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Abstract
O macrovaso retiniano congênito é rara anomalia vascular em que um vaso grande e suas tributárias cruzam a mácula. Descrevemos um caso de macrovaso retiniano em paciente com queixa de baixa acuidade visual.
Keywords: Malformações arteriovenosas; Doenças retinianas; Retina; Vasos retinianos; Fluxo sanguíneo regional; Acuidade visual; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar qualidade do filme lacrimal pelo corante rosa bengala e sua estabilidade por meio do tempo de ruptura, relacionando com a largura da fenda palpebral e a exoftalmia em pacientes com oftalmopatia de Graves. MÉTODOS: Foram estudados 54 olhos de 27 pacientes com oftalmopatia de Graves, tanto em fase inflamatória quanto em fase crônica. A avaliação consistiu de análise qualitativa do filme lacrimal pelo corante rosa bengala por meio da classificação de van Bijsterveld, análise da estabilidade do filme lacrimal pelo tempo de ruptura, medida da largura da fenda palpebral e exoftalmometria. A análise estatística foi realizada com o teste do Qui-quadrado. RESULTADOS: Entre os 27 pacientes estudados, 77,8% eram do sexo feminino e 22,2% do masculino. A idade média foi de 44,26 anos (DP 12,67). O tempo médio de doença foi de 5,85 anos (DP 4,47) e o de oftalmopatia foi de 5,81 anos (DP 5,37). Dos 54 olhos em estudo, 37% apresentaram teste positivo pela escala de graduação de van Bijsterveld, 33,3% tempo de ruptura do filme lacrimal menor que 5 segundos, 57,4% largura da fenda palpebral maior que 11 mm e 55,6% exoftalmometria maior que 19 mm. Quando relacionamos o tempo de ruptura do filme lacrimal menor que 5 segundos com a largura da fenda palpebral maior que 11 mm encontramos odds ratio igual a 11,2 (p=0,0008). As demais relações estudadas não mostraram significância estatística. CONCLUSÕES: O olho seco diagnosticado pela coloração com rosa bengala e pelo tempo de ruptura do filme lacrimal ocorre com freqüência na oftalmopatia de Graves. A largura da fenda palpebral correlaciona-se com o tempo de ruptura do filme lacrimal na oftalmopatia de Graves. Seu aumento pode levar à instabilidade do filme lacrimal.
Keywords: Doença de Graves; Rosa bengala; Ceratite; Exoftalmia; Lágrimas; Coloração e rotulagem
Abstract
OBJETIVOS: Definir a taxa de detecção de tracoma em escolares do Estado de Alagoas - Brasil. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 6.424 crianças e adolescentes. A avaliação clínica dos escolares foi realizada por graduandos da Faculdade de Medicina sob supervisão de professores do Departamento de Oftalmologia, seguindo os critérios da Organização Mundial de Saúde. A avaliação clínica foi caracterizada por exame dos cílios, das pálpebras, da conjuntiva e da córnea de ambos os olhos. Os estudantes foram catalogados, anotando-se nome, sexo, idade, diagnóstico da forma clínica e município. Quanto à idade, os escolares foram divididos em três grupos: grupo A (<10 anos), grupo B (10-14 anos) e grupo C (>14 anos). RESULTADOS: A taxa de detecção de tracoma foi de 4,5%. Dos 3.280 estudantes do sexo masculino, 161 (4,9%) casos foram considerados confirmados, e dos 3.144 estudantes do sexo feminino, 131 (4,2%) casos foram considerados confirmados. Do total de escolares do grupo A, B e C, respectivamente 175 (5,3%), 113 (8,0%) e 4 (1,6%), foram considerados casos confirmados. CONCLUSÃO: Nesta região, o tracoma parece não ter sido erradicado e, portanto, deve permanecer como diagnóstico diferencial de conjuntivite folicular crônica em crianças e adolescentes advindos dela.
