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Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados e as complicações da descompressão orbitária antro-etmoidal em pacientes com orbitopatia distireoidiana. Métodos: 14 pacientes sendo 10 do sexo feminino, com média de idade de 41,7 anos, foram submetidos a 22 cirurgias de descompressão orbitária. Em 3 cirurgias (2 pacientes), na fase ativa da oftalmopatia a indicação cirúrgica foi ulceração de córnea, com risco de perfuração corneana. Estes pacientes estavam recebendo corticosteróides associados a ciclofosfamida e radioterapia tendo o tratamento prosseguido após a cirurgia. Dezenove órbitas foram operadas em fase inativa da orbitopatia por indicação cosmética associada a desconforto ocular por exposição corneana. Resultados: A redução da proptose oscilou entre 1 e 6 mm (média 3,91 mm). Nos pacientes operados na fase aguda a redução média foi de 5,33 ± 0,27 mm e na fase sequelar foi de 3,68 ± 0,25 mm. Nenhum paciente apresentou diplopia conseqüente a cirurgia. Correção de estrabismo prexistente foi realizada em 2 pacientes e tarsorrafia temporária foi associada a cirurgia descompressiva nas 3 cirurgias realizadas na fase aguda. Seis pacientes foram subseqüentemente submetidos à correção de retração palpebral prexistente. Em uma paciente houve piora da retração palpebral inferior como conseqüência da descompressão orbitária. Houve diminuição transitória da sensibilidade na região malar em quase todos os pacientes mas em nenhum deles ela foi definitiva. Conclusões: A descompressão óssea antro-etmoidal da órbita é eficiente em reduzir a proptose em pacientes com orbitopatia distireoidiana e apresenta baixa incidência de complicações. Associada a outras modalidades terapêuticas pode ser um procedimento útil em casos graves na fase congestiva. Da mesma forma, se mostrou benéfica na reabilitação cosmética de indivíduos na fase seqüelar.
Keywords: Doenças orbitárias; Descompressão; Exoftalmia; Doença de Graves
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito de uma única injeção intravítrea de bevacizumabe na função visual, sensibilidade ao contraste, em olhos com edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano. MÉTODOS: Dezessete olhos de 17 pacientes com edema macular unilateral causado por oclusão de ramo venoso retiniano foram tratados com uma única injeção intravítrea de bevacizumabe. Pacientes previamente foram submetidos a exame ocular completo, sensibilidade ao contraste, variável de maior interesse, melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica e foram reavaliados no 1º e 3º mês de seguimento. RESULTADOS: O teste de sensibilidade ao contraste demonstrou melhora significante nas frequências espaciais 3, 6, 12 e 18 ciclos/grau (c/g) no primeiro mês de seguimento e na frequência espacial 12 c/g após o 3º mês de tratamento. A média da acuidade visual melhorou de 0,77 no pré-tratamento para 0,61 logMAR no 1º mês de seguimento (P=0,0001), com piora ao final do 3º mês, 0,75 logMAR. A média da espessura foveal central (552 ± 150 µm) reduziu significantemente no 1º (322 ± 127 µm, P=0,0001) e 3º (439 ± 179 µm, P=0,01) mês de seguimento. CONCLUSÃO: No edema macular causado por oclusão de ramo venoso retiniano, uma única injeção intravítrea de bevacizumabe melhora a sensibilidade ao contraste, acuidade visual e reduz a espessura foveal central após 1 mês de tratamento. Após 3 meses de seguimento, ainda é possível observar benefício com o tratamento, como foi evidenciado pela sensibilidade ao contraste e a medida da espessura foveal central à tomografia de coerência óptica.
Keywords: Edema Macular; Oclusão da veia retiniana; Sensibilidade de contraste; Tomografia de coerência óptica; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Anticorpos monoclonais; Acuidade visual; Injeções
Abstract
Este relato de caso apresenta um paciente feminino de 33 anos encaminhado para um serviço especializado de retina devido à leve perda de visão em olho direito. A acuidade visual foi de 20/25 no olho direito e 20/50 no olho esquerdo, o equivalente esférico foi de -12,75 dioptrias e -14,75 dioptrias, respectivamente. Avaliações multimodais revelaram isquese peripapilar nas camadas internas e externas da retina, descolamento vítreo posterior grau II e fundo tesselado. Avaliação funcional com perimetria Humphrey e microperimetria MP-3 revelaram sensibilidade macular normais e diminuição da sensibilidade na região peripapilar, especialmente no olho direito. Potencial visual evocado de padrão reverso apresentou no olho direito latência e amplitude N75 e P100 dentro dos valores normais para verificação de 1º. Entretanto, a amplitude foi baixa para a de 15´. Pacientes alto míopes com esfiloma posterior envolvendo o nervo óptico são suscetíveis à tração da hialoide posterior. Portanto a tração vitreopapilar resultante pode causar comprometimento da visão.
Keywords: Miopia degenerativa; Retinosquise; Descolamento retiniano; Tomografia de coerência óptica; Humanos; Relatos de casos
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