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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência de um filtro para o espectro azul da luz, semelhante à lente intra-ocular Acrysof Natural®, nos exames de perimetria automatizada padrão (branco-no-branco) e de comprimento de onda curto (azul-no-amarelo). MÉTODOS: Vinte pacientes jovens sem alterações oculares (20 olhos) realizaram seqüência de 4 exames de campo visual: perimetria automatizada padrão e azul-no-amarelo com e sem o filtro para o espectro azul da luz. Os índices de limiar foveal (FT), desvio médio (MD) e desvio-padrão (PSD) obtidos em todos os exames e a diferença causada pela excentricidade nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo foram analisados. Variabilidade interindivíduos (desvio-padrão dos pontos testados) foi calculada. RESULTADOS: Observou-se redução estatisticamente significante no desvio médio (p<0.001) e no limiar foveal (p<0.001) medidos pela perimetria automatizada azul-no-amarelo com o uso do filtro para o espectro azul da luz comparado quando realizado sem o filtro. Nenhum outro índice avaliado apresentou diferença estatisticamente significante nos exames de perimetria automatizada padrão ou azul-no-amarelo. Foi notado aumento da variabilidade interindivíduos com a excentricidade nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo com e sem o uso do filtro para o espectro azul da luz, assim como a diferença de sensibilidade entre os hemisférios inferior e superior (hemisfério inferior menos superior), mas não houve diferença estatisticamente significante quando comparados os exames com e sem o uso do filtro. Quando foram comparados os 4 pontos mais inferiores e os 4 pontos mais superiores, a diferença inferior-superior aumentou com e sem o uso do filtro para o espectro azul da luz. CONCLUSÃO: Observou-se redução estatisticamente significante no desvio médio e limiar foveal nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo com o uso do filtro para o espectro azul da luz, mas não nos exames de perimetria automatizada padrão.
Keywords: Extração de catarata; Implante de lente intra-ocular; Campo visual; Perimetria; Cristalino; Sensibilidade e especificidade; Degeneração macular; Percepção visual; Macula lutea
Abstract
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é demonstrar experimentalmente as alterações precoces da retina sensorial induzidas pela hipercolesterolemia. MÉTODOS: Coelhos New Zealand foram organizados em dois grupos: GC (grupo controle), composto por 6 coelhos (6 olhos), recebeu dieta normal por 6 semanas; G1, composto por 12 coelhos (12 olhos), tratado previamente com ração colesterol a 1% (Sigma-Aldrich) por 2 semanas e a partir do 14º dia com ração colesterol a 0,5% (Sigma-Aldrich). Os olhos foram submetidos à análise imunohistoquímica com os anticorpos monoclonais anticalretinina e anti-glial fibrillary acidic protein (GFAP). RESULTADOS: G1 apresentou maior número de células e elementos celulares imunoreativos a anticalretinina que o GC, com relevância estatística. GFAP foi negativo em ambos os grupos. CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou que a dieta hipercolesterolêmica pode induzir alterações precoces na retina sensorial em coelhos. O anticorpo monoclonal anticalretinina foi capaz de revelar o acúmulo de cálcio dentro das células neuronais retiniana.
Keywords: Retina; Modelos animais; Proteínas de ligação do cálcio; Colesterol; Anoxia; Imuno-histoquímica; Coelhos
Abstract
Nosso objetivo é relatar um caso de neurorretinite subaguda unilateral difusa (DUSN), onde uma larva oftalmoscopicamente visível foi detectada e, através do escaneamento pela tomografia de coerência óptica (OCT), foi possível estabelecer a localização precisa do parasita entre as camadas da retina. Nossos resultados sugerem que o movimento do parasita nas camadas mais internas da retina possa explicar as graves alterações neuronais degenerativas encontradas.
Keywords: Retinite; Neurite óptica; Infecções oculares parasitárias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual; Fibras nervosas; Humanos; Masculino; Adulto; Relatos de casos
Abstract
Objetivo: Avaliar o impacto da acuidade visual, danos no campo visual e outros fatores na qualidade de vida em pacientes brasileiros com glaucoma.
Métodos: Este foi um estudo transversal prospectivo incluindo 49 pacientes com glaucoma selecionados com base na presença de defeitos por perimetria automatizada padrão reprodutíveis em pelo menos um olho no momento da avaliação. Um exame oftalmológico detalhado foi realizado em cada paciente. Todos os pacientes possuíam perimetria automatizada padrão reprodutível e preencheram um questionário NEI VFQ-25. As associações dos escores de qualidade de vida à acuidade visual melhor corrigida e à perda de campo visual dos melhores e piores olhos foram investigadas.
