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Abstract
Métodos: Quatro olhos de 4 pacientes que apresentavam complicações pós-trabeculectomia com mitomicina-A (vazamento de humor aquoso com teste de Seidel +, 3 olhos, e bolha hiperfiltrante, 1 olho) foram submetidos à cirurgia para reconstrução da bolha filtrante com uso de membrana amniótica. Resultados: A média do tempo de seguimento foi de 5,75 meses (variação de 2 a 9 meses). Conseguiu-se resolução do quadro em todos os casos, sendo que em 1 caso necessitou-se de aplicação de cola e lente de contato para resolução do quadro. Em média, a epitelização ocorreu em 14,75 dias (variação de 8 a 21 dias). A acuidade visual melhorou em apenas 1 paciente e manteve-se inalterada nos outros 3 casos. Após as cirurgias, a pressão intra-ocular manteve-se sob controle com uso de medicação antiglaucomatosa tópica em todos os pacientes. Conclusão: O uso de membrana amniótica constitui uma opção viável para o tratamento do vazamento do humor aquoso e bolha hiperfiltrante pós-trabeculectomia resistentes ao tratamento convencional. Mais casos são necessários para melhor avaliar e refinar a técnica operatória.
Keywords: Curativos biológicos; Trabeculotomia
Abstract
OBJETIVO: Avaliação clínica, cirúrgica e laboratorial de pacientes com conjuntivocálase. MÉTODOS: Foi realizado exame oftalmológico antes e após tratamento cirúrgico em dez pacientes com conjuntivocálase avaliando os seguintes dados: acuidade visual, biomicroscopia do segmento anterior, padrão de coloração pela rosa bengala, teste de Schirmer e citologia de impressão. RESULTADOS: Após a cirurgia todos os pacientes apresentaram melhora na sintomatologia e no padrão de rosa bengala. A citologia de impressão revelou metaplasia escamosa em oito pacientes. CONCLUSÃO: A cirurgia pode ser eficaz na melhora da sintomatologia dos pacientes com conjuntivocálase. Metaplasia escamosa foi achado freqüente nesses pacientes.
Keywords: Doenças da conjuntiva; Doenças da conjuntiva; Conjuntiva; Síndromes do olho seco; Olho
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a possibilidade de contaminação do líquido amniótico e da membrana amniótica no tempo zero e em diferentes tempos após o parto. MÉTODO: Nove amostras de líquido amniótico foram colhidas através de punção uterina. Nove membranas amnióticas foram obtidas de placentas após cesáreas eletivas em gestantes com sorologias negativas (hepatite B, C, sífilis, HIV). Obtiveram-se amostras de membranas amnióticas em três diferentes momentos após o parto (zero, trinta e sessenta minutos). As amostras de membrana foram inoculadas em meios para cultivo bacteriano e fúngico. RESULTADOS: Verificou-se cultivo positivo para bactérias em quatro amostras do líquido amniótico e em todas membranas amnióticas. Staphylococcus coagulase negativo cresceu nas nove membranas estudadas. No tempo zero houve crescimento de Staphylococcus coagulase negativo em todas as membranas, de Staphylococcus aureus em duas, de Enterobacter, Neisseria sp. e Streptococcus viridans em uma cada. No tempo trinta, o Staphylococcus coagulase negativo também cresceu em todas as membranas e o Streptococus viridans em uma. No tempo sessenta, o Staphylococcus coagulase negativo cresceu em oito das nove membranas, o Staphylococcus aureus em duas e o Streptococus viridans em uma. Staphylococcus coagulase negativo foi encontrado em três amostras de líquido e membranas amnióticas correspondentes. CONCLUSÃO: Contaminação bacteriana foi evidenciada em todas as membranas amnióticas. Cuidados assépticos devem ser realizados durante todo o manuseio da membrana antes de sua utilização. Estudos quantitativos com maior número de amostras são necessários para comparação mais acurada da variação da contaminação da membrana amniótica em diferentes tempos após a sua retirada.
