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Search for: Marcelo S. de Freitas
Abstract
Objetivo: A membrana amniótica tem se consolidado como útil adjuvante no tratamento de afecções da superfície ocular. Sua utilização baseia-se na capacidade de beneficiar o processo de epitelização, além de reduzir os processos inflamatório, angiogênico e cicatricial. O objetivo deste trabalho foi investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento das ceratoconjuntivites cicatriciais. Métodos: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesárea e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada à -80ºC. Onze olhos de 10 pacientes portadores de ceratoconjuntivite cicatricial grave foram submetidos à cirurgia reconstrutiva da superfície ocular empregando membrana amniótica associada (8 casos) ou não (3 casos) a transplante de limbo e conjuntiva. Dos 10 pacientes, 3 tinham diagnóstico de síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) (4 olhos), 6 queimadura ocular por álcali (6 olhos) e 1 trauma mecânico (1 olho). Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 5,22 meses (variação entre 2 e 13 meses). Um caso de SSJ apresentou infecção pós-operatória e foi excluído da análise dos resultados. Dos outros 10 casos, obtivemos êxito na reconstrução da superfície ocular em 8 casos (80%). Insucesso foi observado em 2 casos de SSJ que apresentavam necrose de córnea no momento da cirurgia (20%). Em relação à acuidade visual, observamos que todos os pacientes apresentaram melhora ou manutenção da acuidade visual. Conclusões: O uso de membrana amniótica constitui uma opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos graves de ceratoconjuntivites cicatriciais que não estejam apresentando necrose estromal. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento.
Keywords: Ceratoconjuntivite cicatricial; Membrana amniótica; Transplante de limbo
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito terapêutico das punções do estroma anterior corneal em pacientes com ceratopatia bolhosa (CB). Métodos:Vinte e cinco pacientes com CB sintomáticos, com baixa visão, com e sem indicação de transplante de córnea, foram avaliados antes, uma, 4 e 12 semanas após punções estromais anteriores realizadas com agulha #25 à lâmpada de fenda. Em cada visita, os pacientes foram questionados sobre intensidade da dor, fotofobia, sensação de corpo estranho, além de serem submetidos a exame oftalmológico completo, estesiometria e paquimetria. Resultados: As comparações realizadas entre os valores antes e após o procedimento referentes a dor (p<0,001), fotofobia (p=0,0198), sensação de corpo estranho (CE) (p<0,001), insônia (p=0,0015) e estesiometria (p=0,00654) apresentaram diferenças estatisticamente significantes quanto à diminuição desses sintomas e da sensibilidade corneal. A paquimetria média não apresentou diferença estatisticamente significante entre as avaliações antes e após as punções estromais (p=0,873). Não foram observadas alterações importantes na vascularização corneal após o procedimento. Conclusão: As punções do estroma anterior da córnea representam uma modalidade efetiva, simples e de baixo custo para o tratamento dos pacientes com CB sintomáticos.
Keywords: Ceratopatia bolhosa; Edema de córnea; Tratamento
Abstract
Contexto: A vasculite leucocitoclástica é uma doença que acomete pequenos vasos mais comumente associada a distúrbios do tecido conectivo, caracterizada clinicamente pela presença de lesões purpúricas palpáveis. Manifestações oftalmológicas são raras. Objetivo: Descrever quadro clínico de paciente portador de vasculite leucocitoclástica como manifestação incomum de padrão granulomatoso do erythema elevatum diutinum (EED). Relato de Caso: Paciente de 64 anos, masculino, apresentando baixa de acuidade visual e aparecimento de lesões nodulares em mãos. Ao exame oftalmológico, evidenciou-se afinamento corneano superior bilateral com perfuração corneana do olho esquerdo e espessamento da conjuntiva limbar em ambos os olhos, associada a intensa atividade inflamatória. Exame anatomopatológico da conjuntiva revelou vasculite granulomatosa com intenso exsudato neutrofílico, células gigantes multinucleadas, além de proliferação fibroblástica. Exame anatomopatológico de biopsia da pele evidenciou alterações semelhantes compatíveis com EED, porém não foi visto célula gigante sugerindo lesão granulomatosa. Conclusão: Ceratólise auto-imune secundária a vasculite leucocitoclástica cutânea (EED) não havia sido descrito na literatura, tampouco encontramos referências sobre a reação granulomatosa (encontrada na conjuntiva) em EED.
