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Abstract
Os autores descrevem um caso de paciente de 16 anos portadora de fitiríase palpebral tratada com ivermectina por via oral. Embora esta droga já esteja em uso há vários anos para terapêutica de outras parasitoses, ela também é reconhecidamente eficaz contra o Phthirus pubis. A maior vantagem de seu emprego na enfermidade aqui descrita pode residir na comodidade posológica.
Keywords: Infecções oculares parasitárias; Pestanas; Infestações por piolhos; Doenças palpebrais; Ivermectina
Abstract
OBJETIVO: Verificar o efeito da instilação correta de colírios hipotensores oculares no comportamento pressórico de pacientes portadores de glaucoma crônico. MÉTODOS: Estudo prospectivo realizado em 90 olhos, de 47 pacientes. Em cada participante era realizada uma minicurva pressórica antes, e outra após lhe ser explicado como proceder à instilação correta de colírios. A seguir, as médias pressóricas obtidas nas duas minicurvas eram comparadas. RESULTADOS: Houve queda significativa de 22,3% na pressão intra-ocular média de 35 (38,9%) olhos. Dos restantes, 35 (38,9 %) olhos exibiram pequena queda (-8,2%) em sua média pressórica e, 20 (22,2 %), pequeno aumento (+8,4%), ambos não estatisticamente significantes. CONCLUSÕES: Verificou-se que parcela expressiva da população estudada conseguiu obter redução adicional em sua média pressórica por meio da instilação correta de colírios. Portanto, o ensino da técnica adequada da instilação de colírio é necessária a todos os pacientes, podendo resultar em benefício extra para os usuários de medicação hipotensora ocular.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Pressão intra-ocular; Prescrição de medicamentos; Soluções oftálmicas; Estudos prospectivos
Abstract
OBJETIVO: Verificar a técnica da instilação de colírio em pacientes portadores de glaucoma crônico. MÉTODOS: Estudo prospectivo realizado em 193 pacientes glaucomatosos. Para cada participante era entregue um frasco de colírio lubrificante (Dunason®, Laboratório Alcon, São Paulo, Brasil) e solicitado que realizasse uma instilação. RESULTADOS: Os participantes utilizaram, em média, 1,64 ± 1,26 gotas de colírio por instilação e 54,5% dos pacientes fizeram contato do bico do colírio com a superfície ocular. Em 3,1% das instilações nenhuma gota de medicamento atingiu o olho, com o paciente não se dando conta do fato. A oclusão do ponto lacrimal ou a manutenção do olho fechado por dois minutos após a instilação não foi realizada em 87,0% dos participantes, e 61,6% piscaram repetidas vezes imediatamente após instilar a droga. CONCLUSÕES: Verificou-se que a maior parte dos participantes deste estudo efetuou a instilação do colírio de modo incorreto. Isto significa desperdiçar grande parte do conteúdo do frasco, aumentar as possibilidades de toxicidade sistêmica, não aproveitar a plenitude do efeito hipotensor das drogas e contaminar a extremidade do frasco de colírio. Portanto, o ensino da técnica adequada da instilação de colírio é absolutamente necessária para todos os pacientes.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Instilação de medicamentos; Prescrição de medicamentos
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