Resultados: A média dos escores de qualidade de vida dos pacientes foi de 58,8 ± 18,7 unidades. Os maiores e menores valores médios (85,0 ± 24,2 e 37,5 ± 36,5 unidades) foram observados nas subescalas “Social Functioning Subscale” e “Driving Subscale”, respectivamente. Pacientes com glaucoma avançado (desvio médio <-12 dB) no pior olho tiveram escores de qualidade de vida significativamente menores (p=0,007). Houve correlação significativa entre escores de qualidade de vida e a acuidade visual dos olhos melhores e piores (r2=13%; p=0,010 e r2=32%; p<0,001; respectivamente). Houve também uma correlação significativa entre os escores de qualidade de vida e desvios médios da perimetria automatizada padrão dos olhos melhores e piores (r2=13%; p=0,023 e r2=47%; p<0,001; respectivamente). Em um modelo multivariado contendo dados socioeconômicos e de comorbidades, a qualidade de vida permaneceu significativamente relacionada ao desvio médio padrão da perimetria automatizada do olho melhor e pior (r2=23%; p=0,29 e r2=49%; p<0,001, respectivamente) bem como para a acuidade visual do olho melhor e pior (r2=18%; p= 0,017 e r2=40%; p<0,001, respectivamente).
Conclusão: O desvio padrão da perimetria automatizada padrão e a acuidade visual dos olhos melhor e pior foram associados à menor qualidade de vida em pacientes brasileiros com glaucoma. A qualidade de vida foi em grande parte altamente associada ao desvio padrão da perimetria automatizada padrão do pior olho.
Keywords: Glaucoma; Saúde ocular; Qualidade de vida; Campo visual; Inquéritos e questionários/normas; Acuidade visual
Abstract
Objetivos: O presente estudo teve por objetivo avaliar a segurança da injeção intravítrea de 0,1 ml de sunitinibe em duas concentrações (1 mg/ml e 10 mg/ml), 0,1 ml de dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas sem droga e 0,1 ml de dispersão contendo nanocápsulas poliméricas livre de drogas analisando os possíveis efeitos tóxicos à retina de coelhos albinos detectados pela eletrofisiologia e histologia por microscopia óptica.
Métodos: Um estudo controlado experimental foi realizado com 20 olhos de coelhos albinos. Foram realizadas injeções intravítrea de duas concentrações diferentes de sunitinibe, uma dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas e uma dispersão contendo nanocápsulas. O olho contralateral não recebeu tratamento e foi utilizado como controle.
Resultados: Não foram observadas alterações eletrorretinográficas nos grupos do sunitinibe (1 mg/ml e 10 mg/ml) e no grupo das nanopartículas lipídicas sólidas. No grupo das nanocápsulas, houve alterações significativas tanto na morfologia, quanto na amplitude e tempo das ondas do eletrorretinograma. Ao estudo histológico, somente o grupo das nanocápsulas apresentou alterações degenerativas (núcleos tumefeitos) com acentuado edema e formação de vacúolos citoplasmáticos, sugerindo toxidade retiniana.
Conclusões: As injeções intravítreas de sunitinibe e nanopartículas lipídicas sólidas não foram tóxicas para a retina. No entanto, nanocápsulas mostraram ser tóxicas para a retina. Sendo assim, a possibilidade de poder combinar o potencial de uma droga que possui a capacidade de inibir duas importantes vias da angiogênese, às vantagens de liberação controlada das nanopartículas lipídicas sólidas, pode ser um importante recurso terapêutico para doenças vasoproliferativas oculares.
Keywords: Neovascularização patológica; Inibidores da angiogênese; Nanotecnologia; Nanopartículas; Injeções intravítreas; Coelhos
Abstract
Optic neuritis is an important cause of unilateral and acute visual loss in young adults, but other differential diagnoses should be considered, especially when the disease has an atypical presentation. This report presents the case of a young woman with reduced visual acuity in her right eye, associated with optic disc edema and a relative afferent pupillary defect, that was initially misdiagnosed as optic neuritis and subsequently found to have paracentral acute middle maculopathy, possibly secondary to subtle impending central retinal vein occlusion. This case emphasizes the need to remember that retinal vascular diseases can occasionally mimic optic neuritis. Detailed anamnesis and ophthalmic examination can avoid unnecessary interventions.
Keywords: Optic disc; Papilledema; Optic neuritis; Retinal diseases; Diagnosis, differential; Visual acuity; Diagnostic errors
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