Keywords: Tracoma; Tracoma; Conjuntivite; Córnea; Entrópio; Saúde escolar; Estudantes
Abstract
OBJETIVO: Descrever e analisar as características de uma série de casos de portadores de neoplasias epiteliais primárias da glândula lacrimal, o tratamento cirúrgico, assim como os achados histopatológicos. MÉTODOS: Avaliação retrospectiva dos arquivos de pacientes com neoplasias epiteliais primárias da glândula lacrimal, no período de 1997 até 2007. Todos os pacientes com tumores epiteliais primários da glândula lacrimal foram incluídos neste estudo. Foram analisados os dados sobre sexo, idade, características clínicas, tratamento cirúrgico, achados histopatológicos e seguimento dos pacientes. As lâminas com secções histológicas dos tumores foram revisadas pelo mesmo patologista. RESULTADOS: No período do estudo, foram encontrados 12 pacientes, sendo 5 (41,7%) portadores de tumores benignos, todos adenomas pleomórficos (tumor benigno misto), e 7 (58,3%) com neoplasias malignas, assim distribuídos: quatro casos de carcinoma adenóide cístico, dois de carcinoma mucoepidermóide e um de carcinoma ex-adenoma pleomórfico. Analisando-se de modo global, a idade média dos portadores foi de 54,1 anos (variando de 14 a 70 anos); com média de idade de 52,4 anos (variando de 14 a 65 anos) para neoplasias benignas, e 55,3 para neoplasias malignas (variando de 26 a 70 anos). Informações do seguimento, variando de 2 a 10 anos, estavam disponíveis para todos os pacientes. Três pacientes desenvolveram metástases distantes e morreram devido à doença. CONCLUSÕES: A maioria das neoplasias epiteliais primárias da glândula lacrimal foi o adenoma pleomórfico e o carcinoma adenóide cístico no período de estudo. Os tumores malignos foram mais frequentes que os benignos. O diagnóstico histopatológico e o estadiamento inicial da doença podem desempenhar uma papel significante na sobrevida do paciente.
Keywords: Aparelho lacrimal; Neoplasias orbitárias; Adenoma; Neoplasias oculares; Doenças do aparelho lacrimal; Carcinoma adenóide cístico; Carcinoma mucoepidermóide; Seguimentos
Abstract
OBJETIVO: Determinar a associação entre a língua e o número de citações de artigos publicados em periódicos de oftalmologia brasileiros. MÉTODOS: Este estudo foi uma revisão sistemática. Artigos originais foram identificados a partir da revisão dos documentos publicados nos dois periódicos de oftalmologia brasileiros indexados no Science Citation Index Expanded - SCIE ["Arquivos Brasileiros de Oftalmologia (ABO)" e "Revista Brasileira de Oftalmologia (RBO)"]. Todos os tipos de documentos ("artigos" e "revisões") listados no SCIE em inglês (Grupo Inglês) ou em português (Grupo Português), de 1º de janeiro de 2008 a 31 de dezembro de 2009, foram incluídos, exceto: "editoriais"; "correções"; "cartas"; e "biografias". O desfecho primário foi o número de citações até o segundo ano após a data de publicação. Análise de subgrupo incluiu probabilidade de citação (citado pelo menos uma vez contra nenhuma citação), periódico e ano da publicação. RESULTADOS: A pesquisa na Web of Science revelou 382 artigos [107 (28%) no Grupo Inglês e 275 (72%) no Grupo Português]. Destes, 297 (77,7%) foram publicados na ABO e 85 (23,3%) na RBO. O número de citações foi significativamente maior (P<0,001) no Grupo de Inglês (1,51 - DP 1,98 - faixa 0 to 11) em comparação com o Grupo Português (0,57 - DP 1,06 - faixa 0 to 7). A probabilidade de citação foi estatisticamente superior (P<0,001) no Grupo de Inglês (70/107 - 65,4%) comparado com o Grupo Português (89/275 - 32,7%). Havia mais artigos publicados em Inglês na ABO (98/297 - 32,9%) do que no RBO (9/85 - 10,6%) [P<0,001]. Não houve diferença significativa (P=0,967) na proporção de artigos publicados em Inglês nos anos de 2008 (48/172 - 27,9%) e 2009 (59/210 - 28,1%). CONCLUSÃO: O número de citações de artigos publicados em Português em periódicos brasileiros de oftalmologia é menor do que o publicado em Inglês. Os resultados deste estudo sugerem que os conselhos editoriais devem incentivar fortemente os autores a adotar o Inglês como língua principal em seus artigos futuros.
