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Abstract
Objetivo: Investigar espessura subfoveal coroidal (SFCT) em pacientes com pré-eclâmpsia usando imagens de tomografia de coerência óptica de profundidade otimizada (EDI-OCT). Método: Uma amostra de 73 mulheres grávidas foi estudado ao longo de 28 semanas de gestação. A amostra foi dividida em dois grupos: um com mulheres grávidas com pré-eclâmpsia (n=32), o outro com as mulheres grávidas saudáveis (n=41). SFCT foi determinada em todos os pacientes utilizando EDI-OCT durante a gravidez e no terceiro mês do período pós-parto. Resultados: Os SFCTs em gestantes com pré-eclâmpsia foram 351,97 ± 22,44 µm e 332,28 ± 20,32 µm durante o período de gravidez e pós-parto (p<0,001), respectivamente. Estes valores em mulheres grávidas saudáveis foram 389,73 ± 49,64 µm e 329,78 ± 22,36 µm (p<0,001), respectivamente. Durante a gravidez o SFCT foi significantemente mais fino em mulheres com pré-eclâmpsia quando comparado com as mulheres saudáveis (p<0,001). No entanto, não houve diferença estatisticamente significante no período pós-parto (p=0,623). Conclusões: Os resultados sugerem que SFCT é significativamente mais fino em gestantes com pré-eclâmpsia do que nas mulheres grávidas saudáveis, apesar de não haver diferença estatisticamente significativa na SFCT entre os grupos durante o período pós-parto.
Keywords: Coroide; Doenças da coroide/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica; Pré-eclâmpsia; Fovea centralis; Comprimento axial do olho; Gravidez
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a espessura da coróide (SFCT) usando imagens de tomografia de coerência óptica com profundidade aprimorada (EDI-OCT) no tratamento de pacientes com oclusão primária de ramo da veia central da retina (BRVO) antes e após o implante de dexametasona intravítrea (Ozurdex®). Métodos: Trinta e nove pacientes com BRVO unilateral e 35 indivíduos saudáveis foram incluídos neste estudo prospectivo. Espessura da coróide foi avaliada por EDI-OCT na antes e um mês após o tratamento. Resultados: A média da SFCT medida em 39 pacientes com BRVO foi 299,41 ± 55,86 µm, o que foi significativamente maior do que a dos olhos contralaterias (283,76 ± 57,44 µm) e dos olhos controle (276,14 ± 39,06 µm) (p=0,009 e p=0,044, respectivamente). A média da SFCT após o tratamento foi 279,64 ± 50,96 µm, o que foi significativamente menor do que antes do mesmo (p=0,004). Conclusões: A SFCT do tratamento de olhos com BRVO primária foi significativamente maior do que a dos olhos contralaterais e dos olhos saudáveis, e diminuiu significativamente após o implante intravítreo de dexametasona.
Keywords: Coroide/patologia; Injeções intravítreas; Oclusão da veia retiniana; Tomografia de coerência óptica; Edema macular; Dexametasona/administração & dosagem; Acuidade visual
Abstract
Objetivos: Comparar a espessura da retina e da coroide em pacientes com doença de Behçet, com e sem acometimento ocular e avaliar a correlação entre a taxa de sedimentação de eritrócitos e a espessura da coroide em pacientes com doença de Behçet.
Métodos: Estudo prospectivo intervencional que investigou a sedimentação de eritrócitos, espessura de coroide e da retina em pacientes com doença de Behçet. Os pacientes que foram diagnosticados com base nos Critérios Internacionais para a Doença de Behçet com (Grupo A) ou sem (Grupo B) envolvimento ocular e um grupo controle correspondente (Grupo C) participaram do estudo. Medidas de tomografia de coerência óptica e exames de sangue foram realizados no mesmo dia. As espessuras da retina e da coroide foram medidas utilizando tomografia de coerência óptica de domínio espectral (Spectralis, Heidelberg Engineering, Hidelberg, Germany) e a espessura macular central, a espessura coroidal subfoveal central e a espessura da camada de fibra nervosa da retina foram medidas usando tomografia de coerência óptica.
