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Abstract
Objetivos: Avaliar os resultados dos testes utilizados para o diagnóstico de olho seco em portadores do vírus da hepatite C, e verificar se há relação entre a duração conhecida da doença e a intensidade das alterações da superfície ocular. MÉTODOS: Foram avaliados 25 pacientes portadores do vírus da hepatite C não tratados e 29 indivíduos com testes sorológicos negativos para hepatite C. Nos dois grupos, foi realizada a mesma sequência de exames: biomicroscopia, teste de cristalização da lágrima, tempo de ruptura do filme lacrimal, avaliação da córnea com fluoresceína, teste de Schirmer I, avaliação da córnea e conjuntiva com corante rosa bengala e estesiometria da córnea. Os pacientes também foram questionados com relação ao tempo conhecido de infecção pelo vírus da hepatite C. RESULTADOS: O grupo com hepatite C apresentou valor menor que o encontrado nos indivíduos sem hepatite C, no teste de Schirmer I tanto para o olho direito (p=0,0162) como esquerdo (p=0,0265). Para o tempo de ruptura do filme lacrimal verificou-se média inferior no grupo com hepatite C nos dois olhos; porém, a diferença apresen tou significância estatística apenas no olho esquerdo (p=0,0007), não sendo detectada diferença no olho direito (p=0,0793). Com relação ao dano presente na superfície ocular, verificado pela pontuação no teste de coloração com rosa bengala, observou-se média superior no grupo com hepatite, tanto no olho direito (p=0,0008) como esquerdo (p=0,0034). Os valores obtidos na medida da sensibilidade corneal dos pacientes infectados evidenciaram que a sensibilidade da córnea encontra-se alterada em comparação com a do grupo controle. O teste de cristalização do filme lacrimal não demonstrou diferenças entre ambos os grupos. Não houve correlação entre tempo de infecção pelo vírus e intensidade das alterações. CONCLUSÕES: Os resultados indicam que a hepatite C é causa de olho seco. Os mecanismos fisiopatológicos não são conhecidos, mas isso deve servir de alerta para cuidados terapêuticos oculares e futuras pesquisas para elucidar a síndrome sicca na hepatite C e suas relações com síndrome de Sjögren.
Keywords: Hepatite C; Síndromes de olho seco; Córnea; Ceratite
Abstract
Objetivo: Análise quantitativa da estesia corneal em pacientes submetidos à cirurgia refrativa (PRK). Métodos: Estudo prospectivo, longitudinal e intervencionista, analisando 45 olhos com estesiômetro de Cochet Bonnet no período pré-operatório, no 30º dia após a cirurgia e no 90º dia após cirurgia refrativa. Os pacientes com erro refracional maior ou igual a 4 dioptrias, foram submetidos ao uso de mitomicina 0,02%, por período de 20 segundos no intraoperatório. Resultados: Observou-se diminuição da sensibilidade corneal no 30º dia em todos os olhos, retornando a níveis próximo ao normal no 90º dia, apresentando redução média final de 14,9%. Mitomicina C foi utilizada em 24 (53,3%) dos 45 olhos examinados. No grupo que recebeu mitomicina C, não houve recuperação da estesia normal (média de 39,2 mm) (p<0,001), após 90 dias de cirurgia. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, verificamos que ocorreu recuperação da estesia corneal próximo ao normal 90 dias após a cirurgia, porém inferior aos valores iniciais, no grupo sem o uso de mitomicina C intraoperatória. No entanto, no grupo submetido ao uso de mitomicina, não houve a recuperação da sensibilidade corneal a níveis normais, mesmo após o período de 90 dias.