Keywords: Linguagem; Oftalmologia; Bibliometria; Publicações de divulgação científica; Publicações científicas e técnicas; Fator de impacto de revistas; Artigo de revista
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a associação de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) com variantes de alipoproteína E (APOE) e perfil lipídico sérico, incluindo níveis séricos de colesterol total (TC) e frações de proteínas relacionadas a receptor de LDL (LDLc) e HDL colesterol (HDLc), e triglicérides (TG). Métodos: Realizouse genotipagem de APOE-HhaI em 134 pacientes (grupo de estudo SG) e 164 indivíduos sem a doença (grupo controle CG), na faixa etária entre 5089 anos. O perfil lipídico sérico foi analisado em um subgrupo de 30 indivíduos de ambos os grupos, pareados por idade e sexo. Admitiuse nível de significância para valorP<0,05. Resultados: APOE E3/E3 prevaleceu (SG=74,6%; CG=77,4%), sem diferença entre os grupos (P=0,667), o mesmo ocorreu para genótipos de risco (APOE /E2: SG=7,4%; CG=10,3%,P=0,624).Níveis séricos de TC, LDLc e TG mostraram medianas semelhantes entre SG (193,5; 116; 155 mg/dL, respectivamente) e CG (207,5; 120; 123,5 mg/dL respectivamente; P>0,05). Para HDLc notouse valor de mediana elevado em SG (53,3 mg/dL) versus CG (42,5 mg/dL; P=0,016), constatado também na análise de regressão logística, cuja razão HDLc/TC mostrou coeficiente 11,423 (P=0,014), confirmando acréscimo de HDLc em SG. A relação entre perfil lipídico sérico e genótipos de APOE mostrou semelhança entre os grupos (P>0,05). Conclusão: APOE-HhaI não se associa a DMRI, no entanto, o acréscimo no nível sérico de HDLc parece ter efeito protetor contra a doença, independente de variantes genéticas da apoE.
Keywords: Polimorfismo genético; Apolipoproteins E; Lipídeos; Triglicerídeos; Colesterol;; Degeneração macular; HDL-colesterol; Proteínas relacionadas a receptor de LDL
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar a associação entre o polimorfismo VEGF-C936T, níveis séricos de VEGF (vascular endothelial growth factor), hábitos de vida e antecedentes pessoais em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DRMI).Métodos:Foram estudados 183 indivíduos: 88 pacientes com degeneração macular relacionada à idade, em tratamento clínico e medicamentoso (Grupo Estudo - GE) e 95 indivíduos sem sinais clínicos da doença (Grupo Controle - GC). O polimorfismo VEGF-C936T e os níveis séricos de VEGF foram analisados por PCR/RFLP e ELISA, respectivamente. Admitiu-se nível de significância para P<0.05.Resultados:O genótipo homozigoto selvagem (CC) prevaleceu em ambos os grupos (P=0,934), assim como o alelo C (P=0,938). Os níveis séricos de VEGF, analisados em 57% de SG e em 31% de CG, apresentaram valores semelhantes entre pacientes e controles (GE=307,9 ± 223,6 pg/mL; GC=305,1 ± 212,3 pg/mL; P=0,955). Notou-se maior frequência de tabagismo (44%) e hipertensão arterial sistêmica (66%) em GE versus GC (25%; 48%; P=0,01; P=0,025, respectivamente). A distribuição de etilismo e dislipidemia foi semelhante entre os grupos (P>0,05).Conclusões:Em nosso estudo com pacientes brasileiros, o polimorfismo VEGF-C936T não se associa com degeneração macular relacionada à idade, por outro lado, tabagismo e HAS são potencialmente fatores de risco independentes para a doença, enquanto níveis de VEGF semelhantes em ambos os grupos podem refletir o sucesso do tratamento farmacológico.
