Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (2 )
:67-72
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150019
Abstract
Objetivos: Avaliarem-se os efeitos do cetorolaco de trometamina 0,5%, sem conservante, sobre a expressão da iNOS e da MMP-9, em córneas com úlceras químicas. Métodos: Doze olhos de coelhos machos, 120 dias de idade, foram tratados (GT ), a cada 6 horas, com o cetorolaco de trometamina 0,5% e outros 12 com solução salina (GC), imediatamente à ocorrência de úlceras por hidróxido de sódio (NaOH) 1 mol/L. A reepitelização foi monitorada por fluresceína a cada seis horas. Decorridas 24 horas, seis córneas (n=6) de cada grupo foram colhidas (primeiro momento). As demais (n=6) o foram após a sua reepitelização (segundo momento). Em ambos os momentos, avaliaram-se o infiltrado inflamatório e as condições do epitélio neoformado (HE). Por imuno-histoquímica, avaliou-se a imunomarcação de iNOS e de MMP-9. Resultados: A média do tempo de epitelização no GT foi de 55 ± 0,84 horas. No GC, ela foi de 44 ± 1,06 horas (p=0,001). Às 24 horas, as córneas do GT apresentaram menor exsudação inflamatória (p<0,01). No segundo momento, o GT mostrou discreta exsudação inflamatória (p>0,05) e menor número de camadas epiteliais comparativamente ao GC. A média de imunomarcação de iNOS em células do estroma não diferiu do GT, em ambos os momentos (p>0,05). No segundo momento, a região central da córnea expressou mais iNOS, comparativamente à periférica, em ambos os grupos. Não se observaram diferenças significativas nos escores de imunomarcação epitelial de iNOS entre os grupos e os momentos (p=0,69). Os escores de imunomarcação epitelial para MMP-9 não diferiram entre os grupos (p=0,69). A média de imunomarcação da MMP-9 em células do estroma não exibiram diferenças entre os grupos e momentos da avaliação (p=0,32). Não houve correlação entre a imunomarcação de iNOS e de MMP-9, assim como quanto ao quantitativo de células inflamatórias e à imunomarcação de iNOS. Conclusões: Cetorolaco 0,5% reduziu a inflamação e atrasou a epitelização na queimadura corneal por álcali sem alterar a expressão de iNOS ou MMP-9 Descritores: Úlcera da córnea/induzida quimicamente; Cetorolaco de trometamina/administração; iNOS; MMP-9
Keywords: Úlcera da córnea/induzida quimicamente; Cetorolaco de trometamina/administração; iNOS; MMP-9
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (3 )
:141-145
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150037
Abstract
Objetivos: Avaliar os efeitos da nalbufina 1% sobre a expressão da metaloproteinase 1 (MMP-1), da metaloproteinase 9 (MMP-9) e do fator de crescimento opióide (OGF), em córneas de coelhos submetidas à ceratectomia lamelar. Métodos: Constituíram-se dois grupos: grupo nalbufina (GN, n=30), que recebeu 30 µL de nalbufina 1% em 4 aplicações diárias, a intervalos regulares, até a epitelização corneal; controle (GC, n=30), que recebeu solução salina nas mesmas condições adotadas no GN. As córneas foram colhidas para imuno-histoquímica decorridos 1, 3, 5, 7 e 9 dias das ceratectomias lamelares, visando a se avaliarem as MMP-1, MMP-9 e OGF. Resultados: A expressão das MMP-1 e de MMP-9 se elevou até o quinto dia de avaliação, sem diferença entre GN e GC (p>0,05). Nos dias 7 e 9, observou-se redução significativa na expressão das enzimas (p<0,01), sendo que diferenças não foram observadas entre os grupos (p>0,05). O OGF exibiu imunomarcação constante em todos os períodos (p>0,05), restrita ao epitélio corneal. Não foram encontradas diferenças entre os grupos (p>0,05). Conclusões: Com base dos resultados obtidos, há como admitir que a nalbufina 1% não alterou o padrão de expressão da MMP-1, da MMP-9 e do OGF em córneas de coelhos submetidas à ceratectomia lamelar.
Keywords: Córnea; Ceratectomia fotorrefrativa; Nalbufina/uso terapêutico; Metaloproteinases da matriz; Receptores opióides; Imuno-histoquímica; Animais; Coelhos
Arq. Bras. Oftalmol. 2017;80 (5 )
:300-303
| DOI: 10.5935/0004-2749.20170073
Abstract
Objetivos: Comparar a concentração no humor aquoso entre as soluções de moxifloxacina 0,5% e gatifloxacina 0,3% sozinhas ou combinadas com corticosteroides, e correlacionar a concentração com a concentração inibitória mínima (MIC) para os agentes microbianos mais comumente relacionados a endoftalmites. Métodos: Pacientes que seriam submetidos a cirurgia de catarata foram selecionados para receber 1 gota a cada 15 min, 1 hora antes do procedimento de uma das seguintes soluções: moxifloxacina (G1), moxifloxacina + dexametasona (G2), gatifloxacina (G3) ou gatifloxacina + prednisolona (G4). Amostras do humor aquoso foram coletadas antes do início da cirurgia. Espectrofotometria de massa por HPLC determinou a concentração do antibiótico nas amostras. Resultados: A concentração media de antibiótico nas amostras foram: G1= 1280,8 ng/mL; G2= 1644,3 ng/mL; G3= 433,7 ng/mL; G4= 308,1 ng/mL. Concentração média entre G1 e 2 (p=0,01), e G3 e 4 (p=0,008). Todas as amostras alcançaram MIC para S. epidermidis; 100% das amostras do G1 e 2, e 97% do G3 e 4 atingiram o MIC para S. aureus fluoroquinolona-sensível; 100% das amostras do G1 e 2, 88% do G3 e 72% do G4 atingiram o MIC para Enterococci (p<0,001); e 100% das amostras do G1 e 2, 59% do G3 e 36% do G4 atingiram o MIC para S. pneumoniae (p<0,001). Para o S. aureus resistente a fluoroquinolona, 23% do G1, 44% do G2, e nenhuma das amostras G3 e 4 atingiram o MIC (p<0,001). Conclusão: Moxifloxacina + dexamethasona demonstrou maior concentração no humor aquoso comparado com a moxifloxacina sozinha. Gatifloxacina + esteróide demonstrou menor penetração na câmara anterior comparado a solução de gatifloxacin sem corticóide. A moxifloxacina foi superior a gatifloxacina considerando o MIC para Enterococci, S. pneumoniae e S. aureus fluorquinolona resistente.