Keywords: Contaminação; Bactérias; Líquido amniótico; Córnea; Staphylococcus
Abstract
OBJETIVO: Analisar a viabilidade econômica da Unidade Móvel de um Serviço de Referência terciária em Oftalmologia. MÉTODOS: Foi considerado o montante gasto com a sua compra e construção no ano 2000 e as despesas com a sua manutenção e funcionamento no ano 2001, comparando-se com a receita gerada a partir de consultas, exames complementares e cirurgias oculares do Sistema Único de Saúde no ano 2001. Para fins de análise econômica, determinou-se uma taxa de juros de 10% ao ano e um período de depreciação de 10 anos. RESULTADOS: O valor total para aquisição e montagem da Unidade Móvel do Hospital Oftalmológico de Sorocaba foi de R$ 184.140,00. O montante gasto com despesas para a sua manutenção e funcionamento durante o ano 2001 foi de R$ 28.000,00. A Unidade funcionou, em média, durante 2 dias por semana no ano 2001 e foram realizadas, nesse período, 6.492 consultas, estabelecendo-se uma receita de R$ 32.460,00. As consultas geraram exames complementares e cirurgias oculares, contabilizando-se R$ 51.540,00. Portanto, a receita obtida diretamente com as consultas, exames complementares e cirurgias durante o ano 2001 foi R$ 84.000,00, pagos pelo Sistema Único de Saúde, de acordo com valores pré-estabelecidos. A partir desses valores é possível uma análise econômica do empreendimento e esta foi feita com e sem poupança para depreciação, levando-se em consideração as despesas e as receitas. CONCLUSÃO: Além de prestar atendimento a comunidades carentes e distantes, uma Unidade Móvel pode ser fonte de renda para um Serviço de Oftalmologia.
Keywords: Unidades móveis de saúde; Referência e consulta; Transtornos da visão; Transtornos da visão; Análise custo-benefício; Custos e análise de custo; Serviços de saúde; Prestação de cuidados de saúde
Abstract
O objetivo é avaliar os efeitos da ceratectomia fototerapêutica (PTK) em pacientes com ceratopatia bolhosa. Foi realizada ceratectomia fototerapêutica em paciente pseudofácico com descompensação corneana pós-facectomia, com excimer laser Nidek EC 5000, após debridamento epitelial manual. O paciente apresentou melhora da dor a partir do décimo quinto dia após a aplicação do laser e durante os oito meses de seguimento. Não houve melhora da acuidade visual. A realização de ceratectomia fototerapêutica deve ser considerada uma alternativa a mais no tratamento da dor em ceratopatia bolhosa de pseudofácicos.
Keywords: Ceratoplastia penetrante; Pseudofacia; Doenças da córnea; Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser; Relatos de casos
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OBJETIVO: Comparar, por microscopia eletrônica, a integridade anatômica e a presença de fatores de crescimento e citocinas da membrana amniótica preservada com glicerol/MEM (1:1) e dimetilsulfóxido puro. MÉTODOS: As membranas amnióticas preservadas em glicerol/MEM (1:1) ou dimetilsulfóxido puro foram processadas para microscopia eletrônica de transmissão e varredura. Como controle, membrana amniótica fresca foi imediatamente fixada após coleta e processada para microscopia eletrônica. As citocinas e os fatores de crescimento avaliados foram: TGF-beta- fator transformador de crescimento beta; TGF-beta ativ- fator transformador de crescimento beta ativado; EGF- fator recombinante de crescimento epitelial humano; FGF-4- fator de crescimento fibroblástico 4; FGF-beta- fator de crescimento fibroblástico básico; IL-4- interleucina 4; PGE2- prostaglandina E2; IL-10- interleucina 10; KGF- fator de crescimento de queratinócito; HGF- fator de crescimento de hepatócito. RESULTADOS: As membranas amnióticas do grupo controle apresentavam epitélio íntegro, com microvilos na superfície e complexos juncionais entre as células e a membrana basal. As membranas amnióticas preservadas em glicerol/MEM tinham aspecto semelhante às do controle, com maior altura das células epiteliais. Já as membranas amnióticas preservadas em dimetilsulfóxido mostraram redução das junções intercelulares e destacamento do epitélio da membrana basal. As citocinas e fatores de crescimento não apresentaram diferenças entre os grupos, exceto FGF-4, FGF-beta, PGE2 e KGF. CONCLUSÕES: A membrana amniótica preservada em meio glicerol/MEM apresentou melhor integridade tecidual, com menor desprendimento do epitélio da membrana basal, em comparação com a preservada no dimetilsulfóxido puro. Os fatores de crescimento e citocinas estavam, em sua maior parte, preservados com as duas técnicas de preservação.
