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Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar a eficácia do uso tópico do colírio de ciclosporina 1% em dois veículos, óleo de oliva e linhaça, e dos óleos separados, no tratamento da ceratoconjuntivite seca experimentalmente induzida (KCS) em coelhos.Método:Vinte e cinco coelhos Nova Zelândia foram induzidos para KCS com colírio de sulfato de atropina a 1% por sete dias antes e durante o período de tratamento (12 semanas) e foram divididos em 5 grupos, um grupo controle (C), sem indução de KCS e quatro grupos de tratamento tópico com ciclosporina em óleo de oliva (CO), ciclosporina em óleo de linhaça (CL), óleo de oliva (O) e óleo de linhaça (L). Os animais foram avaliados utilizando o teste lacrimal de Schirmer I (STT), teste de fluoresceína (FT), teste de ruptura do filme lacrimal (TBUT), teste de rosa bengala (RBT) e análise histopatológica.Resultados:Os valores de TBUT e STT diminuíram significativamente uma semana pós-indução da KCS (p<0,05) e foram semelhantes aos valores iniciais após a quarta semana de tratamento, em todos os grupos. Após a indução de KCS, houve menor dano na córnea no grupo L em relação ao grupo CL, quando avaliados FT e RBT. A histopatologia demonstrou que os grupos L e CL apresentaram menos edema e congestão da córnea. Não houve diferença significativa na densidade das células caliciformes (células/mm2) entre os grupos (p=0,147).Conclusão:Ciclosporina diluída em óleo de oliva ou linhaça foi eficiente no tratamento da CCS, porém teve uma melhor eficácia quando diluída no óleo de linhaça. O óleo de linhaça, isoladamente ou associado, apresentou melhor eficácia quando comparado ao óleo de oliva. Estes resultados podem contribuir no futuro com novas formulações oftálmicas tópicas no tratamento da CCS.
Keywords: Ciclosporina/administração & dosagem; Óleo de palmeira; Óleo de semente do linho; Ceratoconjuntivite seca; Coelhos
Abstract
Objetivo: O ceratocone é uma ectasia corneana bilateral e assimétrica que leva a afinamento corneano inferior e protrusão da córnea, não existe consenso sobre qual é o melhor caminho para adaptar lentes de contato em pacientes com ceratocone, considerando seus diferentes padrões topográficos e graus de evolução. O objetivo desse estudo é associar o grau de evolução e padrão topográfico com o tipo/desenho da lente adaptada. Métodos: Análise retrospectiva das lentes de contato adaptadas em 185 pacientes com ceratocone (325 olhos) no Departamento de Lentes de Contato. O ceratocone foi classificado de acordo com a ceratometria em graus I, II, III e IV e de acordo com a morfologia em cone redondo, oval, globoso e indeterminado. Resultados: Foram avaliados 325 olhos. Em 66,1% dos olhos com grau I foi adaptada lente monocurva. Dos 162 olhos classificados como graus I e II foram adaptadas lentes monocurva em 51%, bicurva em 30% e outros em 19%. Em relação aos olhos grau III, em 52,1% foram adaptadas lentes bicurvas e o mesmo aconteceu em 62,2% dos olhos com grau IV. Apenas 26% dos olhos grau III ou IV receberam lentes monocurva, com necessidade de bicurvas em 55%. 45% dos cones ovais foram adaptados com lentes monocurva, 35% com bicurvas e 20% com outros tipos, enquanto 55% dos cones redondos foram adaptados com lentes bicurvas, apenas 30% com monocurvas e 15% com outros desenhos. Conclusão: Lentes de contato rígida gás-permeável (LCRGP) monocurvas são mais frequentemente utilizadas em ceratocones leves e moderados e em ovais, enquanto bicurvas são mais usadas para casos graves e avançados e em cones redondos.
Keywords: Doenças da córnea; Ceratocone; Ceratocone/classificação; Lentes de contato; Desenho de equipamento
Abstract
OBJETIVOS: o principal objetivo deste estudo foi descrever pacientes com achados vasculares retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19. Com maior notificação de possíveis eventos adversos similares, esperamos compreender a real dimensão e relevância do que foi apresentado.
MÉTODOS: Onze pacientes com queixas visuais após vacinação contra COVID-19 foram estudados. Os dados analisados foram: idade, gênero, tipo de vacinação, tempo de aparecimento de sintomas, achados sistêmicos, antecedentes pessoais, acuidade visual com melhor correção, biomicroscopia e imagem retiniana multimodal (retinografia colorida, red-free, SD-OCT, OCTA e angiofluoresceinografia). Os critérios de inclusão foram a presença de alterações oftalmológicas ocorridas dentro de 30 dias após a primeira ou segunda dose de qualquer vacina contra COVID-19.