Keywords: Humor aquoso; Soluções oftálmicas; Antibioticoprofilaxia; Fluoroquinolonas; Esteroides; Corticosteroides; Antibacterianos; Estudo comparativo
Arq. Bras. Oftalmol. 2021;84 (3 )
:203-208
| DOI: 10.5935/0004-2749.20210034
Abstract
OBJETIVO: Avaliar comparativamente o limiar de sensibilidade macular da microperimetria e a estabilidade de fixação entre o primeiro (direito) e o segundo (esquerdo) olhos testados de indivíduos normais.
MÉTODOS: Trinta pacientes saudáveis foram divididos aleatoriamente em 2 grupos. Os participantes foram submetidos à microperimetria no “fast mode” e no “expert mode” no grupo I e II, respectivamente. Cada participante foi submetido a um único teste e o olho direito foi testado primeiro.
RESULTADOS: No grupo I, o limiar médio de sensibilidade macular (± DP) foi de 24,5 ± 2,3 dB e 25,7 ± 1,1 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,0415). No grupo II foi de 26,7 ± 4,5 dB e 27,3 ± 4,0 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,58). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os olhos dos dois grupos (p=0,1512). Em relação à estabilidade de fixação (avaliada no grupo microperimetria no “expert mode”), a média das porcentagens dos pontos de fixação dentro do 1 grau central da mácula (P1) ± DP foi de 87,9 ± 11,5% no olho direito e de 93,8 ± 6,6% no olho esquerdo. O teste t pareado não mostrou diferença estatística entre os olhos (p=0,140). O valor médio de P2 ± DP foi de 95,5 ± 4,9% no olho direito e 98,5 ± 2,1% no olho esquerdo. Foi demonstrado um aumento na porcentagem de pontos de fixação no segundo olho testado quando comparado ao primeiro (teste t pareado= 2,364; p=0,034). Houve correlação negativa entre o limiar de sensibilidade macular do olho direito e a duração do exame nos dois grupos (microperimetria no “expert mode”: r=-0,717; p=0,0026; microperimetria no “fast mode”: r=-0,843; p <0,0001).
CONCLUSÃO: O limiar médio de sensibilidade macular foi maior no segundo olho testado no grupo microperimetria no “fast mode” e foi semelhante nos dois olhos no “expert mode”. Nossos dados sugerem que a compreensão do exame pelo indivíduo pode impactar nos resultados da microperimetria.
Keywords: Macula lutea; Fixação ocular; Viés; Campos visuais; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (5 )
:408-413
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180079
Abstract
Objetivos: O presente estudo teve por objetivo avaliar a segurança da injeção intravítrea de 0,1 ml de sunitinibe em duas concentrações (1 mg/ml e 10 mg/ml), 0,1 ml de dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas sem droga e 0,1 ml de dispersão contendo nanocápsulas poliméricas livre de drogas analisando os possíveis efeitos tóxicos à retina de coelhos albinos detectados pela eletrofisiologia e histologia por microscopia óptica.
Métodos: Um estudo controlado experimental foi realizado com 20 olhos de coelhos albinos. Foram realizadas injeções intravítrea de duas concentrações diferentes de sunitinibe, uma dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas e uma dispersão contendo nanocápsulas. O olho contralateral não recebeu tratamento e foi utilizado como controle.
Resultados: Não foram observadas alterações eletrorretinográficas nos grupos do sunitinibe (1 mg/ml e 10 mg/ml) e no grupo das nanopartículas lipídicas sólidas. No grupo das nanocápsulas, houve alterações significativas tanto na morfologia, quanto na amplitude e tempo das ondas do eletrorretinograma. Ao estudo histológico, somente o grupo das nanocápsulas apresentou alterações degenerativas (núcleos tumefeitos) com acentuado edema e formação de vacúolos citoplasmáticos, sugerindo toxidade retiniana.
Conclusões: As injeções intravítreas de sunitinibe e nanopartículas lipídicas sólidas não foram tóxicas para a retina. No entanto, nanocápsulas mostraram ser tóxicas para a retina. Sendo assim, a possibilidade de poder combinar o potencial de uma droga que possui a capacidade de inibir duas importantes vias da angiogênese, às vantagens de liberação controlada das nanopartículas lipídicas sólidas, pode ser um importante recurso terapêutico para doenças vasoproliferativas oculares.
Keywords: Neovascularização patológica; Inibidores da angiogênese; Nanotecnologia; Nanopartículas; Injeções intravítreas; Coelhos