Keywords: Âmnio; Microscopia eletrônica; Glicerol; Dimetilsulfóxido; Citocina; Fator transformador de crescimento beta
Abstract
Este relato de caso descreve um paciente jovem, sem diagnóstico de glaucoma, portador de neurofibromatose e com história prévia de glioma de nervo óptico em um olho, que desenvolveu múltiplos defeitos localizados na camada de fibras nervosas próximos a uma cicatriz coriorretiniana no olho contralateral. Depois de discutir as diferentes etiologias possíveis para os defeitos localizados, a desorganização da camada de fibras nervosas secundária à lesão coriorretiniana foi considerada a causa mais plausível. Contudo, futuro acompanhamento com campo visual, documentação da cabeça do nervo óptico e neuroimagem é mandatório neste caso e pode fornecer informações adicionais para melhor entendê-lo.
Keywords: Fibras nervosas; Cicatriz; Doenças da retina; Glioma de nervo óptico
Abstract
OBJETIVOS: Identificar os principais achados fundoscópicos em pacientes portadores de anemia falciforme encaminhados a um Serviço Oftalmológico de Referência em Goiânia (GO). MÉTODOS: Foram realizados exames oftalmológicos em 50 pacientes (100 olhos) portadores de hemoglobinopatia falciforme para observar quais as alterações retinianas mais comuns nesse grupo. RESULTADOS: O tipo de hemoglobinopatia mais encontrado foi o SS, seguido pelas hemoglobinopatias SC, AS e Sthal. Dentro da amostra estudada, 22% apresentaram alterações retinianas. Destes 73% eram do sexo masculino. A alteração retinianas encontradas foram: "sea fan", "black sunburst", hemorragia vítrea e descolamento de retina. Em relação à classificação da retinopatia, 73% apresentaram a forma proliferativa, sendo vista nos tipos AS e SC e 27% apresentaram a forma não-proliferativa da retinopatia, sendo vista nos portadores do tipo SS. CONCLUSÃO: Foi observado elevado número de pacientes com alterações retinianas na amostra estudada, sendo o maior número em portadores da hemoglobinopatia SC, seguido dos grupos AS e SS. As alterações proliferativas foram as mais observadas. Hemorragia vítrea e descolamento de retina foram as manifestações proliferativas de maior prevalência e mostraram ser mais frequente em portadores da hemoglobinopatia SC na população estudada.
Keywords: Anemia falciforme; Hemoglobina falciforme; Retina; Descolamento retiniano; Hemorragia vítrea
Abstract
Retinopatia solar é o dano fotoquímico à retina causado, geralmente, pela observação solar, direta ou indireta, devido ao uso de drogas alucinógenas, distúrbios psíquicos ou durante eclipses. Pode haver, ou não, perda de acuidade visual. Relata-se o caso de uma paciente, 38 anos, com quadro de retinopatia solar em olho esquerdo, sem história prévia de exposição solar, apresentando acuidade visual normal e queixa de metamorfopsia. A tomografia de coerência óptica mostrou ruptura do epitélio pigmentar da retina, confirmando retinopatia solar padrão II. A acuidade visual tende a normalizar-se entre 3 a 9 meses, mas nem sempre. Assim, enfatiza-se a necessidade de orientação à população sobre proteção ocular durante exposição solar pela possibilidade de existirem pessoas com susceptibilidade elevada ao dano retiniano, como se presume possa ter ocorrido com esta paciente. Finalmente, destaca-se a importância da tomografia de coerência óptica para o diagnóstico da retinopatia solar.
