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Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar a evolução de 2 anos em crianças que receberam bevacizumab intravítreo (IVB) como monoterapia para retinopatia da prematuridade posterior agressiva (APROP).Métodos:Arquivos médicos de 40 crianças foram revisados retrospectivamente. Grupo I incluiu as crianças que tiveram injeções IVB para APROP. Grupo II foi composto por crianças que se submeteram a tratamento a laser para APROP. Os resultados anatômicos e refracionais, presença de anisometropia e estrabismo foram avaliados durante exames de acompanhamento.Resultados:Grupo I incluiu 48 olhos de 25 crianças (11 do sexo masculino) com média de idade gestacional (GA) de 26,40 ± 1,82 semanas, e média de peso ao nascimento (BW) de 901,40 ± 304,60 g. Grupo II incluiu 30 olhos de 15 crianças (6 do sexo masculino) com GA de 27,30 ± 1,82 semanas e BW de 941,00 ± 282,48 g. GA, BW e distribuição por sexo foram semelhantes entre os grupos (p=0,187, p=0,685, p=1,000, respectivamente). Nenhuma anormalidade anatômica foi observada em ambos os grupos. Erro refrativo foi significativamente menos míope no grupo I (0,42 ± 3,42 D) do que o grupo II (-6,66 ± 4,96 D) em exames aos 2 anos (p=0,001). Houve significativamente maior taxa de anisometropia e estrabismo no grupo II em relação ao grupo I (p=0,009, p=0,036, respectivamente).Conclusões:O estudo demonstrou que a monoterapia IVB pode ser útil no tratamento de APROP. A diminuição da incidência de resultados refracionais e funcionais desfavoráveis precoces no grupo IVB em comparação com o grupo do laser mostraram um benefício potencial para os pacientes tratados com IVB, e isto tem de ser melhor avaliado em estudos prospectivos no futuro.
Keywords: Bevacizumab; Injeções intravítrea; Terapia a laser; Retinopatia da prematuridade; Resultado do tratamento
Abstract
Objetivo: Avaliar as características da superfície ocular em crianças com tireoidite de Hashimoto sem oftalmopatia associada à tireoide e comparar os resultados com aqueles de crianças saudáveis.
Métodos: Vinte e duas crianças com tireoidite de Hashimoto (Grupo 1) e 20 crianças saudáveis sem qualquer distúrbio ocular e/ou sistêmico (Grupo 2) participaram do estudo. Utilizou-se o questionário Índice da Doença da Superfície Ocular, medida de osmolaridade do filme lacrimal (Tearlab Osmolarity System, San Diego, CA, EUA), teste de Schirmer e tempo de ruptura do filme lacrimal, meibografia e citologia do raspado conjuntival e comparação dos resultados entre os grupos.
Resultados: O grupo de estudo incluiu 19 meninas e 3 meninos no Grupo 1 e 12 meninas e 8 meninos no Grupo 2 (p=0,081). A oftalmopatia associada à tireoide não foi identificada em nenhum dos pacientes. A média da osmolaridade do filme lacrimal foi 310,23 ± 11,98 mOsm/l no Grupo 1 e 313,60 ± 15,03 mOsm/l no Grupo 2 (p=0,424). A média do escore do teste de Schirmer foi menor no Grupo 1 (14,91 ± 6,27) do que no Grupo 2 (23,60 ± 5,63) (p=0,001). A média do tempo de ruptura do filme lacrimal foi menor no Grupo 1 (11,78 ± 4,07) em comparação com o Grupo 2 (15,1 ± 1,6) (p=0,013). Além disso, a média da perda de área da glândula meibomiana foi 25,01% ± 10,04% no Grupo 1 e 16,54% ± 6,02% no Grupo 2 (p=0,002). A análise da citologia conjuntival no Grupo 1 revelou alterações de grau 0 em 6 pacientes (27,3%), alterações de grau 1 em 14 pacientes (63,6%) e alterações de grau 2 em 2 pacientes (9,1%), enquanto 18 pacientes (90%) com alteração de grau 0 e 2 pacientes (10%) com alteração de grau 1 (p=0,001) no Grupo 2.
Conclusões: O estudo demonstra várias alterações da superfície ocular em crianças com tireoidite de Hashimoto. Esses achados podem indicar uma tendência para olho seco em pacientes pediátricos com tireoidite de Hashimoto, sem evidências clínicas de oftalmopatia associada à tireoide.
Keywords: Síndrome do olho seco; Doença de Hashimoto; Lágrimas; Concentração osmolar; Superfície ocular; Crianças
Abstract
Objetivo: Comparar a espessura central foveal, a da camada de fibras nervosas da retina e a da coróide subfoveal através da tomografia de coerência óptica swept-source em crianças de 5 anos de idade com história de retinopatia da prematuridade (RP) tratada com bevacizumabe intravítreo, ou com fotocoagulação a laser, com crianças em regressão espontânea da retinopatia da prematuridade, e com crianças saudáveis da mesma idade.
