Arq. Bras. Oftalmol. 2023;86 (6 )
:1-7
| DOI: 10.5935/0004-2749.2021-0320
Abstract
Objetivo: Visto que partículas são liberadas nas seringas durante as injeções intravítreas (IVIs), estas foram avaliadas quantitativamente após a agitação das seringas mais comumente usadas para injeções intravítreas.
Métodos: A seringa SR de 1 ml de insulina, a agulha curta Becton-Dickinson Ultra-Fine 0,3 ml com escala de meia unidade, HSW Norm-Ject Tuberculin e a Becton-Dickinson Luer Lok Tip de 1 ml foram estudadas com placedo e com bevacizumabe, aflibercept e ziv-aflibercept, com e sem agitação. MicroFlow Imaging Microscopy foi realizada para avaliar o número de partículas, concentração, morfologia e distribuição das mesmas por tamanho.
Resultados: A contagem média de partículas após agitação foi maior do que no grupo sem agitação usando a seringa Becton-Dickinson Ultra-Fine. Diferenças foram observadas usando a seringa SR entre as duas condições estudadas para partículas maiores que 10 e 25 µm. Para as demais seringas, não foram observadas diferenças significativas nas médias. A seringa SR apresentou o maior número de partículas sem agitação (2.417.361,7 ± 3.421.575,5) seguida da Becton-Dickinson Ultra-Fine com 812.530,9 ± 996.187,2. A BD Luer Lok Tip e a HSW Norm-Ject se comportaram de forma semelhante com 398.396,8 ± 484.239,2 e 416.016,4 ± 242.650,1 partículas, respectivamente.
Conclusões: Agitar seringas para remover bolhas de ar resulta em um maior número de partículas liberadas durante Becton-Dickinson no vítreo humano.
Keywords: Seringas; Injeção intravítrea; Oleo de silicone; Bevacizumab.
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (3 )
:219-225
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180044
Abstract
Objetivos: Relatar as manifestações oculares observadas em pacientes com psoríase atendidos no Ambulatório de Dermatologia da X e encaminhados ao Y, no período de outubro de 2013 a agosto de 2014.
Métodos: A amostra foi constituída por um grupo composto por 43 pacientes com psoríase e um grupo controle com 86 pacientes sem psoríase. Foi realizada uma entrevista clínica com dados epidemiológicos, aspectos clínicos da doença e terapia empregada, sendo todas as informações registradas em protocolo próprio. Posteriormente, realizou-se o exame dermatológico, no qual foi avaliado o índice de gravidade da Psoríase por área (PASI) e índice dermatológico de qualidade de vida (DLQI), e o exame oftalmológico completo, incluindo: Acuidade Visual, Biomicroscopia, Tonometria, Fundoscopia, Teste de Schirmer I, Tempo de Ruptura do Filme Lacrimal (TBUT), rosa bengala, índice de doença da superfície ocular (OSDI) e exames para glaucoma.
Resultados: Observou-se que nos pacientes com psoríase houve frequência estatisticamente maior de envolvimento ocular, como olho seco (16,28%), provável olho seco (32,56%) e blefarite (16,28%). Além disso, os valores do rosa bengala e do OSDI apresentaram-se mais alterados nos pacientes com psoríase (p<0,05).
Conclusão: Dessa forma, sugere-se que esses pacientes realizem exames oftalmológicos periódicos, já que as manifestações oculares podem progredir sem sintomatologia e ocorrer independentemente de fatores de risco.
Keywords: Psoríase; Manifestações oculares