mostrou-se reconhecível entre sujeitos mais velhos: a partir de 9 anos de idade. Crianças com menos idade têm seu desejo/motivação para cirurgia, mesclado, ou até mesmo confundido, com os objetivos dos adultos que as rodeiam, especialmente os pais. Conclusões: O significado especial destes dados nos remete à função simbólica. Ela deve ser considerada para o preparo psicológico das crianças para cirurgia, em ambas as direções: no âmbito cognitivo e emocional/afetivo.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Ansiedade; Medo; Cognição; Relações pais-filho; Transtornos do comportamento infantil; Participação do paciente
Abstract
Objetivo: Identificar melhora no desempenho visual de escolares portadores de visão subnormal após avaliação e conduta realizadas no Serviço de Visão Subnormal da Disciplina de Oftalmologia/FCM/UNICAMP. Métodos: Foram avaliados 14 escolares portadores de visão subnormal (VSN), de seis a 30 anos de idade, que freqüentaram salas de recursos para deficientes visuais, nos municípios de Americana e Santa Bárbara d'Oeste -- São Paulo, durante o ano de 1998. Os escolares foram submetidos à avaliação oftalmológica especializada completa e intervenção pedagógica. Resultados: A doença mais prevalente foi a catarata congênita operada, com quatro casos (28,6%) seguida da coriorretinite macular bilateral e malformações oculares, com dois casos (14,3%) cada uma. Oito escolares (57,2%), apresentaram VSN grave, quatro (28,6%) VSN profunda, um (7,1%) VSN moderada e um (7,1%) visão quase normal. Desses escolares, 85,7% tiveram auxílios ópticos prescritos mas apenas 58,3% adquiriram-nos melhorando o seu desempenho visual. Dos escolares estudados, 12 (85,7%) encontravam-se em atraso em relação à escolaridade esperada. Conclusão: Todos os escolares apresentaram melhora do desempenho visual na escola ainda que 85,7% apresentassem VSN grave e profunda. O desempenho do grupo poderia ter sido ainda melhor se todos pudessem ter adquirido o auxílio óptico prescrito. Faz-se, portanto, necessária uma ação social para que os escolares carentes possam adquirir os auxílios e dessa forma concretizar as prescrições. Para o bom desempenho do escolar portador de VSN, se faz necessária a parceria entre a área da saúde, escola, família e ensino especializado. É altamente recomendável a divulgação dos benefícios das salas de recurso.
Keywords: Baixa visão; Condutas terapêuticas; Estudo de avaliação; Criança
Abstract
OBJETIVO: Realizar a normatização do eletrorretinograma por reversão alternada em indivíduos oftalmologicamente normais e sem doenças neurológicas associadas, determinando a faixa de normalidade estratificada por sexo, faixa etária e estímulo utilizado. MÉTODOS: A padronização seguiu o modelo proposto pela Organização Internacional de Eletrorretinografia e a normatização foi específica para o laboratório de potenciais evocados do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas. Dois tipos de estímulos foram utilizados: o denominado estímulo 16, que proporciona ângulo visual de 60 minutos de arco e o de 32, que proporciona ângulo visual de 30. RESULTADOS: Em todos os pacientes obteve-se uma onda positiva, definida internacionalmente como P50 e uma negativa, chamada N95, sem a presença de artefatos. Foram observados intervalos de normalidade que continham a média das latências, amplitudes e durações das curvas positiva e negativa, internacionalmente aceitas. As ondas P50 e N95 apresentaram diferenças significativas na amplitude, latência e duração quando comparadas às diversas faixas etárias, ocorrendo diminuição na amplitude das ondas e aumento na latência total do eletrorretinograma com o aumento da idade. Construíram-se tabelas com intervalo de predição de 95% em relação à idade para a amplitude, latência e duração das curvas P50 e N95. CONCLUSÕES: A normatização do eletrorretinograma por reversão alternada proporciona a reprodutibilidade dos resultados e a possibilidade de estudos comparativos.