Keywords: Mitomicina; Córnea; Ceratectomia fotorrefrativa; Miopia; Estudos prospectivos
Abstract
Objetivos: Comparar a concentração no humor aquoso entre as soluções de moxifloxacina 0,5% e gatifloxacina 0,3% sozinhas ou combinadas com corticosteroides, e correlacionar a concentração com a concentração inibitória mínima (MIC) para os agentes microbianos mais comumente relacionados a endoftalmites. Métodos: Pacientes que seriam submetidos a cirurgia de catarata foram selecionados para receber 1 gota a cada 15 min, 1 hora antes do procedimento de uma das seguintes soluções: moxifloxacina (G1), moxifloxacina + dexametasona (G2), gatifloxacina (G3) ou gatifloxacina + prednisolona (G4). Amostras do humor aquoso foram coletadas antes do início da cirurgia. Espectrofotometria de massa por HPLC determinou a concentração do antibiótico nas amostras. Resultados: A concentração media de antibiótico nas amostras foram: G1= 1280,8 ng/mL; G2= 1644,3 ng/mL; G3= 433,7 ng/mL; G4= 308,1 ng/mL. Concentração média entre G1 e 2 (p=0,01), e G3 e 4 (p=0,008). Todas as amostras alcançaram MIC para S. epidermidis; 100% das amostras do G1 e 2, e 97% do G3 e 4 atingiram o MIC para S. aureus fluoroquinolona-sensível; 100% das amostras do G1 e 2, 88% do G3 e 72% do G4 atingiram o MIC para Enterococci (p<0,001); e 100% das amostras do G1 e 2, 59% do G3 e 36% do G4 atingiram o MIC para S. pneumoniae (p<0,001). Para o S. aureus resistente a fluoroquinolona, 23% do G1, 44% do G2, e nenhuma das amostras G3 e 4 atingiram o MIC (p<0,001). Conclusão: Moxifloxacina + dexamethasona demonstrou maior concentração no humor aquoso comparado com a moxifloxacina sozinha. Gatifloxacina + esteróide demonstrou menor penetração na câmara anterior comparado a solução de gatifloxacin sem corticóide. A moxifloxacina foi superior a gatifloxacina considerando o MIC para Enterococci, S. pneumoniae e S. aureus fluorquinolona resistente.
Keywords: Humor aquoso; Soluções oftálmicas; Antibioticoprofilaxia; Fluoroquinolonas; Esteroides; Corticosteroides; Antibacterianos; Estudo comparativo
Abstract
Objetivo: Comparar a dor e o desconforto da ceratectomia fotorefrativa mecânica vs transepitelial.
Métodos: Este estudo comparativo prospectivo incluiu 190 olhos de 95 pacientes com hipermetropia, astigmatismo e miopia que foram submetidos a ceratectomia fotorefrativa mecânica em um olho e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no olho contralateral usando o laser excimer wavelight Allegretto EX500.O intervalo entre as operações no mesmo paciente foi de 15 a 30 dias. Ambos os olhos tiveram a refração similar antes da cirurgia, com uma diferença máxima de 15-µm na ablação. Os questionários pós-operatórios foram aplicados nos dias 1 e 7 para avaliar o nível de desconforto dos pacientes (0= sem desconforto para 5= desconforto extremo) com os seguintes sintomas: dor, sensação de queimação, coceira, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão dos olhos, sensação corpo estranho e inchaço das pálpebras. Os pacientes também foram questionados sobre qual método eles preferiram.
Resultados: A amostra foi composta por 61 (64,21%) mulheres e 34 (35,79%) Homens. A idade média (SD) do paciente era 31.66 (6.69) anos. No primeiro dia pós-operatório, os pacientes relataram menos desconforto no olho que recebeu ceratectomia fotorefrativa mecânica do que ceratectomia fotorefrativa transepithelial (1,9 ± 1,74 vs 2,5 ± 1,83; p=0,017), sensação de queimação (1,8 ± 1,56 vs 2,5 ± 1,68; p=0,004), lacrimejamento (2,3 ± 1,71 vs 3,1 ± 1,69; p=0,001), e sensação corpo estranho (1,9 ± 1,77 vs 2,5 ± 1,86; p=0,024). Não foram encontradas diferenças significativas entre ceratectomia fotorefrativa mecânica e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no dia 7 pós-operatório. Cinquenta e nove pacientes (62,10%) preferiram ceratectomia fotorefrativa mecânica, enquanto 32 (33,68%) preferiram ceratectomia fotorefrativa transepithelial. Quatro pacientes (4,22%) não expressaram nenhuma preferência.
Conclusões: Nossos resultados mostraram que os escores de dor foram significativamente menores nos olhos tratados pelo ceratectomia fotorefrativa mecânica do que nos olhos tratados com ceratectomia fotorefrativa transepithelial no primeiro dia pós-operatório, o que pode ter proporcionado maior conforto do paciente após a cirurgia e os levou a ter uma preferência pela técnica ceratectomia fotorefrativa mecânica.
Keywords: Dor pós-operatoria; Astigmatismo; Miopia; Hiperopia; Ceratectomia fotorrefrativa; Laser de excimer/uso terapêutico
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