Showing of 1 until 2 from 2 result(s)
Search for: Luiz Trigueiro
Abstract
Objetivo: Apresentar os dados obtidos de programa baseado na triagem visual de recém-nascidos, realizado em três maternidades públicas de referência do estado de Pernambuco, Brasil. Métodos: O projeto foi desenvolvido de forma prospectiva seguindo protocolo e organograma previamente elaborados. Para a sua execução contou-se com equipe multidisciplinar composta de 37 profissionais. Realizou-se a capacitação da equipe envolvida no projeto e ministrou-se palestras em cada maternidade, para os oftalmologistas, diretores, pediatras, neonatologistas, obstetras e enfermeiras. Os exames oftalmológicos foram realizados nas próprias maternidades públicas, com encaminhamento e tratamento dos casos de maior complexidade na sede da Fundação Altino Ventura. Pesquisou-se a flora conjuntival do recém-nascido e a vaginal materna, em 25 casos. Resultados: Capacitaram-se 20 oftalmologistas para o exame dos recém-nascidos. Examinaram-se 3.280 recém-nascidos (1.601 femininos e 1.679 masculinos). Foi detectado alguma anormalidade ocular ou fatores de risco em 701 casos (21,4%). A anormalidade ocular mais freqüente foi a hemorragia retiniana, vista em 255 casos (7,8%). O fator de risco para doença ocular de maior prevalência foi a retinopatia da prematuridade, detectada em 325 casos (9,9%), que foram encaminhados ao serviço especializado. Dos casos encaminhados, compareceram 65 pacientes (20,0%), e destes, em 15 casos (23,1%) havia algum grau de retinopatia da prematuridade. Na pesquisa, quanto à flora conjuntival do recém-nascido (50 olhos), 13 olhos (26,0%) apresentaram pelo menos um microrganismo. Em 18 casos de mães com cultura vaginal positiva para Staphylococcus epidermides, 10 (40,0%) apresentaram filho com a mesma bactéria em um ou ambos os olhos. Conclusões: Os autores enfatizam o pioneirismo do projeto, ressalvando que possibilitou maior interação entre oftalmologistas e profissionais de áreas afins, treinamento de oftalmologistas para o exame ocular nos recém-nascidos, permitindo a obtenção de importantes informações quanto às morbidades oculares da região, promovendo o adequado tratamento e seguimento dos casos indicados em idade precoce.
Keywords: Triagem neonatal; Conjuntiva; Vagina; Staphylococcus epidermidis; Hemorragia retiniana; Oftalmopatias; Retinopatia da prematuridade; Diretrizes para a prática clínica; Fatores de risco; Gravidez; Recém-nascido; Estudos prospectivos
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a estrutura das clínicas que realizam retinografia fluoresceínica em Pernambuco e, por meio de questionário, avaliar o preparo do oftalmologista para contornar reações adversas relativas ao exame e determinar se o tempo de conclusão do curso de especialização influencia nos resultados. MÉTODOS: Foi realizada entrevista com os 18 médicos nas dez clínicas que realizam este exame. O questionário era de múltipla escolha com dez questões. Versava sobre aspectos das reações adversas. RESULTADOS: Um médico recusou-se a participar e foi excluído. Entre os demais, quinze (88,2%) possuíam o título de especialista. Todas as clínicas estavam bem aparelhadas em relação à estrutura básica de equipamentos e medicações para o atendimento inicial de reações adversas. Metade das clínicas (cinco) realizava o exame com a presença de um anestesista na sala e a outra metade dispunha de um anestesista de sobreaviso dentro da instituição. O número de acertos obtidos pelos médicos variou de 3 a 8, com média de 5,2±1,6 acertos. Apenas quatro (23,6%) médicos obtiveram nota igual ou superior a sete acertos. Médicos com até cinco anos de conclusão do curso de especialização obtiveram melhor desempenho no questionário (p<0,001). CONCLUSÕES: Apesar das clínicas avaliadas contarem com boa estrutura física e disponibilidade de assistência por anestesista, os resultados deste estudo sugerem que a formação dos médicos oftalmologistas que realizam o exame de retinografia fluoresceínica apresenta deficiências em relação à condução de reações adversas deste contraste injetável, principalmente em médicos com mais de cinco anos de conclusão do curso de especialização.
Keywords: Angiofluoresceinografia; Fluoresceína; Meios de contraste; Náusea; Vômito; Anafilaxia; Especialidade médica; Questionários
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000