Keywords: Eletrorretinografia; Potenciais evocados visuais; Nervo óptico; Reprodutibilidade de resultados
Abstract
OBJETIVOS: 1) Verificar os conhecimentos e ações desenvolvidas por professores do ensino fundamental, que atuam com alunos que apresentam visão subnormal, em relação aos sinais e sintomas indicativos de dificuldades visuais dos alunos; 2) Obter informações indispensáveis ao planejamento de ações preventivas direcionadas à saúde ocular na escola. MÉTODOS: Realizou-se levantamento entre professores do ensino fundamental de escolas públicas do município de Campinas/SP, que atuavam com alunos que apresentavam visão subnormal, no ano letivo de 1999. Foram incluídas 23 escolas onde se localizava essa população. Foi utilizado questionário auto-aplicável como instrumento de coleta de dados. RESULTADOS: De 84 professores, 68 (81%) responderam ao questionário. A média de tempo de experiência profissional de magistério era de 20,8 anos. A maioria (92,6%) não relatou formação na área da deficiência visual. Em relação ao conhecimento sobre os sinais e sintomas indicativos de dificuldade visual, a maioria indicou a dificuldade para ler na lousa (94,1%), seguida da cefaléia (89,7%) e a aproximação exagerada dos objetos aos olhos (88,2%). Desses professores, 55,9% identificaram alunos que apresentavam dificuldades visuais. Entre os que declararam ter identificado esses alunos, 84,2% proveram orientações ao escolar e 63,2% aos familiares para encaminhamento do problema. Somente 26,3% orientaram o aluno a procurar o oftalmologista. CONCLUSÃO: Os professores apresentaram conhecimento insuficiente quanto à saúde ocular e, portanto, as ações desenvolvidas não foram completas e abrangentes. Sugere-se a implantação de um programa de saúde ocular em todo o sistema público de ensino, visando desenvolver ações de prevenção da incapacidade visual, promoção e recuperação da saúde ocular.
Keywords: Baixa visão; Transtornos da visão; Saúde escolar; Saúde ocular; Conhecimentos atitude e prática; Educação em saúde; Estudantes; Acuidade visual; Serviços de saúde escolar
Abstract
OBJETIVO: Identificar concepções e verificar aspectos socioculturais a respeito do uso de auxílios ópticos por escolares deficientes visuais e oferecer informações a profissionais das áreas de saúde e educacional. MÉTODOS: Utilizou-se pesquisa qualitativa mediante aplicação da técnica do teatro espontâneo - modalidade de teatro interativo, de improviso, construído a partir de histórias contadas pelos participantes. Para análise das informações colhidas, foi adaptada a técnica de análise do discurso do sujeito coletivo, conjunto de procedimentos de organização de dados discursivos de natureza verbal. Por se tratar de técnica psicodramática foram consideradas não somente as informações verbais, mas também as cênicas, que incluem gestos, expressões, silêncios e comportamentos. A população estudada constituiu-se da totalidade de escolares deficientes visuais, com idades entre 10 e 14 anos completos, inseridos no sistema público de ensino, que recebiam apoio pedagógico em sala de recursos para deficientes visuais da cidade de Santa Bárbara d'Oeste (SP), no período da pesquisa. Os sujeitos foram previamente examinados em Serviço de Visão Subnormal de Hospital Universitário. RESULTADOS: Foram identificados conhecimentos insuficientes sobre a própria deficiência e dificuldade de adaptação ao uso dos auxílios ópticos. Na observação de comportamentos, verificou-se desconforto no uso dos auxílios ópticos em público, negação da deficiência visual e falta de participação nas decisões sobre tratamentos para sua própria saúde. CONCLUSÃO: A análise de sessões de teatro espontâneo permitiu identificar necessidades, dificuldades e barreiras encontradas pelos sujeitos na efetivação dos tratamentos a eles prescritos, assim como concepções e comportamentos que dificilmente se revelam no ambiente de assistência à saúde.
Keywords: Baixa visão; Recursos audiovisuais; Fatores culturais; Psicodrama; Estudantes; Saúde do adolescente
Abstract
OBJETIVO: Comparar os resultados de cirurgias de estrabismo sob anestesia peribulbar e geral em casos de estrabismos horizontais de pequeno e médio ângulo. MÉTODOS: Foram avaliados os prontuários médicos de 84 pacientes com estrabismo horizontal de pequeno e médio ângulo submetidos à cirurgia de estrabismo. Quarenta e dois pacientes foram submetidos à cirurgia sob anestesia peribulbar e quarenta e dois sob anestesia geral. A cirurgia foi considerada satisfatória quando o desvio pós-operatório era de até 10 dioptrias prismáticas (DP). RESULTADOS: A cirurgia foi considerada satisfatória em todos os pacientes. O teste de Mann-Whitney não mostrou diferença no ângulo pré-operatório (p=0,366) nem nos resultados pós-operatórios (p=0,800) entre os dois grupos. Ajustando as variá veis idade e tipo de estrabismo (esotropia e exotropia), o teste ANCOVA (análise de covariância) não mostrou diferença significativa entre os grupos (p=0,368). Não houve complicações decorrentes da cirurgia ou técnica anestésica em nenhum dos grupos. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que não há diferença nos resultados pós-operatórios da cirurgia de estrabismo entre anestesia peribulbar e geral em estrabismos horizontais de pequeno e médio ângulo.