RESULTADOS: Onze pacientes foram incluídos: 5 com oclusão arterial (45,4%), 4 com oclusão venosa (36,4%) e 2 (18,2%) com alterações não específicas vasculares sugestivas de isquemia retiniana como exsudatos algodonosos. A idade média dos pacientes foi de 57 anos (DP=16; com intervalo de 27 a 84 anos). A média de tempo de aparecimento de sintomas após a vacinação foi de 10 dias (DP=5,4; com intervalo de 3 a 16 dias). Nove dos onze pacientes eram do sexo feminino (81,8%). Fatores de risco sistêmicos foram observados em 36,4% dos pacientes. Dois pacientes tiveram sintomas neurológicos e visuais, com oclusão arterial. 36,4% dos pacientes tiveram infecção prévia por COVID-19 no último ano. Sete pacientes (63,6%) receberam a vacina ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222).
CONCLUSÕES: nossos dados sugerem que eventos retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19 são possíveis, porém raros. A relação entre estes eventos pós-vacinais exigem futura atenção antes de maiores conclusões.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavírus; Vacina; Oclusão arterial; Oclusão venosa; Síndrome de Susac
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Paciente de 45 anos, sexo feminino queixava-se de hiperemia e dor no olho direito há sete dias. Encontrava-se sob investigação de alterações urinárias e relatou história pregressa de úlceras orais e hiperemia ocular bilateral recorrentes. A acuidade visual corrigida era de 20/30 no olho direito e 20/20 no esquerdo. A biomicroscopia da superfície ocular do olho direito revelou intensa hiperemia escleral em região nasal que persistiu após a instilação de fenilefrina tópica a 10%, reforçando o diagnóstico clínico de esclerite anterior unilateral. A biópsia renal revelou a presença de imunocomplexos de IgA e confirmou a hipótese de doença de Berger. Uma terapia imunossupressora de manutenção com azatioprina após 6 meses de indução de remissão com ciclofosfamida foi necessária após pulsoterapia com metilprednisolona. A esclerite geralmente está relacionada a doenças autoimunes sistêmicas, como artrite reumatoide e poliangeite. Descrevemos aqui um caso raro de esclerite anterior unilateral associada à doença de Berger.
Keywords: Glomerulonefrite; Imunoglobulina; Esclerite; Azatioprina; Ciclofosfamida; Relatos de casos
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Paciente de 78 anos do sexo masculino com história de dois dias de baixa acuidade visual em olho esquerdo e exame fundoscópico sugestivo de oclusão da artéria retiniana, além de história de alergia a fluoresceína sódica. Em exame de fundoscopia de olho esquerdo pode ser observado disco óptico róseo, mal delimitado, palidez difusa da retina, com banda em área macular apresentando cor rósea preservada. A tomografia de coerência óptica apresentava aumento de espessura de retina interna em áreas de palidez e espessura e camadas preservadas em área poupada. A tomografia de coerência óptica-A mostrou sinal diminuído em camadas superficiais, com sinal de fluxo diminuído em coriocapilar. A tomografia de coerência óptica-A é uma alternativa válida para seguimento de pacientes com oclusão da artéria retiniana, em casos de alergia ao contraste ou contra indicação ao exame. O exame é não invasivo e pode melhorar não somente a avaliação dos pacientes nos dias de hoje como aumenta possibilidades em futuros estudos e tratamentos da oclusão da artéria retiniana.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Oclusão da artéria retiniana
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Keywords:
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Bilateral acute depigmentation of the iris and bilateral acute iris transillumination (BAIT) are similar clinical entities. The former causes acute-onset depigmentation of the iris stroma without transillumination, whereas the latter causes depigmentation of the iris pigment epithelium with transillumination. The etiopathogenesis of these conditions is not yet fully understood, but the proposed causes include the use of systemic antibiotics (especially moxifloxacin) and viral triggers. We present a case series of five female patients with a mean age of 41 (32-45) years, all of whom suffered acute onset of bilateral pain and redness of the eyes after moxifloxacin use (oral or topical). It is important for ophthalmologists to be aware of the two forms of iris depigmentation since this case series suggests that SARS-CoV-2 or its empirical treatment with moxifloxacin may trigger iris depigmentation. If this is the case, clinicians will likely see increased incidences of bilateral acute depigmentation of the iris and bilateral acute iris transillumination during and after the COVID-19 pandemic.
Keywords: SARS-CoV-2; Pigment epithelium of eye; Iris diseases/pathology; Transillumination; Ocular hypertension; Intraocular pressure; Drug related side effect and adverse reactions; Iris diseases/drug therapy; Moxifloxacin/therapeutic Use; Humans; Case reports
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