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Abstract
Objetivo: Comparar a sensação de dor de pacientes durante a remoção do óleo de silicone sob anestesia tópica e retrobulbar, usando uma técnica via pars plana combinada.
Métodos: Os pacientes foram selecionados, de acordo com suas atitudes durante cirurgia vitreorretiniana prévia e exames oftalmológicos, e divididos em dois grupos: anestesia tópica e retrobulbar. Para a remoção passiva do óleo de silicone, utilizouse uma técnica combinada em ambos os grupos. A sensação de dor dos pacientes e o conforto do cirurgião foram classificados através de uma escala de dor durante cada etapa da cirurgia.
Resultados: Os grupos anestesia tópica e retrobulbar incluíram 36 e 33 pacientes, respectivamente. A sensação de dor durante a aplicação da anestesia foi significativamente maior no grupo retrobulbar (p<0,001). O grupo anestesia tópica sentiu mais dor durante a inserção do trocarte (p<0,001). Não houve diferença significativa entre os grupos em relação à sensação geral de dor e a complicações.
Conclusões: A sensação de dor é comparável entre a anestesia tópica e a retrobulbar durante a remoção de óleo de silicone. A combinação de anestesia tópica e uma técnica via pars plana é uma opção alternativa eficaz e segura para a cirurgia de remoção de óleo de silicone.
Keywords: Dor; Óleos de silicone; Anestésicos locais; Administração tópica; Cirurgia vitreorretiniana; Satisfação do paciente
Abstract
Objetivo: A cirurgia de fixação escleral é um procedimento fundamental que depende da disponibilidade de métodos robustos e inovadores de fixação cirúrgica. No entanto, existe uma necessidade de inovação nas técnicas de fixação de sutura, particularmente para a implantação de lentes intraoculares.
Métodos: Concebemos e desenhamos uma técnica de fixação escleral utilizando um “nó esférico” para o encerramento da sutura em uma amostra retrospectiva de 108 pacientes com lente intraocular de fixação escleral (SF-IOL) primária (n=40) e secundária (n=68). Importante considerar que nossa técnica não exigiu procedimentos adicionais de aleta escleral ou de túnel. Observamos a melhor acuidade visual corrigida (MAVC) pré e pós-operatória e as complicações pós-operatórias. Todos os dados foram analisados entre os grupos.
Resultados: A melhor acuidade visual corrigida média pré-operatória (logMAR) melhorou significativamente em ambos os grupos com a utilização da técnica de fixação do nó esférico (p<0,01). A extensão da melhora melhor acuidade visual corrigida e as complicações tardias, um mês após a cirurgia, não foram significativamente diferentes entre os grupos (p>0,05). Esses resultados clínicos foram, em geral, comparáveis aos publicados na literatura de oftalmologia.
Conclusão: Até onde sabemos, a técnica de fixação escleral de “nó esférico” é relatada pela primeira vez na literatura e representa um procedimento cirúrgico promissor, menos invasivo e simplificado para a fixação transescleral de SF-IOLs. Além disso, a técnica parece exibir eficácia e segurança comparáveis às técnicas de fixação escleral existentes. Sugerimos que a técnica do nó esférico receba mais atenção e avaliações clínicas no futuro.
Keywords: Esclera/cirurgia; Implante de lente intraocular; Afacia; Técnicas de sutura
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