Métodos: Um total de 79 crianças foi dividido em quatro grupos. Grupo 1: crianças que receberam tratamento com bevacizumabe intravítreo. Grupo 2: crianças que foram tratadas com fotocoagulação a laser. Grupo 3: crianças que tiveram regressão espontânea da retinopatia da prematuridade . Grupo 4: crianças da mesma idade saudáveis e nascidas a termo. As funções visuais e o status refrativo foram avaliados aos 5 anos de idade. A análise de tomografia de coerência óptica foi feita por um dispositivo do tipo swept-source (DRI-OCT Triton; Topcon, EUA).
Resultados: Haviam 12 crianças (15,2%) no grupo 1, 23 crianças (29,1%) no grupo 2, 30 crianças (38%) no grupo 3 e 14 crianças (17,7%) no grupo 4. A distribuição por sexo foi semelhante em todos os grupos (p=0,420). A acuidade visual com a melhor correção mostrou-se significativamente maior no grupo 4 em comparação com os grupos 1, 2 e 3 (respectivamente, p=0,035, p=0,001 e p=0,001). Os resultados dos erros de refração foram semelhantes em todos os grupos (p=0,119). A espessura foveal central mostrou-se significativamente maior no grupo 2 do que no grupo 1 (p=0,023). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto à espessura da camada de fibras nervosas da retina e à espessura da coroide subfoveal (p>0,05).
Conclusões: Os desfechos visuais funcionais foram melhores nas crianças saudáveis nascidas a termo, em comparação com aqueles observados nas crianças com história de retinopatia da prematuridade tratada ou com regressão espontânea. O tratamento com laser teve um efeito significativo na espessura foveal central em crianças de 5 anos de idade, nascidas prematuras, como revelado pela tomografia de coerência óptica swept-source.
Keywords: Retinopatia da prematuridade/tratamento farmacológico; Tomografia de coerência óptica; Bevacizumab/uso terapêutico; Fotocoagulação; Recém-nascido
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações precoces após a primeira injeção de anticorpos antifator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) em casos de edema macular secundário à retinopatia diabética e oclusão da veia da retina e a relação entre essas alterações e o resultado a longo prazo.
MÉTODOS: Foram incluídos no estudo pacientes que receberam uma injeção de antifator de crescimento endotelial vascular para edema macular, virgem de tratamento e devido à oclusão da veia retiniana ou a retinopatia diabética. A espessura macular central foi medida no início do tratamento e no 1º dia, 2ª semana e 1º mês após a injeção, bem como na última visita, através de tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Definiu-se uma “boa resposta” como uma redução ≥10% na espessura macular central no 1º dia após a injeção. Os pacientes foram reavaliados na última visita com relação à resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção, com base em um resultado anatômico favorável, definido como uma espessura macular central <350 µm.
RESULTADO: Foram registrados 26 (44,8%) pacientes com edema macular e oclusão da veia da retina e 32 (55,2%) com edema macular e retinopatia diabética. O tempo médio de acompanhamento foi de 24,0 meses (desvio-padrão de 8,5 meses). Foi observada uma diminuição estatisticamente significativa da espessura macular central após o tratamento antifator de crescimento endotelial vascular tanto em pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana quanto naqueles com edema macular e retinopatia diabética (p<0,001 para ambos). Todos os pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana responderam bem no 1º dia pós-injeção. Todos os que responderam mal no 1º dia pós-injeção pertenciam ao grupo com edema macular e retinopatia diabética (n=16,50%). A presença de manchas hiperrefletivas foi maior nos pacientes que responderam mal do que naqueles que tiveram boa resposta no grupo com edema macular e retinopatia diabética (p=0,03). Um dos 42 (2,4%) pacientes com boa resposta total teve espessura macular central >350 µm, enquanto 5 (31,2%) do total de 16 pacientes com resposta ruim apresentaram espessura macular central >350 µm na última visita (p=0,003).
CONCLUSÃO: O resultado anatômico de longo prazo do edema macular secundário à oclusão da veia retiniana e à retinopatia diabética pode ser previsto pela resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção de antifator de crescimento endotelial vascular.
Keywords: Edema macular; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Oclusão da veia retiniana; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Resultado do tratamento
Abstract
Relatamos um caso de pupiloplastia cirúrgica em um paciente adulto com policoria verdadeira. Um homem de 44 anos de idade foi encaminhado ao nosso serviço com acuidade visual melhor corrigida (BCVA) de 0,5 em seu olho esquerdo. Biomicroscopia revelou 2 pupilas, dentro de uma zona central de 2,5 milímetros com dimensões de 1,2 mm e 1,1 mm de diâmetro. Ambas as pupilas apresentavam esfíncteres irianos reais que respondiam à luz e a drogas. A ponte entre as 2 pupilas foi cortada cirurgicamente. Não houve complicações transoperatórias ou pós-operatórias. A BCVA melhorou para 0,9, e a pupila ficou quase circunferencial com 2,7 mm de diâmetro, um mês após a cirurgia.
Keywords: Iris/anormalidades; Pupila/anormalidades; Pupila/cirurgia
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