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Abstract
Com a popularização do "bungee jumping" vem se observando aumento na ocorrência de lesões associadas a sua prática, entre elas lesões oculares. O objetivo deste relato é descrever um caso de diminuição aguda da acuidade visual e alterações campimétricas após "bungee jumping". Os autores apresentam o caso de paciente de sexo feminino, 48 anos, sem história de doença ocular ou sistêmica, que chega a consulta em emergência oftalmológica com queixa de baixa da acuidade visual após "bungee jumping", apresentando ao exame oftalmológico inicial, hemorragias em pólo posterior de ambos os olhos. A angiografia fluoresceínica apresentava áreas hipofluorescentes, por bloqueio do contraste, correspondendo às hemorragias, sem outras alterações vasculares. Avaliada após 14 semanas, observou-se reabsorção das hemorragias e rarefação do epitélio pigmentar da retina em pólo posterior; evoluiu clinicamente com melhora da visão, mas permaneceu com queixa de escotoma e alterações campimétricas mesmo cinco meses após o evento inicial. A ocorrência de lesões corporais, entre elas lesões oculares, com risco de diminuição da acuidade visual deve ser informada aos candidatos à prática deste esporte, sendo papel do oftalmologista prover informações à população em geral sobre possíveis afecções oculares, neste esporte e no cotidiano.
Keywords: Retina; Traumatismos em atletas; Hemorragia retiniana; Escotoma; Angiofluoresceinografia; Jogos e brinquedos; Acuidade visual; Desaceleração; Atividades de laser
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar, em mulheres em idade fértil, a associação entre o uso de anticoncepcionais (ACO) orais de baixa dosagem e alterações na visão de cores. MÉTODOS: Foram incluídas no estudo 30 mulheres, 16 usuárias de ACO oral há menos de cinco anos (Grupo I) e 14 usuárias de anticoncepcionais orais há mais de cinco anos (Grupo II). Foram utilizados os testes de Ishihara, City University Color Vision Test e D 15 dessaturado. RESULTADOS: Não foram observados padrões característicos de distúrbio da visão cromática em nenhum teste dos dois grupos. CONCLUSÃO: Na amostra estudada, o uso de ACO oral de baixa dosagem não influenciou a visão de cores, independente do tempo de uso.
Keywords: Percepção de cores; Visão; Defeitos da visão cromática; Anticoncepcionais orais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito do "cross-linking" corneano na ceratopatia bolhosa sintomática e seu impacto na acuidade visual, espessura corneana e sintomatologia dolorosa. MÉTODOS: Doze pacientes com ceratopatia bolhosa sintomática foram incluídos. Exame clínico com questionário específico para a pesquisa com escala de dor (escala visual analógica numérica), acuidade visual e mensuração da espessura corneana foi realizada pré "cross-linking" corneano, 7, 30 e 60 dias após. Em todos os pacientes o tratamento com UVA-crosslinking foi realizado após abrasão do epitélio corneano na lâmpada de fenda e instilação de solução de riboflavina 0,1% a cada 5 minutos por 30 minutos. Após esse período o paciente foi submetido à exposição à luz ultravioleta A (UVA), utilizando riboflavina e anestesia tópica a cada 5 minutos por 30 minutos. O paciente utilizou colírios de ofloxacina 0,3% e lágrima artificial até completa reepitelização. O teste de Friedman foi usado para comparar as médias das frequências da acuidade visual, sintomatologia dolorosa e espessura central da córnea. Os valores de "p" menor que 0,05 foram considerados como estatisticamente significantes. RESULTADOS: Doze olhos de 12 pacientes com erosões epiteliais recorrentes foram tratados. O tempo de seguimento foi de dois meses. Foi observada redução significante da dor (p<0,001). As medidas da espessura corneana e da acuidade visual não sofreram alterações estatisticamente significantes. CONCLUSÃO: Foi constatado o potencial de aplicação do "cross-linking" corneano no tratamento de pacientes com dor causada por ceratopatia bolhosa. É necessário maior seguimento para confirmar se os resultados podem ser reproduzidos em longo prazo.
Keywords: Córnea; Topografia da córnea; Reagentes para ligações cruzadas; Transplante de córnea; Dor; Agentes fotossensibilizantes; Riboflavina; Raios ultravioleta; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o impacto das doenças oculares sobre a qualidade de vida de uma população idosa do sertão de Pernambuco, localizado na região nordeste do Brasil. MÉTODOS: Foram entrevistados 580 indivíduos acima de 59 anos, por meio do questionário de avaliação de qualidade de vida "Visual Functioning Questionnaire" (VFQ). Todos os indivíduos foram submetidos a exame oftalmológico completo. Os resultados das variáveis quantitativas foram expressos por suas médias e desvios- padrão. Os resultados das variáveis qualitativas foram expressos por suas frequências absolutas e relativas. RESULTADOS: A média de idade foi de 70 ± 8,1 anos. Cerca de 86,0% dos entrevistados declararam ser analfabetos ou ter o ensino fundamental incompleto. As principais queixas foram: baixa visual (71,1%) e ardor/prurido (69,0%). A acuidade visual não era normal em 37,4% dos idosos. Por volta de 75,0% dos entrevistados relataram ter saúde regular ou ruim, e 77,0% diziam ter uma visão regular ou ruim. A qualidade de vida foi considerada pior conforme a piora da condição visual do idoso. CONCLUSÃO: O déficit visual representou um impacto negativo sobre a qualidade de vida dos idosos do sertão Pernambucano.
Keywords: Idoso; Qualidade de vida; Acuidade visual; Brasil
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