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Abstract
OBJETIVO: Determinar o efeito da toxina botulínica no filme lacrimal em pacientes com distonia facial. MÉTODOS: Foram incluídos 24 pacientes portadores de blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial que receberam aplicação de toxina botulínica tipo A que foram submetidos à propedêutica do filme lacrimal previamente à aplicação e após, com 7 e 30 dias. RESULTADOS: Houve diminuição das queixas de olho seco trinta dias após a aplicação, entretanto, o tempo de ruptura do filme lacrimal e o teste de Schirmer não demonstraram variação significativa entre os períodos pré-tratamento e 1 mês da aplicação. Em relação ao teste de coloração com rosa bengala, todos os olhos que coraram no pré-tratamento, melhoraram na última avaliação. CONCLUSÃO: A injeção de toxina botulínica pode aliviar as queixas de olho seco nos pacientes com distonia facial pela provável ação de inibição do orbicular na sua função de bomba lacrimal.
Keywords: Drenagem; Espasmo hemifacial; Piscadela; Rosa Bengala; Toxina botulínica tipo A; Distonia
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características clínicas pré-operatórias dos pacientes com estrabismo secundário à orbitopatia de Graves e os resultados da cirurgia com anestesia tópica e sutura ajustável. MÉTODOS: Estudo retrospectivo realizado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Foram pesquisados os prontuários de todos os pacientes atendidos no ambulatório de estrabismo no período de março de 1994 a maio de 2004. Destes, foram separados aqueles com estrabismo associado à orbitopatia de Graves submetidos à cirurgia ajustável com anestesia tópica. As características clínicas pré-operatórias e os resultados cirúrgicos foram levantados a partir desta análise. RESULTADOS: Foram incluídos 13 pacientes. O tipo de desvio mais freqüentemente encontrado foi esotropia com hipotropia. Em 9 pacientes modificou-se o retrocesso programado no pré-operatório. Três casos necessitaram de uma segunda cirurgia. Após 6 meses de seguimento, 8 dos 13 pacientes estavam ortotrópicos ou com foria pequena e com algum grau de estereopsia. CONCLUSÃO: Neste estudo observou-se que 62% (8/13) dos pacientes apresentavam hipotropia com esotropia, provavelmente por causa do comprometimento associado do reto inferior e reto medial. Nove dos 13 pacientes necessitaram de ajuste no peroperatório e apenas 3 foram reoperados, indicando a importância da técnica ajustável para melhor alinhamento ocular no pós-operatório, possibilitando obter resultados mais satisfatórios.
Keywords: Anestesia local; Diplopia; Doença de Graves; Estrabismo; Visão binocular
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OBJETIVO: Apresentar dados morfométricos da fenda palpebral, antes e após a aplicação da toxina botulínica tipo A em pacientes com retração palpebral na fase aguda da orbitopatia distireoidiana. MÉTODOS: Estudo prospectivo com 12 indivíduos submetidos à aplicação de 5 UI/0,1 ml de toxina botulínica tipo A em uma das pálpebras superiores. O seguimento mínimo foi de 6 meses. A avaliação palpebral foi registrada por meio de captação de imagens com uma câmera filmadora de vídeo conectada a um microcomputador. RESULTADOS: As medidas da fenda palpebral vertical, distância da margem palpebral superior reflexo, área total da fenda palpebral e função do músculo levantador da pálpebra superior, apresentaram diminuição após a aplicação da droga. Houve diminuição, nos olhos tratados, da diferença entre a área lateral e a área medial da fenda palpebral. A distância margem palpebral inferior reflexo não mostrou alterações. No olho contralateral, houve aumento das medidas (fenda palpebral vertical, distância margem palpebral superior reflexo, área total da fenda palpebral) até 2 semanas após a aplicação. CONCLUSÕES: Estes resultados mostram uma melhora da retração e do contorno palpebral superior, sem alterar o posicionamento da pálpebra inferior.
Keywords: Doença de Graves; Toxina botulínica tipo A; Músculos oculomotores; Doenças palpebrais
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OBJETIVO: Avaliar a eficácia do uso intravítreo da triancinolona acetonida associada a fotocoagulação com laser no tratamento do edema macular difuso diabético. Comparar esta associação terapêutica com o uso isolado de cada tratamento. MÉTODOS: Após controle clínico sistêmico, trinta pacientes portadores de edema macular difuso diabético foram divididos em 3 grupos de tratamento: (1) fotocoagulação macular em grade com laser de argônio; (2) aplicação intravítrea de 4 mg de triancinolona acetonida; (3) associação dos itens anteriores. O seguimento foi realizado em intervalos predeterminados de um dia, uma semana e mensalmente, até completar 6 meses. Foram analisados os parâmetros: acuidade visual corrigida LogMAR, espessura macular central, volume macular total e pressão intra-ocular. RESULTADOS: A fotocoagulação com laser não reduziu de forma estatisticamente significativa a espessura macular central e o volume macular total. Esta redução foi significativa e estatisticamente semelhante nos outros dois grupos. Todos os grupos apresentaram melhora da acuidade visual, entretanto, o grupo que recebeu a associação do laser com a triancinolona intravítrea obteve maior porcentagem de pacientes com ganho de 10 ou mais letras de visão. CONCLUSÃO: O uso simultâneo da fotocoagulação com a triancinolona intravítrea pode ser considerado uma opção terapêutica para o edema macular difuso diabético.
Keywords: Retinopatia diabética; Acuidade visual; Complicações do diabetes; Edema macular; Triancinolona acetonida; Triancinolona acetonida; Coagulação por laser
Abstract
A angeíte congelada é tipo específico de vasculite retiniana rara e grave. Pode ser idiopática ou secundária à doença sistêmica. Relatamos um incomum caso com associação ao lúpus eritematoso sistêmico, sendo a angeíte congelada uma das manifestações do quadro. Uma jovem de 13 anos, previamente hígida, apresentou queixa de baixa visual importante bilateral. À fundoscopia foi evidenciado o aspecto de angeíte de vasos congelados em ambos os olhos. Extensa investigação etiológica foi realizada com diagnóstico confirmado de lúpus eritematoso sistêmico. Poucos casos foram descritos na literatura.
Keywords: Lupus eritematoso sistêmico/complicações; Vasculite retiniana/etiologia; Vasculite retiniana/tratamento farmacológico; Imunossupressores/uso terapêutico; Relato de casos
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