Keywords: Fator A de crescimento do endotélio vascular; Ensaio de imunoadsorção enzimática; Reação em cadeia da polimerase; Polimorfismo genético; Degeneração macular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar comparativamente o limiar de sensibilidade macular da microperimetria e a estabilidade de fixação entre o primeiro (direito) e o segundo (esquerdo) olhos testados de indivíduos normais.
MÉTODOS: Trinta pacientes saudáveis foram divididos aleatoriamente em 2 grupos. Os participantes foram submetidos à microperimetria no “fast mode” e no “expert mode” no grupo I e II, respectivamente. Cada participante foi submetido a um único teste e o olho direito foi testado primeiro.
RESULTADOS: No grupo I, o limiar médio de sensibilidade macular (± DP) foi de 24,5 ± 2,3 dB e 25,7 ± 1,1 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,0415). No grupo II foi de 26,7 ± 4,5 dB e 27,3 ± 4,0 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,58). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os olhos dos dois grupos (p=0,1512). Em relação à estabilidade de fixação (avaliada no grupo microperimetria no “expert mode”), a média das porcentagens dos pontos de fixação dentro do 1 grau central da mácula (P1) ± DP foi de 87,9 ± 11,5% no olho direito e de 93,8 ± 6,6% no olho esquerdo. O teste t pareado não mostrou diferença estatística entre os olhos (p=0,140). O valor médio de P2 ± DP foi de 95,5 ± 4,9% no olho direito e 98,5 ± 2,1% no olho esquerdo. Foi demonstrado um aumento na porcentagem de pontos de fixação no segundo olho testado quando comparado ao primeiro (teste t pareado= 2,364; p=0,034). Houve correlação negativa entre o limiar de sensibilidade macular do olho direito e a duração do exame nos dois grupos (microperimetria no “expert mode”: r=-0,717; p=0,0026; microperimetria no “fast mode”: r=-0,843; p <0,0001).
CONCLUSÃO: O limiar médio de sensibilidade macular foi maior no segundo olho testado no grupo microperimetria no “fast mode” e foi semelhante nos dois olhos no “expert mode”. Nossos dados sugerem que a compreensão do exame pelo indivíduo pode impactar nos resultados da microperimetria.
Keywords: Macula lutea; Fixação ocular; Viés; Campos visuais; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Estudar alguns parâmetros de segurança da moxifloxacino intracameral nas cinco semanas após a cirurgia de catarata.
Métodos: O estudo foi uma série de casos prospectivos. O cenário era um hospital privado em Recife, Pernambuco, Brasil. Foi considerada uma amostra consecutiva de 1.016 cirurgias de catarata. Os critérios de inclusão foram pacientes com indicação para cirurgia de catarata, com pelo menos 55 anos de idade e sem história de alergia a quinolonas. Os pacientes foram preparados para cirurgia usando uma solução de povidona a 5% diluída como agente antiséptico tópico. A técnica operatória foi a facoemulsificação com implante de lente intraocular. Uma seringa de 0,3 mL foi parcialmente preenchida com moxifloxacino. Os pacientes receberam 150 µg/0,03 mL de moxifloxacino através da incisão cirúrgica no final da cirurgia. No pósoperatório, os pacientes foram prescritos: (1) moxifloxacino 0,5% 5 vezes ao dia durante 1 semana e (2) colírio de acetato de prednisolona a 1% 5 vezes ao dia durante 1 semana, seguido de 4 vezes ao dia durante 1 semana e, posteriormente, 2 vezes diariamente por 3 semanas. Os desfechos foram a incidência de endoftalmite aguda, variações entre os valores basais e os na 5ª semana pósoperatória referente à densidade celular endotelial corneana, acuidade visual corrigida para longe e pressão intraocular.
