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Abstract
OBJETIVO: Determinar a retenção de conhecimento teórico ao longo dos anos, após a aprovação para o título de especialista em oftalmologia. MÉTODOS: Foram selecionados aleatoriamente três grupos, com sete médicos cada, entre ex-residentes do Departamento de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas. Os médicos do grupo 1 tinham sido aprovados para o título de especialista em oftalmologia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) há um ano, os do grupo 2 há cinco anos e os do grupo 3 há dez anos. Cada oftalmologista respondeu um teste escrito composto por 25 questões escolhidas aleatoriamente entre as provas aplicadas pelo CBO entre os anos 1994 e 2003. Cada questão valeu 4 pontos de um total de 100 possíveis. RESULTADOS: A média de idade dos grupos 1, 2 e 3 foi de 27, 30 e 36 anos, respectivamente. Preponderância do sexo masculino ocorreu em todos os grupos. A média de acertos do grupo 1 foi de 88 pontos, do grupo 2 foi de 77 pontos e do grupo 3 foi de 64 pontos (p<0,05). CONCLUSÕES: Houve diminuição significativa da retenção de conhecimento teórico ao longo dos anos, após a aprovação para o título de especialista em oftalmologia.
Keywords: Educação médica continuada; Competência clínica; Oftalmologia; Ensaios controlados aleatórios; Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Uveíte anterior; Uveíte intermediária; Edema da córnea; Toxocaríase
Abstract
Relato de caso de mulher jovem, caucasiana, com súbita diminuição de acuidade visual de olho esquerdo, metamorfopsia e escotoma nasal. Apresentava diagnóstico de Miastenia gravis, em tratamento com Azatioprina, Piridostigmina e Prednisona. Fundo de olho demonstrava vítreo límpido e lesões amarelo-esbranquiçadas, perimaculares e isoladas em olho direito, múltiplas e confluentes em mácula e pontilhadas em periferia no olho esquerdo. Exames laboratoriais descartaram doenças infecciosas e inflamatórias. Auto-fluorescência revelou lesões hipoautofluorescentes com margens hiperfluorescentes correspondentes às observadas em ambos os olhos, enquanto angiofluoresceinografia mostrou hiperfluorescência desde as fases iniciais sem vazamento tardio. Tomografia de coerência óptica de domínio espectral revelou áreas de elevações intermitentes do epitélio pigmentar da retina e interrupção da zona elipsóide correspondente. Definiu-se como diagnóstico a coroidopatia interna ponteada, sendo instituído aumento na dose diária de Prednisona, com melhoria progressiva da acuidade visual e do aspecto de fundo de olho da paciente.
Keywords: Coroidite; Imagem multimodal; Tomografia de coerência óptica; Imagem óptica; Angiofluoresceinografia
Abstract
A sífilis é uma doença reemergente e potencialmente grave. Por sua onipresença e pleomorfismo, é denominada “grande imitadora”. Relatamos caso de paciente jovem com sífilis secundária, que se apresentou com coriorretinopatia placóide sifilítica posterior aguda bilateral, simultaneamente a periostite craniana sifilítica. A despeito de realce paquimeníngeo observado na ressonância magnética, acreditamos que este tenha sido uma extensão do processo ósseo e não, uma meningite em si, uma vez que o exame do líquido cefalorraquidiano estava completamente normal. Tratamento com penicilina cristalina intravenosa resultou em completa resolução dos sinais, sintomas e achados de imagem. A sífilis secundária é o estágio de maior bacteremia e maior transmissibilidade da doença, apresentando-se principalmente com quadros mucocutâneos, mas também, menos frequentemente, com envolvimento de outros órgãos. Elevada suspeição e uma abordagem pragmática são necessárias para o diagnóstico, uma vez que essa doença pode afetar vários órgãos, como no caso relatado, em que foram acometidos olhos, ossos e pele.
Keywords: Sífilis/complicações; Neurossífilis; Infecções oculares bacterianas; Uveíte posterior; Coriorretinite; Periostite; Relato de caso
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