Keywords: Anestesia local; Estrabismo; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Transtornos da motilidade ocular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o controle binocular em crianças com dislexia. MÉTODOS: Estudo transversal do qual participaram 26 crianças, nas quais foram aplicadas uma série de exames oftalmológicos e visuais. RESULTADOS: Nas crianças com dislexia observou-se controle menor na convergência voluntária e na estabilidade da fixação binocular. CONCLUSÃO: Os resultados apóiam a hipótese de que na dislexia do desenvolvimento podem ocorrer déficits que envolvem a via visual magnocelular e uma parte da rede cortical posterior da atenção.
Keywords: Dislexia; Atenção; Visão binocular; Percepção visual; Transtornos da motilidade ocular; Transtornos de aprendizagem
Abstract
OBJETIVOS: Descrever e interpretar opiniões e receptividade de professores a orientações sobre auxílios ópticos para baixa visão. MÉTODOS: Caracterizou-se como estudo transversal analítico. A amostra por conveniência, não randômica, foi constituída por 58 professores do sistema público de ensino, no município de Campinas. Aplicou-se questionário estruturado, disponibilizado on-line no site objeto de estudo. Realizou-se também estudo exploratório de abordagem qualitativa, com aplicação da técnica de grupo focal. RESULTADOS: Predominaram as opiniões de muito interesse no site; facilidade e suficiência de informações oferecidas. A maioria reportou uso frequente da internet para buscar informações; consideraram mais fácil acessar a internet na própria residência. Quanto aos aspectos qualitativos da avaliação, evidenciou-se o reconhecimento da importância do site como fonte de informações, embora existissem restrições quanto à facilidade de acesso e confiabilidade de informações veiculadas na internet. CONCLUSÃO: A necessidade de preparo em relação à deficiência visual, declarada pelos professores e a receptividade a orientações e informações, permitem concluir pelo benefício de orientações divulgadas pelo website sobre uso de auxílios ópticos, o que facilita a compreensão de problemas visuais e a reabilitação em baixa visão.
Keywords: Baixa visão; Internet; Saúde ocular; Educação em saúde; Equipamentos de auto-ajuda; Pessoas com deficiência visual; educação
Abstract
OBJETIVO: Verificar percepções do residente de Oftalmologia e do supervisor em relação ao método de ensino e ao aprendizado cirúrgico de estrabismo. DESENHO: Estudo descritivo. MÉTODOS: Participantes: residentes do 1º (R1) e 2º (R2) ano. Cada residente estudou a técnica cirúrgica padrão em CD-ROM, então, realizou um retrocesso de músculo reto de coelho albino, e em sequência, cirurgia de correção de estrabismo em pacientes. Foi aplicado questionário estruturado aos residentes, e registradas observações do aprendizado pelo supervisor, incluindo-se variáveis referentes à aplicação da técnica cirúrgica de estrabismo, autoavaliação do domínio da técnica e do treinamento recebido. RESULTADOS: Foram estudados 38 questionários. Todos R1 relataram ter pouca ou média dificuldade em relação à lembrança da sequência de passos do procedimento e 69,6% dos R2. No manuseio do instrumental 93,3% dos R1 relataram algum grau de dificuldade e 52,2% dos R2. Os residentes relatam que no momento cirúrgico lembram do que foi ensinado na fase experimental (50%), e que este treinamento atende totalmente suas necessidades para 47% dos residentes e em parte para outros 47%. CONCLUSÃO: Cirurgia experimental, mais oportunidades práticas e supervisão dos residentes pode aprimorar o ensinamento cirúrgico de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Aprendizagem; Competência clínica; Internato e residência; Oftalmologia; educação; Ensino; métodos
Abstract