Resultados: A média da idade foi de 67 ± 5 anos, e 56,2% dos pacientes eram do sexo feminino. Não houve casos de endoftalmite. A acuidade visual corrigida para longe préoperatório médio foi de 58 letras ± 10 (SD), e a acuidade visual corrigida para longe pósoperatório médio foi de 80 letras ± 4 (SD). A alteração média na densidade celular endotelial corneana foi de 249 células/mm (10,3%). Não houve diferença na pressão intraocular. Não foram observados eventos adversos relacionados ao estudo.
Conclusão: Os resultados sugerem que o moxifloxacino é uma opção segura para o uso intracameral após a cirurgia de catarata.
Keywords: Extração de catarata; Endoftalmite; Antibioticoprofilaxia; Segurança; Complicações pós-operatórias
Abstract
OBJETIVO: Determinar, após 3 anos de seguimento, as taxas de sucesso funcional e anatômico e a segurança da cirurgia combinada sem sutura, incluindo remoção da base vítrea e da membrana limitante interna após coloração com azul brilhante (0,5 mg/ml) para o manejo de buracos maculares idiopáticos.
MÉTODOS: Quarenta e seis olhos de 46 pacientes com buraco macular idiopático foram incluídos neste estudo retrospectivo. Os critérios de inclusão foram: buraco macular com diâmetro linear mínimo menor que 1500 micrômetros, acuidade visual com melhor correção de 0,05 decimal ou melhor e tempo de sintomas menor que 2 anos. Os critérios de exclusão foram gravidez, atrofia do nervo óptico, glaucoma avançado ou outra doença ocular crônica. A técnica cirúrgica incluiu a remoção da membrana limitante interna após coloração com Azul Brilhante 0,5 mg/ml, tamponamento com C3F8 posicionamento em prona ção durante 3 dias de pós-operatório. O seguimento foi realizado por exame oftalmológico e Tomografia de Coerência Óptica no 1 e 7 dias, 1, 6, 12, 24 e 36 meses de pós-operatório. Se o fechamento anatômico do buraco macular não fosse atingido na visita de um mês, realizava-se um segundo procedimento no qual a área do peeling da membrana limitante interna era ampliada. Para análise estatística, foram utilizados testes de regressão logística múltipla e Qui-quadrado. Valores de p menores que 0.05 foram considerados estatisticamente significativos.
RESULTADOS: Dos 46 olhos com buraco macular idiopático, 42 (91,3%) obtiveram fechamento do buraco macular após um procedimento cirúrgico e 45 (97,8%) após uma cirurgia adicional. A média de melhora da acuidade visual com melhor correção no pós-operatório foi de 0.378 (0.050-0.900) decimal. Não foram observados: reabertura do buraco macular, complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico ou complicações relacionadas ao corante.
CONCLUSÃO: A cirurgia combinada sem sutura que incluiu remoção da base vítrea e remoção membrana limitante interna após coloração com Azul Brilhante (0,5 mg/ml) para o tratamento de buracos maculares idiopáticos foi realizada com adequada capacidade de coloração, melhora da acuidade visual e fechamento do buraco macular sem sinais de toxicidade ocular no seguimento de 3 anos.
Keywords: Vitrectomia/métodos; Buraco macular; Corantes; Corantes de rosanilina; Azul brilhante
Abstract
Objetivo: Determinar a incidência de emergências oculares em um centro oftalmológico de referência no Brasil.
Métodos: O banco de dados de prontuários da Fundação Altino Ventura, Recife, Brasil, foi analisado retrospectivamente e incluiu pacientes atendidos, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, na sala de emergência oftalmológica. Foram excluídos os prontuários com dados incompletos e com quadros ambulatoriais. Apenas o primeiro atendimento na emergência foi considerado para análise.
