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Abstract
Objetivo: Analisar as taxas de incidência de neovascularização do segmento anterior (NSA) e de glaucoma neovascular (GNV), em pacientes com edema macular secundário a oclusão de veia central da retina (OVCR), em tratamento com injeções intravítreas de triamcinolona (IVTA) ou bevacizumab (IVB). Métodos: Neste estudo prospectivo, randomizado, duplo mascarado e sham controlado, 35 pacientes com edema macular secundário a OVCR foram randomizados para IVB, IVTA ou para o grupo controle (sham), durante os 6 primeiros meses do estudo. O desfecho primário foi a taxa de incidência de NSA no mês 6. Os desfechos secundários foram alterações médias da acuidade visual corrigida (BCVA) e espessura foveal central (EFC) ao exame de tomografia de coerência óptica, até o mês 12. Resultados: NSA ocorreu em oito (22,86%) olhos, cinco (62,50%) olhos no grupo sham e três (37,50%) olhos no grupo tratado com injeções intravítreas de Triamcinolona, Não houve nenhum caso com NSA no grupo tratado com bevacizumab durante 12 meses de acompanhamento (p=0,009). A BCVA apresentou diferença estatisticamente significante (p<0,05) entre os grupos, somente no mês 1. A EFC não apresentou diferenças estatisticamente significantes (p<0,05) entre os grupos ao longo dos 12 meses. GNV ocorreu em um olho apesar do tratamento com laser e este paciente necessitou de intervenção cirúrgica. Conclusão: O tratamento precoce com injeções intravítreas de Anti VEGF podem diminuir as taxas de neovascularização do segmento anterior e glaucoma neovascular após oclusão de veia central da retina.
Keywords: Neovascularização patológica; Bevacizumab; Oclusão da veia retiniana; Edema macular; Glaucoma neovascular
Abstract
Objetivo: Avaliar e interpretar como os cirurgiões vitreorretinianos utilizam os vídeos cirúrgicos disponíveis nas mídias sociais como ferramentas complementares de aprendizagem para melhorar, revisar ou atualizar suas habilidades, considerando seus diferentes níveis de especialização.
Métodos: Nesta pesquisa transversal, um survey online foi enviado à especialistas e aprendizes na área vítreo-retiniana.
Resultados: Esta pesquisa incluiu 258 participantes, dos quais 53,88% atuavam há mais de 10 anos (cirurgiões seniores), 29,07% entre 4 e 10 anos (cirurgiões jovens) e 17,05% há menos de 3 anos (cirurgiões em treinamento). Vídeos cirúrgicos de retina nas mídias sociais foram usados por 98,84% dos participantes (intervalo de confiança de 95%, 97,52%-100%). A fonte mais comum de acesso aos vídeos foi o YouTube (91%), e o grupo de cirurgiões com menos de 3 anos de experiência assistiu mais vídeos no YouTube em comparação aos cirurgiões seniores. Assistir a vídeos cirúrgicos nas redes sociais foi o método preferido na preparação para um procedimento para 49,80% dos participantes versus 26,27% que preferiram “consultar colegas” e 18,82% que preferiram buscar informações em artigos científicos. A “qualidade de imagem” (88%) e a presença de “dicas e truques cirúrgicos” (85%) foram as características dos vídeos mais valorizadas pelos participantes.
Conclusão: O uso de vídeos cirúrgicos pode trazer benefícios na aquisição de habilidades estratégicas, como tomada de decisão, planejamento cirúrgico e consciência situacional. Sua aplicação como auxiliar de ensino foi utilizada por cirurgiões de retina independentemente de seu nível de especialização, apesar de ser relativamente mais valioso para cirurgiões em formação ou com menos de 10 anos de experiência.
Keywords: Aprendizagem; Educação a distância; Mídias sociais; Cirurgia vítreo-retiniana; Cirurgiões; Inquéritos e questionários
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