Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (2 )
:85-88
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150023
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a associação de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) com variantes de alipoproteína E (APOE) e perfil lipídico sérico, incluindo níveis séricos de colesterol total (TC) e frações de proteínas relacionadas a receptor de LDL (LDLc) e HDL colesterol (HDLc), e triglicérides (TG). Métodos: Realizouse genotipagem de APOE-HhaI em 134 pacientes (grupo de estudo SG) e 164 indivíduos sem a doença (grupo controle CG), na faixa etária entre 5089 anos. O perfil lipídico sérico foi analisado em um subgrupo de 30 indivíduos de ambos os grupos, pareados por idade e sexo. Admitiuse nível de significância para valorP<0,05. Resultados: APOE E3/E3 prevaleceu (SG=74,6%; CG=77,4%), sem diferença entre os grupos (P=0,667), o mesmo ocorreu para genótipos de risco (APOE /E2: SG=7,4%; CG=10,3%,P=0,624).Níveis séricos de TC, LDLc e TG mostraram medianas semelhantes entre SG (193,5; 116; 155 mg/dL, respectivamente) e CG (207,5; 120; 123,5 mg/dL respectivamente; P>0,05). Para HDLc notouse valor de mediana elevado em SG (53,3 mg/dL) versus CG (42,5 mg/dL; P=0,016), constatado também na análise de regressão logística, cuja razão HDLc/TC mostrou coeficiente 11,423 (P=0,014), confirmando acréscimo de HDLc em SG. A relação entre perfil lipídico sérico e genótipos de APOE mostrou semelhança entre os grupos (P>0,05). Conclusão: APOE-HhaI não se associa a DMRI, no entanto, o acréscimo no nível sérico de HDLc parece ter efeito protetor contra a doença, independente de variantes genéticas da apoE.
Keywords: Polimorfismo genético; Apolipoproteins E; Lipídeos; Triglicerídeos; Colesterol;; Degeneração macular; HDL-colesterol; Proteínas relacionadas a receptor de LDL
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (5 )
:290-294
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150077
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar a associação entre o polimorfismo VEGF-C936T, níveis séricos de VEGF (vascular endothelial growth factor), hábitos de vida e antecedentes pessoais em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DRMI).Métodos:Foram estudados 183 indivíduos: 88 pacientes com degeneração macular relacionada à idade, em tratamento clínico e medicamentoso (Grupo Estudo - GE) e 95 indivíduos sem sinais clínicos da doença (Grupo Controle - GC). O polimorfismo VEGF-C936T e os níveis séricos de VEGF foram analisados por PCR/RFLP e ELISA, respectivamente. Admitiu-se nível de significância para P<0.05.Resultados:O genótipo homozigoto selvagem (CC) prevaleceu em ambos os grupos (P=0,934), assim como o alelo C (P=0,938). Os níveis séricos de VEGF, analisados em 57% de SG e em 31% de CG, apresentaram valores semelhantes entre pacientes e controles (GE=307,9 ± 223,6 pg/mL; GC=305,1 ± 212,3 pg/mL; P=0,955). Notou-se maior frequência de tabagismo (44%) e hipertensão arterial sistêmica (66%) em GE versus GC (25%; 48%; P=0,01; P=0,025, respectivamente). A distribuição de etilismo e dislipidemia foi semelhante entre os grupos (P>0,05).Conclusões:Em nosso estudo com pacientes brasileiros, o polimorfismo VEGF-C936T não se associa com degeneração macular relacionada à idade, por outro lado, tabagismo e HAS são potencialmente fatores de risco independentes para a doença, enquanto níveis de VEGF semelhantes em ambos os grupos podem refletir o sucesso do tratamento farmacológico.
Keywords: Fator A de crescimento do endotélio vascular; Ensaio de imunoadsorção enzimática; Reação em cadeia da polimerase; Polimorfismo genético; Degeneração macular
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (4 )
:286-292
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180058
Abstract
Objetivo: Identificar a frequência das doenças oculares entre os segurados com benefícios por incapacidade.
Métodos: Estudo retrospectivo de 217.221 benefícios por incapacidade concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da gerência executiva de Recife, que engloba os 14 municípios da região metropolitana, incluindo a capital, no período de 2010-2015. Os casos de doenças oculares foram avaliados quanto à frequência considerando seu grupo na CID-10. Foi feita ainda uma análise do perfil dos benefícios concedidos por estas doenças com relação à causa, idade, sexo, faixa salarial, espécie e duração do benefício.
Resultados: Do total dos benefícios concedidos, 5.324 foram decorrentes de doenças oftalmológicas (2,5%) e entre estes, a maioria como auxílio-doença (91,1%). Houve predomínio do sexo masculino (64,6%), faixa etária dos 20 aos 59 anos e valor de até 01 salário mínimo (61,2%). Entre as concessões de auxílio-doença a principal causa foi a catarata (24,5%), seguida pela conjuntivite (21,1%) e pterígio (8,8%). A cegueira e baixa visão foi a principal causa de auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez.