Keywords: Vasculite leucocitoclástica; Ceratólise; Erythema elevatum diutinum; Perfuração ocular
Abstract
Introdução: A catarata é responsável por 50% da cegueira no mundo, com um número estimado de 15 milhões de casos que necessitariam cirurgia. Diferentes técnicas para a extração extra-capsular da catarata com implante de lente intra-ocular foram propostas. Objetivo: Comparar as técnicas para extração extra-capsular de catarata com implante de lente intra-ocular utilizando incisão limbar e incisão escleral tunelizada. Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 59 olhos de 54 pacientes com acompanhamento pós-operatório de 6 meses. Aleatoriamente, os pacientes foram divididos em dois grupos. No Grupo I (n=30), a técnica realizada foi a de extração extra-capsular com implante de lente intra-ocular com incisão limbar e no Grupo II (n=29), com incisão tunelizada. Foram avaliadas as medidas da acuidade visual corrigida, inflamação intra-ocular (células e "flare"), tempo de cirurgia, microscopia especular, astigmatismo ceratométrico induzido e paquimetria. Resultados: O tempo de cirurgia, a perda de células endoteliais e o astigmatismo ceratométrico induzido foram estatisticamente maiores no Grupo I que no Grupo II. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos I e II quanto à acuidade visual, a quantidade de células na câmara anterior, a quantidade de "flare" na câmara anterior e paquimetria. Conclusão: A técnica para extração extra-capsular de catarata com incisão tunelizada apresentou vantagens quanto ao tempo de cirurgia, perda de células endoteliais e astigmatismo induzido em relação à técnica com incisão limbar. Os passos utilizados nessa técnica visam facilitar a extração da catarata, além de treinar o cirurgião para uma transição mais segura para facoemulsificação, sem aumentar o custo da cirurgia.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Implante de lente intra-ocular; Técnicas de sutura
Abstract
O autor descreve uma técnica para dissecar o núcleo cataratoso em duas porções: uma externa, ou camada externa, e outra interna, ou núcleo interno. A camada externa é segmentada com a ponteira do facoemulsificador e o gancho de Sinskey ou um "chopper" e o núcleo interno luxado e emulsificado sempre em primeiro lugar. A emulsificação da camada externa originou dois modelos cirúrgicos, um para cataratas maduras e outro para cataratas moderadamente duras. Nas cataratas maduras, emulsificamos cada divisão da camada externa anterior e depois a porção posterior, deslocada para câmara anterior. Nas cataratas moderadamente duras, é possível separar um conjunto de lamelas formadas por fibras duras, tanto anteriores como posteriores das lamelas superficiais que permanecem protegendo a cápsula posterior. As lamelas duras são emulsificadas no espaço que surge depois da emulsificação do núcleo interno, que denominamos de espaço intranuclear. A nucleodissecção assim como os modelos cirúrgicos referidos mostraram-se de grande utilidade e são usados na nossa rotina cirúrgica.