Keywords: Retina; Luz solar; Acuidade visual; Retinite; Tomografia de coerência óptica; Relato de caso
Abstract
Objetivos: Avaliarem-se os efeitos do cetorolaco de trometamina 0,5%, sem conservante, sobre a expressão da iNOS e da MMP-9, em córneas com úlceras químicas. Métodos: Doze olhos de coelhos machos, 120 dias de idade, foram tratados (GT ), a cada 6 horas, com o cetorolaco de trometamina 0,5% e outros 12 com solução salina (GC), imediatamente à ocorrência de úlceras por hidróxido de sódio (NaOH) 1 mol/L. A reepitelização foi monitorada por fluresceína a cada seis horas. Decorridas 24 horas, seis córneas (n=6) de cada grupo foram colhidas (primeiro momento). As demais (n=6) o foram após a sua reepitelização (segundo momento). Em ambos os momentos, avaliaram-se o infiltrado inflamatório e as condições do epitélio neoformado (HE). Por imuno-histoquímica, avaliou-se a imunomarcação de iNOS e de MMP-9. Resultados: A média do tempo de epitelização no GT foi de 55 ± 0,84 horas. No GC, ela foi de 44 ± 1,06 horas (p=0,001). Às 24 horas, as córneas do GT apresentaram menor exsudação inflamatória (p<0,01). No segundo momento, o GT mostrou discreta exsudação inflamatória (p>0,05) e menor número de camadas epiteliais comparativamente ao GC. A média de imunomarcação de iNOS em células do estroma não diferiu do GT, em ambos os momentos (p>0,05). No segundo momento, a região central da córnea expressou mais iNOS, comparativamente à periférica, em ambos os grupos. Não se observaram diferenças significativas nos escores de imunomarcação epitelial de iNOS entre os grupos e os momentos (p=0,69). Os escores de imunomarcação epitelial para MMP-9 não diferiram entre os grupos (p=0,69). A média de imunomarcação da MMP-9 em células do estroma não exibiram diferenças entre os grupos e momentos da avaliação (p=0,32). Não houve correlação entre a imunomarcação de iNOS e de MMP-9, assim como quanto ao quantitativo de células inflamatórias e à imunomarcação de iNOS. Conclusões: Cetorolaco 0,5% reduziu a inflamação e atrasou a epitelização na queimadura corneal por álcali sem alterar a expressão de iNOS ou MMP-9 Descritores: Úlcera da córnea/induzida quimicamente; Cetorolaco de trometamina/administração; iNOS; MMP-9
Keywords: Úlcera da córnea/induzida quimicamente; Cetorolaco de trometamina/administração; iNOS; MMP-9
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Objetivos: Avaliar os efeitos da nalbufina 1% sobre a expressão da metaloproteinase 1 (MMP-1), da metaloproteinase 9 (MMP-9) e do fator de crescimento opióide (OGF), em córneas de coelhos submetidas à ceratectomia lamelar. Métodos: Constituíram-se dois grupos: grupo nalbufina (GN, n=30), que recebeu 30 µL de nalbufina 1% em 4 aplicações diárias, a intervalos regulares, até a epitelização corneal; controle (GC, n=30), que recebeu solução salina nas mesmas condições adotadas no GN. As córneas foram colhidas para imuno-histoquímica decorridos 1, 3, 5, 7 e 9 dias das ceratectomias lamelares, visando a se avaliarem as MMP-1, MMP-9 e OGF. Resultados: A expressão das MMP-1 e de MMP-9 se elevou até o quinto dia de avaliação, sem diferença entre GN e GC (p>0,05). Nos dias 7 e 9, observou-se redução significativa na expressão das enzimas (p<0,01), sendo que diferenças não foram observadas entre os grupos (p>0,05). O OGF exibiu imunomarcação constante em todos os períodos (p>0,05), restrita ao epitélio corneal. Não foram encontradas diferenças entre os grupos (p>0,05). Conclusões: Com base dos resultados obtidos, há como admitir que a nalbufina 1% não alterou o padrão de expressão da MMP-1, da MMP-9 e do OGF em córneas de coelhos submetidas à ceratectomia lamelar.