Resultados: Os valores médios de sedimentação de eritrócitos foram de 9,89 mm/h no Grupo A, 16,21 mm/h no Grupo B e 3,89 mm/h no Grupo C; os valores médios da espessura da coroide subfoveal central foram 350,66, 331,74 e 325,95 µm respectivamente. Os valores médios da espessura macular central e da espessura da camada de fibra nervosa da retina dos pacientes nos grupos A, B e C foram de 226,39, 225,97, 234,11 µm e 92,00, 97,58, 99,84 µm respectivamente. Não houve diferença significativa entre pacientes do Grupo A e B na espessura da coroide subfoveal central, espessura macular central ou valores da espessura da camada de fibra nervosa da retina. A espessura macular central foi estatisticamente significativamente mais fina nos Grupos A e B do que no Grupo C (p=0,016). O Grupo A apresentou afinamento na porção nasal das camadas retiniana e geral da fibra nervosa da retina quando comparado com o Grupo C (p=0,010, p=0,041, respectivamente). Não foi possível estabelecer uma conexão entre a sedimentação dos eritrócitos, a espessura subfoveal central da coroide, a espessura macular central e espessura da camada de fibras nervosas da retina nos pacientes com doença de Behçet.
Conclusão: A taxa de sedimentação de eritrócitos é comumente utilizada para testar a ativação da doença de Behçet e avaliar a resposta ao tratamento. Em nosso estudo, não foi possível estabelecer uma conexão entre a taxa de sedimentação de eritrócitos e a espessura da coroide subfoveal central, espessura macular central e espessura da camada de fibras nervosas da retina em pacientes com doença de Behçet sistematicamente ativa sem envolvimento ocular.
Keywords: Síndrome de Behçet; Sedimentação sanguínea; Índices de eritrócitos; Coroide; Retina; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivos: O objetivo deste estudo é comparar as curvas de aprendizagem dos especialistas em dois campos diferentes sem experiência prévia de dacriocistorrinostomia endonasal endoscópica e revelar as complicações com as taxas de sucesso cirúrgico.
Métodos: Foram investigados retrospectivamente 90 pacientes que receberam dacriocistorrinostomia endonasal endoscópica consecutiva com preservação da mucosa realizada por um oftalmologista (Grupo 1, n=45) e realizada por um otorrinolaringologista (Grupo 2, n=45) entre outubro de 2017 e outubro de 2019. Foram incluídos no estudo pacientes admitidos com epífora e diagnosticados com obstrução primária do ducto nasolacrimal adquirido como resultado do teste de irrigação lacrimal, com idade superior a 18 anos e com, pelo menos, 6 meses de acompanhamento. Em todos os casos, patologias adicionais, como o desvio do septo, foram avaliadas por meio da realização de imagens maxilofaciais. Os prontuários dos pacientes foram avaliados quanto à duração da cirurgia, complicações e desempenho funcional.
Resultados: A média de duração cirúrgica dos pacientes no Grupo-2 foi de 36,27 ± 11,61 minutos, enquanto no Grupo-1 foi de 43,62 ± 16,89 minutos, sendo a diferença estatisticamente significativa (p=0,018). O desempenho funcional no Grupo 1 foi de 84,4% (73,3% nos primeiros 15 casos, 93,3% nos últimos 15 casos) no Grupo 2, essa taxa foi de 88,9% (80% nos primeiros 15 casos, 93,3% nos últimos 15 casos) e a diferença não foi estatisticamente significativa (p=0,53). A intervenção do septo além da cirurgia endoscópica em ambos os grupos (p=0,03, p=0,005, respectivamente) e sangramento intenso durante a cirurgia (para ambos os grupos, p<0,0001) diminuiu significativamente o sucesso funcional.