Conclusões: Os resultados destacam a magnitude do problema das doenças oculares para a Previdência Social, com graves perdas econômicas e sociais, e enfatizam a necessidade de medidas que visem sua prevenção e maior integração entre os serviços de saúde e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Keywords: Oftalmopatias; Pessoas com deficiência; Previdência social; Benefícios do seguro; Pessoas com deficiência visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2020;83 (1 )
:19-27
| DOI: 10.5935/0004-2749.20200008
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a reprodutibilidade das medições da retina e da coroide nas áreas macular e peripapilar utilizando a tomografia de coerência ótica com fonte de varredura pacientes com doença de Parkinson.
MÉTODOS: Um total de 63 olhos de 63 pacientes com doença de Parkinson idiopática foram avaliados usando um protocolo 3D de tomografia de coerência ótica de fonte Triton Swept. Foram analisadas as seguintes camadas: espessura retiniana total, camada de fibras nervosas da retina, camada de células ganglionares e coróide. O coeficiente de variação foi calculado para cada medição.
RESULTADOS: Na área macular, os coeficientes médios de variação da espessura da retina, da camada de células ganglionares + espessura e da espessura da coróide foram de 0,40%, 0,84% e 2,09%, respectivamente. Em relação à área peripapilar, o coeficiente médio de variação da espessura da camada de fibras nervosas da retina foi de 2,78%. O quadrante inferior apresentou a maior reprodutibilidade (coeficiente de variação= 1,62%), enquanto o setor superonasal apresentou a menor reprodutibilidade (coeficiente de variação= 8,76%).
CONCLUSÕES: A tomografia de coerência ótica de fonte Triton Swept fornece medições altamente reprodutíveis da espessura da retina e da coroide nas áreas macular e peripapilar. A reprodutibilidade é maior nas medidas da espessura da retina versus a espessura da coróide.
Keywords: Retina; Coroide; Doença de Parkinson; Tomografía de coerência óptica
Arq. Bras. Oftalmol. 2025;88 (4 )
:1-7
| DOI: 10.5935/0004-2749.2024-0229
Abstract
PURPOSE: The volume of the vitreous chamber varies with the size of the eye. The space created in the vitreous cavity by a vitrectomy is called the vitrectomized space. The volume of the vitrectomized space is strongly correlated with the axial length of the eye. This study aims to present guidelines for estimating the using participants stratified by axial length, sex, and history of cataract surgery.
METHODS: This retrospective, observational, cross-sectional study included 144 randomly selected participants who underwent vitrectomies between 2013 and 2023. Before surgery, the axial lengths of participants' eyes were measured using optical biometrics. The axial lengths of the eyes in our sample were between 20-32 mm. In all cases, a complete vitrectomy was performed, followed by complete fluid-air exchange and injection of a balanced saline solution. The volume infused was recorded.
RESULTS: The median (interquartile range; range) volume of the vitrectomized space was 6.1 (3.8; 3.1-11.3) mL in men and 6.1 (3.3; 3.2-11.2) mL in women (p=0.811). The median volume of the vitrectomized space was 5.9 (3.6; 3.1-11.2) mL in patients with phakic lenses and 6.25 (3.6; 3.3-11.3) mL in those with pseudophakic lenses (p=0.533). A positive correlation was found between the axial length and the volume of the vitrectomized space in this sample (r=0.968; p<0.001). In a cubic polynomial regression, the coefficient of determination was 0.948. Similar results were observed in both sexes and in both phakic and pseudophakic patients. The estimated cubic polynomial regression equation for this sample was VVS = 0.000589052857847605 × AL3 - 0.025114926401582700 × AL2 + 0.685961117595624000 × AL - 5.088226672620790000.
CONCLUSION: We developed this axial length estimation of the volume of vitrectomized space as a guideline for the determination of vitrectomized space volume using axial length.
Keywords: Cataract extraction; Retinal perforations/surgery; Epiretinal membrane/surgery; Vitreous body; Axial length, eye; Vitrectomy; Biometry/methods; Diagnostic techniques, ophthalmological; Guidelines as topic.
Arq. Bras. Oftalmol. 2025;88 (3 )
:1-5
| DOI: 10.5935/0004-2749.2023-0332
Abstract
PURPOSE: This study aimed to modify scleral contact lenses to achieve a desired compression standard and to evaluate the effectiveness and reliability of the adjustments.
METHODS: In this nonrandomized, noncomparative, and partially masked study Scleral contact lens fittings were analyzed in 20 eyes of 12 patients (50% women, 50% men) diagnosed with keratoconus. Participants were selected based on their need for scleral contact lenses (SCLs), which was determined in complete ophthalmological examinations. Patients were tested with Zenlens scleral contact lenses (Bausch & Lomb, Vaughan, Ontario, Canada). We evaluated compression in the lens support area after one hour of use, excluding cases of peripheral lifting. Photos of the adaptations were sent to five experts for analysis of the quadrants (nasal, temporal, superior, and inferior). We used Fisher's exact test for statistical analysis.
RESULTS: The proposed adjustment was highly effective (93.5% correct) in lens delivery (BL=0), with the interrater agreement between doctors ranging from 68.8% to 80.9%.
CONCLUSION: The clinical parameters proposed for scleral contact lenses adjustment proved useful and reproducible, enabling their practical application to scleral lens adaptation.
Keywords: Contact lenses; Lifting; Keratoconus; Rehabilitation