Keywords: Córnea; Ceratectomia fotorrefrativa; Nalbufina/uso terapêutico; Metaloproteinases da matriz; Receptores opióides; Imuno-histoquímica; Animais; Coelhos
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Objetivos: Comparar a concentração no humor aquoso entre as soluções de moxifloxacina 0,5% e gatifloxacina 0,3% sozinhas ou combinadas com corticosteroides, e correlacionar a concentração com a concentração inibitória mínima (MIC) para os agentes microbianos mais comumente relacionados a endoftalmites. Métodos: Pacientes que seriam submetidos a cirurgia de catarata foram selecionados para receber 1 gota a cada 15 min, 1 hora antes do procedimento de uma das seguintes soluções: moxifloxacina (G1), moxifloxacina + dexametasona (G2), gatifloxacina (G3) ou gatifloxacina + prednisolona (G4). Amostras do humor aquoso foram coletadas antes do início da cirurgia. Espectrofotometria de massa por HPLC determinou a concentração do antibiótico nas amostras. Resultados: A concentração media de antibiótico nas amostras foram: G1= 1280,8 ng/mL; G2= 1644,3 ng/mL; G3= 433,7 ng/mL; G4= 308,1 ng/mL. Concentração média entre G1 e 2 (p=0,01), e G3 e 4 (p=0,008). Todas as amostras alcançaram MIC para S. epidermidis; 100% das amostras do G1 e 2, e 97% do G3 e 4 atingiram o MIC para S. aureus fluoroquinolona-sensível; 100% das amostras do G1 e 2, 88% do G3 e 72% do G4 atingiram o MIC para Enterococci (p<0,001); e 100% das amostras do G1 e 2, 59% do G3 e 36% do G4 atingiram o MIC para S. pneumoniae (p<0,001). Para o S. aureus resistente a fluoroquinolona, 23% do G1, 44% do G2, e nenhuma das amostras G3 e 4 atingiram o MIC (p<0,001). Conclusão: Moxifloxacina + dexamethasona demonstrou maior concentração no humor aquoso comparado com a moxifloxacina sozinha. Gatifloxacina + esteróide demonstrou menor penetração na câmara anterior comparado a solução de gatifloxacin sem corticóide. A moxifloxacina foi superior a gatifloxacina considerando o MIC para Enterococci, S. pneumoniae e S. aureus fluorquinolona resistente.
Keywords: Humor aquoso; Soluções oftálmicas; Antibioticoprofilaxia; Fluoroquinolonas; Esteroides; Corticosteroides; Antibacterianos; Estudo comparativo
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OBJETIVO: Avaliar comparativamente o limiar de sensibilidade macular da microperimetria e a estabilidade de fixação entre o primeiro (direito) e o segundo (esquerdo) olhos testados de indivíduos normais.
MÉTODOS: Trinta pacientes saudáveis foram divididos aleatoriamente em 2 grupos. Os participantes foram submetidos à microperimetria no “fast mode” e no “expert mode” no grupo I e II, respectivamente. Cada participante foi submetido a um único teste e o olho direito foi testado primeiro.
RESULTADOS: No grupo I, o limiar médio de sensibilidade macular (± DP) foi de 24,5 ± 2,3 dB e 25,7 ± 1,1 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,0415). No grupo II foi de 26,7 ± 4,5 dB e 27,3 ± 4,0 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,58). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os olhos dos dois grupos (p=0,1512). Em relação à estabilidade de fixação (avaliada no grupo microperimetria no “expert mode”), a média das porcentagens dos pontos de fixação dentro do 1 grau central da mácula (P1) ± DP foi de 87,9 ± 11,5% no olho direito e de 93,8 ± 6,6% no olho esquerdo. O teste t pareado não mostrou diferença estatística entre os olhos (p=0,140). O valor médio de P2 ± DP foi de 95,5 ± 4,9% no olho direito e 98,5 ± 2,1% no olho esquerdo. Foi demonstrado um aumento na porcentagem de pontos de fixação no segundo olho testado quando comparado ao primeiro (teste t pareado= 2,364; p=0,034). Houve correlação negativa entre o limiar de sensibilidade macular do olho direito e a duração do exame nos dois grupos (microperimetria no “expert mode”: r=-0,717; p=0,0026; microperimetria no “fast mode”: r=-0,843; p <0,0001).