Resultados: Em um ano, 134.788 pacientes (idade média de 38,7 ± 22 anos [0-99 anos]) foram admitidos na emergência da Fundação Altino Ventura. Os diagnósticos mais frequentes foram conjuntivite (52.732 casos [37,3%]), blefarite (7.213 casos [5,1%]) e corpo estranho na córnea/conjuntiva (6.925 casos [4,9%]). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular foram cerca de 8 vezes e 2 vezes mais incidente em indivíduos do sexo masculino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Triquíase e blefarite afetaram ~2 vezes mais pacientes do sexo feminino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular afetaram mais pacientes em idade produtiva (>15 anos), enquanto úlcera, blefarite e triquíase da córnea afetaram mais pacientes idosos. Todos os grupamentos de diagnóstico (doenças infecciosas, trauma ocular, corpos estranhos, retinopatias, doenças das pálpebras, doenças da córnea, crise glaucomatosa e doenças neurooftalmológicas) foram mais incidentes na primavera (valor de p<0,001).
Conclusão: As emergências oftalmológicas mais comuns no presente estudo foram as doenças infecciosas e o corpo estranho. Porém, a incidência das emergências oculares são fluências pela faixa etária e gênero do paciente, além da época do ano.
Keywords: Emergência; Oftalmopatia; Transtorno da visão; Conjuntivite; Corpo estranho; Traumatismo oculare; Estações do ano; Brasil
Abstract
Objetivo: Determinar o perfil de liberação, no humor aquoso, de moxifloxacino encapsulado em lipossomas como um sistema de liberação controlada para aplicação intracameral.
Métodos: Lipossomas contendo moxifloxacino foram obtidos através do método de hidratação do filme lipídico e caracterizados por tamanho da partícula e eficiência de encapsulação. Utilizaram-se coelhos fêmeas foram para o estudo do perfil de liberação in vivo. Lipossomas contendo moxifloxacino foram injetados na câmara anterior do olho direito de cada animal. Os coelhos foram divididos em cinco grupos, e uma amostra de humor aquoso foi coletada 2, 4, 8, 24 e 48 h após a administração de lipossomas contendo moxifloxacino. As concentrações de moxifloxacino no humor aquoso foram analisadas usando cromatografia líquida de alta eficiência.
Resultados: O tamanho médio dos lipossomas contendo moxifloxacino foi de 60,5 ± 0,72 nm com uma distribuição de tamanho de partícula de 0,307. A eficiência de encapsulação de moxifloxacino nos lipossomas foi de 92,24 ± 0,24%. Os resultados de um estudo de liberação in vivo de lipossomas contendo moxifloxacino, mostraram que a concentração máxima de moxifloxacino foi atingida dentro das primeiras 2 h após sua administração (5,27 ± 1,09 mg/mL) e foi seguida de um decréscimo na concentração intracameral (0,35 ± 0,05 mg/mL) até a marca de 24 h.
Conclusão: Os experimentos in vivo resultaram em lipossomas contendo moxifloxacino que eram homogêneos em tamanho e exibiam alta eficiência de encapsulação do fármaco. Os resultados indicam que lipossomas contendo moxifloxacino oferecem um perfil de liberação de humor aquoso satisfatório após a aplicação intracameral.
Keywords: Nanotecnologia; Naniopartículas; Lipossomos; Sistemas de liberação de medicamentos; Endoftalmite; Fluoroquinolonas; Animais; Coelhos
Abstract
As apresentações clínicas associadas à deficiência de vitamina A persistem em regiões pobres ao redor do mundo com os mesmos achados clínicos descritos há séculos. No entanto, novas formas de problemas causados pela vitamina A afetam os olhos, estão associados com os hábitos da sociedade moderna e tem causado preocupação. Eles exigem a atenção dos oftalmologistas, pediatras, internistas, dermatologistas e nutricionistas, devido à sua gravidade e diversidade de causas. Uma vez que os olhos e seus anexos são órgãos muito sensíveis à deficiência e excesso de vitamina A, manifestações oculares podem ser indicadores precoces do desequilíbrio de vitamina A. Essa revisão traz as manifestações clínicas de hipovitaminose A enfatizando os chamados distúrbios dietéticos modernos e formas de abordagem multidisciplinar. E também traz evidências sobre a relação entre a terapia com ácido retinóico e doença do olho seco.
Keywords: Deficiência de vitamina A/complicações; Manifestações oculares; Cirurgia bariátrica; Blefaroplastia; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Xeroftalmia
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