Keywords: Cristalino; Extração de catarata; Facoemulsificação
Abstract
OBJETIVO: Identificar os tipos de desvios oculares e suas freqüências nos pacientes encaminhados ao ambulatório de motilidade ocular extrínseca do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. MÉTODOS: Foram revisados 935 prontuários do ambulatório de motilidade ocular extrínseca do ano de 2005. Os pacientes foram avaliados quanto à idade, sexo e tipo de desvio apresentado na posição primária do olhar, sendo submetidos esses dados à avaliação estatística. RESULTADOS: A esotropia foi o desvio com maior prevalência na população estudada (44,52%). Neste grupo houve predomínio de indivíduos do sexo masculino (p=0,001). Este desvio foi mais freqüente na faixa etária de 0-2 anos (p=0,009). Já a exotropia (12,25%) mostrou-se mais freqüente entre as mulheres (p=0,046), sendo predominante na faixa etária superior aos 47 anos de idade (p=0,001) CONCLUSÃO: Observou-se maior número de esodesvios em relação aos exodesvios. As esotropias foram mais freqüentes no sexo masculino em faixas etárias mais jovens. Já as exotropias se apresentaram em maior número no sexo feminino em faixas etárias mais elevadas. O maior número de exoforias foi encontrado em pacientes com idades entre 16 e 20 anos.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Estrabismo; Prevalência; Coleta de dados
Abstract
OBJETIVO: Identificar a prevalência da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) inicial e tardia na população de japoneses e descendentes e verificar a associação com os fatores de risco: idade, sexo, hábito de fumar, índice de massa corpórea, história de hipertensão e diabetes, catarata e pseudofacia. MÉTODOS: Realizado um estudo transversal na população de japoneses e descendentes, acima de 60 anos, residentes na cidade de Londrina (PR) - Brasil. Quatrocentos e oitenta e três (80,5%) das 600 pessoas registradas foram submetidas ao exame oftalmológico completo. A presença de degeneração macular relacionada à idade foi determinada seguindo um protocolo padrão e classificação internacional, no período de setembro de 2002 a julho de 2003. RESULTADOS: A média de idade foi de 71 anos (60-92 anos). A prevalência da degeneração macular relacionada à idade foi de 15,1% (intervalo de confiança (I.C. 95%: 12-18,7), sendo na fase inicial em 13,8% (I.C. 95%: 10,9-17,3) e na fase tardia (atrofia geográfica 0,4% e membrana neovascular sub-retiniana 0,8%) em 1,3%. A degeneração macular relacionada à idade foi associada à idade (p=0,004) e apresentou tendência linear (p=0,001). Não foi observada associação entre a DMRI e os outros fatores de risco analisados. CONCLUSÃO: A prevalência da degeneração macular relacionada à idade neste estudo foi semelhante aos dos países do Ocidente, e é possível que ela seja maior do que a da população do Japão. Os dados comprovam a importância da degeneração macular relacionada à idade nessa população de japoneses e descendentes, e mais estudos são necessários para identificar os fatores de riscos e os métodos de prevenção.
Keywords: Degeneração macular; Fatores de risco; Prevalência; Macula lútea; Grupos étnicos; Fatores sexuais; Meia-idade; Idoso; Idoso acima de 80 anos ou mais; Brasil
Abstract
Relatamos dois casos de exfoliação verdadeira da cápsula, acontecendo em pacientes idosos sem história de exposição prolongada a altas temperaturas ou passado de inflamação intra-ocular. Os aspectos biomicroscópicos, anátomo-patológicos e possíveis implicações cirúrgicas são comentados.
Keywords: Cápsula do cristalino; Cápsula do cristalino; Doenças do cristalino; Doenças do cristalino; Doenças do cristalino; Relatos de caos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a epidemiologia, os possíveis fatores desencadeantes, complicações encontradas e as variedades de tratamentos administrados a um grupo de pacientes com complicações oculares secundárias à síndrome de Stevens-Johnson. MÉTODOS: Realizado estudo prospectivo, série de casos com 22 pacientes portadores de síndrome de Stevens-Johnson. Os pacientes foram estudados seguindo um protocolo com o objetivo de se buscar uma história detalhada sobre a doença, suas manifestações sistêmicas e oftalmológicas, bem como o tratamento realizado, dando ênfase aos possíveis fatores desencadeantes. RESULTADOS: Foram avaliados 22 pacientes com síndrome de Stevens-Johnson. Quinze pacientes (68%) eram do sexo feminino e 7 (32%) do sexo masculino. Dez pacientes eram brancos (45,4%), 9 pardos (22%), 2 negros (9%) e 1 amarelo (4,5%). A média de idade foi de 27,1 anos (variação entre 8 e 62 anos). A associação com drogas foi o principal fator etiológico. Em 20 pacientes (90,9%) o desenvolvimento da doença esteve associado ao uso de medicações, 1 (4,5%) por infecção herpética cutânea e 1 (4,5%) idiopático. A dipirona (36,3%) foi o agente mais associado à síndrome de Stevens-Johnson seguido por anticonvulsivantes (22,7%), anti-inflamatórios não hormonais (13,6%), sulfonamidas (9,0%), penicilinas (4,5%), espironolactona (4,5%) e anticoncepcional injetável (dihidroprogesterona e estradiol) (4,5%). Vinte e um pacientes (95,4%) desenvolveram complicações oculares e 16 pacientes (72,7%) foram submetidos a procedimentos cirúrgicos oftalmológicos. CONCLUSÃO: Os resultados observados neste estudo mostram aspectos epidemiológicos importantes da síndrome de Stevens-Johnson em nosso meio, principalmente em relação à idade, etiologia e complicações.