CONCLUSÃO: O limiar médio de sensibilidade macular foi maior no segundo olho testado no grupo microperimetria no “fast mode” e foi semelhante nos dois olhos no “expert mode”. Nossos dados sugerem que a compreensão do exame pelo indivíduo pode impactar nos resultados da microperimetria.
Keywords: Macula lutea; Fixação ocular; Viés; Campos visuais; Acuidade visual
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Objetivos: O presente estudo teve por objetivo avaliar a segurança da injeção intravítrea de 0,1 ml de sunitinibe em duas concentrações (1 mg/ml e 10 mg/ml), 0,1 ml de dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas sem droga e 0,1 ml de dispersão contendo nanocápsulas poliméricas livre de drogas analisando os possíveis efeitos tóxicos à retina de coelhos albinos detectados pela eletrofisiologia e histologia por microscopia óptica.
Métodos: Um estudo controlado experimental foi realizado com 20 olhos de coelhos albinos. Foram realizadas injeções intravítrea de duas concentrações diferentes de sunitinibe, uma dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas e uma dispersão contendo nanocápsulas. O olho contralateral não recebeu tratamento e foi utilizado como controle.
Resultados: Não foram observadas alterações eletrorretinográficas nos grupos do sunitinibe (1 mg/ml e 10 mg/ml) e no grupo das nanopartículas lipídicas sólidas. No grupo das nanocápsulas, houve alterações significativas tanto na morfologia, quanto na amplitude e tempo das ondas do eletrorretinograma. Ao estudo histológico, somente o grupo das nanocápsulas apresentou alterações degenerativas (núcleos tumefeitos) com acentuado edema e formação de vacúolos citoplasmáticos, sugerindo toxidade retiniana.
Conclusões: As injeções intravítreas de sunitinibe e nanopartículas lipídicas sólidas não foram tóxicas para a retina. No entanto, nanocápsulas mostraram ser tóxicas para a retina. Sendo assim, a possibilidade de poder combinar o potencial de uma droga que possui a capacidade de inibir duas importantes vias da angiogênese, às vantagens de liberação controlada das nanopartículas lipídicas sólidas, pode ser um importante recurso terapêutico para doenças vasoproliferativas oculares.
Keywords: Neovascularização patológica; Inibidores da angiogênese; Nanotecnologia; Nanopartículas; Injeções intravítreas; Coelhos
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Um policial de 39 anos se queixava de diminuição bilateral da visão central nos últimos 2 anos. A acuidade visual era 20/40 e 20/400 no olho direito (OD) e esquerdo (OE) e a fundoscopia revelou lesão macular hipopigmentada bilateral. A angiografia fluoresceínica e com indocianina verde revelaram, respectivamente, vazamento do corante e áreas hiperintensas nas regiões maculares. A tomografia de coerência óptica evidenciou fluido sub-retiniano no OD e escavação focal de coroide do tipo conformacional no OE. Após 4 meses, a escavação focal de coroide mudou de conformacional para não conformacional e, aos 12 meses, reverteu para conformacional associado a atrofia incompleta do epitélio pigmentar da retina e da retina externa na região da escavação. Também foi evidenciado paquicoroide, sem neovascularização. Relatamos pela primeira vez uma escavação focal de coroide que evoluiu de conformacional para não conformacional e, em seguida, retornou à configuração primária (conformacional) em um paciente com coriorretinopatia serosa central bilateral.
Keywords: Coriorretinopatia serosa central; Coroide; Escavação focal de coroide; Tomografia de coerência óptica; Retina
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