OBJETIVOS: Descrever as principais atitudes de sucesso de jovens oftalmologistas na primeira década de exercício da profissão. MÉTODOS: Tratou-se de um estudo descritivo. Os sujeitos da pesquisa foram selecionados a partir de amostra de participantes de congresso de oftalmologia, utilizando-se questionário semi-estruturado. Os critérios de inclusão foram: médico oftalmologista com menos de 40 anos e que tivesse entre 5 e 10 anos de conclusão da residência médica. Questionou-se sobre quais foram as três principais atitudes de sucesso na experiência pessoal durante esses primeiros anos do exercício da medicina. Após os resultados iniciais, foram relacionadas as dez atitudes mais citadas e os voluntários foram mais uma vez entrevistados para que escolhessem, dentro desta última listagem, as três principais atitudes. RESULTADOS: Foram entrevistados 48 oftalmologistas, destes 24 (50%) eram do gênero masculino, a média da idade foi 37 anos (DP 2 anos, intervalo de 33 a 40 anos) e a média do tempo de conclusão do curso de 8 anos (DP 1 ano, intervalo de 5 a 10 anos). A frequência de citação das atitudes de sucesso foi: investir continuadamente na formação profissional (22,9%), manter bom relacionamento com pacientes e colegas de profissão (18,8%), priorizar a felicidade individual e familiar (12,5%), inicialmente prestar serviço para grupo estabelecido (11,1%), ingressar no serviço público (9,7%), montar consultório próprio junto a grupo homogêneo (7,6%), hábito de poupança (7,6%), estar pronto para o recomeço profissional (4,2%), investir na formação complementar em administração (4,2%), e contratação de seguro profissional (0,7%). CONCLUSÕES: As três principais atitudes foram: investir continuadamente na formação profissional, manter bom relacionamento com pacientes e colegas de profissão, e priorizar a felicidade individual e familiar. Embora estes resultados não devam ser universalmente generalizados, eles ajudam não apenas aos ingressantes na profissão, mas todo oftalmologista que deseja refletir sobre o que priorizar em seu exercício profissional.
Keywords: Prática profissional; Educação médica continuada; Oftalmologia; Mercado de trabalho; Gestão em saúde
Abstract
Foram descritos os quadros clínicos, detalhes cirúrgicos e resultados (motores e sensoriais) da reinserção de músculos traumaticamente avulsionados, em três pacientes sem estória prévia de estrabismo ou diplopia, atendidos no Departamento de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas. A porção muscular deslizada foi reinserida na linha da inserção original e sob o coto remanescente, o qual foi acomodado e suturado sobre o músculo reinserido. Para os três casos houve recuperação da visão binocular única e da estereopsia.
Keywords: Traumatismos oculares; Músculos oculomotores; Estrabismo; Diplopia; Percepção de profundidade; Relatos de casos
Abstract
Objetivo: Avaliar o uso de auxílios ópticos e não ópticos na leitura e na escrita de pessoas com baixa visão adquirida. Métodos: Realizou-se estudo descritivo, tipo transversal. O instrumento de coleta de dados continha questões estruturadas, desenvolvidas em estudo exploratório e teste prévio e foi aplicado por entrevista, onde foram investigadas as seguintes variáveis: características pessoais, uso de auxílios ópticos e não ópticos, atividades para as quais utiliza auxílios ópticos e não ópticos. Resultados: A população foi composta por 30 sujeitos com baixa visão adquirida, com acuidade visual entre 20/200 a 20/400. A maioria dos sujeitos declarou fazer uso de algum tipo de auxílio óptico (60,0%). Desses 60,0%, a maioria (83,3%) citou os óculos como o auxílio óptico mais usado. A maioria (63,3%) dos sujeitos relatou fazer uso de auxílios não ópticos e os mais citados foram a ampliação de letras (68,4%), seguidos da aproximação dos objetos aos olhos (57,8%). Os sujeitos ressaltaram o uso de mais de um auxílio não óptico. Conclusão: A maioria informou utilizar os auxílios ópticos e não ópticos nas atividades de leitura, evidenciando o uso de óculos e da lupa manual, assim como da ampliação de letras, mas mesmo utilizando tais auxílios verificou-se que os sujeitos necessitavam ler o texto mais de uma vez para terem a compreensão do mesmo. Para a realização das atividades de escrita, a totalidade dos sujeitos declarou utilizar os auxílios ópticos, enquanto que a maioria declarou não utilizar auxílios não ópticos nessas atividades.
Keywords: Baixa visão/reabilitação; Leitura; Pessoas com deficiência visual; Linguagem; Escrita manual; Recursos audiovisuais
Abstract
Keywords:
Abstract
Keywords:
Abstract
Keywords:
Abstract
Keywords:
Abstract
Keywords:
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000