Keywords: Síndrome de Stevens-Johnson; Hipersensibilidade a drogas; Opacidade da córnea; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Analisar a curva de aprendizado dos residentes do 3º ano, com experiência prévia em microcirurgia e cirurgia intraocular, em facectomia por facoemulsificação relacionada às complicações peroperatórias e ao número de intervenções diretas do orientador. MÉTODOS: Foi realizada análise prospectiva de cirurgias de facectomia por facoemulsificação realizadas durante os três primeiros meses de treinamento do residente do 3º ano do HC FMUSP nesta técnica. Foram registradas as complicações ocorridas durante o ato operatório e a necessidade do orientador intervir diretamente na cirurgia. RESULTADOS: Foram incluídas 261 cirurgias. Destas, tiveram algum tipo de complicação peroperatória 30 cirurgias (11,54%). Complicações mais graves, com potencial para prejudicar o resultado final da cirurgia, em especial rotura de cápsula posterior e perda vítrea, tiveram um índice de 8,05% e 6,13%, respectivamente. Houve necessidade de conversão para facectomia extracapsular em 3 cirurgias e de vitrectomia posterior em 2 casos. O orientador interveio diretamente na cirurgia em 11 ocasiões (4,22%), concentradas em sua grande maioria nas 40 primeiras cirurgias. CONCLUSÃO: Com treinamento e supervisão adequados, taxas de complicações aceitáveis podem ser obtidas por residentes sênior no aprendizado da facoemulsificação. Adequada assistência é imprescindível para garantir o resultado das cirurgias especialmente na fase em que os residentes têm maiores taxas de complicação, correspondente às 40 primeiras cirurgias.
Keywords: Extração de catarata; Aprendizagem; Capacitação em serviço; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Internato e residência
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a toxidade na superfície ocular de dois compostos doadores de óxido nítrico em modelos ex vivo e in vivo: S-nitrosoglutationa (GSNO) e S-nitroso-N-acetilcisteína (SNAC), em uma matriz de hidroxipropil metilcelulose (HPMC) nas concentrações finais de 1,0 and 10,0 mM. MÉTODOS: As toxicidades de GSNO e SNAC foram avaliadas clinicamente e histologicamente em modelo ex vivo usando globos oculares porcinos recém excisados. Experimentos in vivo foram realizados com 20 coelhos albinos que foram randomizados em 4 grupos (5 animais em cada): Os grupos 1 e 2 receberam instilações de 150 µL de solução aquosa de HPMC contendo GSNO 1,0 e 10,0 mM, respectivamente, em um dos olhos; Os grupos 3 e 4 receberam instilações de 150 µL de solução aquosa de HPMC contendo SNAC 1,0 and 10,0 mM, respectivamente, em um dos olhos. Os olhos contralaterias em cada grupo receberam solução aquosa de HPMC como controle. Todos os animais foram clinicamente avaliados em lâmpada de fenda e os olhos foram pontuados de acordo com o teste de Draize modificado e analisados histologicamente. RESULTADOS: Os globos oculares porcinos não apresentaram sinais de perfuração, erosão, opacidade da córnea ou outros danos graves. Esses resultados foram confirmados pela análise histológica. Não houve diferença entre os olhos dos coelhos tratados e controles de acordo com a pontuação do teste de Draize em todos os grupos (p>0,05). Todas as formulações apresentaram um escore médio menor do que 1 e foram classificadas como "não-irritantes". Não houve evidência de toxicidade tecidual nas análises histológicas em todos os animais. CONCLUSÃO: Soluções aquosas de HPMC contendo GSNO e SNAC em concentrações até 10,0 mM não induzem irritação ocular.
Keywords: Toxicidade de drogas; S-nitrosotióis; S-nitrosoglutationa; Metilcelulose; Doadores de óxido nítrico
Abstract
Keywords:
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