Conclusão: A dacriocistorrinostomia endonasal endoscópica, realizada após o treinamento necessário, pode ser realizada com alto sucesso e com baixas taxas de complicações por oftalmologistas que não estão familiarizados com a cirurgia endoscópica após adquirirem experiência com trinta casos.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais; Ducto nasolacrimal/cirurgia; Dacriocistorinostomia/métodos; Endoscopia; Oftalmologia/educação
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito da dilatação da pupila sobre a pressão intraocular em recém-nascidos pré-termo e a termo.
Métodos: Este estudo prospectivo envolveu 55 olhos de 28 bebês pré-termo e 38 olhos de 20 bebês a termo. Os bebês foram divididos em dois grupos, pré-termo e a termo, de acordo com a idade gestacional ao nascimento: grupo pré-termo <37 semanas; grupo a termo ≥37 semanas. A dilatação da pupila foi feita com tropicamida 0,5% e fenilefrina 2,5%. As medições da pressão intraocular foram realizadas com Icare PRO (Icare Finland Oy, Helsinki, Finlândia) antes e depois da dilatação da pupila. O teste t pareado foi usado para comparar as medidas antes e depois da dilatação da pupila.
Resultados: A alteração média da pressão intraocular foi de -1,04 ± 3,03 mmHg (+6,20/-11,40 mmHg) no grupo pré-termo e -0,39 ± 2,81 mmHg (+4,60/-9,70 mmHg) no grupo a termo. Uma diferença estatisticamente significativa na pressão intraocular foi observada apenas no grupo pré-termo após a dilatação da pupila (p=0,01).
Conclusão: Após a dilatação da pupila, pode ocorrer alteração inesperada da pressão intraocular em recém-nascidos, principalmente em bebês pré-termo.
Keywords: Lactente; Recém-nascido; Recém-nascido prematuro; Pressão Intraocular; Pupila; Fenilefrina; Tropicamida; Dilatação
Abstract
Pólipos fibroepiteliais são tumores benignos não-epiteliais que surgem do tecido mesodérmico e são comumente encontrados na pele. Eles podem se desenvolver na pálpebra e na área adjacente, e raramente aparecem em outros locais. Embora a maioria dos casos cutâneos seja diagnosticada incidentalmente, as lesões podem ser sintomáticas com base em sua localização. A etiologia dos pólipos fibroepiteliais não é completamente compreendida, mas pode envolver trauma, irritação crônica, fatores alérgicos e causas de desenvolvimento ou congênitas. Apesar dos pólipos fibroepiteliais serem lesões benignas, podem ser malignos em casos extremamente raros. Aqui discutimos 2 casos de pólipo fibroepitelial com uma apresentação atípica e seu tratamento.
Keywords: Neoplasias, fibroepitelial; Pólipos; Pálpebras; Cisto dermóide; Relato de caso
Abstract
O objetivo deste estudo é discutir um caso de ceratite tardia por Klebsiella oxytoca, após ceratoplastia lamelar anterior profunda, bem como seu tratamento. Uma paciente de 21 anos apresentou vermelhidão e efluxo no olho esquerdo 5 meses após cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda sem complicações. Ao exame, havia uma única sutura solta na região nasal superior e uma área de infiltração com defeito epitelial no enxerto e na junção com o leito receptor na área da sutura solta. Iniciou-se empiricamente um tratamento tópico com vancomicina e ceftazidima fortificada de hora em hora, porém com resposta insuficiente. Após o crescimento de K. oxytoca a partir de cultura de swab e sutura retirados da paciente, a vancomicina fortificada foi substituída por imipenem fortificado. Observou-se que a área de infiltração regrediu rapidamente e que o defeito epitelial foi fechado com o tratamento com imipenem fortificado. O imipenem fortificado pode ser considerado um tratamento alternativo, especialmente nos casos sem resposta ao tratamento e detecção de crescimento na cultura.
Keywords: Transplante e córnea; Ceratoplastia lamelar; Klebsiella oxytoca; Ceratite; Imipenem
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